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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 18/02/2013

Nanopartículas banhadas a ouro podem revolucionar combate ao câncer

Galileu – 16/02/2013

Tratamentos contra o câncer costumam ser invasivos. O paciente fica abatido, fisicamente fragilizado e ainda tem de conviver – talvez a parte mais complicada disso tudo – com possibilidade de simplesmente nada daquilo dar certo. Mas uma pesquisa da Missouri University e do Oak Ridge National Lab, ambos dos EUA, pode mudar isso – tanto o efeito colateral quanto a incerteza da eficácia. A esperança, como sempre, são elas: as nanopartículas.

O actínio é um elemento químico que costuma ser usado nas radioterapias. Isso porque ele produz uma grande quantidade de partículas alfa, muito eficientes no combate ao câncer. Acontece que essas partículas são muito fortes e não ficam apenas no local do tumor: elas se espalham pelo organismo. E isso é muito prejudicial pro paciente. O que os cientistas fizeram foi criar uma nanopartícula banhada a ouro que retém todos esses elementos somente no local específico do câncer.

“Se as partículas alfa se espalham pelo corpo do paciente, elas matam tecidos e órgãos saudáveis”, escreveu o professor J. David Robertson em uma conversa por email com a GALILEU. De acordo com Robertson, 80% das partículas ficam presas na nanopartícula. Os outros 20% ainda circulam pelo corpo, mas mesmo assim o efeito colateral do tratamento fica muito menos hostil – daí a importância da descoberta.

Além de menos nociva, a radioterapia com as nanopartículas douradas também pode ser mais eficiente. “Hoje, um câncer com uma metástase avançada, amplamente disseminada no organismo, representa uma sentença de morte. Com radiofármacos direcionados, a promessa é de tratar diversas lesões do tumor ao mesmo tempo”.

A ideia é realizar testes em animais por mais um ou dois anos para checar, entre outras coisas, a dosagem correta dos elementos. Só depois disso é que cobaias humanas irão começar a receber o tratamento. A Missouri University já entrou com um pedido de patente no USPTO - United States Patent and Trademark Office - o Escritório de Patente e Marca Registrada dos EUA.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI331022-17770,00-NANOPARTICULAS+BANHADAS+A+OURO+PODEM+REVOLUCIONAR+COMBATE+AO+CANCER.html

 

Câncer de pulmão superará o de mama como causa de morte entre mulheres

Terra – 13/02/2013

O câncer de pulmão superará o de mama como principal causa de morte pela doença entre as mulheres nos próximos anos, segundo um estudo que publica nesta quarta-feira "Annals of Oncology".

O aumento, que já se nota no Reino Unido e na Polônia e se acelerará até 2020, reflete o aumento da quantidade de mulheres que começaram a fumar nas décadas de 1960 e 1970, de acordo com a publicação médica.

A análise, feita nos 27 países da União Europeia pelo professor Carlo La Vecchia da Universidade italiana de Milão, indica que após este aumento nos próximos anos, o número de casos de câncer de pulmão cairá, pois as mulheres estão fumando cada vez menos.

Os especialistas estimam que em 2013 por volta de de 82.640 mulheres europeias morrerão por causa de um câncer de pulmão enquanto 88.890 falecerão por câncer de mama, embora essa situação começará a mudar a partir de 2015, quando o de pulmão superará ao de mama.

Os pesquisadores observaram a situação de todos os tipos de câncer nos 27 países da UE, e em particular na França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha e no Reino Unido.

De acordo com a publicação, há cada vez mais pessoas que desenvolvem câncer, mas são cada vez menos as que morrem por este mal.

"Em relação ao câncer de pulmão, esperamos que os casos de mortes comecem a baixar por volta de 2020 ou 2025, agora que a nova geração de mulheres fuma menos", disse La Vecchia, que iniciou o estudo em 2007 a partir de dados médicos dos países europeus.

http://saude.terra.com.br/cancer-de-pulmao-superara-o-de-mama-como-causa-de-morte-entre-mulheres,a4ae8c2804fcc310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

 

Vírus geneticamente modificado combate câncer no fígado

Galileu – 14/02/2013

Um grupo de pesquisadores de diversos países conseguiu criar uma vacina que combate o câncer no fígado a partir de um vírus geneticamente modificado. Os testes foram feitos em 30 pacientes terminais e os resultados são animadores.

Mais da metade dos doentes teve sua expectativa de vida dobrada, de 6,7 meses para 14,1 meses. David Kirn, co-autor da pesquisa e que trabalha em uma empresa associada ao estudo, disse que "pela primeira vez na histórica da medicina ficou demonstrado que um vírus geneticamente modificados podem aumentar a sobrevivência de pacientes com câncer".

Chamada de Pexa-Vec, a vacina combate diretamente o tumor, que tem seu fluxo de sangue diminuído, e também estimula o sistema imunológico do paciente, que passa a atacar as células cancerosas. Os cientistas fizeram a engenharia genética usando uma vertente do vírus da varíola, o Vaccinia.

Os efeitos colaterais observados foram parecidos com o de uma forte gripe, com náusea e vômitos por até dois dias. Novos testes estão sendo feitos agora com cerca de 120 pacientes na nova fase do estudo.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI330924-17770,00-VIRUS+GENETICAMENTE+MODIFICADO+COMBATE+CANCER+NO+FIGADO.htm

 

Cigarro está ligado a 70% dos casos de câncer de bexiga, aponta estudo

Bem Estar – O Globo – 04/02/2013

Um levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com 2.500 homens e mulheres operados de tumor na bexiga entre 2009 e 2012 aponta que um em cada sete pacientes era fumante ou já havia sido. Nesta segunda-feira (4), é lembrado o Dia Mundial de Combate ao Câncer.

Segundo o coordenador do serviço de urologia do Icesp, Marcos Dall’Oglio, o tabagismo é um dos principais fatores de risco para a doença. Só no ano passado, o instituto tratou mais de 600 pacientes com o problema.

"Dez anos depois de a pessoa parar de fumar, a situação chega perto de se normalizar. As substâncias do cigarro, a combustão e a fumaça causam um processo irritativo no sistema urinário, e a longo prazo essas alterações podem se transformar em um tumor maligno", explica.

Depois do fumo, outro fator de risco para o câncer na bexiga são produtos químicos como tinturas de cabelo e tintas em geral, tecidos, borracha, petróleo e derivados. Segundo o médico do Icesp, indivíduos que trabalham com esses compostos por mais de dez anos seguidos – inalando-os ou tendo contato direto na pele – apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença nos rins, nos ureteres (canais que transportam a urina entre os rins e a bexiga) e na bexiga – esta é ainda mais propensa, porque armazena as substâncias por mais tempo.

"Por isso, é preciso ter o máximo de cuidado com o manuseio desses produtos, usar máscara e luvas. Ingerir bastante água e fazer xixi regularmente, para lavar o aparelho urinário, também ajuda a prevenir infecções, cálculos e câncer. Esse, aliás, é o melhor remédio", diz Dall'Oglio.

Diagnóstico tardio

Segundo o urologista, metade dos casos de câncer de bexiga que chegam ao Icesp está em estágio avançado. Para esses pacientes, 50% não ultrapassam os cinco anos de vida.

Um dos principais motivos para o diagnóstico tardio é que esse tumor pode ser confundido com infecção urinária, cálculo na bexiga ou problema na próstata – pois todos causam dor e ardência para urinar. Apesar disso, em 88% dos casos, esse tipo de câncer provoca também sangue na urina, o que aparece logo no começo da doença.

A faixa de maior risco são homens com mais de 50 anos. As estatísticas apontam que, para cada paciente do sexo feminino com câncer de bexiga, há três do sexo masculino. O tratamento pode envolver cirurgia, para cauterização do tumor pela uretra (canal que conduz a urina desde a bexiga até o pênis ou a vagina).

"Se a pessoa precisar, é feita também químio e/ou radioterapia. Se for necessário retirar a bexiga, o órgão é reconstruído com parte do intestino delgado. É retirado um pedaço de cerca de 40 cm, lavado cuidadosamente e colocado no lugar da bexiga antiga", esclarece Dall'Oglio.

De acordo com o urologista, a percepção de que a bexiga está cheia muda nesse caso, mas dá para reaprender e se adaptar à nova situação.

Medidas anticâncer

O oncologista clínico do Icesp Gilberto de Castro Junior destaca que 30% das mortes por câncer no mundo acontecem em decorrência do tabagismo. E quem deixa de fumar demora pelo menos 20 anos para ter o risco igual ao da população geral.

"Não existe nível seguro para o cigarro, ele precisa ser abolido. Entre as dez principais medidas para evitar o câncer, as três primeiras são: não fume, não fume, não fume", diz.

Em seguida, Castro Junior cita o álcool, que também potencializa os danos do tabagismo. A recomendação é que as pessoas não bebam nunca ou tomem no máximo três doses por semana, no caso dos homens, e duas doses para as mulheres. Uma dose equivale a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho.

Na sequência, o oncologista enumera a importância de manter uma alimentação saudável, com muitas frutas e verduras cruas, e com a menor quantidade de gordura, carne vermelha e comida industrializada possível.

Além desses hábitos, o médico diz que é importante fazer exercício físico regularmente e controlar o peso. O sexo seguro, com camisinha, também ajuda a prevenir tipos de câncer provocados por vírus, como o do papiloma humano (HPV) – que causa câncer de colo do útero, pênis, vulva, boca e garganta – e os das hepatites B e C.

Evitar o sol entre as 10h e as 14h (no horário de verão, das 11h às 15h), usar protetor solar, óculos de sol e chapéu são outras formas de prevenir o câncer de pele.

"E a qualquer alteração importante no corpo, como perda de peso, intestino preso, febre contínua, uma dor nova, é bom ir ao médico", afirma.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/02/cigarro-esta-ligado-70-dos-casos-de-cancer-de-bexiga-aponta-estudo.html

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