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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/02/2013

Pesquisa abre caminho para tratamento farmacológico contra tipo de câncer

O Dia – 29/01/2013

Estados Unidos - Uma pesquisa espanhola abriu espaço para desenvolver um tratamento farmacológico eficaz contra o câncer de fígado mais agressivo, o colangiocarcinoma, já que até agora apenas 30% dos pacientes com esse tipo de doença podem passar por cirurgia.

O catedrático de medicina no Hospital Monte Sinai de Nova York, Josep Maria Llovet, que dirigiu a pesquisa do Hospital Clinic de Barcelona, destacou a identificação de duas variantes de colangiocarcinoma, o que permitirá desenvolver fármacos específicos e mais eficientes para cada classe de tumor.

Atualmente, os dois tipos recebem o mesmo tratamento: em estágios iniciais da doença, é possível a realização do procedimento cirúrgico, embora o risco de que ela volte a aparecer é de 60%, com uma sobrevivência entre dois e cinco anos.

No resto dos casos (cerca de 70%) é aplicado o tratamento de quimioterapia, com uma sobrevivência em média de 12 meses.

A pesquisa, que foi financiada pela Associação Espanhola contra o Câncer com 1,2 milhões de euros, servirá para buscar tratamento para uma doença que duplicou sua incidência nos últimos 10 anos.

O aumento deste tipo de câncer acontece por conta da incidência de fatos que o provocam, como a cirrose, que multiplica por 20 as possibilidades de desenvolver o colangiocarcinoma, a hepatite B e C, que aumentam a probabilidade em cinco vezes, e o alcoolismo, que multiplica por dois.

A pesquisa foi baseada em casos de 150 pacientes e permitiu identificar duas subclasses distintas do ponto de vista molecular.,O primeiro grupo afeta cerca de 62% dos pacientes e é a modalidade mais agressiva, com uma sobrevivência em média de 26 meses, enquanto a segunda tem melhor previsão, com uma sobrevivência média de 47 meses.

Segundo Llovet, os resultados da pesquisa são bases que permitarão desenvolver um tratamento terapêutico diferente para cada caso, que se prevê que esteja disponível em cerca de oito anos.

A segunda fase da pesquisa terá enfoque em desenvolver estes tratamentos médicos, aplicá-los em animais e, no final, testá-los em pacientes.

O colangiocarcinoma não pode ser tratado com transplante porque, que após o procedimento cirúrgico, a taxa de sobrevivência aos cinco anos é de 40% e os órgãos são reservados para outras doenças com melhor previsão. A incidência desta doença pouco frequente, que afeta duas em cada 100 mil pessoas no mundo, é maior entre os homens, já que por cada 100 mulheres com colangiocarcinoma, há 150 homens com este tipo de câncer.

http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/pesquisa-abre-caminho-para-tratamento-farmacológico-contra-tipo-de-câncer-1.541304

 

Azeite aumenta o risco de câncer, segundo estudo

Universia – 31/01/2013

Batatas fritas, nuggets de frango ou peixe e outros alimentos fritos em azeite abundante uma vez por semana podem se relacionar com maior risco de câncer de próstata, de acordo com estudo realizado pelo Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, nos Estados Unidos. Além disso, esse tipo de alimento predispõe a uma avaliação mais agressiva da doença.

A pesquisa avaliou 3.000 homens com idade entre 35 e 74 anos. O que ficou provado foi que os homens que consomem esse tipo de alimento frito uma vez por semana têm um risco entre 30% e 37% maior de sofrer de câncer de próstata, se comparados aos que têm essa alimentação apenas uma vez por mês.

Os pesquisadores suspeitam de que quando o azeite se aquece às altas temperaturas necessárias para fritar os alimentos, se formam compostos potencialmente cancerígenos, como a acrilamida, muito abundante em comidas ricas em carboidratos - como as batatas fritas -, ou as aminas heterocíclicas, que aparecem quando a carne é cozida a altas temperaturas. Ainda de acordo com a pesquisa, também se formam no azeite fervido aldeídos e acroleína. E esses compostos tóxicos aumentam ainda mais se o azeite é reutilizado ou caso o tempo de fritura seja prolongado.

A isto se soma o fato de que os alimentos cozidos a altas temperaturas, especialmente os fritos, contêm grandes quantidades dos chamados produtos finais de glicação avançada, que foram associados com a inflamação crônica e o estresse oxidativo.

Os alimentos fritos com grandes quantidades de azeite tinham sido associados, anteriormente, com outros tipos de câncer, como os de mama, pulmão, pâncreas, colo e esôfago.

http://noticias.universia.com.br/ciencia-tecnologia/noticia/2013/01/31/1002633/azeite-aumenta-risco-cancer-segundo-estudo.html

 

Cientistas identificam genes por trás de tipo de câncer agressivo

G1 – Bem Estar – 30/01/2013

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, conseguiram identificar os genes que estão por trás de uma das formas mais agressivas do câncer de endométrio (camada de células que reveste o útero). A descoberta, publicada na segunda-feira (28) no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences", da Academia Americana de Ciências, abre precedente para a criação de tratamentos novos e personalizados contra a doença.

O estudo foi focado em um tipo severo de carcinoma uterino, conhecido como USC, na sigla em inglês, que é resistente à quimioterapia. "Nós claramente identificamos as mutações que são responsáveis pelos tumores [do tipo] USC", disse o pesquisador Alessandro Santin, um dos autores do estudo.

Os cientistas coletaram células de tumores de 57 mulheres, com o intuito de determinar as bases moleculares do comportamento agressivo do tumor. Eles sequenciaram todos os genes desse tipo de câncer e identificaram as mutações cruciais que fazem com que os tumores cresçam.

"Além de um número de genes de câncer bastante conhecido, encontramos três que não haviam sido associados à doença previamente e que são encontrados nestes tumores. Esta descoberta aponta novos caminhos para o desenvolvimento de terapias", afirmou Santin, no estudo.

Genes

Dois genes estão entre os identificados por terem relação com o câncer - o CHD4 e o MBD3, que são encontrados em um mesmo complexo de proteínas.

A descoberta de um terceiro gene, o TAF1, foi uma surpresa para os pesquisadores. De acordo com o estudo, ele é um componente central no mecanismo de transcrição de uma grande fração de genes codificadores de proteína no genoma humano.

Endométrio

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais recorrente entre mulheres. Em 2012, foram diagnosticados mais de 47 mil novos casos e registradas cerca de 8 mil mortes pela doença só nos Estados Unidos.

De acordo com cientistas, pacientes com tumores do tipo 1 geralmente respondem melhor ao tratamento e apresentam um bom resultado. Já aqueles com o tipo 2, o chamado USC, têm mais recaídas e sofrem mais mortes.

Agora, com o aprofundamento das pesquisas sobre esse tipo específico de carcinoma, é possível desenvolver um tratamento personalizado, acreditam os cientistas.

"O estudo detalhado dos diferentes tipos de câncer continua produzindo novas e inesperadas descobertas. Esses novos resultados definem a base biológica deste tipo de doença e sugerem novas oportunidades para a terapia personalizada", acredita um dos autores do estudo, Richard Lifton, professor titular da cadeira de genética da Universidade de Yale.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/01/cientistas-identificam-genes-por-tras-de-tipo-de-cancer-agressivo.html

 

Cientistas descobrem processo que leva ao câncer de pele

Terra – 29/01/2013

Cientistas belgas descobriram como as células da pele se transformam em células cancerosas. Eles esperam agora poder desenvolver um creme que inibe esse processo e, assim, prevenir ou até mesmo curar a doença.

Seria como se um adulto saudável regredisse até se tornar um bebê novamente e depois voltasse a crescer, só que dessa vez doente - rudimentarmente, esse é o processo pelo qual a célula cutânea passa antes de desenvolver um tumor maligno: ela se reprograma.

Foi isso que descobriram os cientistas da Universidade Livre de Bruxelas. Eles pesquisaram a carcinoma basocelular, o tipo de câncer de pele mais comum na Europa, Austrália e nos Estados Unidos, também chamado erroneamente de câncer de pele branca.

Culpa não é só das células-tronco

Até o momento, os cientistas supunham que as células do câncer de pele eram sempre células-tronco mutantes. As células-tronco normais cuidam da regeneração natural pele. Quando elas sofrem mutação, ou seja, seu código genético é alterado, pode ocorrer uma proliferação descontrolada dessas células.

Os pesquisadores da equipe de Cédric Blanpain puderam demonstrar, entretanto, que até mesmo células normais e saudáveis podem ser reprogramdas para se tornarem células cancerosas – não apenas as células-tronco.

Martin Sprick, do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer, em Heidelberg, acredita que o câncer pode se desenvolver de duas formas: a partir de células normais e a partir de células-tronco. "As diferentes origens também poderiam ser a razão pela qual diferentes tumores têm características tão distintas", disse o pesquisador.

A persistência do tumor

Quando as células da pele se reprogramam, elas gradualmente assumem um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias - que, na verdade, só podem ser encontradas em embriões. Elas têm a capacidade de construir todos os tecidos do corpo humano, já que sua função é reparar danos nos tecidos.

As células-troco adultas, encontradas no corpo após o nascimento, podem se transformar apenas em certas células dos tecidos. Assim, elas seriam menos propensas a se degenerar em câncer do que as células-tronco embrionárias.

O fato de as células cutâneas se reprogramarem para um estado semelhante ao das células-tronco embrionárias explica por que muitos cânceres já tratados voltam a crescer: porque as célular que originaram o câncer também reparam tecidos cancerosos. E assim o tumor cresce ainda mais rápido.

Os cientistas belgas também puderam demonstrar que as células que originam o câncer só se tornam células cancerosas quando a via bioquímica denominada Wnt/beta-catenina está ativa, transportando certas proteínas para a célula. Ao bloquear essa via bioquímica, a reprogramação seria impedida, prevenindo assim que as células reprogramadas se tornem malignas.

Creme contra o câncer

O pesquisador da Universidade Livre de Bruxelas espera que, no futuro, um creme possa ser desenvolvido para bloquear essa via bioquímica na célula. "Poderíamos adicionar o agente bloqueador em protetores solares, o que causaria quase nenhum efeito colateral – exceto pela perda de pêlos, que do ponto de vista estético não é necessariamente algo negativo", diz Blanpain.

O futuro idealizado pelo cientista não está tão distante da realidade. Desde o começo de 2012, existem pílulas que inibem uma outra via bioquímica, chamada via de sinalização Hedgehog. Elas são prescritas para pacientes nos quais a carcinoma basocelular – ou câncer de pele branca - está em estado avançado.

O medicamento ajuda um em cada dois pacientes estudados, porém, age no corpo todo, causando fortes efeitos colaterais. "Por esse motivo, o desenvolvimento de um creme para aplicação local seria definitivamente um avanço importante na prevenção e tratamento do câncer", disse o pesquisador alemão Martin Sprick.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/cientistas-descobrem-processo-que-leva-ao-cancer-de-pele,3914494267f7c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

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