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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/01/2013

Nova câmera 3D diagnostica câncer no esôfago

INFO Online – 15/01/2013

São Paulo - Médicos do Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, criaram uma câmera 3D do tamanho de um comprimido. Ela consegue detectar os primeiros sinais de câncer no esôfago.

O aparelho tem um laser infravermelho. Depois de engolido, ele emite um feixe de luz infravermelho na parede do esôfago. Os sensores gravam os reflexos e produzem imagens microscópicas capazes de revelar mudanças celulares associadas à síndrome de Barrett, uma condição pré-cancerosa causada pela exposição ao refluxo ácido do estômago, o que leva à irritação e à azia.

A pílula tem uma corda. Ela permite que o dispositivo seja puxado de volta do esôfago após o exame. Assim, a câmera consegue transmitir imagens para um monitor. Já no computador, o especialista pode fazer uma combinação de imagens e simular o funcionamento do órgão em 3D.

Durante os testes, os pesquisadores examinaram 13 voluntários e seis deles foram diagnosticados com síndrome de Barrett. As imagens foram transmitidas em menos de um minuto. Todo o procedimento demorou seis minutos.

O exame mais usado atualmente nesses casos é a endoscopia, quando uma microcâmera passa pela garganta do paciente sedado. Atualmente, o teste demora mais de uma hora.

O novo procedimento é mais rápido e não exige que o paciente seja sedado. Além disso, a cápsula foi capaz de revelar estruturas que representam sinais iniciais de câncer e que não são vistas pela endoscopia tradicional, mas que são essenciais para o diagnóstico da doença.

O equipamento ainda está em fase de testes. É provável que ele ainda seja aprimorado para examinar outras partes do organismo. Os médicos pretendem fazer cápsulas capazes de diagnosticar doenças no estômago e no intestino.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/nova-camera-3d-diagnostica-cancer-no-esofago-15012013-3.shl

Amamentar pode reduzir risco de câncer de ovário, diz estudo

Terra – 16/01/2013

Aleitamento materno não traz benefícios apenas para os bebês. De acordo com pesquisadores australianos, mulheres que amamentam por, pelo menos, 13 meses têm 63% menos probabilidade de desenvolver câncer de ovário em comparação com as que seguiram a recomendação por menos de sete meses. Os dados foram mencionados na publicação American Journal of Clinical Nutrition e divulgados pelo jornal Daily Mail.

A pesquisa analisou 493 mães diagnosticadas com câncer de ovário e as comparou com 472 voluntárias saudáveis de idade similar. Constatou-se também que, quanto mais crianças amamentavam, maior era o benefício. As que tiveram três filhos e forneceram seu leite por 31 meses ou mais diminuíram em 91% as chances de um tumor.

A explicação é que a amamentação retarda a ovulação e os cientistas acreditam que um maior número de ovulações aumenta o risco de formação de células mutantes devido à exposição a altos níveis de estrogênio.

http://saude.terra.com.br/gestacao/amamentar-pode-reduzir-risco-de-cancer-de-ovario-diz-estudo,3aa6a77ec593c310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Estudo sugere 'férias de remédios' contra o câncer

BBC – 10/01/2013

A introdução de períodos sem medicação em alguns tratamentos contra o câncer poderia manter os pacientes vivos por mais tempo, segundo indica um novo estudo.

A pesquisa, publicada na revista especializada Nature, avaliou camundongos com melanoma (câncer de pele), que rapidamente se tornaram resistentes aos tratamentos. O estudo indicou que os tumores também ficavam dependentes das drogas para sobreviver. A retirada do tratamento levou os tumores a diminuírem de tamanho.

Os especialistas dizem que a descoberta é animadora, mas dizem que são necessários ainda mais estudos para saber se o mesmo se aplica a seres humanos. A equipe de cientistas da Universidade da Califórnia e do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, investigava como as células de melanoma se tornavam resistentes a uma droga, o vemurafenib.

A droga pode reduzir o desenvolvimento de um tumor no curto prazo, mas ela logo se torna ineficaz.

Dependência

Os tumores ganhavam resistência ao mudar a composição química dentro da célula. Porém os pesquisadores mostraram que o processo deixava a célula cancerígena dependente da droga. Quando os camundongos pararam de receber o medicamento, os tumores começaram a encolher.

Os cientistas usaram esse conhecimento para testar uma nova forma de prescrever a droga. Em vez de tomar a medicação todos os dias, os camundongos recebiam a droga por quatro semanas, seguidas de duas semanas de "férias do remédio", antes de começar o mesmo padrão novamente.

"Notavelmente, a dosagem intermitente com vemurafenib prolongou a vida dos camundongos com tumores de melanoma resistentes a drogas", observa Efim Guzik, professor de biologia do câncer na Universidade da Califórnia.

"Ao procurar entender os mecanismos de resistência à droga, também descobrimos uma maneira de melhorar a durabilidade da resposta à droga", observa.

Custo-benefício

Para Mark Middleton, diretor do Centro de Medicina Experimental de Câncer da ONG Cancer Research UK, "os resultados sugerem uma maneira na qual esse importante novo tratamento poderia ser capaz de aumentar os benefícios para os pacientes e suas famílias".

"Eles também oferecem a possibilidade de tratamentos com melhor custo-benefício e com menos efeitos colaterais, porque os pacientes poderiam passar algum tempo sem o vemurafenib", diz. Richard Marais, do Instituto Paterson para Pesquisas sobre o Câncer, de Manchester, que participou da descoberta do mecanismo de ação do vemurafenib, diz que os resultados do novo estudo são "muito convincentes".

"Esse novo estudo é animador, porque sugere uma forma de combater a evolução da resistência à droga em pacientes de melanoma usando as drogas que já temos, em vez de termos que desenvolver novas drogas", disse. "Será interessante ver se esses resultados de laboratório serão repetidos em testes clínicos", afirma. Marais diz que é possível que o mesmo efeito seja verificado em outros tratamentos de câncer.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130110_melanoma_pesquisa_droga_rw.shtml

 

Médicos usam exame papanicolau para detectar câncer de ovário e endométrio

Veja – 09/01/2013

O Papanicolau, exame ginecológico no qual células do colo do útero são recolhidas e que ajuda a detectar câncer cervical, pode também ser útil no diagnóstico do câncer do endométrio e de ovário, doenças para as quais ainda não existe um teste eficaz de prevenção. Foi o que demonstrou uma equipe internacional de pesquisadores, entre eles dois brasileiros, em um estudo desenvolvido na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Os resultados foram publicados nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

No estudo, os pesquisadores coletaram material do colo do útero de pacientes, mas, em vez de procurarem por células cancerígenas, como acontece quando os médicos investigam o câncer cervical, eles buscaram mutações no DNA associadas ao câncer de ovário ou do endométrio. "Ou seja, não estamos mais buscando células cancerígenas, mas sim moléculas. É um Papanicolau molecular, digamos assim. Por isso ele recebeu o apelido de 'PapGene'", disse ao site de VEJA Jesus Paula Carvalho, chefe de Equipe de Ginecologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e um dos autores desse estudo. A precisão dos primeiros testes do 'PapGene' foi de 100% para o câncer endometrial e 41% para o câncer de ovário.

Essa não é a primeira vez, porém, em que uma análise genética é feita a partir da secreção vaginal coletada das mulheres — médicos já conseguem fazer o diagnóstico de HPV e clamídia por meio desse exame.

A busca pelo exame ideal — O estudo foi feito em dois momentos. No primeiro, os pesquisadores procuraram identificar quais são as mutações genéticas mais comuns no câncer de ovário e do endométrio. Para isso, eles se basearam nos dados disponíveis sobre o sequenciamento genético de cada uma dessas doenças. A partir dessas análises, os autores identificaram 12 das mutações mais frequentes de cada um desses cânceres.

Com base nesse padrão estabelecido pela análise, a equipe desenvolveu o 'PapGene' e o aplicou em 24 mulheres com câncer endometrial e 22 pacientes com câncer de ovário. O teste conseguiu detectar todos os casos de câncer do endométrio e 41% dos casos de câncer de ovário. O diagnóstico foi feito em casos em que a doença já estava tanto em estágios mais avançados quanto iniciais. Quando o teste foi aplicado em um grupo de controle de mulheres saudáveis, ele não detectou câncer em nenhuma delas.

Para o ginecologista Jesus Paula Carvalho, embora a eficácia do teste no diagnóstico de câncer de ovário tenha sido de 41%, é possível considerá-la alta e encarar esse resultado como um avanço significativo. "Tudo o que foi testado antes teve resultados pífios. Portanto, um exame que, de saída, já mostra 41% de eficácia é algo muito bom. Agora é questão de evoluirmos e refinarmos o método. Mas já foi aberta uma grande perspectiva de diagnóstico de câncer de ovário sem a necessidade de procedimentos invasivos na mulher."

Ainda de acordo com Carvalho, é possível dizer que esse teste tem grandes chances de passar a ser feito na prática clínica. "Não há muitas dificuldades em se lançar esse teste, já que ele faz uso de uma tecnologia conhecida. Não saberia dizer a data que isso vai ser feito, mas não vejo dificuldade para que comece", diz. "Mas para isso, nós precisamos delimitar muito bem quais são as alterações genéticas do câncer de ovário."

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/medicos-usam-exame-papanicolau-para-detectar-cancer-de-ovario-e-endometrio

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