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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 3/12/2012

Estudo indica tendência de queda em incidência e mortalidade de câncer no Brasil

Veja – 27/11/2012

 O estudo ‘Informativo Vigilância do Câncer’, lançado pelo INCA nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, indica tendência de queda em alguns dos tipos da doença no país. Os destaques positivos, revelados no Dia Nacional de Combate ao Câncer, dizem respeito à incidência e à mortalidade principalmente dos cânceres de pulmão e de colo de útero. Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer atribuem esses avanços diretamente à redução do tabagismo no país e ao maior acesso a exames preventivos.

 São Paulo teve a maior diminuição de novos casos de câncer de pulmão. Entre as mulheres, no entanto, a redução dos novos casos de câncer de pulmão não foi tão acentuada, se comparada aos números verificados entre os homens. Enquanto a queda de novos casos da doença entre os homens de São Paulo foi de 7,2% ao ano, entre as mulheres foi de 3,4%. Já a mortalidade, que caiu 2,2% entre pacientes do sexo masculino, aumentou 1,6% entre as mulheres. Também houve redução nos casos de câncer de pulmão em Salvador (-5,7% ao ano) e Curitiba (-3,2 %). Já a queda de mortalidade mais expressiva aparece em Salvador (-4,5% ao ano), seguida de São Paulo (-2,2%).

 "As ações de controle do tabagismo, iniciadas há duas décadas no país, já começaram a surtir efeito na incidência, mas ainda não chegaram à mortalidade. Mas é importante lembrar que o câncer de pulmão não se dá de uma hora para outra. É um processo de 20 ou 30 anos. Entre as mulheres, a tendência ainda é de aumento, porque elas começaram a fumar cerca de 20 anos após os homens”, explica Claudio Noronha, coordenador geral de Prevenção e Vigilância do Inca.

 Os números relevam, no entanto, um preocupante aumento dos casos e de mortes por câncer de colo de útero em João Pessoa, na Paraíba (6,1% e 21.3%). Segundo o diretor geral do Inca, Luiz Antonio Santini, a melhoria do diagnóstico na região seria uma das explicações para aumento do número de casos.

 De acordo com o INCA, com a análise de informações de 22 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), foi possível pela primeira vez verificar de forma mais detalhada a tendência da doença no país. O Rio, onde funciona o Inca, não faz parte do registro há 14 anos. Segundo o instituto, em 1999, a proposta era que pelo menos todas as capitais fizessem parte do Registro. Ou seja, alimentassem um banco de dados com informações sobre novos casos diagnosticados da doença e de mortes.

 “Até 2002 o Ministério da Saúde repassou verba de incentivo para que as capitais fizessem parte do registro. Na prática, é preciso que funcionários busquem informações de novos casos da doença em laboratórios e hospitais e alimentem o banco de dados. Sem essas informações, fazemos apenas a estimativa dos novos casos do Rio”, explica Marceli Oliveira Santos, técnica da estatística do Inca, acrescentando que a Secretaria Estadual de Saúde se mostrou interessada em capacitar profissionais para trabalhar nesse processo. Além do Rio, Acre, Rondônia e Amapá não contam com o RCBP.

 Em relação ao câncer de mama, o estudo constatou que a sobrevida estimada para as pacientes no Brasil está em 80% - ou seja, 80% das mulheres diagnosticadas com tumores de mama não morrem da doença. Esse índice é ligeiramente superior aos demais países da América Latina. O aumento da incidência de câncer de mama é mais preocupante nas cidades de Porto Alegre (+3,6%), João Pessoa (+3,8%) Aracaju (+3%) e Goiânia (+3%). Nas demais cidades analisadas houve redução. Os melhores resultados foram encontrados em Jaú (-10%), Salvador (-3,9%) e São Paulo (-1,6%).

 Livro - Em parceria com a Fiocruz, o INCA também lançou nesta terça-feira O Câncer como Problema de Saúde Pública, um livro com depoimentos e dados da evolução do controle do câncer no Brasil. O objetivo da publicação é apresentar aos profissionais e gestores da área de saúde um histórico detalhado sobre as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença ao longo dos anos.

 http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-indica-tendencia-de-queda-em-incidencia-e-mortalidade-de-cancer-no-brasil

 

Hospital faz detecção de câncer de pele à distância

 Folha de S. Paulo – 29/11/2012

 

Um projeto em desenvolvimento no Hospital de Câncer de Barretos, no interior paulista, usa fotos enviadas por e-mail para facilitar o diagnóstico de câncer de pele.

 O objetivo é antecipar a detecção da doença em moradores de cidades onde não há médicos especialistas que possam fechar o diagnóstico.

 O programa começou a ser testado há 18 meses, e 900 imagens já foram analisadas de forma experimental. Segundo o médico Carlos Eduardo Goulart Silveira, do departamento de prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, houve 85% de concordância entre os diagnósticos feitos ao vivo e os realizados por meio das fotos.

 A ideia, afirma Silveira, nasceu a partir das visitas feitas pela equipe do hospital com a unidade móvel, que percorre cidades de Estados do Norte e do Centro-Oeste, além de São Paulo e Minas Gerais, fazendo exames para detectar câncer de mama, do colo do útero, de próstata e pele. "Visitamos muitas cidades pequenas e nesse locais há um deficit de médicos e especialistas. Vemos também uma incidência muito alta de câncer de pele, e essas pessoas precisam esperar até um ano a nossa chegada."

 Para agilizar o atendimento, foi criado o projeto de teledermatologia. "Em países desenvolvidos, a telemedicina já está mais estabelecida. Nos países em desenvolvimento, onde há mais carência de acesso ao médico, ela ainda não é tão utilizada."

 Os médicos do hospital analisam fotos das lesões tiradas por enfermeiros ou técnicos que são treinados em Barretos. Usando uma câmera comum ou de celular, eles registram a imagem da lesão, permitindo a identificação de seu tamanho e relevo.

 A foto é enviada por e-mail aos especialistas do hospital. Se a suspeita for de lesão maligna, é marcada uma consulta no hospital para dar início ao tratamento.

 Segundo Silveira, o projeto ainda está funcionando de forma experimental em cidades próximas a Barretos. O telediagnóstico deve ser posto em prática de vez em 2013.

 "Isso evita viagens desnecessárias, economiza tempo."

 

RECURSOS

 Ainda inicial no país, a telemedicina já conta com outro programa de diagnóstico à distância.

Um grupo da Unifesp, liderado pelo médico Rubens Belfort Jr., faz a detecção de problemas na retina e de glaucoma, em especial em pacientes diabéticos, com a ajuda de fotos do fundo do olho feitas em centros de saúde em São Paulo e analisadas por especialistas em retina.

Segundo Belfort, presidente da SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), esse recurso economiza cinco consultas médicas. Depois que a foto é analisada, o paciente recebe uma mensagem que o direciona ao local de tratamento.

Desde o início do ano passado, 2.100 imagens foram analisadas no projeto. Há duas máquinas em funcionamento, uma no centro de diabetes da Escola Paulista de Medicina e outra no ambulatório Tito Lopes, na zona leste. Outras duas serão instaladas na região da Vila Maria.

"É impossível o oftalmologista atender a todos os pacientes. A única forma de solucionar o problema da saúde no país é modernizar a política de recursos humanos."

Para Belfort, o trabalho do médico deve ser concentrado na interpretação dos dados, realização do diagnóstico e prescrição do tratamento.

"A única maneira de melhorar a assistência médica é usar a tecnologia para baratear custos e substituir as tarefas", diz o médico.

 

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1192854-hospital-faz-deteccao-de-cancer-de-pele-a-distancia.shtml

 

Mais de 1 milhão tratou câncer de mama sem precisar, diz estudo

G1 – 23/11/2012

 

Mais de 1 milhão de mulheres americanas fizeram tratamentos desnecessários e invasivos contra o câncer de mama nos últimos 30 anos, devido às mamografias de rotina que detectaram tumores inofensivos, segundo um estudo publicado esta quinta-feira (22).

Os resultados da pesquisa, publicados pela revista médica "New England Journal of Medicine", semeiam novas dúvidas sobre a eficácia da mamografia, exame recomendado, mas também fonte de controvérsia. O objetivo da mamografia é detectar os tumores antes que se espalhem e sejam mais difíceis de tratar.

"Concluímos que as mamografias detectaram tumores que jamais se desenvolveram até produzir sintomas clínicos em 1,3 milhão de mulhares nos últimos 30 anos", explicaram os autores do estudo, Gilbert Welch, da Faculdade de Medicina de Dartmouth e Archie Bleyer, da Universidade de Ciências do Oregon, ambas nos EUA.

Os tratamentos contra o câncer de mama costumam envolver intervenções complexas -- como cirurgias, tratamentos radiológicos, terapias hormonais e quimioterapias --, que são preferíveis evitar nos casos em que não forem indispensáveis, destacou o estudo.

Os cientistas analisaram dados epidemiológicos para determinar a frequência dos tumores de mama descobertos precocemente e os casos de câncer diagnosticados em estado avançado em mulheres a partir dos 40 anos, entre 1976 e 2008.

Depois que o uso da mamografia nos Estados Unidos se sistematizou, o número de casos de câncer de mama detectados na fase inicial dobrou, mas a taxa de mulheres diagnosticadas com câncer avançado diminuiu apenas 8%.

Segundo os cientistas, as mamografias não têm conseguido detectar de forma eficaz os cânceres avançados, mas paralelamente conduziram a um diagnóstico excessivo desta doença na fase inicial, correspondente a 31% em 2008, percentual equivalente a 70 mil mulheres.

O estudo concluiu que a forte queda da mortalidade por câncer de mama se explica principalmente pela melhora dos tratamentos e não pela detecção precoce dos tumores através de mamografias.

Esta pesquisa se soma a outros trabalhos publicados em anos anteriores que questionam a utilidade das mamografias de controle.

 

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/mais-de-1-milhao-tratou-cancer-de-mama-sem-precisar-diz-estudo.html

 

Quando o tratamento de câncer não é uma opção

R7 – 30/11/2012

 

Quando meu marido descobriu que tinha um câncer avançado de pulmão, ele nem mesmo quis conversar com um oncologista sobre quimioterapia. Ele não via sentido num tratamento que não o curaria e ainda poderia deixá-lo pior.

Isso não ocorre, porém, para a maioria dos pacientes que têm diagnosticado um câncer no pulmão ou cólon que se espalhou bem além de sua localização inicial e hoje não é curável por nenhum medicamento do arsenal médico. A maioria dos pacientes com o chamado câncer em estágio 4 que escolher se submeter à quimioterapia parece acreditar, incorretamente, que os remédios poderiam livrá-los do câncer.

Essa é a descoberta de um recente estudo nacional com quase 1.200 pacientes com câncer avançado nos pulmões ou no cólon. No total, 69 por cento dos que têm câncer de pulmão em estágio 4, e 81 por cento dos que têm câncer no cólon em estágio 4 não entendem que "a quimioterapia tem muito poucas chances de curar sua doença", segundo relataram no The New England Journal of Medicine a Dra. Jane C. Weeks, pesquisadora de oncologia do Instituto Oncológico Dana-Farber, em Boston, e colegas.

Quando o paciente não compreende as limitações desses tratamentos, seu consentimento de se submeter a eles não é realmente informado, os autores concluíram.

Isso não significa dizer que a quimioterapia é inútil quando o câncer está avançado demais. Diversas drogas, algumas com toxicidade limitada, podem ser usadas como paliativos, talvez encolhendo tumores temporariamente para aliviar sintomas, desacelerando o crescimento do câncer e prolongando as vidas de alguns pacientes.

Uma quimioterapia agressiva quando a morte está algumas semanas ou meses à frente, no entanto, pode comprometer gravemente a qualidade do tempo que resta aos pacientes e atrasar seus preparativos para o fim da vida, em detrimento dos pacientes e de suas famílias.

"Se você acha que a quimioterapia pode curá-lo, você está menos aberto à discussão sobre o fim da vida", afirmou Weeks numa entrevista.

Quando os pacientes buscam a quimioterapia sob a falsa crença de que ainda têm uma chance de cura, o tratamento costuma adiar sua transição às clínicas de assistência paliativa. Quando os pacientes passam apenas alguns dias por semana numa dessas clínicas, os funcionários não têm tempo suficiente para conhecê-los e oferecer os benefícios físicos, emocionais e práticos que essas instituições podem proporcionar.

Segundo Weeks, a quimioterapia contínua envolve mais idas ao hospital, coletas de sangue e raios-X, enquanto a clínica cuida dos sintomas e preocupações do paciente, e estimula-os a deixar legados significativos. O tratamento em clínicas também reduz os custos médicos. Quando meu marido entrou numa clínica, após duas semanas de sofrimento no hospital submetendo-se a radiação paliativa, ele experimentou tal alívio que disse alegremente, embora em tom de brincadeira: "E se eu decidir que quero viver?" Em seguida, aproveitou uma valiosa última visita com seus dois netos.

'Inclinação otimista'

A comunicação é uma via de mão dupla; tanto médicos quanto pacientes contribuem ao fato de os pacientes não conseguirem entender a limitada habilidade da medicina em tratar de um câncer avançado.

Num editorial acompanhando o relato publicado, o Dr. Thomas J. Smith e o Dr. Dan L. Longo apontaram que "as pessoas têm uma inclinação otimista". Apesar de um prognóstico sombrio, essa inclinação faz os pacientes acreditarem que o tratamento pode trazer a cura.

"Mesmo com repetidos debates, cerca de um terço dos pacientes não consegue dizer que têm uma doença da qual morrerão em pouco mais de um ano", afirmou Smith, oncologista e diretor de cuidados paliativos do Centro Oncológico Abrangente Johns Hopkins Sidney Kimmel, numa entrevista.

"Nosso trabalho não é forçá-los à aceitação, mas incentivá-los a se preparar para o pior enquanto esperam o melhor", declarou Smith. "Esses pacientes obtêm resultados melhores – menos depressão e menos estresse, e mostram maior probabilidade de morrer confortavelmente em casa."

Fatores culturais e raciais, e provavelmente crenças religiosas, influenciam a aceitação da futilidade do tratamento contínuo, disse Weeks.

Em seu estudo, pacientes não-brancos e hispânicos foram mais inclinados a acreditar que a quimioterapia poderia salvá-los. Surpreendentemente, porém, o nível de escolaridade dos pacientes, seu grau de invalidez e a participação na tomada de decisões não estavam associados às crenças imprecisas sobre a quimioterapia.

O que pode fazer uma enorme diferença, afirmou Smith, é como e com que frequência os médicos discutem opções com os pacientes e descrevem o potencial do tratamento continuado. Ele e Longo sugeriram que os médicos dominem "a conversa conhecida como 'perguntar, dizer, perguntar', que consiste em perguntar ao paciente o que ele deseja saber sobre seu prognóstico, dizer a ele o que ele quer saber, e então perguntar: 'O que você compreende sobre sua situação hoje?'".

Entre as perguntas que devem ser feitas, segundo Smith, estão: "O quanto você deseja saber sobre seu câncer? Quem você gostaria de incluir nas discussões sobre seu tratamento? Você gostaria que eu anotasse os pontos importantes? Quais são suas esperanças? Quem são seus outros médicos, para que eu possa me comunicar com eles?".

 

http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/noticias/quando-o-tratamento-de-cancer-nao-e-uma-opcao-20121130.html

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