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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 21/11/2012

Descoberta abre caminho para diagnóstico de câncer antes de tumor 'aparecer'

BBC Brasil – 7/11/2012

Cientistas britânicos descobriram uma proteína presente em muitos tipos de câncer, o que poderia, no futuro, levar a um exame único capaz de detectar várias modalidades diferentes da doença. A nova técnica deve auxiliar ainda no diagnóstico precoce da doença. O grupo, baseado no Instituto Gray de Oncologia e Biologia da Radiação, relatou ao Instituto Nacional de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha ter identificado câncer de mama em ratos semanas antes de um caroço inicial ser detectado. A mesma proteína, chamada gamma-H2AX, é encontrada em tumores de pulmão, pele, rins e bexiga e é produzida como uma reação do organismo a DNA danificado. De acordo com os cientistas, este é um dos primeiros indícios de que uma célula está se tornando cancerígena.

Formação de tumores

O estudo utilizou um anticorpo que é o "parceiro perfeito" para a gamma-H2AX e capaz de procurá-la no organismo.

O anticorpo recebeu então pequenas quantidades de material radioativo, servindo como "termômetro" para identificar a presença de câncer no organismo. Caso os médicos identifiquem um acúmulo de radiação num determinado ponto do corpo, há grandes chances de que ali esteja o início da formação de um tumor. Diagnóstico precoce A professora Katherine Vallis diz que, nos ratos usados em laboratório, caroços só puderam ser sentidos quando as cobaias já tinham cerca de 120 dias de idade, mas "nós detectamos mudanças antes disso, entre 90 e cem dias – antes de um tumor ser clinicamente aparente". Ela disse à BBC que a proteína gamma-H2AX era, em grande parte, um "fenômeno comum" e que "seria um sonho" desenvolver um exame único para vários tipos de câncer.

Estágio inicial

Embora a comunidade científica e os pacientes que lutam contra a doença tendam a ver os estudos em torno da nova técnica com muita esperança, eles ainda se encontram em um estágio bastante preliminar.

"Esta pesquisa inicial revela que rastrear essa molécula importante poderia nos permitir detectar danos no DNA em todo o organismo. Se estudos mais aprofundados comprovarem isso, a proteína poderia nos fornecer uma nova rota para detectar o câncer em sua fase muito inicial, quando ainda há mais chances de tratá-lo com sucesso", disse a cientista. Julie Sharp, do instituto britânico Cancer Research UK, avalia o estudo como um avanço.

"Esta pesquisa importante revela que ter como alvo esta molécula-chave poderia nos fornecer uma rota animadora por novos caminhos para detectar o câncer em um estágio inicial e ajudar a aplicar radioterapia e monitorar seus efeitos sobre os tumores".

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/11/121106_exame_cancer_jp.shtml

Câncer e viagem aumentam o risco de embolia pulmonar, dizem médicos

Bem Estar – O Globo – 12/11/2012

A embolia pulmonar, doença que matou o ator e diretor Marcos Paulo, “é uma das principais emergências médicas”, segundo médicos ouvidos pelo G1. O artista, que morreu na noite de domingo (11), acumulou dois fatores de risco – o histórico de câncer e uma longa viagem de avião.

Embora o nome remeta para os pulmões, a embolia atinge, na verdade, as veias que levam o sangue até o órgão. “Os pulmões são o grande filtro da circulação venosa”, explicou o cirurgião vascular Francisco Osse, diretor do Centro Endovascular de São Paulo.

O sangue que vem das células de todo o corpo passa pelo pulmão para receber oxigênio – transformando-se de sangue venoso para sangue arterial. De lá, ele vai para o coração e é bombeado para todo o corpo novamente. As veias de várias partes do corpo acumulam coágulos, que é quando plaquetas se acumulam e formam uma estrutura maior.

A embolia acontece quando um coágulo entope a veia e obstrui a chegada do sangue ao pulmão – um fenômeno parecido com o que acontece nas artérias do coração, no infarto, ou do cérebro, no acidente vascular cerebral (AVC). É, portanto, um evento que surge de repente e pode ser fulminante.

Segundo Osse, a “esmagadora maioria” dos casos de embolia tem origem em uma trombose nas pernas. “Trombose é a formação de um coágulo dentro de uma veia. É mais comum nas pernas, mas pode ser em qualquer lugar do corpo”, afirmou. As veias das pernas são mais largas que a dos pulmões. Por isso, o coágulo não provoca um bloqueio com a mesma frequência que isso acontece nos órgãos respiratórios.

Câncer

O câncer pode ser um fator de risco para a formação de coágulos, pois as células cancerosas liberam fragmentos de substâncias na circulação, e eles podem se acumular. Marcos Paulo foi diagnosticado com um tumor no esôfago em maio de 2011 e já tinha passado por tratamento para a doença.

Caso o paciente faça quimioterapia – o que não foi o caso de Marcos Paulo –, o risco cresce, pois o tratamento agressivo aplicado direto nas veias agride a parede dos vasos sanguíneos.

'Trombose do viajante'

Uma origem comum para a formação dos coágulos são as longas viagens de avião, no que constitui a “trombose do viajante”.

“Qualquer voo com mais de quatro horas aumenta em cinco vezes o risco de uma trombose em uma pessoa normal”, disse o cirurgião vascular. Quando uma pessoa passa muito tempo sem andar – ou, principalmente, sem ativar o músculo da panturrilha – a circulação da perna fica comprometida e o sangue tende a coagular. Além disso, o ar seco do ar condicionado faz com que o organismo perca líquido e o sangue fique mais espesso, o que também aumenta a coagulação. O avião reúne essas duas condições. No domingo, Marcos Paulo voou de Manaus para o Rio de Janeiro.

Para evitar o problema, os médicos recomendam que os passageiros sempre procurem fazer caminhadas dentro do avião para exercitar a panturrilha. Contra a desidratação, a dica é beber bastante água e evitar bebidas alcoólicas.

O câncer e a falta de movimentação nas pernas estão entre os principais fatores de risco, mas não são os únicos. “Tudo que facilite a coagulação do sangue aumenta o risco”, apontou Roberto Stirpulov, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e professor da Santa Casa de São Paulo. Entre os fatores mais comuns, o médico citou o tabagismo e o uso da pílula anticoncepcional.

Tratamento

O pneumologista definiu a doença como “uma situação potencialmente fatal”. “O embolismo [outro termo usado para a embolia] pulmonar é uma das principais emergências médicas. A única coisa a ser feita é ir logo para o hospital”, afirmou.

O principal sintoma é um quadro agudo de falta de ar, geralmente acompanhado de fortes dores no peito. Em algumas ocasiões, o paciente pode ter tosse com sangue no escarro. No entanto, o tratamento de emergência, feito com medicamentos anticoagulantes, tem sucesso em 95% dos casos, segundo o especialista.

Malária?

Em entrevista ao jornal “O Globo”, a viúva de Marcos Paulo, Antonia Fontenelle, disse que suspeitava que o marido possa ter contraído malária em Manaus.

O infectologista Caio Rosenthal, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, considera a hipótese “possível, mas improvável”. Segundo o especialistas em doenças infecciosas, como é o caso da malária, o intervalo de uma semana entre a chegada de Marcos Paulo a Manaus e sua morte dá tempo suficiente para que a doença se manifeste.

No entanto, essa malária só levaria à morte se fosse um caso muito grave, que o médico chamou de “infestação maciça” do Plasmodium, parasita que causa a doença. “Hoje em dia, é muito raro a gente pegar um quadro desses”, afirmou.

Rosenthal explicou ainda que, nos casos em que a malária leva à morte neste curto espaço de tempo, os sintomas não se assemelham aos da embolia pulmonar, e que os médicos que o atenderam conseguiriam diferenciar, principalmente sabendo que o paciente estava em uma região onde a malária é mais comum. A suspeita poderia ser confirmada com um exame simples. “Para matar rápido assim, seria insuficiência renal grave e coma cerebral”, apontou o infectologista.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/cancer-e-viagens-aumentam-o-risco-de-embolia-pulmonar-dizem-medicos.html

Vinho tinto ajuda em tratamento contra câncer de próstata e de mama

Terra – 13/11/2012

O vinho tinto pode ser um dos remédios contra o câncer de próstata graças a um componente que faz as células ficarem mais sensíveis ao tratamento. O resveratrol, encontrado geralmente nas cascas de uva e vinho tinto, tem mostrado efeitos benéficos para a saúde humana, com atuação no sistema cardiovascular e prevenção de infarto. As informações são do Daily Mail.

Pela primeira vez, pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que a substância pode deixar as células do câncer de próstata mais suscetíveis à radiação do tratamento de radioterapia. Estudos anteriores já tinham confirmado o efeito na quimioterapia, segundo o professor Michael Nicholl.

Uma pesquisa recente também descobriu que um copo de vinho tinto por dia aumenta as chances de sobrevivência de mulheres com câncer de mama em até um quinto. O resultado surpreendeu, pois o consumo de álcool é considerado uma das principais causas da doença.

Uma das explicações é que a química no álcool que destrói as células saudáveis também ataca as células cancerígenas. A combinação entre o resveratrol e a radioterapia matou até 97% das células causadoras da doença, porcentagem mais elevada em relação a apenas o tratamento com radiação. O próximo passo é testar a descoberta em animais, antes de iniciar os tratamentos com humanos.

http://saude.terra.com.br/doencas-e-tratamentos/vinho-tinto-ajuda-em-tratamento-contra-cancer-de-prostata-e-de-mama,98ec763a7c9fa310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html#tarticle

Aplicativos para celular fazem apologia ao fumo

Estadão – 8/11/2012

À medida que o cerco se fecha para a publicidade do cigarro, surge um meio alternativo de promoção do produto. Levantamento de pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Sydney, na Austrália, mostra que, em fevereiro de 2012, 107 aplicativos para smartphone a venda nos dois principais sites do setor - Apple e Android - faziam apologia ao fumo.

O estudo, publicado no periódico Tobacco Control, do grupo British Medical Journal, afirma que o conteúdo pró-fumo dos aplicativos pode estar violando a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), acordo internacional ratificado pelo Brasil em 2005.

Desses aplicativos, 48 foram classificados como "simuladores de fumo". Ao se inalar e exalar perto do microfone, o cigarro virtual queima. Para derrubar a cinza, é só chacoalhar o aparelho. A fumaça também pode ser manipulada com o toque na tela.

Outros 42 apps listam as principais marcas de cigarro, discorrem sobre suas especificações e dão informações de compras. Há programas que ensinam como enrolar um cigarro, jogos com o fumo como tema, papéis de parede que imitam maços e recursos que permitem que o consumo de bateria do aparelho seja sinalizado com a figura de um cigarro queimando.

Esses aplicativos estão disponíveis sob as categorias "entretenimento", "jogos", "estilo de vida" e até "saúde e exercícios". Alguns alegam ter o propósito de ajudar a parar de fumar. Mesmo assim, foram incluídos na categoria pró-tabaco pelo entendimento dos pesquisadores de que representam estímulo ao hábito.

Para a psicóloga Mônica Andreis, vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), os programas realmente podem influenciar no consumo do cigarro, principalmente entre crianças e adolescentes. "Esse tipo de aplicativo é de fácil acesso a qualquer idade. Não existe nenhum tipo de advertência e vários estão categorizados como entretenimento. Há um risco de estímulo ao consumo, seja pelos joguinhos, seja pela simulação do ato de fumar", diz.

Mônica lembra que a Convenção-Quadro orienta que o ideal seria banir qualquer tipo de publicidade, promoção ou patrocínio feitos de maneira direta ou indireta pela indústria do tabaco. "Esses aplicativos não seriam adequados nem recomendáveis. A questão é que entramos em um terreno que carece de regulamentação: o da internet."

Responsabilidade

Para o advogado Felipe Mendes, da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, não é possível dizer que os apps são diretamente disseminados pela indústria do tabaco. De qualquer forma, os responsáveis poderiam ser enquadrados como violadores da Convenção-Quadro. Mendes acrescenta que o surgimento desses aplicativos contraria as campanhas nacionais para que os jovens não experimentem o cigarro.

"É uma preocupação especial da política de controle do tabaco, pois os aplicativos são gratuitos ou baratos. Hoje, o acesso à internet é extremamente disseminado e boa parte dos jovens tem internet e um telefone de boa capacidade." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,aplicativos-para-celular-fazem-apologia-ao-fumo,957416,0.htm

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