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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/10/2012

Hormônio da saciedade pode aumentar risco de câncer de mama

Jornal do Brasil – 14/10/2012

Pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, descobriram uma ligação entre o hormônio da saciedade, neurotensina, e o risco de diabetes, ataque cardíaco e câncer de mama em mulheres. Os dados mostram ainda uma relação entre a neurotensina e a morte prematura na população feminina.

 

“Foi surpreendente encontrar uma ligação clara com o risco de diabetes tipo 2 e doença cardiovascular, bem como câncer de mama. Obesidade é um fator de risco comum para as três condições, mas a conexão com a neurotensina não é explicada pela obesidade ou outros fatores de risco conhecidos”, diz o professor Olle Melander, do departamento de Ciências Clínicas da Universidade de Lund.

 

"Esta é a primeira vez que um hormônio da saciedade é associado a estas três doenças comuns em mulheres. Assim, abre-se um novo campo para a pesquisa continuada sobre avaliação de riscos e tratamento preventivo", diz o professor Marju Orho-Melander, um dos autores do estudo.

 

A ligação entre o hormônio e as doenças significa que a neurotensina pode ser usada como um marcador de risco clínico para as condições, na opinião dos pesquisadores. Isso proporciona novas oportunidades para a identificação precoce de mulheres propensas a desenvolver doença cardiovascular e também torna possível iniciar o tratamento preventivo precocemente.

 

"Uma vez que o hormônio circula em torno do corpo no sangue, os níveis podem ser medidos com um teste de sangue normal, o que é uma vantagem", explica Olle Melander. Os resultados foram obtidos através da análise de amostras de sangue de mais de 4.600 pessoas que participaram da dieta sueca Malmö. Os participantes forneceram amostras de sangue ao longo de vários anos e os pesquisadores viram uma ligação entre o nível de neurotensina e o desenvolvimento de uma das três doenças.

 

Os pesquisadores acreditam que uma dieta com baixos níveis de gordura reduz a produção de neurotensina e poderia, portanto, ser uma forma de regular os níveis do hormônio.

 

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/hormonio-da-saciedade-pode-aumentar-risco-de-cancer-de-mama_162996/

 

Pesquisa da UFPE aponta que queijo de coalho pode prevenir câncer

 

G1 – 12/10/2012

 

No cardápio do pernambucano, seja no café da manhã, almoço ou jantar, o queijo de coalho sempre tem seu espaço garantido. O produto, bastante produzido no interior nordestino, pode prevenir doenças como o câncer, de acordo com pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 

O estudo, coordenado pelo biólogo Roberto Afonso, pós-doutorando do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami da UFPE, analisou queijos de coalho de seis cidades do Agreste pernambucano: Arcoverde, Correntes, Cachoeirinha, Capoeiras, São Bento do Una e Venturosa. O produto foi analisado como alimento funcional, sendo estudado nas suas atividades biológicas.

 

Foi descoberta a função preventiva do alimento através dos peptídeos bioativos, que são uma espécie de pedaços da proteína caseína, encontrada no leite. “Encontramos no queijo propriedades antioxidantes, que combatem os radicais livres. Os radicais livres são moléculas instáveis que estão no organismo e que podem originar câncer. Você pode ter esse desenvolvimento, originando várias doenças. O queijo de coalho atua como um antioxidante natural”, explicou o professor Roberto Afonso. O produto ainda pode prevenir trombose e ataques cardíacos.

 

Além das propriedades funcionais, o queijo de coalho é nutritivo, caso seja produzido e mantido em condições adequadas. O alimento auxilia o corpo na absorção de zinco - importante para reprodução celular e ativação de enzimas - e ainda regula a flora intestinal. A pesquisa de Roberto Afonso durou quatro anos e foi publicada em revista científica internacional.

 

Fiscalização

Quem é responsável pela fiscalização desses produtos é a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro). “Inspecionamos desde a indústria, equipamentos de instalação, vemos se a indústria tem condições de funcionar. Fazemos a análise tanto da água quanto do produto; a análise microbiológica. Quando esse produto é testado, liberamos para que ele seja comercializado”, comentou Ednaldo Siqueira, chefe de inspeção da Adagro.

 

Um queijo de coalho em ideal condição precisa ter um rótulo da Adagro, escrito “SIE”, e deve estar bem acondicionado, em temperatura adequada.

 

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2012/10/pesquisa-da-ufpe-aponta-que-queijo-de-coalho-pode-prevenir-cancer.html

Vacina contra câncer cervical tem resultados iniciais positivos

 

Jornal do Brasil – 10/10/2012

 

Pesquisadores dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que testes de uma vacina terapêutica contra câncer cervical (do colo do útero) e lesões pré-cancerosas (que dão origem à doença) tiveram resultados positivos. Os cientistas apresentam o estudo em artigo na Science Translational Medicine, da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).

 

"O câncer cervical é a forma mais comum de câncer entre mulheres em países em desenvolvimento e a segunda em todo o mundo, com 493 mil novos casos e cerca de 274 mil mortes anualmente", afirmam os autores do artigo, pesquisadores da empresa Inovio, laboratório Lyndhurst e da Universidade da Pensilvânia, todos nos Estados Unidos.

 

Esse câncer é considerado, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 100% atribuível a infecção (sendo que 99,7% dos casos são causados pelo vírus HPV). Apesar de existirem vacinas profiláticas (preventivas) contra as formas mais perigosas do HPV, os autores do artigo afirmam que elas não conseguem tratar infecções pré-existentes e outras lesões associadas ao micro-organismo, por isso a necessidade da pesquisa de uma vacina terapêutica, ou seja, que combata o tumor já existente e lesões pré-cancerosas.

 

A nova substância, chamada de VGX-3100, trabalha especificamente contra os tipos 16 e 18 do vírus. Ela introduz um pedaço de DNA responsável pela produção de um tipo específico de proteína nas células dos pacientes. Esta produz outra proteína que comanda as células CD8+ T, do sistema imunológico, a atacar o HPV.

 

"Existem mais de 100 genótipos de HPV, mas os tipos 16 e 18 são responsáveis por 75% dos casos de câncer cervical, o que faz destes subtipos o foco para o desenvolvimento de vacinas e potenciais tratamentos", diz o artigo.

 

A VGX-3100 foi testada em 18 mulheres que já haviam passado por tratamento contra lesões pré-cancerosas. As pacientes receberam através de eletroporação - um pequeno estímulo elétrico que acompanha a injeção. Outras vacinas com DNA já haviam sido testadas contra o vírus, mas não tiveram bons resultados, mas a diferença está no uso de estímulo elétrico. Os cientistas observaram que a eletroporação induzia a uma resposta imunológica mais robusta contra o HPV. Além disso, os efeitos colaterais observados foram considerados leves.

 

"Apesar de a eficácia precisar ser testada em uma experiência de larga escada, o aprimoramento da resposta imunológica eliciada pela VGX-3100 pode atacar as células infectadas pelo HPV, potencialmente induzindo a regressão do câncer em indivíduos já infectados com o HPV", afirmam os editores da revista em comentário separado.

 

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2012/10/10/vacina-contra-cancer-cervical-tem-resultados-iniciais-positivos/

 

Câncer de pâncreas atinge dez anos mais cedo pessoas que bebem ou fumam excessivamente

 

Veja – 02/10/2012

 

O tabagismo e o alcoolismo são conhecidos como importantes fatores de risco para o câncer de pâncreas, tipo de câncer que é mais comum após os 50 anos de idade. Agora, um estudo feito na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostra que os hábitos, não só elevam as chances do surgimento da doença, como fazem com que ela apareça mais cedo. A pesquisa foi descrita em um artigo publicado nesta semana no periódico The American Journal of Gastroenterology.

 

Após acompanharem 811 pacientes com câncer de pâncreas, os pesquisadores descobriram que os participantes que consumiam muita bebida alcoólica ou fumavam excessivamente foram diagnosticados, em média, aos 61 e 62 anos, respectivamente. Ou seja, dez anos antes em relação aos pacientes que não tinham nenhum dos dois hábitos.

 

O estudo determina que fumar muito equivale ao consumo de mais de um maço de cigarros por dia; e que beber excessivamente é o mesmo que consumir no mínimo três doses de qualquer bebida alcoólica por dia.

 

Segundo os autores do estudo, esses resultados podem ajudar os médicos a compreender qual é a melhor idade para que uma triagem da doença comece a ser feita quando programas de rastreamento estiverem disponíveis. Michelle Anderson, coordenadora da pesquisa, explica que detectar o câncer de pâncreas logo no inicio é algo difícil, mas que contribui com as taxas de sobrevida da condição, que atualmente é muito baixa — cinco anos após o diagnóstico da doença, apenas 6% dos pacientes continuam vivos.

 

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cancer-de-pancreas-atinge-dez-anos-mais-cedo-pessoas-que-bebem-ou-fumam-excessivamente

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