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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 14/09/2012

Crianças desconhecem causas de câncer, diz pesquisa

G1 – 08/09/2012

A maior parte das crianças desconhece as causas do câncer, sendo que um pequeno grupo acredita que pode contrair a doença devido a "mau comportamento", revelou uma pesquisa feita pela organização Macmillan Cancer Support, sediada no Reino Unido.

O levantamento, que entrevistou 500 crianças de nove a 16 anos, descobriu que 97% delas não sabiam, por exemplo, que uma exposição prolongada ao sol pode causar câncer, embora 91% do grupo pesquisado tenha afirmado conhecer que o fumo é um dos causadores da doença.

A entidade disse que os resultados sugerem que as crianças estão mal informadas sobre o câncer, o que pode potencializar os riscos para elas.

Segundo a organização, os professores precisariam educá-las melhor nas escolas sobre o assunto.

As crianças que responderam à pesquisa também não parecem saber o que significa ter câncer.

Uma em cada cinco acredita que a doença é fatal, enquanto que mais da metade diz que desconhece o tema completamente.

Já 4% acreditam que o cancêr é uma enfermidade contagiosa.

Apesar dos resultados alarmantes, dois terços das crianças entrevistadas disseram ter conhecido alguém com a doença, enquanto que mais da metade afirmou que a palavra "câncer" é amedrontadora.

Tabu

Katherine Donnelly, da Macmillan Cancer Support, afirmou que muitas pessoas, incluindo professores, têm a falsa crença de que as crianças devem ser protegidas de qualquer debate sobre a doença.

"Em linhas gerais, o assunto ainda é tabu. Nem todos os professores se sentem confiantes para falar sobre o câncer ou sabem de onde podem tirar os dados para explicá-lo melhor", afirmou Donnelly.

"Os resultados mostraram que à medida que as crianças envelhecem, há um pequeno aumento no número daquelas que foram educadas sobre o câncer, mas não se trata de um número significativo", acrescentou.

Para Donnelly, "ao passo que o câncer afeta mais e mais pessoas, as chances de as crianças conhecerem alguém que possua a doença cresce – talvez seus avós, pais ou um amigo. Isso pode ser muito doloroso e elas podem se sentir preocupadas em fazer perguntas', explicou.

"Apenas cerca de 25% das crianças tiveram aulas sobre o câncer na escola e isso precisa melhorar", acrescentou.

A Macmillan Cancer Support produziu um guia chamado "Talking about Cancer" ("Falando sobre o câncer", em tradução literal) que permite aos professores planejar aulas sobre o assunto.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/criancas-desconhecem-causas-de-cancer-diz-pesquisa.html

Consumo de maconha tem ligação com câncer de testículo

EXAME – 11/09/2012

Nova York - Homens jovens que fumaram maconha para fins de diversão têm duas vezes mais chances de serem diagnosticados com câncer de testículo do que os rapazes que nunca usaram maconha, mostrou um estudo realizado nos EUA.

Os pesquisadores, cujas descobertas foram publicadas na revista Cancer, disseram que a ligação parece ser específica para um tipo de tumor conhecido como não-seminoma.

"Este é o terceiro estudo consistentemente demonstrando um risco maior do que o dobro deste subtipo particularmente indesejável de câncer de testículo entre os homens jovens com o uso da maconha", disse Victoria Cortessis, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, que liderou o estudo.

"Eu particularmente sinto que nós precisamos levar isso a sério agora", acrescentou ela, lembrando que as taxas de câncer de testículo vêm aumentando inexplicavelmente ao longo do último século.

A pesquisa não é prova sem discussões de que a maconha é a culpada e, mesmo que fosse, o perigo não é esmagador. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, o risco de um homem desenvolver câncer de testículo ao longo da vida é de cerca de um em 270 -- e como há tratamento eficaz disponível, o risco de morrer da doença é de apenas um em 5.000.

Até agora, pouco se sabe sobre o que causa isso. Cortessis disse que testículos retidos, em que os testículos permanecem no abdômen além da idade de um ano, são um fator de risco. Pesticidas e exposição hormonal também têm sido associados com os tumores.

Cortessis e seus colegas usaram dados de 163 jovens que haviam sido diagnosticados com câncer de testículo e cerca de 300 homens no grupo de comparação sem a doença. Ambos os grupos foram entrevistados sobre sua saúde e uso de drogas entre 1987 e 1994.

Entre os homens com câncer, 81 por cento tinham usado maconha em algum momento, enquanto que esse foi o caso de 70 por cento dos jovens do grupo de comparação.

Em contraste, o consumo de cocaína foi ligado a um menor risco de tumores. Isso é importante porque sinaliza que os homens que foram diagnosticados com câncer não são apenas mais honestos sobre seu uso de drogas, criando assim uma ligação espúria entre maconha e câncer, explicou Cortessis.

Não está totalmente claro como a maconha influencia o risco de câncer nos homens, mas Cortessis disse que testículos em desenvolvimento podem de alguma forma reagir ao principal ingrediente ativo da droga.

O novo estudo é "interessante", disse Carl van Walraven, da Universidade de Ottawa, no Canadá, que estudou o câncer de testículo, mas disse que tem uma série de limitações.

Por exemplo, ele não encontrou um risco aumentado entre os homens com maior uso de maconha, e isso era relativamente pequeno.

Mas Cortessis destacou os resultados consistentes de todos os estudos até agora.

"É difícil imaginar um cenário em que isso se deve ao acaso e eu não posso pensar em um erro sistemático que poderia causar isso. Vou me sentir muito confiante de que isto é causa e efeito assim que tivermos trabalhado a biologia", disse ela.

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/saude/noticias/consumo-de-maconha-tem-ligacao-com-cancer-de-testiculo?page=2

Testes para detectar câncer de ovário não são efetivos

Veja – 13/09/2012

O câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura — cerca de 3/4 dos casos desse tipo de câncer já estão em estágio avançado no momento do diagnóstico. No entanto, especialistas americanos não recomendam que mulheres saudáveis façam os testes disponíveis para a detecção do tumor. Segundo o U.S. Preventive Services Task Force, grupo de trabalho que analisa as evidências científicas e faz recomendações para os serviços governamentais de prevenção, esses testes não são efetivos e podem até ser prejudiciais às mulheres.

Por sua localização, o câncer de ovário é extremamente difícil de detectar, impedindo o diagnóstico precoce. Os exames normalmente usados para descobrir sua presença são a análise do sangue para encontrar marcadores biológicos vinculados ao câncer e a ultrassonografia dos ovários. No entanto, quando aplicados em mulheres saudáveis, eles não reduzem a mortalidade da doença.

Além disso, estes procedimentos produzem muitos falsos positivos, que podem levar a cirurgias desnecessárias. "Não existe um método eficaz de detecção do câncer de ovário que permita reduzir a mortalidade", afirma Virginia Moyer, presidente do grupo. "De fato, uma grande porcentagem das mulheres que passam pelos testes recebem resultados positivos falsos e podem passar por cirurgias desnecessárias."

Recomendações parecidas já foram feitas por outras entidades americanas, como a American Cancer Society e o American Congress of Obstetricians and Gynecologists. No Brasil, nenhum dos procedimentos é recomendado pelo Ministério da Saúde ou pelo Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Os cientistas recomendam que os testes só devem ser feitos em mulheres que apresentem sintomas da doença ou mutações em genes ligados ao câncer, como o BRCA 1 e o BRCA 2. Nesses casos, eles podem ajudar os médicos a acompanharem os resultados do tratamento e o avanço da doença.

O câncer de ovário é bastante raro. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estima que teremos 6.190 novos casos em 2012. Em 2010, 2.979 mulheres morreram por causa da doença.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/testes-para-detectar-cancer-de-ovario-nao-sao-efetivos

Vacinação em dia ajuda pacientes com câncer

BAND – 13/09/2012

Pacientes com câncer que têm a vacinação em dia conseguem enfrentar melhor a doença. É o que afirma o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade da rede pública estadual.

Isso porque a prevenção de doenças é muito importante para a manutenção do bom estado clínico destes pacientes que, em função do câncer, acabam se tornando imunodeprimidos. Dessa forma, manter a caderneta em dia, tanto de quem está em tratamento quanto de quem cuida, é fundamental.

No entanto, os pacientes imunodeprimidos devem tomar alguns cuidados especiais na hora da vacinação. Pessoas em tratamento oncológico podem receber vacinas com patógenos mortos ou com vírus e bactérias inativados, como a da influenza, pneumonia e tétano. Imunizações que apresentam vírus e bactérias atenuados, como a tríplice viral e a de febre amarela, não devem ser ministradas ao paciente oncológico ou a pessoas portadoras de outras doenças que causem imunodepressão.

"Ainda que a resposta de pacientes com câncer seja menor que a da população comum, estas pessoas devem receber as vacinas indicadas. Também é essencial que seus familiares tomem as doses de vacinação adequadamente. Ao se manterem saudáveis, eles contribuem para a preservação da doença de quem está sendo cuidado", orienta Lígia Camera Pierrotti, médica infectologista do Icesp.

Pessoas nessas condições que ainda não tenham se imunizado contra a gripe podem procurar o Centro de Imunizações do Hospital das Clínicas ou os Centros de Referências de Imunizações Especiais (CRIES). A vacinação é gratuita.

http://vivabem.band.com.br/saude/noticia/?id=100000533228

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