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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 03/09/2012

Cuba registra dispositivo para detectar câncer de cólon

R7 Notícias – 03/09/2012

Cuba registrou um dispositivo para detectar câncer de cólon, uma doença que matou 2.281 cubanos em 2011, após provar sua eficácia em um estudo realizado com mais de 7.000 adultos maiores de 50 anos, informou um especialista local.

O dispositivo, denominado SUMASOHF, que "obteve o registro sanitário", detecta mediante um teste rápido o "sangue humano oculto em fezes", importante marcador de risco da provável presença de câncer colorretal e outros males do trato digestivo, afirmou Aramis Sánchez, chefe de Programas Nacionais do Centro de Testes Imunológicos de Havana.

Citado pelo jornal oficial Granma, Sánchez explicou o procedimento, desenvolvido por cientistas deste centro, "foi validado em um estudo realizado com 7.450 adultos maiores de 50 anos de ambos os sexos" nas províncias cubanas de Santiago de Cuba (sudeste) e Mayabeque (oeste).

Deste total de pessoas, "662 mostraram resultados positivos" e "555 doenças do trato digestivo, entre elas 14 casos de câncer de cólon e outros 78 com pólipos adenomatosos e colite ulcerativa", acrescentou o especialista.

O registro é o que permite usar o dispositivo maciçamente nas pesquisas ativas de câncer de cólon ralizadas na ilha.

Sánchez destacou que o Centro está em condições de "abastecer os dispositivos e reativos necessários para garantir a progressiva introdução deste teste no sistema nacional de saúde, a partir dos meses finais do ano presente".

No Centro de Teste Imunológico faz parte do Pólo Científico do oeste de Havana, umas 20 instituições encarregadas da produção e da venda de produtos farmacêuticos por cerca de R$ 800 milhões anuais (US$ 400 milhões), o segundo maior item de exportações da ilha, depois do níquel.

Granma destacou que 2.281 cubanos faleceram em 2011 com câncer de cólon e que a doença, que ocupa em nível mundial "o terceiro lugar das mortes" por tumores malignos, mostra na ilha "uma tendência geral ao aumento de sua incidência e mortalidade".

http://noticias.r7.com/saude/cuba+registra+dispositivo+para+detectar+cancer+de+colon-03092012

Gordura faz câncer crescer e pode ser alvo de tratamento, dizem estudos

Bem Estar - TV Globo – 29/08/2012

As células de gordura podem se tornar o mais novo alvo de tratamentos contra o câncer. Estudos nessa área ainda são experimentais, mas bastante promissores, pois há comprovação científica de que o tecido adiposo – que reúne as células de gordura do corpo – ajuda no crescimento dos tumores.

"Provamos ao longo dos últimos cinco anos que o tecido adiposo promove diretamente o câncer, além do estilo de vida e da dieta já relacionados à obesidade", afirmou o pesquisador russo Mikhail Kolonin, que trabalha com essa linha de pesquisa no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

"Há alguns anos, essa era uma questão em aberto, e agora sabemos que é um fato", completou o pesquisador, que veio ao Brasil para participar do Simpósio Célula-Tronco na Biologia do Desenvolvimento e no Câncer, realizado pelo Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Dentro do tecido adiposo, existem células-tronco adiposas. Quando um tumor se forma, essas células vão até ele e contribuem para a formação de vasos sanguíneos no local. Com isso, o câncer cresce mais rapidamente.

A lógica serve para os tumores chamados primários, que se instalam antes do processo de metástase – quando o câncer se espalha para vários órgãos. Isso só acontece nos órgãos que têm contato com o tecido adiposo, como intestino, mamas, próstata, esôfago e pâncreas. Onde não há gordura por perto, como no caso do cérebro e do pulmão, o efeito não é percebido.

Naturalmente, os resultados apontam para mais um aspecto da importância de combater a obesidade para defender a saúde, mas não é só isso. A descoberta também pode levar a um novo tratamento contra o câncer, focado nas células-tronco adiposas.

Kolonin pensa em eliminar essas células-tronco com um medicamento específico para os pacientes com câncer, na tentativa de evitar que elas favoreçam a alimentação dos tumores. No entanto, o tratamento precisaria ser bem dosado, porque a eliminação dessas células deve ser apenas parcial, e não total, porque a gordura tem funções essenciais para a defesa do organismo.

"O tecido adiposo pode fazer mal à saúde, mas também é essencial", afirmou o cientista, que citou estudos em que camundongos com baixa quantidade de gordura apresentaram saúde muito frágil e desenvolveram doenças como diabetes.

A ideia ainda é vista como uma aposta, e somente novas pesquisas é que poderão comprovar se é viável controlar o câncer atacando essas células. "Ninguém fez isso ainda, acabamos de começar os primeiros experimentos nesse sentido", explicou Kolonin.

A perda de peso comum entre pacientes com câncer, porém, não serve para proteger o corpo contra esse processo. O tecido adiposo reduz de tamanho, mas não perde muitas células-tronco. Além disso, o emagrecimento ocorre nos estágios mais avançados da doença, depois que a gordura já desempenhou seu papel no crescimento do tumor.

O pesquisador também considera perigoso fazer dietas para perder peso após o diagnóstico de câncer, pois a falta de nutrientes poderia acelerar o processo de migração das células adiposas para os tumores – uma hipótese que sua equipe ainda não conseguiu comprovar.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/08/gordura-faz-cancer-crescer-e-pode-ser-alvo-de-tratamento-dizem-estudos.html

Fumar narguilé equivale a consumir fumaça de cem cigarros, diz Inca

Bem Estar - TV Globo – 29/08/2012

Participar de uma sessão de fumo de narguilé por uma hora equivale a consumir cerca de cem cigarros, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A informação faz parte de uma série de dados divulgados pelo instituto sobre o produto nesta quarta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Além de incluir 4,7 mil substâncias tóxicas presentes no cigarro comum, o fumo do narguilé, um tipo de cachimbo oriental, possui concentrações superiores de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas, de acordo com o instituto.

Quase 300 mil pessoas em todo o país consomem o narguilé, segundo a Pesquisa Especial sobre o Tabagismo (PETab), realizada pelo Inca junto com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número, contabilizado em 2008, equivale a uma cidade do tamanho do Guarujá, no litoral de São Paulo, também segundo dados do IBGE.

O pneumologista Ricardo Meirelles, da divisão de controle do tabagismo do Inca, ressalta que o uso de água no recipiente do narguilé proporciona uma sensação agradável aos usuáros, mas que mascara a quantidade de toxinas inaladas.

A presença da água "faz com que se aspire ainda mais a fumaça, dando a impressão que o organismo fica mais tolerante, o que é errado", pondera Meirelles em nota enviada pelo Inca.

Em uma hora, uma pessoa chega a dar mil tragadas em um narguilé. O processo gera uma fumaça inalada igual a uma centena de cigarros comuns ou mais, segundo o pneumologista.

Estudantes

Entre os estudantes de cursos de saúde, uma pesquisa aponta que mais de 55% dos que declararam ser fumantes de produtos de tabaco além do cigarro comum admitiram usar o narguilé. O número sobe para 80% se for considerada só a cidade de São Paulo, segundo o estudo.

Realizado em três capitais (São Paulo, Brasília e Florianópolis), o levantamento mostra que a situação do fumo entre universitários na área de saúde é preocupante, segundo o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/08/fumar-narguile-equivale-consumir-fumaca-de-cem-cigarros-diz-orgao.html

Dormir pouco pode elevar o risco de câncer de mama agressivo

Veja – 28/08/2012

Dormir pouco pode ser um fator de risco para um tipo agressivo de câncer de mama, indicou uma nova pesquisa feita na Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos. O estudo, que é o primeiro a olhar para essa relação, também concluiu que o sono insuficiente está ligado a uma maior probabilidade de recorrência da doença. Os resultados foram publicados na edição deste mês do periódico Breast Cancer Research and Treatment.

Participaram da pesquisa 412 mulheres que já haviam passado pela menopausa e que tinham acabado de ser diagnosticadas com câncer de mama. Elas responderam a questionários contendo perguntas como qual era a duração média do sono de cada uma nos últimos dois anos. Os autores do estudo descobriram que as pacientes que dormiam, em média, menos do que seis horas por noite foram aquelas que apresentaram os tumores mais agressivos e as maiores chances de recorrência da doença após o tratamento.

"As conclusões sugerem que a falta de sono suficiente pode causar tumores mais agressivos, mas mais pesquisas precisam ser feitas para compreendermos as causas desta associação", diz a coordenadora do estudo, Cheryl Thompson. A autora lembra que essa relação foi estabelecida em mulheres que estavam na pós-menopausa, e que ela pode não ser a mesma entre pacientes que não passaram por esse período. “A duração do sono é um perigo para a saúde pública, já que também pode desencadear obesidade, diabetes e doença do coração. Uma intervenção eficaz em aumentar o tempo em que um indivíduo dorme e melhorar a qualidade de seu sono pode ser um bom caminho para evitar essas doenças e também tumores agressivos na mama”, afirma.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/dormir-pouco-pode-elevar-o-risco-de-cancer-de-mama-agressivo

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