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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/07/2012

Pesquisadores brasileiros criam método inovador para tratar o câncer

Nos laboratórios, uma substância de nome esquisito tem ganhado destaque. É o álcool perílico, um óleo extraído de frutas cítricas. O paciente inala o álcool em casa, durante 15 minutos, quatro vezes ao dia.

G1 – 13/07/2012

Uma boa notícia: os primeiros resultados de uma pesquisa pioneira e totalmente nacional. Um novo método, desenvolvido na Universidade Federal Fluminense, traz esperança para o tratamento do câncer no cérebro.

A imagem, na ressonância magnética, mostra um tumor no cérebro de nove centímetros. O exame foi feito em janeiro em senhor de 70 anos. Seis meses depois, o tumor havia encolhido para 1,4cm.

“Eu sinto que o meu organismo está bem mais resistente. Me sinto melhor”, conta o empresário Aristides Ferreira Mulim.

Seu Aristides fez tratamento intensivo, que combinou quimioterapia e radioterapia. Mas os melhores resultados vieram depois que ele conheceu uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, no estado do Rio. Nos laboratórios, uma substância de nome esquisito tem ganhado destaque. É o álcool perílico, um óleo extraído de frutas cítricas.

O tratamento também inova na hora da aplicação do remédio. O paciente inala o álcool perílico em casa, durante 15 minutos, quatro vezes ao dia. A opção é bem menos invasiva que o tratamento tradicional e de, acordo com os pesquisadores, até hoje não há registros de efeitos colaterais, mesmo em pacientes que vêm sendo tratados há mais de seis anos.

A inalação permite que o álcool chegue ao sistema nervoso central e iniba a proliferação das células cancerígenas.

“O que nós estamos vendo é que primeiro está regredindo tumores. Segundo, a sobrevida melhora. Terceiro, a qualidade de vida - já que não é um produto que não é tóxico -, então os pacientes já têm uma qualidade de vida melhor”, explica o neurocirurgião Clóvis da Fonseca.

O estudo chamou a atenção de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia. O médico americano Thomas Chen disse que os resultados apresentados por este método são muito melhores do que os de alguns tratamentos convencionais.

Mas os pesquisadores esclarecem que a quimioterapia ainda é necessária. Por isso, o próximo passo da pesquisa é juntar no nebulizador o álcool perílico e os remédios da quimioterapia, que também passariam a ser inalados.

“Nós chegamos à conclusão que nós temos que combinar várias drogas para que possamos debelar definitivamente esta célula. Nós vamos poder diminuir a concentração dos quimioterápicos e diminuir também o dinheiro gasto”, explica o neurocirurgião.

Com passos cada vez mais firmes, seu Aristides, que acabou de voltar de uma viagem, está cheio de planos.

“O plano é a gente fazer outra viagem já”, conta o senhor.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/07/pesquisadores-brasileiros-criam-metodo-inovador-para-tratar-o-cancer.html

Mais de 80% dos fumantes acreditam que não sofrerão com câncer no pulmão

Cerca de 80% dos fumantes se consideravam imunes aos males do cigarro, até desenvolverem câncer no pulmão

Mídia News – 14/07/2012

O hábito de fumar traz sérios danos para a saúde, afinal, o cigarro possui diversas impurezas que afetam o funcionamento do organismo. Os fumantes correm mais riscos de sofrer infarto, derrame, envelhecimento precoce, doenças vasculares, gengivite, infertilidade, tosse crônica, asma, entre muitos outros problemas de saúde.

Uma das doenças mais letais causadas pelo cigarro é o câncer de pulmão. No entanto, as fumantes menosprezam as pesquisas que revelam a ligação direta entre o tabagismo e tumores malignos pulmonares. De acordo com estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano são registrados 27.320 novos casos de câncer de pulmão. O fato desta doença ser um dos cânceres mais comuns no Brasil e no mundo se deve a negligência dos dependentes.

Fumantes se consideram imunes ao cigarro

Uma pesquisa realizada pela indústria farmacêutica Pfizer revelou que 83% dos fumantes acreditam ser imunes aos danos causados pelo tabagismo, especialmente o câncer de pulmão. Eles ignoram os estudos que mostram que 90% dos portadores de tumores malignos pulmonares têm o hábito de fumar.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores da Pfizer avaliaram 166 pacientes com o diagnóstico de câncer nos pulmões, causado pelo tabagismo. Investigou-se, então, a sensação de segurança destas pessoas sobre a possibilidade de adoecer ou não.

Após as entrevistas, descobriu-se que, a cada dez pessoas com tumores malignos pulmonares, oito delas não acreditavam que sofreriam um dia com o esta doença. Em média, 83% dos pacientes não levavam a sério a possibilidade de adoecer.

A sensação de segurança que os pacientes tinham antes de adoecer também teve as justificativas avaliadas pelos pesquisadores. Quando questionados sobre os motivos de se sentirem imunes ao cigarro, 25% dos participantes responderam que viam a doença como uma possibilidade de acontecer com os outros, mas não com eles. Já 23% dos fumantes com câncer de pulmão afirmaram que eram pessoas saudáveis. Outros 9% justificaram o adoecimento através do discurso de não ter casos similares na família. Enquanto isso, 5% dos doentes alegaram que tinham o hábito de se exercitar e 3% defenderam o fato de que adotavam uma alimentação saudável.

Os especialistas que realizaram a pesquisa afirmam que os pacientes conheciam os males associados ao cigarro, mas simplesmente ignoravam os perigos oferecidos pelo hábito de fumar. Mesmo as pessoas que não possuem casos de câncer de pulmão na família estão vulneráveis a desenvolver a doença, pois o tabagismo danifica o DNA em poucos minutos e compromete a saúde do organismo.

A negligência do fumante brasileiro

O Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) também realizou um estudo sobre a autoconfiança dos fumantes e a forma como ignoram os perigos oferecidos pelo cigarro. De acordo com a pesquisa, seis em dez fumantes que enfrentam os tumores malignos pulmonares não abandonam o vício após sobreviver ao tratamento.

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=7&cid=126626

Câncer de mama deve atingir 60 mil mulheres a mais em 2013, diz relatório

Previsão é de que surjam 1,66 milhão de casos no mundo no próximo ano. No Brasil, doença é a principal causa de morte por tumor entre as mulheres.

G1 – 12/07/2012

Um novo relatório mundial sobre o câncer de mama estima que, em 2013, pelo menos 60 mil mulheres a mais que este ano sejam diagnosticadas com a doença. A previsão de novos casos identificados até o fim de 2012 em todo o planeta é de 1,6 milhão, contra 640 mil na década de 1980. Ou seja, em três décadas, o número mais que dobrou.

Anualmente, a ocorrência de câncer de mama – que atinge principalmente o sexo feminino – tem subido 3,1%, segundo aponta o "World Breast Cancer Report 2012", anunciado esta semana por cientistas do Instituto Internacional de Pesquisa da Prevenção, em Lyon, na França.

O texto destaca que o problema vem crescendo em taxas alarmantes em todo o globo e já se tornou uma "pandemia" que ameaça a saúde pública. Tanto a incidência quanto as mortes aumentaram, mas os métodos de diagnóstico por imagem também.

A maioria dos novos casos ocorre nos países desenvolvidos, e as mortes estão basicamente divididas entre as nações desenvolvidas e as em desenvolvimento. Em 2010, cerca de 450 mil mulheres morreram vítimas desse tipo de tumor no mundo inteiro.

Segundo Nancy Brinker, presidente da organização americana Susan G. Komen for the Cure , dedicada ao combate da doença, novas pesquisas são necessárias para determinar por que as mulheres nos países desenvolvidos sofrem mais com o câncer de mama. Nancy perdeu a irmã, Susan, em virtude do câncer, aos 36 anos.

A principal conclusão do relatório é de que existem disparidades significativas entre os países ricos e pobres em relação a diagnóstico, tratamento e evolução da doença. Nas nações de alta renda, por exemplo, o problema costuma ser identificado precocemente e as mulheres vivem mais, enquanto nas regiões menos desenvolvidas as pacientes chegam ao médico quando já está instalado um processo de metástase, ou seja, de proliferação de células tumorais pelo corpo.

Casos no Brasil

O câncer de mama é a primeira causa de morte de mulheres por tumor no país. Entre os óbitos por doenças em geral no sexo feminino, perde apenas para os problemas cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima, para 2012, um total de 52.680 novos casos de câncer de mama entre as mulheres. Por região, o Sudeste lidera o ranking (29.360), seguido do Sul (9.350), Nordeste (8.970), Centro-Oeste (3.470) e Norte (1.530).

Em relação às mortes pela doença, o dado mais recente que o Inca tem é de 2010, registrado no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), com 12.705 óbitos de mulheres e 147 de homens somente na rede pública.

No sexo feminino, atrás desse tipo de tumor, em número de diagnósticos, aparece o de colo do útero, com 17.540 novos casos previstos para 2012. Entre todos os tipos de câncer no Brasil, o de próstata ainda atinge mais os homens que o de mama afeta as mulheres, de acordo com o Inca. Apesar de a próstata ser o problema mais frequente nos homens, com 60.180 novos casos previstos para este ano, o câncer de pulmão mata mais.

Casos previstos de câncer em mulheres no Brasil*
Mama – 52.680
Colo do útero – 17.540
Cólon e reto – 15.960
Tireoide – 10.590
Traqueia, brônquios e pulmões – 10.110

Cânceres que mais matam mulheres no Brasil**
Mama – 12.705
Traqueia, brônquios e pulmões – 8.190
Cólon, reto e ânus – 6.892
Estômago – 4.768
Pâncreas – 3.769

Casos previstos de câncer em homens no Brasil*
Próstata – 60.180
Traqueia, brônquios e pulmões – 17.210
Cólon e reto – 14.180
Estômago – 12.670
Cavidade oral – 9.990

Cânceres que mais matam homens no Brasil**
Traqueia, brônquios e pulmões – 13.677
Próstata – 12.778
Estômago – 8.633
Cólon, reto e ânus – 6.452
Esôfago – 5.923

* Estimativas para 2012

**Dados de 2010 do SUS

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/cancer-de-mama-deve-atingir-60-mil-mulheres-mais-em-2013-diz-relatorio.html

Cientistas desenvolvem pomada capaz de tratar câncer de pele

Alteração química faz com que medicamento penetre nas camadas a pele. Além de câncer, técnica pode vir a tratar psoríase e até rugas.

G1 – 03/07/2012

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma pomada capaz de tratar o câncer de pele. O avanço foi possível devido ao uso da nanotecnologia, e o processo foi descrito em um artigo publicado dia 2 de julho pela “PNAS”, a revista da Academia Americana de Ciências.

O medicamento penetra em todas as camadas da pele e “desliga” genes específicos, responsáveis pelo surgimento dos tumores. Os genes normais, que não têm ligação com o câncer, são poupados. Segundo os autores, esse é o primeiro creme capaz de conduzir tratamentos genéticos nas células das camadas mais internas da pele.

Fazer com que o efeito atinja essas áreas mais profundas é complicado, pois a pele provém uma defesa natural contra agentes externos. Os autores da pesquisa conseguiram penetrar a pele com uma alteração química.

O RNA, agente usado no tratamento, normalmente não consegue entrar nas células devido ao seu formato linear. Nos laboratórios da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, os cientistas organizaram esse material em uma esfera, menor e mais densa que o normal, e conseguiram programar a sequência genética de forma a atacar os genes causadores do câncer.

“Isso nos permite tratar um problema de pele exatamente onde ele está se manifestando – na pele”, afirmou Amy Paller, uma das autoras do estudo. “Os riscos são minimizados, e até o momento não foram vistos efeitos colaterais em nossos modelos na pele humana e em camundongos”, afirmou.

O tratamento localizado serviria como uma forma de reduzir os efeitos colaterais. A quimioterapia, um dos tratamentos mais usados contra o câncer, provoca a queda de cabelos e debilita o sistema de defesa do corpo, por exemplo.

Os principais alvos da terapia genética da pele são o melanoma e o carcinoma espinocelular, dois dos tumores mais comuns da pele. No entanto, a técnica tem o potencial de ser aplicada em qualquer problema de pele que envolva a questão genética. A psoríase, distúrbio inflamatório que atinge a pele, e até mesmo as rugas podem vir a ser tratadas com pomadas desse tipo.

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/07/cientistas-desenvolvem-pomada-capaz-de-tratar-cancer-de-pele.html

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