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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 18/06/2012

Novo remédio inibe câncer de pele em até 50% dos casos

Correio do Estado – 17/06/2012

Brasileiros que sofrem de melanoma avançado - um tipo de câncer que atinge o tecido epitelial, mais especificamente a pele - ganharam um aliado no combate à doença. Previsto para chegar ao Brasil até o final deste ano, o vemurafenibe - novo remédio contra o melanoma - têm obtido resultados promissores em até 50% dos casos avançados e surge como alternativa à quimioterapia e aos tradicionais métodos de combate ao câncer.

Com o nome comercial de Zelboraf, o medicamento de uso oral é produzido pela empresa Roche Brasil e já está aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A promessa é que ele combata alvos específicos das células cancerosas deste tipo de tumor que, em muitos casos, chega ao ponto de metástase, reduzindo a expectativa de vida de muitos pacientes.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/novo-remedio-inibe-cancer-de-pele-em-ate-50-dos-casos_152240/

Vírus do resfriado pode matar o câncer, diz estudo

Reuters Brasil – 13/06/2012

Num passo significativo para o desenvolvimento de novos tratamentos contra o câncer, cientistas descobriram como um vírus comum do resfriado é capaz de matar tumores e desencadear uma reação imunológica, assim como uma vacina, ao ser injetado na corrente sanguínea.

Pesquisadores da Universidade de Leeds e do Instituto de Pesquisa do Câncer (ICR), ambos da Grã-Bretanha, disseram que, ao pegar carona nas células sanguíneas, o vírus se protegeu dos anticorpos que poderiam neutralizar suas propriedades anticâncer.

A descoberta sugere que terapias virais desse tipo, chamadas de reovírus, podem ser injetadas na corrente sanguínea durante consultas ambulatoriais - como na quimioterapia comum -, o que as torna potencialmente adequadas para tratar vários tipos de câncer.

O estudo, financiado em parte pela entidade beneficente Cancer Research UK, e conduzida em dez pacientes com câncer avançado do intestino, confirmou que os reovírus atacam em duas frentes - matando diretamente as células cancerosas, e provocando uma reação imunológica que ajuda a eliminar células tumorais remanescentes.

"Tratamentos virais, como os reovírus, estão mostrando uma promessa real em testes com pacientes. Esse estudo nos dá a ótima notícia de que seria possível oferecer esses tratamentos com uma injeção simples na corrente sanguínea", disse Kevin Harrington, do ICR, um dos coordenadores do trabalho publicado na quarta-feira na revista Science Translational Medicine.

Harrington disse que, se os tratamentos virais funcionassem apenas quando injetados diretamente nos tumores, isso seria uma barreira significativa à sua aplicação mais ampla.

"Mas a descoberta de que eles podem pegar carona nas células sanguíneas irá potencialmente torná-los relevante para uma ampla gama de cânceres", acrescentou.

Os reovírus estão sendo pesquisados por várias equipes do mundo todo, por já terem demonstrado a capacidade de contaminar e matar células cancerosas sem afetar os tecidos normais.

"Parece que o reovírus é ainda mais inteligente do que pensávamos", disse o pesquisador Alan Melcher, da Universidade de Leeds. "Ao se aboletarem nas células sanguíneas, o vírus está conseguindo se esconder da reação imunológica natural do organismo, e chegar intacto ao seu alvo. Isso poderia ser enormemente significativo para a absorção de terapias virais como esta na prática clínica."

O câncer matou 7,6 milhões de pessoas no mundo em 2008, ano mais recente com dados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde. O número de casos de câncer deve crescer mais de 75 por cento no mundo até 2030.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE85C07H20120613

Fumaça do diesel pode causar câncer, diz OMS

Terra – 12/06/2012

A fumaça liberada pelos motores a diesel pode causar câncer em humanos e está na mesma categoria que o amianto, o gás mostarda e o gás arsênico, afirmaram especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) na terça-feira.

Os especialistas, que disseram que a decisão foi unânime e com base em evidências científicas "convincentes", pediram que as pessoas ao redor do mundo reduzam a exposição à fumaça do diesel o máximo possível.

Em um anúncio que provavelmente causará consternação entre fabricantes de caminhões e carros, a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), com sede na França, reclassificou o escape do diesel do grupo 2A, de provável carcinógeno, para o grupo 1, que inclui as substâncias com associação comprovada com o câncer.

"O grupo de trabalho (de especialistas) descobriu que o escape do diesel é uma causa de câncer de pulmão e ainda observou uma associação positiva com um risco aumentado para o câncer de bexiga", disse a agência, que integra a OMS, em um comunicado.

A decisão é o resultado de uma reunião de uma semana de duração com especialistas independentes que verificaram as mais recentes evidências científicas sobre o potencial de causar câncer da fumaça do diesel e da gasolina.

A decisão coloca a fumaça do diesel na mesma categoria de risco de uma série de substâncias nocivas, como amianto, arsênico, gás mostarda, álcool e cigarro.

Christopher Portier, chairman do grupo de trabalho da Iarc, disse que a conclusão do grupo “foi unânime, de que o escape do motor a diesel pode causar câncer de pulmão em humanos".

"Dados os impactos adicionais à saúde das substâncias particuladas do diesel, a exposição a essa mistura de substâncias químicas deverá ser reduzida em todo o mundo", disse ele em um comunicado.

Os carros a diesel são populares principalmente no leste europeu, onde os benefícios fiscais estimularam avanços tecnológicos e um aumento da demanda.

A Iarc observou que grandes populações ao redor do mundo estão expostas à fumaça do diesel no cotidiano, seja no trabalho ou no ambiente.

"As pessoas estão expostas não apenas à fumaça dos carros, mas também ao escape de outros motores a diesel (como trens e barcos a diesel) e dos geradores de energia", afirmou a agência.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5832158-EI294,00-Fumaca+do+diesel+pode+causar+cancer+diz+OMS.html

Estudo identifica células que estão na origem do câncer de colo do útero

Veja – 12/06/2012

Pesquisadores dos Estados Unidos e de Cingapura identificaram as células que provocam o câncer de colo do útero, uma descoberta que pode abrir novos coaminhos para a prevenção e o tratamento desta doença. O estudo, publicado nesta segunda-feira no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), foi desenvolvido no Hospital Brigham and Women, da Universidade de Harvard, e na Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A-STAR), em Cingapura.

O coordenador do estudo, Christopher Crum, explica que algumas células do colo do útero podem se tornar cancerosas quando infectadas pelo papilomavírus humano (HPV), e outras não. Até agora, sabia-se que a maioria dos casos de câncer de colo do útero era causada por cepas do HPV, e nesse trabalho os pesquisadores determinaram o grupo específico de células que o HPV ataca. "Descobrimos uma pequena população de células que se encontra em uma área específica do colo do útero, que poderia ser responsável pela maioria, se não por todos os cânceres associados ao HPV no colo do útero", diz Crum. Estas células ficam perto da entrada do colo do útero, em uma região entre o útero e a vagina, conhecida como junção escamocolunar.

Remanescentes — De acordo com os pesquisadores, essas células são remanescentes do processo de divisão celular e crescimento que ocorre quando o embrião se torna feto. "Há uma população de células no colo uterino que desaparece durante a vida fetal e é substituída por outro tipo. Descobrimos que um pequeno número destas células não desaparece e permanece ali, quase como pequenas sentinelas de uma idade anterior", diz Crum. "Parece que esse grupo particular de células embrionárias remanescentes é a população que se infecta, pelo menos na maioria dos casos, em que ocorrem os cânceres e pré-cânceres importantes".

Segundo os pesquisadores, conhecer a biologia dessas células e sua localização pode ajudar os médicos a determinar quais lesões pré-cancerosas no colo do útero requerem tratamento, assim como prevenir o câncer por completo mediante a destruição destas células de antemão. Ainda de acordo com os autores, estudos adicionais serviriam para identificar a existência de populações de células similares em outras áreas do corpo que são afetadas por cânceres relacionados com o HPV, como pênis, vulva, ânus e garganta.

Vírus — Acredita-se que os subtipos de HPV 16 e 18 sejam responsáveis por cerca de 70% de todos os casos de câncer de colo do útero no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda de acordo com a OMS, o câncer de colo do útero é o terceiro câncer mais comum entre mulheres no mundo, e atinge cerca de 530.000 pessoas do sexo feminino a cada ano. Destas, 275.000 morrem vítimas do câncer.

No Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo do útero será o segundo tipo da doença mais prevalente entre mulheres em 2012, e deverá atingir 17.540 pessoas do sexo feminino neste ano.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estudo-identifica-celulas-que-estao-na-origem-do-cancer-de-colo-do-utero

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