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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 01/06/2012

Veja retrato do câncer na América Latina

Diário de S. Paulo - 31/05/2012

O Brasil é a sexta maior economia do mundo e a maior da América Latina – segundo o ranking do FMI (Fundo Monetário Internacional), mas ainda estamos em último lugar nos avanços contra o câncer de mama. O estudo foi feito pelo GBECAN (Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama), com base em dados levantados em toda a América Latina e não ficou nada bem para o Brasil. “Entre os países da América Latina, o Brasil e o Panamá foram os que tiveram menos progressos contra a doença se compararmos 2002 a 2008”, diz a pesquisadora Nahila Justo.

O câncer de mama é o tumor que mais mata mulheres no Brasil. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) prevê que mais de 52 mil mulheres sejam vítimas da doença neste ano no país. “Nossa medicina privada não deixa a desejar, estamos no nível dos Estados Unidos e da Europa, mas a rede pública ainda é deficitária. É inaceitável que 30% das mulheres já sejam diagnosticadas em estágio avançado, quando o câncer já está inoperável”, avalia o médico Gilberto Amorim, da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica).

Além do diagnóstico tardio, principal causa de morte, as brasileiras enfrentam problemas sérios na infraestrutura da saúde pública. “A qualidade dos exames é baixíssima, a maioria das mamografias precisa ser repetidas”, explica o oncologista, que também culpa a falta de equipamentos: “Ainda temos estados que não possuem máquinas de radioterapia e muitas mulheres ficam vários meses na fila esperando por um tratamento”.

Economicamente a doença também traz grandes problemas. “Na América Latina, 60% dos diagnósticos são feitos em mulheres mais jovens, em idade reprodutiva e em plena capacidade de trabalho, afetando os recursos do país”, diz Nahila. No Brasil, 2,33% do tempo ativo das mulheres são perdidos em tratamentos contra o câncer. “Muitas vezes o tratamento é agressivo e incapacita a mulher”, conta Amorim. A solução ainda está longe de ser alcançada, mas para o médico é preciso investir mais em diagnóstico e tratamento.

A pesquisa também mostrou grandes diferenças regionais e apontou que, no Norte e no Nordeste, a mortalidade é maior que no Sul e no Sudeste. “Em países muitos grandes como o Brasil, é difícil pensar em uma solução única, cada região precisa ser analisada separadamente”, conta Nahila.

http://diariosp.com.br/noticia/detalhe/23381/Veja+retrato+do+cancer+na+America+Latina

Menino de 15 anos cria um sensor que identifica o câncer

Revista Galileu – 30/05/2012

Se você acha que pessoas de 15 anos não têm muito que ensinar aos mais velhos, esse menino vai mudar a sua opinião.

Jack Andraka, de apenas 15 anos, apresentou na Feira de Ciência e Engenharia da Intel, um sensor de papel que identifica o câncer pancreático até 168 vezes mais rápido que os aparelhos usados atualmente. Além disso, a invenção é 90% mais precisa, 400 vezes mais sensitiva e 26.000 vezes mais barata do que os métodos atuais. Ou seja, é genial.

Como muitas ideias inovadoras surgem de experiências pessoais, essa não foi diferente. Jack se debruçou sobre o tema específico do câncer pancreático, porque um amigo de seu irmão morreu por causa da doença. “Fiquei interessado pela descoberta precoce, fiz uma tonelada de investigações e tive essa ideia.”

O sensor criado pelo adolescente pode testar urina ou sangue e, se o resultado for positivo para a proteína mesotelina, indica que o paciente tem câncer no pâncreas. A tira de papel utilizada, muda conforme a quantidade da proteína no sangue e isso pode, de acordo com Andraka, detectar o câncer antes mesmo dele se tornar invasivo.

Mas essa invenção não foi sorte de principiante. Jack, que adora ciência, já inventou outras coisas. “Antes disso eu estava no meio ambiente. Há alguns anos detectei poluição na água com uma bactéria brilhante.”

O prêmio de US$ 75 mil que ele ganhou com o primeiro lugar na Feira, será usado para os estudos. Andraka pretende estudar para se tornar um patologista. Enquanto isso, ele planeja iniciar testes clínicos com o sensor, encontrar-se com a equipe do Quest Diagnostics e colocar o produto no mercado dentro de 10 anos.

http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI306627-17770,00-MENINO+DE+ANOS+CRIA+UM+SENSOR+QUE+IDENTIFICA+O+CANCER.html

Casos de câncer no mundo deverão aumentar em 75% até 2030, aponta estudo

Veja – 01/06/2012

O número de casos de câncer no mundo deverá aumentar em 75% até 2030. Essa é a conclusão de um estudo feito pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, na sigla em inglês), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a pesquisa, essa taxa pode ser ainda mais alta e chegar a 90% em países mais pobres. Os resultados foram publicados nesta sexta-feira na revista The Lancet Oncology.

Nesse levantamento, os pesquisadores se basearam no registro de novos casos de câncer em 184 países no ano de 2008 para fazerem uma projeção da doença em 2030, quando a população mundial deverá estar mais numerosa e com um maior número de idosos. De acordo com o artigo, enquanto 12,7 milhões de pessoas tiveram câncer em 2008, 22,2 milhões de indivíduos em todo o mundo deverão receber o diagnóstico da doença em 2030. Em países menos desenvolvidos, os casos de câncer poderão aumentar em até 93%, e em países de renda média, como China, Índia e África do Sul, em até 78%.

Segundo os autores do estudo, os tipos de câncer que serão mais prevalentes nos próximos anos vão variar de acordo com cada país. Em nações em desenvolvimento ou desenvolvidas que têm um estilo de vida 'ocidentalizado', ou seja, associado à má alimentação e ao sedentarismo, como Estados Unidos, Brasil, Rússia e Reino Unido, por exemplo, o número de cânceres relacionados à obesidade, como o de mama e o colorretal, e ao tabagismo, especialmente o de pulmão, deverá crescer.

Por outro lado, em países subdesenvolvidos, especialmente os da África Subsaariana, os casos de cânceres relacionados a quadros de infecção, como o de fígado, de estômago e de colo do útero, provavelmente serão os que vão aumentar. “Esses países estão mais preocupados em lidar com outras doenças, como a aids e a malária, e não estão pensando muito sobre o câncer. Mas agora eles precisam prestar atenção nessa doença também”, diz um dos autores do estudo, Nathan Grey. Para o pesquisador, medidas como vacinação contra o HPV, vírus responsável por causar o câncer de colo do útero, ou de ações contra o tabagismo, podem ajudar a reduzir a incidência de câncer.

"O câncer já é a principal causa de morte em muitos países de renda alta e está prestes a se tornar uma das principais causas de morbidade e mortalidade nas próximas décadas em todas as regiões do mundo. Esse estudo serve como um ponto de referência para chamar a atenção para a necessidade de ações globais que reduzam as taxas de câncer", afirma Freddie Bray, coordenador do estudo. Os autores acreditam que esses resultados mostram que intervenções nas áreas de alimentação e reprodução são fundamentais para a redução da doença no mundo.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/casos-de-cancer-no-mundo-deverao-aumentar-em-75-ate-2030

37% dos casos de câncer no Brasil têm relação com o fumo, diz Inca

G1 – 31/05/2012

Pelo menos 37% dos casos de câncer, que devem acometer os brasileiros em 2012, podem estar relacionados ao fumo, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). O dado foi divulgado nesta quinta-feira (31), data do Dia Mundial Sem Tabaco.

O Dia Mundial Sem Tabaco de 2012 será marcado no Brasil pelo tema “Fumar: faz mal pra você, faz mal pro planeta”. O tema foi adaptado da proposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a realidade do país enfocando os danos causados pela cadeia de produção do tabaco e os malefícios à saúde da população.

O contato ativo com derivados de tabaco aumentam as chances de ter câncer de pulmão, de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia, de acordo com o Inca.

Apesar de ser a primeira vez que o país registra menos de 15% na prevalência de fumantes, de acordo com as informações do Vigitel (pesquisa telefônica do Ministério da Saúde), o instituto alerta sobre os percentuais estimados de novos casos de câncer relacionados ao tabaco para este ano.

Segundo o levantamento divulgado nesta quinta, os percentuais dessas doenças, comparadas com todos os casos novos de câncer previstos para esse ano, acometem 45 % das mulheres e 34% dos homens do Norte do país; 43% dos homens e 35% das mulheres do Sudeste; 40% das mulheres e 35% dos homens do Centro-Oeste e, 35% dos homens e 40% das mulheres na região Centro-Oeste do país.

Câncer de pulmão é o 'vilão'

Somente o câncer de pulmão é responsável por 37% das mortes por câncer entre homens na região Sul. Nas outras regiões do país, também entre os homens, esse tipo de tumor é responsável por 30% da mortalidade por câncer.

Já entre as mulheres da região Sul, o tumor de pulmão mata 24% entre as que sofrem com a doença. O câncer de cólon e reto, que também sofrem influência do tabagismo, representa 20% das mortes por câncer na região Sudeste.

Segundo o relatório “Estimativa 2012 – Incidência do Câncer no Brasil”, divulgado pelo Inca no ano passado, devem ocorrer aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, em todo o país neste ano. Destes, estimam-se que 17.210 sejam de câncer de pulmão em homens e 10.110 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 18 casos novos a cada 100 mil homens e 10 a cada 100 mil mulheres.

Comparados com os não-fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer do pulmão. Em geral, as taxas de incidência em um determinado país refletem o consumo de cigarros feito por sua população, segundo relatório do Inca.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/05/37-dos-casos-de-cancer-no-brasil-tem-relacao-com-o-fumo-diz-inca.html

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