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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/05/2012

Um vírus descoberto por brasileiros no combate ao câncer

O Globo – 08/05/2012

Pesquisadores dos laboratórios do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho desfazem mistério de meio século: vírus cotia foi detectado em 1961.
Nos laboratórios do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), um mistério de meio século se desfez. Um vírus, detectado pela primeira vez em 1961, foi finalmente classificado. Pesquisas realizadas desde então não entraram em consenso sobre qual era o gênero do micro-organismo, que afeta o sistema nervoso central dos camundongos, provocando paralisia e encefalite. Seu potencial de infecção aos seres humanos é baixo, mas novos levantamentos podem provar sua utilidade em terapias oncológicas.

"Já conferimos que o vírus se multiplica bem em células cancerígenas. Agora, vamos verificar se o mesmo ocorre em outras não-tumorais", explica Clarissa Damaso, professora adjunta do IBCCF e autora principal do projeto, capa da edição de maio da revista científica "Journal of Virology". "Se ele se replica bem em células tumorais humanas e mal nas demais, podemos estudar a capacidade de ele ser um vírus que mata células de câncer."

O vírus cotia, como é conhecido, foi descoberto quando pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, deixaram camundongos presos em gaiolas e expostas em uma área verde. Por uma semana eles ficaram expostos a micro-organismos e seus hospedeiros, como mosquitos. Quando retornaram a laboratório, constatou-se que parte deles apresentava doenças neurológicas.

Durante 50 anos, três grupos de pesquisa tentaram caracterizar o micro-organismo. Descobriram apenas que era da família dos poxvírus, a mesma que abriga o agente causador da varíola. Agora, porém, os cientistas usaram os mais modernos métodos biológicos e moleculares disponíveis para sequenciar o genoma completo do vírus.

"Outros trabalhos tentaram definir qual seria o gênero, dentro desta família, em que este vírus se encaixava. Por isso não atingiram o resultado: porque se trata de um gênero novo", ressalta Clarissa. "O risco que ele promove é grande em roedores e, aparentemente, cervos ou algum outro mamífero da floresta. O homem não deve servir como hospedeiro. Se fosse, acredito que, a esta altura, teríamos notícias de pessoas infectadas, já que ele é conhecido desde 1961."

Segundo a análise conduzida pela equipe de Clarissa, a produção de partículas infecciosas atinge, em uma cultura de células em laboratório, o pico em até 48 horas. Em cada animal, porém, esta produção repercute de uma forma: as células de um primata mal denunciavam a presença do micro-organismo, mesmo estando contaminadas. Já as células de glioma humano ou de um rato, que são tumorais, pareciam totalmente destruídas após a infecção. A diferença, segundo o estudo, pode denunciar que, em certos seres vivos, o efeito do micro-organismo se daria de uma forma mais devagar.

O sequenciamento do genoma revelou, também, genes nunca descritos para esta família de vírus. "Estes genes, semelhantes aos de vertebrados, podem dar indicações de possíveis hospedeiros desses micro-organismos", salienta Clarissa. "Provavelmente, ao longo da evolução desse vírus, esses genes foram incorporados de seus hospedeiros. Não genes tipicamente virais, mas aqueles com alto grau de semelhança com genes de animais."

O destaque obtido pelo trabalho na publicação científica é, para Clarissa, uma prova de que trabalhos de pesquisa básica devem receber mais recursos. Algo que, por aqui, não é comum, dada a falta de aplicação imediata dos resultados.

"Encaixamos um quebra-cabeça de 50 anos, e obtivemos um resultado relevante", destaca a chefe do Laboratório de Biologia Molecular de Vírus da UFRJ, que contou com a ajuda das alunas de pós-graduação Priscila Afonso, Patrícia Silva e Laila Schnellrath. "Este experimento mostra como há, no País, condições de fazer uma pesquisa básica de qualidade. E, também, como recebemos reconhecimento de nossos colegas do exterior, se houver financiamento para nossos estudos."

http://oglobo.globo.com/ciencia/um-virus-descoberto-por-brasileiros-no-combate-ao-cancer-4837598

Ao menos 19 tipos de câncer estão relacionados ao trabalho, diz Inca

G1 – 30/04/2012

Pelo menos 19 tipos de câncer, entre os quais o de pulmão, pele, fígado, laringe, bexiga e leucemias podem estar relacionados ao emprego que se exerce, segundo um levantamento divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca).

Os principais grupos de agentes cancerígenos relacionados ao trabalho incluem os metais pesados, agrotóxicos, solventes orgânicos, formaldeído e poeiras (de amianto e sílica). A via de absorção (respiratória, oral ou pela pele), a duração e a frequência da exposição aos agentes nocivos influenciam no grau de toxidade, mas os dois últimos fatores não são fundamentais para o desencadeamento do câncer, segundo o levantamento.

Segundo a publicação “Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho”, os tumores nos órgãos citados podem ter relação ainda com produtos aparentemente inofensivos, como poeiras de madeira e de couro, além de medicamentos como antineoplásicos, indicados para destruir células cancerosas, mas que acabam lesando as células saudáveis.

“Não há níveis seguros de exposição a agentes cancerígenos. É fundamental que sejam adotadas ações para reduzir o adoecimento dos trabalhadores em razão do seu ambiente laboral”, explica a responsável pela Área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do Inca, Ubirani Otero.

A epidemiologista diz ainda que “a prevenção do câncer relacionado ao trabalho somente será alcançada com a vigilância dos processos produtivos”. Entre as sugestões da publicação está o estabelecimento de prioridades para afastar o trabalhador desses agentes.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/04/ao-menos-19-tipos-de-cancer-estao-relacionados-ao-trabalho-diz-inca.html

Anvisa apoia estudos sobre relação entre agrotóxicos e câncer

Terra – 09/05/2012

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que vai apreciar, ainda nesta quarta-feira, o termo de cooperação que deverá ser firmado com o Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer para detectar possíveis vinculações de casos da doença com a presença de agrotóxicos nos alimentos.

O presidente da agência reguladora, Dirceu Barbano, disse em audiência pública na Comissão de Seguridade Social da Câmara dos Deputados que a definição sobre o assunto "é muito importante, pois há muita polêmica em torno da questão e, sempre que o assunto é abordado pela agência, ela é muito questionada".

Barbano também falou sobre outras questões polêmicas que estão no âmbito da agência. Ele defende, por exemplo, que o consumidor tem o direito de saber quais os teores de açúcar e de gordura presentes nos alimentos. Como a questão está na Justiça, a Anvisa tem dificuldade de fazer valer a normatização sobre o assunto. Barbano alertou que o consumo em excesso de açúcar está deixando as crianças obesas.

Outro ponto em discussão na audiência pública foi a disseminação do uso do crack no País. Para ele, a comunidade terapêutica "pode dar grande contribuição para conter a epidemia que acontece atualmente com o uso do crack, que impõe desafios à sociedade e que todos os brasileiros se engajem" para reduzir essa prática.

A agência também quer entrar na discussão sobre a propaganda de bebidas alcoólicas. Para Barbano, esse é "outro problema sério enfrentado" pelo órgão regulador da área da saúde. Segundo ele, a agência tem estrutura para atuar no controle e monitoramento da propaganda, desde que haja autorização legal para isso. A partir do próximo ano, a Anvisa terá diretorias orientadas para atuar nessa área. Dirceu Barbano aproveitou a ida à comissão para pedir o apoio dos parlamentares no sentido de aperfeiçoar os mecanismos de controle da propaganda de bebidas alcoólicas.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5763708-EI8147,00-Anvisa+apoia+estudos+sobre+relacao+entre+agrotoxicos+e+cancer.html

20% dos homens se recusam a fazer exame de câncer de próstata

Exame – 04/05/2012

São Paulo – Maior serviço público de urologia do estado de São Paulo, o Centro de Referência em Saúde do Homem atendeu 15 mil pacientes para consultas de oncologia e patologias da próstata em 2011. Desse total, 20% se recusaram a passar pelo exame retal para diagnóstico do câncer de próstata.

O coordenador do centro de urologia, Cláudio Murta, alerta que certos tumores só são detectados por meio do exame do toque, como é popularmente conhecido. Para ele, o percentual de homens que deixam de se submeter ao procedimento “é alto e preocupante”. “A gente sabe que o câncer de próstata é o mais comum que afeta os homens”, lembrou.

“Existe uma questão cultural de os homens acharem que, ao fazer o toque retal da próstata, vão perder a masculinidade”, acrescentou Murta sobre as razões que levam os pacientes a evitar o exame. Há ainda, segundo o médico, outros fatores, também culturais, que fazem com que o homem não cuide da saúde. “Tem uma questão também do homem, por ser o provedor da casa e não querer faltar ao trabalho para ir ao médico”, ressaltou.

Essas resistências vêm, entretanto, sendo vencidas ao longo do tempo, de acordo com Murta. “O que a gente percebe na prática clínica é que nos últimos dez, 15 anos, vem caindo gradativamente o número de homens que se recusam a fazer o exame. E isso se reflete nos números de diagnóstico precoce de câncer de próstata”, destacou o especialista.

A identificação da doença nos estágios inciais facilita o tratamento e o torna menos invasivo. A partir dos 45 anos, todos os homens devem fazer um check-up anual. “Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência da esposa e dos filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, eles ainda vivem menos do que as mulheres” diz Murta, ao alertar que o público masculino precisa dar mais atenção à saúde.

http://exame.abril.com.br/economia/brasil/saude/noticias/20-dos-homens-se-recusam-a-fazer-exame-de-cancer-de-prostata

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