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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 01/03/2012

Veja dicas de estudiosos da USP para afastar o câncer
Dormir mais cedo - e o suficiente - é uma das principais medidas

O Dia – 28/02/2012

A Universidade Federal de São Paulo fez um estudo no qual sugere algumas dicas simples para afastar o câncer. O câncer é a segunda doença que mais mata no Brasil. Os estudiosos acreditam que uma vez incorporados no dia a dia, esses procedimentos só vão colaborar para a saúde do indivíduo.

Dentre as dicas da Universidade Federal de São Paulo está o de dormir mais cedo. Quem deixa de lado boas noites de repouso se expõe ao câncer. A privação do descanso acelera a evolução da doença e prejudica o sistema imune, permitindo que o tumor se desenvolva mais rápido. Quando o corpo adormece, a glândula pineal, no cérebro, fabrica a melatonina, hormônio que regula o ritmo biológico e ainda tem efeito antioxidante.

Usar camisinha é outra dica dos estudiosos. O uso de preservativo, principalmente para quem não tem parceiro fixo, ajuda a evitar o papiloma vírus, o HPV. Ele é um dos responsáveis por quase 99% dos cânceres de colo de útero. O contato entre as mucosas nas preliminares é o suficiente para a transmissão do vírus. O preservativo limita a entrada do HPV que se instala no útero e provoca lesões que evoluem para o câncer, se não forem tratadas.

Manter o peso ideal também é outro fator importante. Os quilos extras provocam vários tumores. E os médicos alertam que é fundamental controlar a obesidade ainda na infância. O tecido gorduroso produz fatores inflamatórios que, em abundância, favorecem a transformação de células saudáveis em cancerosas. A obesidade infantil pode ser evitada quando a mãe amamenta o bebê até os seis meses de vida.

http://noticias.r7.com/saude/noticias/veja-dicas-de-estudiosos-da-usp-para-afastar-o-cancer-20120228.html?question=0

Terapia dupla pode ser eficaz para combate ao câncer
Estudo realizado em camundongos mostra que a combinação de dois medicamentos poderia diminuir tumores e bloquear a propagação da doença

Veja – 27/02/2012

Atacar simultaneamente duas moléculas diferentes e relacionadas ao câncer pode ser uma forma eficaz de diminuir tumores, bloquear a propagação da doença e parar a metástase, segundo mostra um estudo publicado no periódico científico Cancer Discovery, o primeiro a relatar como a combinação de duas drogas funciona em laboratório.

A partir de um teste realizado com camundongos, os pesquisadores da Universidade da Califórnia, São Francisco, afirmam que a terapia combinada seria capaz de melhorar a eficácia de tratamentos de vários tipos de câncer, como próstata, mama e outros tumores. Os ensaios clínicos estão em andamento para avaliar a eficácia da abordagem em humanos.

Os dois alvos são duas proteínas que os cientistas já conhecem há anos: c-MET, que está ligada a tumores mais agressivos e com a proliferação de metástases de células cancerosas; e a proteína VEGF, que promove o crescimento de novos vasos sanguíneos. Tumores em crescimento utilizam esse processo para ampliar sua rede de vasos sanguínios para fornecer nutrientes. Drogas que bloqueiam a proteína VEGF foram desenvolvidas com base na suposição de que tumores não conseguem crescer se o suprimento de sangue for eliminado.

No estudo, o tratamento de camundongos com a abordagem dupla transformou tumores agressivos e invasivos com muitas metástases em pequenas bolas com pouca ou nenhuma metástase. "A combinação de abordagens mostra que há uma sinergia entre os dois medicamentos", disse Donald McDonald, autor do estudo e membro do Centro de Câncer Helen Diller da Universidade da Califórnia, São Francisco.

As drogas utilizadas foram sunitinib (inibidor de VEGF), crizotinib (que combate o c-MET) e cabozantinib (que serve para as duas). Algumas dessas drogas já estão no mercado.

O novo estudo mostra que, quando as duas proteínas c-MET e VEGF são bloqueadas ao mesmo tempo, o efeito das drogas é mais poderoso do que o bloqueio feito somente com uma das drogas. De acordo com os pesquisadores, não só retarda o crescimento do tumor, mas também reduz a invasão das células cancerosas e a metástase.

Segundo McDonald, os resultados são promissores em laboratório, mas ainda precisam de mais testes de segurança e eficácia para serem utilizados na clínica. Além disso, pode ser que leve um ano ou mais até que as drogas estejam disponíveis aos pacientes.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/terapia-dupla-pode-ser-eficaz-para-combate-ao-cancer

Estudo diz que ômega-3 não previne câncer

Estadão – 21/02/2012

Um tratamento à base de vitaminas B ou de suplementos de ácidos graxos com ômega-3 não reduziu o risco de câncer em mais de 2,5 mil pessoas na França com histórico de doença cardíaca, mostra um estudo publicado nos Archives of Internal Medicine. "Esperávamos descobrir uma ação benéfica dos suplementos contra o risco de câncer", disse Valentina Andreeva, autora do estudo e pesquisadora da Universidade de Paris. "Ao contrário, não constatamos nenhum efeito desses suplementos."

Pesquisas anteriores sugeriam que as vitaminas B poderiam proteger as pessoas do câncer, principalmente o câncer colorretal, embora nem todos os estudos concordassem.

O objetivo original do estudo de Valentina era testar o efeito da ingestão de ácidos graxos com ômega-3, vitaminas B ou ambos contra doenças cardiovasculares em pessoas com um histórico de enfarte ou derrame.

Para compreender melhor se os suplementos poderiam ter efeitos adicionais, o grupo reuniu também informações sobre o número de pacientes submetidos ao teste que desenvolveram câncer. Os pesquisadores dividiram os sujeitos do estudo em quatro grupos: um tomou duas pílulas de vitamina B por dia, outro grupo, duas pílulas de ácidos graxos com ômega-3, um terceiro tomou ambos os suplementos, e um quarto tomou placebos semelhantes aos suplementos. As vitaminas B eram uma mistura de 3 mg de B6, 0,02 mg de B12 e 0,5 mg de ácido fólico.

Aos participantes que deviam tomar os ácidos graxos com ômega-3 foram ministrados 600 mg por dia, enquanto os suplementos continham duas vezes mais ácidos EPA e DHA. Por cerca de cinco anos, Valentina e seus colegas do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas da França acompanharam os diagnósticos de câncer entre os sujeitos do teste.

De mais de 2 mil pessoas que concluíram o estudo, 175 desenvolveram câncer e 58 morreram por causa dessa doença. As pessoas de ambos os grupos que tomaram os suplementos de vitamina B apresentaram o mesmo risco de câncer que aquelas que tomaram placebo.

Esses resultados confirmam os de um estudo maior, realizado entre sobreviventes de ataques cardíacos, que também mostrou que as vitaminas B foram ineficientes na redução do risco de câncer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://www.dgabc.com.br/News/5943046/estudo-diz-que-omega-3-nao-previne-cancer.aspx

Pesquisa diz que diagnóstico de câncer com mamografia traz mais benefícios

Mulheres que foram diagnosticadas a partir da mamografia apresentaram tratamento mais simples, menor chance de a doença reaparecer e um menor índice de mortalidade

Veja – 22/02/2012

A detecção do câncer de mama feita por meio de mamografia traz mais benefícios que a detecção feita pela própria paciente ou pelo médico, afirma estudo publicado na edição de março do periódico científico Radiology. Segundo a pesquisa, as mulheres que foram diagnosticadas a partir da mamografia, em comparação com detecção feita por outros métodos (autoexame feito pela paciente ou exame feito pelo médico) apresentaram um tratamento mais simples e menor propensão a ter recidiva (reaparecimento da doença). Entre essas mulheres também foi registrado menor índice de mortalidade. "Isso ocorreu porque o câncer foi diagnosticado no estágio inicial", disse Judith Malmgren, autora do estudo e presidente do HealthStat Consulting, uma empresa privada que oferece serviços personalizados em prol da saúde. O estudo mostra a importância da realização de exames periódicos.

Para o levantamento, Malmgren revisou os registros de pacientes com câncer do Instituto Sueco de Câncer, em Seattle, nos Estados Unidos. No total, foram analisados os dados de 1.977 pacientes com câncer de mama com idades entre 40 e 49 anos, que foram tratadas entre 1990 e 2008. Depois, os pesquisadores dividiram quem foi responsável pelo diagnóstico da doença: mamógrafo, paciente ou médico. Além disso, foram considerados o estágio do diagnóstico, o tratamento realizado e a recorrência da doença. "Nosso objetivo era avaliar as diferenças entre mamografia e outras formas de detecção para determinar se o diagnóstico precoce traz vantagens em relação ao tratamento e a morbidade da doença", disse Malmgren.

Os dados revelaram um aumento significativo no porcentual de câncer detectado pela mamografia durante 18 anos: foi de 28% em 1990 para 58% em 2008. Já as outras formas de diagnóstico (paciente e médico) tiveram queda de 73% em 1990 para 42% em 2008. Durante o mesmo período, o número de tumores da mama diagnosticado no estágio 0 aumentou 66%, enquanto o total de tumores no estágio III registraram queda de 66%. A maioria dos tumores era um carcinoma ductal in situ - tipo de câncer localizado e precoce que ainda não invadiu e nem se propagou para outros locais.

"O objetivo de fazer a triagem com mamografia é detectar a doença em um estágio precoce, mais tratável", disse Malmgren. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estados avançados. No total, foram registradas 12.098 mortes, de acordo com dados de 2008. Estima-se que ocorrerão 52.680 novos casos entre os brasileiros em 2012.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/pesquisa-diz-que-diagnostico-de-cancer-com-mamografia-traz-mais-beneficios

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