EUA aprovam medicamento contra câncer de pele mais comum
Terra – 30/01/2012
As autoridades americanas aprovaram no último dia 30 de janeiro um novo medicamento para tratar a forma mais comum de câncer de pele (o carcinoma de células basais), que não costuma ser letal, mas pode se expandir se não for tratado.
O novo medicamento, Erivedge (vismodegib), é fabricado pelo laboratório Genetech, filial americano da gigante farmacêutica suíça Roche e foi aprovado pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês). Este medicamento é o primeiro efetivo em pacientes cujo carcinoma se expandiu tanto localmente quanto para outras partes do corpo, ou inclusive ter feito metástase.
Um teste com 96 pacientes mostrou que 30% das pessoas com metástase mostraram uma remissão parcial depois de usar o medicamento, uma pílula ingerida uma vez por dia. Entre os pacientes cujo câncer tinha se expandido localmente, 43% tiveram remissão total ou parcial das lesões.
"O medicamento é para pacientes com carcinomas de células basais avançados a nível local, mas que não são candidatos para cirurgia ou radioterapia e para pacientes cujo câncer se expandiu para outras partes do corpo", disse a FDA.
O medicamento inibe as vias moleculares envolvidas no câncer, como a via Hedgehog, disse Richard Pazdur, diretor do Departamento de Produtos de Hematologia e Oncologia do Centro de Avaliação e Pesquisa da FDA. Os efeitos colaterais desta droga incluem espasmos, perda de cabelo, perda de peso, náuseas, diarreia, fadiga, distorção do paladar, vômitos, constipação e perda do gosto na língua.
Anualmente são diagnosticados nos Estados Unidos mais de 1 milhão de novos casos de carcinomas de células basais, porém, menos de 1 mil são fatais, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
 
Descoberta de câncer de próstata em múmia ajuda a entender melhor as causas da doença
A doença foi identificada em uma múmia de 2.200 anos; achado reforça ideia de que a doença tem forte viés genético
Veja – 30/01/2012
Uma pesquisadora da Universidade Americana do Cairo (AUC, sigla em inglês) acaba de anunciar a descoberta de uma múmia de 2.200 anos com câncer de próstata. O achado reforça a tese de que a doença pode ser causada principalmente por motivos genéticos, e não ambientais.
O estudo, publicado no periódico Internacional Journal of Paleopathology, usou tomografia computadorizada para analisar por dois anos três múmias da coleção do Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa. As imagens revelaram que havia lesões na pélvis, espinha e membros próximos, traços indicativos de câncer de próstata metastático, em uma das múmias – um homem que morreu por volta dos 40 anos de idade.
A interação entre genética e ambiente é uma das questões principais para a compreensão do câncer. Até recentemente, acreditava-se que a ocorrência generalizada de agentes cancerígenos nos alimentos e no ambiente eram as principais causas de câncer na era industrial moderna. “Estamos começando a acreditar, no entanto, que as causas do câncer podem ser menos ambientais, e mais genéticas”, diz Salima Ikram, professora da AUC.
De acordo com a pesquisadora, esse é o segundo caso mais antigo conhecido de câncer de próstata. “As condições de vida nos tempos antigos eram muito diferentes. Não havia poluentes ou alimentos modificados, por exemplo, o que nos leva a crer que a doença não é necessariamente ligada apenas a fatores industriais”, diz.
Um comunicado da AUC afirma que o caso mais antigo de câncer de próstata conhecido diz respeito ao esqueleto de um rei da Rússia, de 2.700 anos de idade.
 
Mesmo após câncer, 40% dos fumantes continuam a usar o cigarro
Pesquisa foi feita com a participação de 5.388 pessoas com a doença. Dados foram divulgados em revista da Sociedade Americana de Câncer.
G1 – 24/01/2012
Um estudo mostrou que 40% fumantes que descobriram ter câncer nos pulmões e no colo do reto continuam a fumar. A pesquisa foi divulgada no site da revista médica "Cancer", da Sociedade Americana de Câncer.
O trabalho foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores o Hospital Geral de Massachusetts e a Faculdade de Medicina da Universidade Harvard, em Boston.
Os pesquisadores mediram o quanto fumavam 5.338 durante a época em que receberam o diagnóstico de câncer e cinco meses depois da notícia. No começo, 39% dos pacientes com câncer de pulmão e 14% com tumores no colo do reto faziam uso do cigarro.
Mesmo depois de tomarem conhecimento da doença, 14% dos participantes da pesquisa com câncer de pulmão prosseguiram fumando. Entre as pessoas com tumor no colo do reto, o hábito permaneceu para 9%. Os dados mostram que, após o diagnóstico, os portadores de câncer de pulmão estão mais dispostos a largar o vicio na comparação com os de colo do reto.
O uso prolongado do cigarro após o diagnóstico de câncer pode diminuir a resposta ao tratamento e elevar o risco de morte dos pacientes. Para o grupo, a importância da pesquisa está na possiblidade de identificação de perfis de pacientes com câncer mais ou menos propensos a largar o vício.
 
Cacau pode evitar doenças intestinais como o câncer de cólon
Substâncias presentes no fruto parecem ajudar a proteger o intestino e a evitar que as células cancerígenas se multipliquem
Veja – 25/01/2012
Comer cacau pode ajudar a prevenir problemas intestinais graves, como o câncer de cólon. Segundo pesquisa publicada no periódico Molecular Nutrition & Food Research, o fruto, principal ingrediente do chocolate, tem substâncias eficazes em proteger o intestino contra o stress oxidativo (sobrecarga de substâncias que causam prejuízos à estrutura de componentes celulares) e contra a proliferação de células cancerígenas.
Coordenada por cientistas do Instituto de Ciência, Tecnologia e Nutrição Alimentar (ICTAN, sigla em inglês), na Espanha, a pesquisa reconheceu o cacau como uma excelente fonte de substâncias que oferecem potenciais benefícios à saúde. O achado vai ao encontro do crescente interesse entre a comunidade científica para identificar alimentos capazes de prevenir doenças, o que levou os pesquisadores a categorizar o cacau como um “superalimento”.
“Por estar exposta a diferentes toxinas, a mucosa intestinal é muito suscetível a desenvolver algumas doenças”, diz María Ángeles Martín Arribas, coordenadora do estudo e pesquisadora do ICTAN. O cacau, rico em polifenóis, aparenta ter um papel importante na proteção contra essas doenças. O estudo, conduzido em ratos, confirmou pela primeira vez o potencial efeito protetor que os flavonóides do cacau têm contra o câncer de cólon.
Proteção –  Por oito semanas os autores do estudo alimentaram os ratos com uma dieta enriquecida em cacau (12%), além de induzirem a carcinogênese (processo de formação do câncer). De acordo com a pesquisadora María, quatro semanas após a administração do composto químico azoximetano para a indução da carcinogênese, muco intestinal de lesões pré-malignas neoplásicas já haviam aparecido. “Essas lesões são chamadas de ‘focos de criptas aberrantes’ e são consideradas como bons marcadores para o câncer de cólon”, diz.
Os resultados do estudo demonstram que os ratos alimentados com cacau tinham um número significativamente menor de criptas no cólon induzidas pela carcinogênese. Eles tinham ainda uma melhora em suas defesas antioxidantes e uma redução nos danos oxidativos, induzidos pela presença do azoximetano nas células.
Os cientistas concluíram, então, que o efeito protetor do cacau consegue parar as vias de sinalização celular responsáveis pela proliferação celular e, assim, evitar a formação de tumores. Embora mais estudos sejam necessários para se descobrir qual composto do fruto é o responsável por tais efeitos, os autores concluíram que uma dieta rica em cacau aparenta reduzir o stress oxidativo e os riscos de câncer de cólon.
Chocolate - O cacau é um dos principais ingredientes de chocolate. É um dos alimentos mais ricos em compostos fenólicos, principalmente em flavonóides, benéficos na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer (câncer colorretal, principalmente).