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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 16/01/2011

Pesquisadores do Butantã e da USP testam vacina oral

contra hepatite B

Tecnologia poderá ser utilizada com outros tipos de vacina, revolucionando as campanhas de imunização em todo o mundo.

Estado de São Paulo -15/01/2012

Alexandre Gonçalves

Pesquisadores do Instituto Butantã e da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma vacina para hepatite B que pode ser consumida por via oral. Os testes em humanos devem começar ainda este ano. A grande esperança é que a tecnologia também funcione com outras vacinas que, por enquanto, só são administradas por injeção.

"Seria uma verdadeira revolução", afirma o pesquisador Osvaldo Augusto Sant’Anna, do Instituto Butantã, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde. "A cobertura vacinal aumentaria muito, especialmente nos lugares mais pobres e distantes onde é difícil chegar com um profissional de saúde."

Ele recorda o impacto da vacina Sabin, de administração oral, na erradicação da poliomielite. "Poderíamos repetir o mesmo feito com outras doenças", pondera o cientista, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Toxinas.

Sant’Anna orgulha-se da simplicidade da ideia que inspirou a nova vacina: utilizar nanotubos de sílica para "proteger" os antígenos (responsáveis pela imunização) do suco gástrico e garantir a eficácia do produto (mais informações nesta página).

A pesquisadora Marcia Fantini, do Laboratório de Cristalografia do Instituto de Física da USP, prepara os nanotubos de sílica que o cientista do Butantã utiliza nos testes com camundongos. A pesquisadora utiliza a nanotecnologia, estudo da manipulação dos materiais na escala molecular. Os nanotubos utilizados na vacina, por exemplo, têm um diâmetro de 8 nanômetros. Cada unidade equivale à bilionésima parte de um metro.

Marcia recorda que a ideia de trabalharem juntos surgiu de diálogos no ônibus fretado que ia de Campinas para São Paulo, em 2001. Por coincidência, os dois pesquisadores viajavam no ônibus com alguma frequência.

"Outros países – como Estados Unidos e China – também pesquisam aplicações médicas para nanotubos de sílica", conta Marcia. "Mas nós fomos os primeiros a patentear o uso dessas estruturas na imunologia."

Empresa. Em 2005, Sant’Anna apresentou resultados preliminares do estudo em um simpósio dentro do Instituto Butantã. A farmacologista Regina Scivoleto, que se aposentara da USP, estava na plateia.

Ao deixar a universidade, Regina tinha uma clara ideia do abismo que separa a pesquisa do desenvolvimento de produtos no país. Por isso, decidiu tornar-se alguém que identifica oportunidades e constrói pontes entre a pesquisa na academia e a indústria. Conversou com o pesquisador do Butantã no fim da palestra e se comprometeu a colocá-lo em contato com o Laboratório Cristália.

O presidente do Cristália, Ogari Pacheco, afirma que a empresa já investiu R$ 30 milhões na pesquisa. "Temos uma particularidade", afirma o empresário, que também é médico. "Além de financiar a pesquisa, também oferecemos conhecimento. Temos pesquisadores da empresa que participam das discussões e do desenvolvimento do produto."

Ele ri ao relatar a surpresa do pesquisador do Butantã quando soube que a empresa financiaria o projeto. "Ele me disse: ‘você é um ET", recorda. "(O cientista) já tinha batido em outras portas antes, sem resultado. Foi o melhor elogio que já recebi até hoje."

Pacheco afirma que já começaram as pesquisas para utilizar a tecnologia em vacinas para outras doenças.

A sílica é um dos compostos mais abundantes da crosta terrestre. Formada pela união do oxigênio e do silício, é usada na fabricação do vidro. Em estudo publicado em 2006 na revista Small, os cientistas já haviam comprovado que a sílica nanoestruturada atuava, em camundongos, como um vigoroso adjuvante – substância que acompanha a vacina para amplificar a resposta do sistema imunológico e, consequentemente, a proteção.

 

Centro público para pesquisa em câncer é aberto em SP

Folha de São Paulo – 10/01/2012

O estudo de novos medicamentos e tratamentos contra o câncer ganhou um reforço nesta terça-feira com a abertura de um centro público de pesquisa no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) Octavio Frias de Oliveira.

Hoje 240 pessoas diagnosticadas com a doença participam de estudos que são conduzidos pelo Icesp.

Com a inauguração da nova ala, que conta com cerca de 80 profissionais, esse atendimento será ampliado para 500 pacientes.

O Icesp também passa a ter um hospital-dia com 22 leitos para internação clínica e cirúrgica, destinados a doentes que serão submetidos a procedimentos terapêuticos, cirurgias menores ou aqueles que necessitam de observação de até 12 horas.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que o hospital-dia deve ganhar mais 23 leitos até o final deste ano. O investimento foi de R$ 2,1 milhões nas duas novas unidades.

 

Descoberta mutação ligada a câncer de próstata hereditário

Terra – 11/01/ 2012

Cientistas americanos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta da primeira mutação genética ligada a uma forma hereditária de câncer de próstata, aumentando as esperanças de um dia conseguir fazer um diagnóstico precoce da doença.

A mutação aparece apenas em um pequeno subgrupo de pacientes que sofrem de câncer de próstata, mas aqueles que herdaram a doença demonstraram ter de 10 a 20 mais riscos de desenvolver câncer de próstata, particularmente antes dos 55 anos, afirmaram os cientistas.

O avanço, anunciado no periódico New England Journal of Medicine, se dá após décadas de pesquisas pelas origens genéticas do câncer de próstata, o tipo mais comum de câncer a afetar os homens, com 240 mil novos casos diagnosticados nos Estados Unidos todos os anos.

Outras tentativas para determinar vínculos genéticos particulares com o câncer de próstata tiveram resultados indeterminados. "Esta é a primeira grande variação genética associada com o câncer de próstata hereditário", disse a co-autora do estudo, Kathleen Cooney, professora de medicina clínica e urologia da Escola de Medicina da Universidade de Michigan.

Acredita-se que a mutação do gene HOXB13 seja rara na população em geral - estima-se que apenas 1% dos homens sejam portadores -, mas entre aqueles que a têm, os riscos de desenvolver câncer de próstata na juventude podem disparar.

"A mutação é significativamente mais comum em homens com histórico familiar de câncer de próstata que se manifesta cedo, em comparação com pacientes mais velhos, sem histórico familiar", disse o cientista Ethan Lange, da Universidade da Carolina do Norte, que participou da equipe de pesquisas.

Embora seja necessário fazer mais estudos, os cientistas esperam que a descoberta possa conduzir a testes genéticos para homens com risco elevado de câncer de próstata, de forma similar às mulheres com histórico familiar de câncer de mama, que podem ser submetidas a testes para a detecção dos genes BRCA1 e BRCA2.

"Ainda assim, nossos resultados sugerem fortemente que esta é a mutação mais importante clinicamente já identificada para o câncer de próstata", disse Lange. Para o estudo, os cientistas usaram amostras de pacientes jovens com câncer de próstata de 94 famílias que participaram de estudos nas Universidades de Michigan e Johns Hopkins.

 

Falsos-positivos de câncer na tireoide são 10% dos casos

Folha de São Paulo - 16/01/2012

Mariana Versolato

O diagnóstico cai como uma bomba: é câncer. Depois de exames, tratamentos e até cirurgia, vem a reviravolta: o tumor era benigno.

O roteiro acima, vivido pela presidente argentina Cristina Kirchner neste mês, por causa de um diagnóstico de câncer de tireoide descartado, não é incomum.

A confusão pode ocorrer por problemas nos exames. Há tumores agressivos, em que a identificação de células de câncer é mais fácil, e outros nem tanto, que formam uma zona cinzenta, diz Fernando Soares, diretor de anatomia patológica do Hospital A.C. Camargo.

Fazem parte dessa zona cinza tumores pouco agressivos e doenças que, na biópsia, se parecerem com câncer, como a tireoidite, uma inflamação da glândula.

Na literatura médica, os falsos-positivos de câncer de tireoide chegam a 10% dos diagnósticos, segundo Carlos Renato Almeida Melo, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia.

A confirmação da doença depende da qualidade e da quantidade da amostra de tumor analisada e da experiência do patologista. O método também pode ter influência.

Melo diz que os erros em biópsias (em que as células de tumor são extraídas por cirurgia) são menos frequentes que em punções por agulha.

"A agulha pode não trazer as células que determinam o diagnóstico e o material pode vir com baixa qualidade."

O erro também pode ser uma má interpretação do patologista, diz Melo. "Nada é pior do que cometer um erro que põe uma vida em risco."

Em alguns casos, a única forma de descartar a dúvida é remover o suposto tumor por cirurgia, de acordo com Pilar Estevez Diz, coordenadora da oncologia clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira).

Mas, de novo em relação à tireoide, mesmo a análise após a retirada do órgão pode não confirmar o diagnóstico, afirma Luiz Paulo Kowalski, diretor do departamento de cirurgia de cabeça e pescoço do A.C. Camargo.

Da parte do paciente, diz Soares, o que pode ser feito é conhecer o patologista e escolhê-lo, como se faz com outros profissionais da saúde.

Problemas

Receber a notícia de que a doença não era câncer causa alívio, mas o falso-positivo também traz problemas, como os custos de tratamentos e exames desnecessários e o desgaste emocional.

"O fato de ter pensado que estava com câncer fez a pessoa passar por todos os sustos e as angústias do diagnóstico", diz Luciana Holtz, psicóloga do Instituto Oncoguia.

"O primeiro impacto ao saber que não era câncer é como se a pessoa tivesse ganho na loteria. Depois, ela pode pensar que não precisava ter passado por tantos exames e ter ressentimento e raiva", afirma Soares.

Outro problema apontado pelo patologista é um eterno "pé atrás" com qualquer diagnóstico. "Um falso-positivo pode minar a confiança da pessoa nos médicos."

 

Linguiças podem aumentar riscos de câncer, diz estudo

Terra – 14/01/2012

Comer uma linguiça por dia ou dois pedaços de torresmo de porco aumentam os riscos de desenvolver câncer de pâncreas em um quinto, concluiu um estudo realizado na Suiça. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

Os cientistas descobriram ainda que qualquer vestígio de carne processada aumenta as chances de desenvolver a doença. Conhecido como "assassino silencioso", o câncer de pâncreas comumente não produz sintomas nos estágios iniciais, quando ainda pode ser combatido com grandes chances de sucesso. Por isso, tem uma das piores taxas de sobrevivência entre os todos os tipos de câncer: apenas 3% dos pacientes vivem mais de cinco anos.

O estudo, publicado no British Journal of Cancer, mostrou que consumir apenas 50 gramas de carne processada (equivalente a algumas fatias de salame, presunto, uma salsicha para cachorro-quente, dois torresmos ou uma linguiça) aumentam em 19% as chances de desenvolver a doença.

Hábitos como fumar, beber e estar acima do peso também são fatores apontados como gatilhos para o surgimento da doença.

http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5558648-EI1497,00-Linguicas+podem+aumentar+riscos+de+cancer+diz+estudo.html

 

Homens: câncer de próstata será o mais comum

Estima-se que nos próximos dois anos, um milhão de brasileiros serão diagnosticados com câncer

BAND News – 16/01/2012

O Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva) prevê que mais de um milhão de brasileiros receberão, nos próximos dois anos, o diagnóstico de câncer no País. Estima-se que os novos casos da doença devam atingir 50,8% dos homens, sendo o câncer de próstata a doença mais comum entre eles.

As estatísticas apontam a necessidade de ações públicas de conscientização em relação à importância do rastreamento e da detecção precoce, de modo a oferecer um melhor prognóstico dos casos identificados.

“As novas estatísticas devem contribuir para o conhecimento do que é a doença, como podemos tratá-la, além da importância do rastreamento precoce, pois em qualquer tipo de câncer, com um diagnóstico tardio é sempre mais difícil de tratar” comenta Anderson Silvestrini, presidente da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia) em São Paulo. 

Tão importante quanto o diagnóstico precoce é a forma de tratamento. Em qualquer tipo de câncer, é consensual que a doença não precisa estar associada a um atestado de morte. “Com as novas descobertas, tratamentos individualizados de acordo com a linha histológica e drogas cada vez mais avançadas e alvo-específicas, as taxas de remissão ou cura são hoje uma realidade incontestável, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida do paciente é cada vez maior”, destaca Silvestrini.

Para o câncer de próstata, por exemplo, a medicina conta com alternativas cada vez menos dolorosas que aumentam a resposta do paciente ao tratamento.

http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000479456

 

Câncer de pele pode atingir 134 mil brasileiros em 2012

Revista Exame – 10/01/2012

Estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica que a doença responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país

São Paulo - A incidência é maior em pessoas de pele e olhos claros, que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Mas, o câncer de pele, tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e que, segundo o Inca, atingirá 134.170 brasileiros em 2012, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe excessivamente aos raios solares em horários impróprios (entre 10h e 16h) ou que tenham histórico da doença na família.

“Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele podem ser curados”, afirma Luciana Holtz, presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia, organização não-governamental dedicada à promoção do acesso ao cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as mortes causadas pelo câncer.

O câncer de pele responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país e seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, este último o mais raro e também o mais maligno, por ter capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.

“A recomendação é usar protetores solares e evitar a exposição ao sol e observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”, aconselha o Rafael Kaliks, diretor médico do instituto.

http://exame.abril.com.br/economia/brasil/saude/noticias/cancer-de-pele-pode-atingir-134-mil-brasileiros-em-2012?page=1&slug_name=cancer-de-pele-pode-atingir-134-mil-brasileiros-em-2012

 

Técnica de raio-x reduz erros de diagnóstico de câncer de mama

Correio do Estado – 16/01/2012

O diagnóstico precoce de qualquer tipo de câncer aumenta significativamente as chances de cura de um paciente.

No caso do câncer de mama, quando um nódulo é encontrado com menos de um centímetro, as chances de cura superam 90% na maioria dos casos.

Difícil, porém, é identificar tumores desse tamanho no autoexame. Mesmo em mamografias tradicionais, dependendo da densidade do tecido mamário da paciente, nódulos tão pequenos podem não ser identificados. A imagem analisada nos exames convencionais, especialmente em pacientes jovens, cuja mama ainda é mais fibrosa, nem sempre é nítida.

Pensando nessas dificuldades, pesquisadores do Departamento de Física da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) decidiram investigar técnicas de identificação do câncer de mama. Eles queriam acabar com as taxas de erros – entre 10% e 20% – nos diagnósticos feitos por mamografias no Hospital das Clínicas da instituição.

Durante o doutorado, André Luiz Coelho Conceição pesquisou a eficiência de uma técnica de raio-X chamada radiação espalhada. Segundo ele, ela mostra informações “escondidas” nas moléculas internas do tecido mamário. Os testes demonstraram que tecidos afetados pelo câncer, por exemplo, apresentam fibras de colágeno mais espaçadas do que as normais. As imagens ficam mais nítidas também.

“Nas mamografias tradicionais, os tecidos que formam as mamas – adiposo, fibroso e glandular – não apresentam diferenças grandes. A diferenciação é muito maior pela técnica de radiação espalhada, que observa os espectros de cada tecido durante o exame”, explica. Para Conceição, a combinação de imagens por essa técnica, no futuro, poderia até substituir as mamografias.

Próximos passos

A pesquisa de Conceição, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), analisou 156 amostras de tecidos mamários. Por meio de um modelo estatístico criado por ele, foi possível identificar quais tinham alterações benignas ou malignas e quais eram tecidos normais. A taxa de acerto das amostras foi de 100%.

“O próximo passo é desenvolver um método para aplicação clínica na mama inteira. Há grupos tentando criar detectores sensíveis o suficiente para utilizar a técnica. Hoje, achamos que esse raio-X poderia complementar as mamografias, mas, no futuro, se for mais eficiente, poderia substitui-la. Nosso maior objetivo é minimizar erros”, afirma o pesquisador.

Orientado por Martin Poletti, Conceição quer aprimorar a técnica durante o pós-doutorado e fazer testes em mamas inteiras. A pesquisa avaliou amostras de tecidos de pacientes de 20 a 84 anos.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/tecnica-de-raio-x-reduz-erros-de-diagnostico-de-cancer-de-ma_138533/

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