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Veja o que saiu na mídia sobre o câncer - 01/01/2012

Excesso de carne vermelha pode causar câncer renal

Estudo confirma que é preciso limitar o consumo de carne vermelha e processada e indica consumi-la cozida ou assada no forno

Terra – 29/12/2011

O consumo excessivo de carne vermelha pode ter ligação com o desenvolvimento de alguns tipos de câncer do rim. É o que sugere um estudo publicado na revista científica American Journal of Clinical Nutrition.

 

De acordo com a pesquisa, adultos de meia-idade que consumiam mais carne vermelha tinham 19% mais chances de serem diagnosticados com câncer nos rins do que aqueles que faziam um consumo moderado.

 

A maior absorção de substâncias químicas presentes na carne grelhada ou assada na brasa também foi associada a um maior risco.

 

As conclusões do estudo confirmam as recomendações alimentícias para a prevenção do câncer já feitas pela Sociedade Americana do Câncer. Segundo a organização, é preciso limitar o consumo de carne vermelha e de carne processada (hambúrgueres, bacon, salsichas, carne seca e os vários tipos de embutidos). A carne vermelha pode ser consumida moderadamente sem prejuízos à saúde, desde que seja cozida ou assada no forno.

 

Como foi feita a pesquisa — Coordenado por Carrie Daniel, ligada ao Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, o estudo acompanhou quase 500.000 adultos com mais de 50 anos, durante nove anos. Eles responderam questionários sobre seus hábitos alimentares, inclusive o consumo de carne.

 

Nesse período, 1.800 participantes - menos de 0,5% - foram diagnosticados com câncer renal.

Em média, os voluntários envolvidos no estudo consumiam entre 57 e 85 gramas de carne vermelha por dia. Já as mulheres consumiam de 31 a 57 gramas. Os participantes que consumiam mais carne vermelha - cerca de 115 gramas por dia - tinham 19% mais propensão a serem diagnosticados com câncer renal do que os que comiam até 31 gramas de carne vermelha por dia.

 

A análise levou em conta outros aspectos que poderiam influenciar o risco de câncer, como idade, raça, consumo de frutas e legumes, tabagismo, consumo de álcool, hipertensão e diabetes.

 

O risco de câncer renal era agravado também entre pessoas que comiam a carne mais bem passada, o que eleva sua exposição a substâncias químicas decorrentes do preparo.

Os pesquisadores ressaltaram, contudo, que o estudo não afirma que a carne vermelha — e a carne bem passada — possam causar câncer renal. Mohammed El Faramawi, da Universidade do Norte do Texas, afirmou que muita gente passa a vida comendo carne sem ter câncer nos rins. "A carne vermelha é uma importante fonte de ferro e proteínas", disse El Faramawi, segundo a Agência Reuters.

 

Daniel disse que são necessários mais estudos para compreender por que a carne vermelha parece estar associada a determinados tipos de câncer, e não a outros.

 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 270.000 pessoas desenvolveram o câncer renal em 2008, com 116.368 mortes no mundo inteiro.

 

http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/saude/noticias/excesso-de-carne-vermelha-pode-causar-cancer-renal?page=2&slug_name=excesso-de-carne-vermelha-pode-causar-cancer-renal

 

Câncer de tireóide atinge mais as mulheres

BAND – 29/12/2011

 

O câncer que atinge a presidente da Argentina Cristina Kirchner aparece como o quinto mais frequente entre as mulheres nas estimativas para 2012 divulgadas este ano pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer). Segundo pesquisas feitas nos EUA entre 1973 e 2001, os casos de câncer de tireoide passaram de três para sete em cada 100 mil habitantes. A inclusão do iodo no sal em países como o Brasil praticamente eliminou a incidência de um dos dois tipos de câncer de tireoide, o carcinoma folicular, a presidente da Argentina é vítima do outro tipo – o carcinoma papilífero.

 

No Brasil, a doença representa 5% de todos os cânceres no sexo feminino, sendo que 40% das mulheres já apresentam qualquer tipo de nódulo na glândula que pode mudar de tamanho ao longo do ciclo menstrual e também durante a gravidez, aumentando o risco se ter um câncer de tireoide. Em São Paulo, o tumor na tireoide acomete 25 em cada 100 mil mulheres e quatro a cada 100 mil homens. Estima-se que sejam registrados 15 mil novos casos por ano.

 

Causas

 

Sabe-se que a exposição à radiação é um dos fatores de risco para a doença, que está bem documentada em sobreviventes de acidentes nucleares. O primeiro sintoma costuma ser o aparecimento de um ou de mais nódulos indolores no pescoço com crescimento lento e gradativo. O tumor pode pressionar a traqueia e causar dificuldades para engolir ou respirar. Contudo, o câncer de tireoide não costuma produzir sintomas e pode ser encontrado em autoexame feito pela própria pessoa ou em uma consulta médica na qual são feitos exames físicos de rotina.

 

O câncer de tireoide pode ser provocado por diversas doenças, sendo elas cistos, tumores benignos, bócio e carcinoma de tireoide, já os nódulos múltiplos costumam ter como causa os processos inflamatórios na tireoide.  Quando ocorrer um nódulo maior do que os demais, a causa pode ser um tumor maligno por carência de iodo. Um câncer de tireoide pode fazer com que a voz fique rouca ou pode dificultar a ingestão dos alimentos ou a própria respiração.

 

http://www.band.com.br/viva-bem/saude/noticia/?id=100000476978

 

Dieta duas vezes por semana reduz peso e risco de câncer de mama

Pesquisa mostra que resultado é melhor do que o da dieta permanente. Para que funcione, dieta tem que ser bastante severa nesses dois dias.

 

G1 – 08/12/2011

 

Fazer regime apenas dois dias por semana pode ajudar mulheres a perder peso, segundo uma pesquisa britânica apresentada nesta quinta-feira (8) durante um congresso sobre câncer de mama, em San Antonio, nos EUA.

O objetivo da pesquisa era testar a eficácia de dietas que poderiam reduzir o peso de mulheres, já que ela foi feita tendo em vista a prevenção do câncer de mama. A obesidade é um dos fatores de risco para o surgimento desse tipo de tumor.

 

As 88 participantes da pesquisa, todas acima do peso e com histórico da doença na família, foram divididas em três grupos. Em um deles, as mulheres tiveram que seguir uma dieta de 1,5 mil calorias por dia durante toda a semana.

No segundo grupo, era preciso comer apenas 650 calorias por dia – menos da metade do consumo normal – e cortar os carboidratos – arroz, batata, pães, massas e açúcar – duas vezes por semana, mas era permitido comer à vontade nos outros cinco dias. No terceiro, a orientação também era de cortar carboidratos dois dias por semana, mas sem limite de carboidratos.

Em um mês, as mulheres do segundo e do terceiro grupo perderam, em média, 4 kg, contra 2 kg do grupo que manteve a dieta durante todo o tempo.

 

Como consequência da perda de peso, as mulheres observadas na pesquisa tiveram alterações em índices hormonais que reduzem o risco de câncer de mama. A conclusão da médica Michelle Harvie, do Hospital Universitário de South Manchester, é de que a dieta duas vezes por semana é suficiente para esse objetivo.

 

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/12/dieta-duas-vezes-por-semana-reduz-peso-e-risco-de-cancer-de-mama.html

 

Câncer de mama e doenças cardíacas podem ter causa comum

Mutação genética é responsável pelo desenvolvimento do tumor e pela desregulação da função cardíaca

Veja – 21/12/2011

Mulheres que têm mais chances de desenvolver câncer de mama têm ainda mais riscos para doenças cardíacas. De acordo com uma pesquisa publicada nos periódicos Nature Communications e Journal of Biological Chemistry, a maioria das mulheres com câncer de mama ou de ovário hereditários têm uma mutação nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis por suprimir o crescimento dos tumores. Mas, descobriu-se agora, esses genes são também responsáveis por regular a função cardíaca.

 

Após um ataque cardíaco, camundongos com a mutação no BRCA1 tiveram de três a cinco vezes mais chances de morrer. Isso aconteceu, principalmente, devido ao desenvolvimento de uma insuficiência cardíaca profunda, causada possivelmente porque os ataques cardíacos eram duas vezes mais severos.

 

Um aumento similar de duas vezes na insuficiência cardíaca foi observado quando os animais com mutações no BRCA1 ou BRCA2 foram tratados com doxorrubicina, uma das drogas quimioterápicas mais comuns para pacientes com câncer de mama. Além dos estudos com camundongos, os pesquisadores também verificaram os resultados em tecidos humanos. Eles acreditam que a mutação no BRCA1/2 impede a reparação do DNA nas células musculares, o que é essencial para a recuperação após um ataque cardíaco. “Passamos a compreender que o câncer de mama e a doença cardíaca têm uma base biológica comum”, diz Subodh Verma, cardiologista e um dos coordenadores do estudo.

 

Tratamentos 

 

Segundo Verma, as descobertas podem ter implicações importantes. Saber que os genes BRCA1/2 são essenciais para a reparação do DNA pode levar a futuros tratamentos para qualquer pessoa com doença cardíaca, uma das principais causas de morte no mundo. Mulheres que têm essa mutação genética agora sabem também que podem ter riscos maiores para doenças cardíacas - além do câncer de mama.

 

Segundo Christine Brezden-Masley, oncologista e coautora da pesquisa, os médicos já sabiam que a doxorrubicina estava associada à insuficiência cardíaca. Mas agora, com a nova pesquisa, se sabe também que mulheres com mutações nos genes BRCA1/2 são particularmente sensíveis à sua toxina. “Isso significa que quando uma paciente tem a mutação no gene, tenho agora que pensar sobre o quanto de doxorrubicina eu irei prescrever, ou mesmo se eu deveria pensar em uma terapia alternativa”, diz Christine.

 

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cancer-de-mama-e-doencas-cardiacas-podem-ter-causa-comum

 

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