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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/12/2011

Pacientes com câncer devem ter acompanhamento nutricional para evitar desnutrição
Portal Fator Brasil – 13/12/2011
A doença afeta o metabolismo e pode causar perda de peso, desânimo, cansaço, mal-estar, unhas quebradiças entre outros sintomas.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) 66,3% dos pacientes com câncer estão com o peso abaixo do ideal devido ao tratamento quimioterápico. Pessoas diagnosticadas com câncer apresentam quase três vezes mais quadro de desnutrição do que aquelas que sofrem de doenças como a tuberculose e o HIV. Segundo o nutrólogo do Hospital São Luiz, Celso Cukier, além do comprometimento do estado nutricional causado pelo tumor, o tipo de tratamento também influenciará em seu estado de saúde. “Qualquer paciente tende a ficar fraco durante o tratamento oncológico, por isso um especialista precisa formular uma alimentação balanceada e que seja aliada a este tratamento”.
No momento do diagnóstico, aproximadamente 80% dos pacientes perdem peso substancialmente. A ocorrência e a severidade da desnutrição são maiores em portadores de tumores gastrointestinais e pulmonares. Isso acontece porque as doenças ligadas à respiração e à digestão os deixam mais sensíveis aos alimentos que ingerem e causam alteração do paladar e dificuldade em sentir sabores, além de sensibilidade ou de insensibilidade ao doce e de intolerância ao amargo.
É comum que com o tratamento quimioterápico o paciente tenha uma diminuição no apetite, por outro lado, ele apresenta um aumento de suas necessidades de energia e de ingestão de proteínas em virtude da doença. A somatória destes fatores pode contribuir com a desnutrição. “Com a dificuldade na alimentação e a falta de alguns nutrientes, ele começa a perder peso, por isso o tratamento nutricional deve ser simultâneo ao do câncer”, afirma Cukier.
Quando existe um desequilíbrio entre as necessidades do organismo e a ingestão de nutrientes, o indivíduo pode entrar neste estado de desnutrição. Um de seus sinais mais simples é a perda de peso. Outros que podem ser citados são desânimo, cansaço, mal-estar, unhas quebradiças e pele ressecada. “Mesmo as pessoas com um histórico saudável antes de ter o câncer podem ficar desnutridas após o diagnóstico, pois a doença afeta o metabolismo”, diz o especialista.
Se não houver o acompanhamento nutricional, o tratamento de câncer, apesar de combater o tumor, pode ter um impacto negativo sobre o organismo. “Os pacientes diagnosticados com câncer podem se alimentar com que mais gostam, de forma balanceada e moderada, para que a perda de peso não aconteça”, finaliza o nutrólogo.
Dicas de alimentação no tratamento do paciente com câncer: Faça uma dieta fracionada, comendo pequenas quantidades e frequentemente. Evite a ingestão de líquidos durante as refeições, pois pode causar refluxo. Evite comer em locais abafados, quentes ou que tenham cheiros vindos da cozinha que podem causar náuseas. Não tente ingerir seus alimentos preferidos quando sentir náuseas. Isso pode criar repugnância permanente por esses alimentos. Descanse após refeições, pois a atividade pode retardar a digestão. É melhor descansar sentado durante cerca de uma hora após as refeições. Se a náusea costuma aparecer durante o tratamento, evite comer uma ou duas horas antes da quimioterapia ou da radioterapia.Tente descobrir quando a náusea ocorre e qual sua causa (determinados alimentos, situações, ambientes). Introduza mudanças no seu plano alimentar. Fale com seu médico e/ou nutricionista.
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=184566

Uma em cada 4 mulheres com câncer de ovário diz consumir álcool
Revista Veja – 13/12/2011
São Paulo - Levantamento do Instituto do Câncer de São Paulo (Icesp) aponta que uma em cada quatro mulheres com câncer de ovário assumiu o consumo de álcool e tabaco. Segundo a pesquisa realizada com 2.435 pessoas, entre as mulheres atendidas na clínica de ginecologia, 34% apresentam câncer de ovário. Em segundo lugar está o câncer de colo de útero, presente em 26% das pacientes.
Das 824 pacientes com diagnóstico de câncer de ovário, 27% assumem o consumo regular de álcool ou tabaco, fatores que podem estar diretamente relacionados ao aumento de risco para o problema. Além disso, 23% das mulheres são jovens e têm até 45 anos, 27% têm entre 46 e 55 anos, outros 27% entre 56 e 65 anos, e 23% mais de 66 anos.
O que chama a atenção no estudo é o fato de que a proporção na incidência desses dois tipos de cânceres no Instituto é diferente da apresentada pela população em geral, em que o número de casos de tumores de colo de útero é três vezes superior ao de ovário. A explicação para isso pode estar relacionada à complexidade do tratamento.
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/uma-em-cada-4-mulheres-com-cancer-de-ovario-diz-consumir-alcool

Israel desenvolve novo tratamento contra câncer
AFP – 14/12/2011
Jerusalém — Pesquisadores israelenses anunciaram nesta terça-feira uma nova técnica para tratar tumores cancerosos, que consiste em implodí-los com a emissão de raios alfa, o que reduz o risco de reincidência.
Os professores Yona Keisari e Itzhak Kelson, da Universidade de Tel Aviv, estão prestes a iniciar testes clínicos com a nova técnica, que utiliza um implante fino como uma agulha que emite raios alfa de curto alcance dentro do tumor.
Ao contrário da radioterapia, que bombardeia o tumor com raios gama a partir do exterior, na nova técnica as partículas alfa "circulam dentro do tumor, propagando-se para o exterior antes de se desintegrar".
"É como uma bomba de fragmentação. No lugar de explodir em um ponto, os átomos se dispersam continuamente e emitem partículas alfa a distâncias maiores", destaca a Universidade de Tel Aviv.
O procedimento todo exige cerca de dez dias e deixa apenas pequenas quantidades de chumbo não radioativo nem tóxico. O implante, introduzido no tumor por uma agulha hipodérmica, "se desintegra de maneira inofensiva".
"Não apenas a destruição das células cancerosas é mais segura, mas na maioria dos casos o paciente desenvolve imunidade contra o reaparecimento do tumor", revela o comunicado.
Em testes feitos com ratos de laboratório, "100% dos que tiveram o tumor retirado cirurgicamente desenvolveram um novo tumor, contra 50% dos que foram submetidos ao tratamento radioativo", destaca a Universidade.
"Os pesquisadores obtiveram excelentes resultados contra vários tipos de câncer, especialmente de pulmão, pâncreas, colo, seio e cérebro".
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h55UEEDl-4pCr5ntx9mqkJGH8OZg?docId=CNG.3609b5cb1aa1211f5abf601222ed2d22.2b1

Estudante cria nanopartícula para combater câncer e ganha US$ 100 mil
Terra – 09/12/2011
Uma adolescente de 17 anos é a nova ganhadora na categoria individual do Siemens Competition Math, Science & Techonology, tendo desenvolvido uma nanopartícula que poderá ajudar no tratamento de diversos tipos de câncer. Angela Zhang, que levou para casa o prêmio de US$ 100 mil, apresentou o projeto intitulado "Design of Image-guided, Photo-thermal Controlled Drug Releasing Multifunctional Nanosystem for the Treatment of Cancer Stem Cells" (projeto de nanossistema multifuncional para tratamento de células tronco cancerígenas, guiado por imagens óticas e térmicas e liberação de remédio-guia, em tradução livre).
Zhang conseguiu desenvolver uma nanopartícula que pode ser enviada ao centro do tumor através de uma droga à base de salinomicina, também usada para combate ao câncer. A substância 'procura' pelos tumores e, por isso, é um ótimo meio para transportar a nanopartícula. Uma vez que a partícula atinge seu alvo, ela mata as células-tronco do câncer de fora para dentro.
A pesquisadora-mirim ainda incluiu ouro e óxido de ferro a sua nanopartícula, que permitem que o tratamento seja monitorado através de exames de imagem por contraste como ressonância magnética e varredura foto-acústica (uma espécie de ultrassonografia).
A adolescente, uma estudante secundarista, afirma que ficou "surpresa com a taxa de sobrevivência de pacientes submetidos ao tratamento contra o câncer atual" e, por isso, decidiu pesquisar e criar um tratamento mais eficaz e menos evasivo da doença. Angela passou mais de mil horas nos dois últimos anos (ou seja, desde que tinha quinze anos) pesquisando e desenvolvendo seu projeto em um programa de desenvolvimento de estudantes do ensino médio da Universidade de Stanford, Estados Unidos, e já tem planos para o futuro: quer ser pesquisadora.
A adolescente ainda não definiu ao certo qual carreira universitária irá seguir, mas acredita que deve cursar engenharia química, engenharia biomédica ou física. Este não é o primeiro prêmio de Angela: interessada em nanomedicina e tecnologias de imagem médica em nível molecular, ela já havia faturado o Primeiro Prêmio do Intel International Science & Engineering Fair (ISEF) em 2010 e 2011, ambos na área de medicina e tecnologia de saúde.
O projeto Siemens Competition está em sua décima terceira edição e visa descobrir jovens talentos que estejam interessados em ingressar na área científica.
http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5511232-EI8266,00-Estudante+cria+nanoparticula+para+combater+cancer+e+ganha+US+mil.html

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