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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/12/2011

Câncer linfático: a doença que atinge milhões de pessoas
Revista Fator – 30/11/2011
O câncer linfático se tornou discussão diária entre a população brasileira após o ator Reynaldo Gianecchini ser diagnosticado com a doença. Dúvidas diversas e interesse em informações sobre o que é, como diagnosticar e os tratamentos disponíveis para esse tipo de câncer surgem a cada momento.
De acordo com o Dr. Henrique de Lins e Horta, da Oncomed Belo Horizonte, o termo linfoma se refere a um grupo heterogêneo de neoplasias (cânceres), com características clínicas e biológicas distintas, que têm, em comum, o fato de se originarem dos órgãos linfáticos. O sistema linfático é formado de estruturas que se distribuem por todo o corpo e está relacionado com a defesa do organismo contra infecções. No caso do linfoma, geralmente ocorre de uma célula branca do sistema imunológico se tornar anormal e passar a se multiplicar de forma descontrolada, podendo espalhar por diferentes partes do corpo.

São vários os tipos de linfomas sendo historicamente divididos em duas categorias distintas: linfomas de Hodgkin e linfomas não-Hodgkin. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o número de novos casos Linfoma de Hodgkin tem permanecido estável, enquanto que a mortalidade pela doença, desde os anos 70, foi reduzida em mais de 60%, devido principalmente aos avanços no tratamento da doença. Já em relação ao linfoma não-Hodgkin, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.
Dr. Henrique afirma que a incidência de cada tipo de linfoma varia de acordo com a região e com a faixa etária. “No geral, os linfomas não-Hodgkin são os mais comuns. Dentre os vários subtipos de linfoma não-Hodgkin do adulto os mais prevalentes são o Linfoma Difuso de Grandes Células e o Linfoma Folicular. Já no caso do Linfoma de Hodgkin, os subtipos mais comuns são o Linfoma de Hodgkin clássico, esclerose nodular ou celularidade mista, também variando de acordo com a localização geográfica”, afirma.

Ainda segundo Dr. Alexandre, com o avanço no conhecimento da doença e refinamento das técnicas de exames laboratoriais e de biologia molecular, atualmente se pode dividir os linfomas em vários subtipos. No caso do linfoma de Hodgkin existem 5 subtipos. Já o Linfoma não-Hodgkin, existem mais de vinte subtipos diferentes. Suas características variam de acordo com cada subtipo específico. “Alguns linfomas tem um crescimento mais lento enquanto que outros podem ter um crescimento muito rápido. Alguns linfomas, quando progridem, atingem primeiro a cadeia linfática adjacente (geralmente nos casos de linfomas de Hodgkin). Já nos linfomas não-Hodgkin isto pode não ocorrer”, relata.

A faixa etária das pessoas atingidas pela doença também varia. No caso do linfoma de Hodgkin podem ser observados dois picos de incidência: um nos adultos jovens (aproximadamente aos 20 anos de idade) e outro em uma idade mais avançada (próximo dos 65 anos de idade). Já no caso do linfoma não-Hodgkin, no geral, observa-se um aumento da incidência com o avançar da idade, sendo mais comum por volta dos 60 anos de idade.

Os sintomas deste tipo de câncer são comuns a outros tipos de doenças, por isso é preciso muita atenção aos detalhes. Geralmente a primeira manifestação do linfoma é o aumento progressivo de um linfonodo (também conhecido como gânglio ou “íngua”). Este linfonodo pode ser sentido sob a pele e mais comumente não é dolorido. A pessoa também pode apresentar febre, perda de peso não intencional e sudorese noturna intensa (a ponto de molhar o lençol). Dr. Horta afirma que todos estes sintomas podem ser causados por outras condições que não o linfoma. No entanto, caso apresente esta sintomatologia, é importante informar para o seu médico. Caso haja a suspeita da doença, o médico poderá solicitar alguns exames para o diagnóstico, como a biópsia do linfonodo, biópsia da medula óssea ou biópsia de algum outro órgão em que foi constatada alguma alteração. O material retirado na biópsia posteriormente será avaliado no microscópio. Poderão ser solicitados também exames de imagem e exames de sangue.

Caso o resultado seja positivo, nada de entrar em pânico! Atualmente existem vários tratamentos avançados para o combate ao câncer. “Para o tratamento dos linfomas podem ser empregados quimioterapia, radioterapia, anticorpos monoclonais e em alguns casos, transplante de medula óssea. O esquema de tratamento pode variar principalmente de acordo com o subtipo específico do linfoma, da extensão da doença e das características clínicas do paciente”, conclui Dr. Horta.

ttp://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=182787


Avanço da cura do câncer está nas mãos de 2,5 mil pacientes
Portal IG – 30/11/2011
Se a cura do câncer ainda não é uma certeza, hoje ele já não é mais uma sentença de morte. Os testes que diagnosticam a doença estão mais precisos, os tratamentos mais efetivos e as cirurgias menos mutiladoras.

Por trás dos passos já dados em todas estas conquistas – e os ainda necessários para que os tumores deixem de ocupar o posto de segunda causa de morte dos brasileiros – existe uma legião de pacientes voluntários.São eles que emprestam seus corpos, suas biópsias e seus efeitos colaterais para que as pesquisas avancem em direção ao controle da doença.
Levantamento feito pelo iG Saúde em quatro centros de pesquisas em oncologia mostra que os voluntários de pesquisas oncológicas somam ao menos 2,5 mil pessoas. Gente que, mesmo sem nunca ter estudado medicina, contribui para o desenvolvimento de medicamentos mais potentes, terapêuticas mais personalizadas para amenizar os danos da quimioterapia e até de vacinas contra câncer de próstata, pulmão e rim.

Todas estas novidades previstas para os próximos anos estão nas mãos de quem se dispõe a contribuir com a ciência, sem receber contribuição financeira em troca.
“Sem estes pacientes, nós não conseguiríamos avançar um milímetro”, define Carlos Gil, coordenador de pesquisa clínica e inovação tecnológica do Instituto Nacional do Câncer (Inca), entidade que, anualmente, recruta 400 novas pessoas que convivem com a doença, participantes de 700 estudos já em andamento (cada paciente pode participar de mais de uma pesquisa).
“Os caminhos mais efetivos para o tratamento do câncer são os personalizados, ou seja, definidos após testes genéticos que avaliam, individualmente, o perfil de cada tumor”, complementa Gil.
“Precisamos, por isso, contar com o maior número de características mapeadas. É o que vai garantir maiores índices de sucesso de tratamento de uma população tão miscigenada como a brasileira.”

Olhos claros, ruiva, paulistana
Um dos perfis de tumor que já faz parte do banco de dados das pesquisas em câncer do País é o que acometeu uma mulher paulistana, 52 anos, cabelos ruivos e de olhos claros. Maria Madalena da Silva teve um tumor maligno nas mamas diagnosticado no mês de junho e em uma fase muito precoce, com menos de três meses de existência. Logo após fazer a cirurgia para a retirada do tumor, já começou a fazer parte de um dos 800 ensaios clínicos em andamento no Hospital AC Camargo, em São Paulo, que englobam 1.500 voluntários. “Fico muito satisfeita em contribuir até porque sei que sou uma paciente diferenciada”, diz Maria Madalena. Ela não fuma (nunca fumou) e também não bebe, dois hábitos de riscos presentes em quase 60% dos diagnosticados com câncer, chegando a 90% em alguns tipos de tumores como os de cabeça e pescoço (como foi o caso do ex-presidente Lula).

Outro diferencial desta paciente é que ela fazia mamografias anuais desde os 40 anos e, por isso, não está no grupo de 52% das mulheres que recebem a notícia do câncer de mama já em estágio extremamente avançado, conforme mapeou a Federação Brasileira de Saúde das Mamas (Femama).
“Estou fazendo quimioterapia (o cabelo caiu, mas quem olha nem suspeita que é peruca) e ainda não dá para falar que estou 100% curada. Mas com certeza já dá para dizer que eu contribuo para o tratamento de pessoas que ainda nem sequer receberam a notícia da doença”, define ela.
As novidades

São muitas as linhas de pesquisas para novos tratamentos e detecção do câncer. Entre as novidades mais próximas, pontua Célia Tosello de Oliveira, coordenadora de pesquisas do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), estão as drogas que diminuem os efeitos colaterais acarretados pela quimioterapia e pela radioterapia, como náuseas, vômitos e também queda de cabelo.
“Temos ainda projetos para o tratamento do câncer de próstata sem quimioterapia (o que pode ser um antídoto para sequelas importantes na potência sexual masculina)”, exemplifica Célia.
No IBCC são 20 novos projetos de pesquisa iniciados por ano, que envolvem – em média – 8 pacientes em cada (160 voluntários no total).

Luiz Fernando Lima Reis, diretor do Instituo de Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, afirma que lá são 50 pessoas com diagnóstico de câncer que auxiliam no desenvolvimento de novas drogas. Também são pesquisados aparelhos cirúrgicos com uma melhor “pontaria”, para que retirem o tumor de forma que o entorno do órgão não seja tão afetado. No AC Camargo – que concentra quase 60% de todos os ensaios clínicos brasileiros – além de drogas mais eficazes, também estão em testes vacinas terapêuticas para o câncer de pulmão. “Elas têm como objetivo principal evitar a reincidência do tumor, situação que ocorre em 30% dos casos pulmonares”, afirma o diretor do Hospital, Jeferson Luiz Gross. No Inca, além de doses terapêuticas, também são testadas – ainda de forma embrionária – imunização preventiva para câncer de rim.

Futuro
Os ensaios clínicos, os especialistas reforçam, têm anos de duração e demoram em média uma década para chegar à população. Nem sempre os resultados são os esperados. “Temos muitos dados promissores, como a possibilidade de a longo prazo, detectar alguns cânceres por meio de exames de sangue”, pontua Gross.
“Mas nem sempre a ciência atende às expectativas médicas. Precisamos ter os pés no chão. O que já está consagrado é a importância da prevenção primária. Em todas as pesquisas não há dúvida de que uma dieta saudável, a prática de exercícios físicos, não fumar e não beber estão relacionados a uma incidência muito menor de tumores.”

http://saude.ig.com.br/minhasaude/avanco-da-cura-do-cancer-esta-nas-maos-de-25-mil-pacientes/n1597372745870.html


Caso perdido, homem se recupera de câncer com células-tronco
Terra – 25/11/2011
Após ser considerado um "caso perdido" pelos médicos, um homem de 36 anos que lutava contra um câncer na traqueia conseguiu a cura e vive uma vida normal graças a um transplante a partir de células-tronco. O método, desenvolvido por cientistas da Suécia que conseguiram criar, pela primeira vez, um órgão a partir de células-tronco, foi publicado na edição de quinta-feira da revista científica The Lancet. As informações são do jornal El País.

O câncer de Teklesenbet Andemariam Beyene, morador da Islândia, era considerado incurável pelos médicos. Ele sofria de um tumor que ocupava a parte inferior da traqueia, incluindo ramificações dos brônquios. A quimioterapia não tinha dado resultados e a possibilidade de reconstruir a região atingida com tecidos do próprio paciente não foi possível.
Para curar o paciente, os médicos extraíram as células-tronco da medula óssea, que foram cultivadas em um molde de plástico construído no formato do órgão do paciente. Segundo a equipe médica, esse processo demorou 36 horas. Depois, Beyene foi operado para substituir a parte com tumor pelo molde. Cinco meses depois, Beyene leva uma vida normal. "Claramente esse é o futuro", disse Paolo Paolo Macchiarini, principal autor do trabalho, sobre o potencial das células-tronco.

O tratamento é uma das primeiras demonstrações de uso prático de células-tronco, e, acima de tudo, o primeiro originário de um órgão. Até agora, estas terapias eram desenvolvidas principalmente para ajudar na regeneração de ossos e músculos. O maior benefício da técnica, segundo os pesquisadores, é que o corpo produzido é geneticamente idêntico ao receptor, o que evita o maior problema do transplante: a rejeição.

O impacto deste tipo de pesquisa é tão grande que Gonzalo Varela, vice-presidente da Sociedade Espanhola de Pneumologia e Cirurgia Torácica, que trabalha como cirurgião no Hospital Clínico Universitário de Salamanca, não hesita em descrever o trabalho de "espetacular". "Vou ter que rever o que eu sei, porque puxa para baixo muitas ideias", diz ele.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5488565-EI8147,00-Caso+perdido+homem+se+recupera+de+cancer+com+celulastronco.html

Brasil terá meio milhão de novos casos de câncer até 2012

O Globo – 24/11/2011
RIO - O Instituto Nacional de Câncer (INCa) José Alencar Gomes da Silva, no Rio, estima que no próximo ano serão registrados no país cerca de 520 mil novos casos de câncer. Os dados fazem parte da publicação “Estimativa 2012”, que destaca os tumores mais incidentes nas regiões do país. O evento no INCa marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro.
A “Estimativa 2012” lista 18 tipos de canceres de maior incidência na população brasileira no período 2012/2013 e eles correspondem a 85% dos 518.510 novos casos. Para os oncologistas, as estimativas são a principal ferramenta de gestão da saúde pública, porque permitem o planejamento de forma regionalizada, afirma Luiz Antonio Santini, diretor-geral do INCa. Na publicação foram incluídas sete novas localizações de tumores: bexiga, ovários, tireoide (sexo feminino), sistema nervoso central, útero, laringe (sexo masculino) e linfoma não Hodgkin.

No sexo masculino, além do câncer de pele não melanoma (o mais letal em pele), o tumor de próstata continuará sendo o mais comum com 60.190 novos casos em 2012 e 2013, seguido por pulmão, traqueia e brônquios (17.210), cólon (parte do intestino) e reto (14.180). Nas mulheres (desconsiderando pele), o câncer de mama terá 52.680 casos, seguido de colo do útero (17.540) e cólon e reto (15.960). O que chama a atenção é que no sexo feminino o câncer de tireoide já ocupa o quinto lugar, com 10.590 nos próximos dois anos.

Com relação à tireoide, a oncologista Rossana Corbo, responsável pelo Serviço de Endocrinologia do INCa, afirma que a melhora na qualidade dos exames e da investigação em casos suspeitos contribui para a exatidão do diagnóstico de alterações malignas. E isso se reflete no aumento do número de casos desse tipo de tumor, diz a médica. Segundo o oncologista Cláudio Noronha, coordenador de ações estratégicas do INCa, ações de promoções da saúde, diagnóstico precoce e ampliação do acesso aos serviços médicos aumentam a longevidade. Porém, quanto maior a expectativa de vida, maiores as chances de ocorrência de alguns tipos de câncer, comenta Noronha.

_ Um exemplo nos homens é o tumor de próstata _ comenta Noronha. _ A estimativa do INCa mostra ainda que houve declínio de canceres de colo de útero e estômago. No primeiro caso, a queda está associada a uma melhor prevenção. Para a prevenção do câncer de colo do útero, causado pelo papilomavírus humano (HPV), o Ministério da Saúde recomenda que as mulheres de 25 anos aos 64 anos façam o exame preventivo (o Papanicolau) anualmente. Se no intervalo de dois exames seguidos om resultado for normal, o preventivo pode ser feito a cada três anos. Hoje já existem as vacinas que protegem contra o HPV.

Já a redução do número de registros de câncer de estômago em algumas regiões pode estar relacionada à melhora da conservação de alimentos, dieta mais saudável, com menor consumo de alimentos enlatados, embutidos, e controle de infecção pela bactéria Helicobacter pylori.
_ Por outro lado, o número de casos de câncer de pulmão tem aumentado, especialmente entre mulheres na Região Sul. E a principal causa é o hábito de fumar _ diz o oncologista.

Os fatores ambientais e hábitos pesam no desenvolvimento de câncer. O tumor maligno de pulmão, por exemplo, aumenta 2% ao ano em todo o mundo. Segundo pesquisadores, cerca de 90% dos casos estão associados ao hábito de fumar. Isso significa que pelo menos 24 mil novos poderiam ser evitados, com o fim do tabagismo. No Brasil, esse tipo de tumor é o segundo mais frequente na região Sul: 37 casos para cada 100 mil habitantes; área que concentra a maior parte da produção de fumo do país. No Sudeste, serão registrados 20 casos de câncer de pulmão para cada 100 mil.
No caso de câncer de cólon, o segundo lugar na região Sudeste (22 casos para cada cem mil), os principais fatores de risco são envelhecimento, história familiar da doença em parentes próximos, excesso de peso e dieta inadequada, com poucas fibras. O abuso crônico de álcool é outro fator de risco para esse tipo doença, alerta o nutricionista Fábio Gomes.

No que diz respeito ao câncer de mama, também a idade é o principal fator de risco, especialmente acima de 50 anos. No Brasil, além do exame clínico de rotina, com o ginecologista ou mastologista, o INCa recomenda a mamografia a cada dois anos, dos 50 aos 69 anos.
_ Nos casos em que a mulher tem história familiar da doença, recomenda-se que o exame clínico e a mamografia anualmente a partir dos 35 anos _ diz a oncologista Ana Ramalho, coordenadora da Divisão de Atenção Oncológica do INCa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em 2030 serão registrados 27 milhões de casos de câncer, com 17 milhões de mortes por câncer. E maior a incidência será em países de baixa e média rendas.


http://oglobo.globo.com/saude/brasil-tera-meio-milhao-de-novos-casos-de-cancer-ate-2012-3311037

 

 

 

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