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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/11/2011

Brasileiros apresentam avanços em pesquisa de terapias genéticas

Terra – 01/11/2011

Resultados de pesquisas avançadas em câncer, células-tronco e doenças genéticas foram apresentados no último dia da Fapesp Week em Washington (EUA), para uma plateia de cientistas dos Estados Unidos e do Brasil. As informações são da agência Fapesp. Mayana Zatz, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), falou sobre pesquisas com células-tronco feitas pelo grupo que coordena.

"Estudamos células-tronco com o objetivo de poder utilizá-las em terapia celular, especialmente em doenças neuromusculares e craniofaciais, como uma ferramenta que permita melhorar nossa compreensão da expressão gênica em doenças genéticas", disse.

Os estudos incluem uma comparação do potencial de células estromais mesenquimais adultas a partir de fontes in vitro e in vivo de diferentes modelos animais. Os experimentos com fins terapêuticos são voltados para a reparação óssea, tratamento de doenças neuromusculares e distrofias musculares, além da criação de um banco de células-tronco de pacientes com diferentes doenças genéticas.

A palestra de Ricardo Renzo Brentani, diretor-presidente da Fapesp e presidente do Hospital A.C. Camargo, foi sobre o uso de genômica e genética molecular no desenvolvimento de alternativas de tratamento para o câncer.

Brentani descreveu o trabalho feito no Hospital A.C. Camargo, o maior hospital de câncer no Brasil e responsável por cerca de 60% da produção científica em oncologia publicada pelo país. "Há uma década, o A.C. Camargo participou do projeto Genoma Humano do Câncer. Amostras de tumores estudados em 30 laboratórios foram reunidos no hospital, onde foram dissecados por nossos patologistas. O resultado foi a segunda maior contribuição no mundo para o transcriptoma humano", destacou.

Valder Arruda falou sobre estudos feitos pelo grupo que coordena na Universidade da Pensilvânia para o desenvolvimento de terapia genética para o tratamento de doenças hereditárias como hemofilia, a dificuldade de coagulação sanguínea.

De acordo com Arruda, os resultados da adoção de terapia genética em cães com doenças no sangue têm se mostrado altamente promissores.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5447282-EI8147,00-Brasileiros+apresentam+avancos+em+pesquisa+de+terapias+geneticas.html

Gordura abdominal pode ajudar a espalhar câncer de ovário

Proteína presente no tecido adiposo seria capaz de ‘atrair’ as células do câncer, ajudando a espalhar o tumor. Outros tumores podem sofrer a mesma influência

Veja – 31/10/2011

Células responsáveis por armazenar gordura na região do estômago e dos intestinos podem se tornar um reservatório de nutrientes que ajuda no crescimento do câncer de ovário, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Chicago. A pesquisa foi divulgada na revista científica Nature Medicine .

O câncer de ovário corresponde à quinta causa de morte por câncer em mulheres no mundo. A doença tende a se espalhar na cavidade abdominal. Em 80% das mulheres, quando o tumor é descoberto, as células adiposas na região da barriga já foram atingidas. Geralmente, o crescimento do câncer no tecido gorduroso é maior do que no próprio ovário.

Para a pesquisa, os cientistas fizeram uma série de experimentos para identificar o papel dessas células gordurosas na metástase do câncer de ovário. O primeiro passo foi entender o mecanismo de atração entre as células cancerosas e de gordura – e como elas influenciam no rápido crescimento.

Os pesquisadores injetaram células do câncer no abdômen de camundongos saudáveis e levaram apenas 20 minutos para encontrá-las no tecido adiposo. Os cientistas perceberam que uma proteína chamada FABP4 encontrada na gordura abdominal era capaz de ‘atrair’ as células tumorais. Ao utilizarem inibidores dessas proteínas, os pesquisadores conseguiram diminuir essa atração em pelo menos 50%.

Quando as células de câncer do ovário alcançam a região adiposa, rapidamente, elas desenvolvem uma maneira de se sustentarem com a energia armazenada ali. Depois disso, conseguem converter a região mole em uma massa sólida de células cancerígenas.

Para os autores do estudo, esse mecanismo não deve estar restrito apenas ao câncer de ovário. Segundo eles, é possível que ocorra em outros órgãos com muitas células adiposas, como a mama. Porém, mais pesquisas são necessárias.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/gordura-abdominal-pode-ajudar-a-espalhar-cancer-de-ovario

Câncer de laringe: Uma doença negligenciada

Pacientes e médicos dão pouca atenção a sinais, que no início parecem os de uma gripe

O Dia – 01/11/2011

Rio - A cada ano, 10 mil novos casos de câncer de laringe são diagnosticados no País. Apesar disso, a doença ainda é negligenciada: por seus sintomas serem parecidos com os de uma simples gripe ou inflamação na garganta, pacientes — e até médicos — não lhe dão a devida atenção. Quando o tumor é identificado, pode já ser tarde.

“As pessoas demoram a procurar o médico pois não sentem dores, e sim uma rouquidão que vai se arrastando. Deixam para o dia seguinte e assim vai. Em dois meses, o tumor
cresce e a recuperação é mais difícil”, diz o coordenador do Centro de Oncologia da Rede D’Or, Alexandre Palladino.

Segundo ele, até o otorrinolaringologista (especialista que
cuida dessa região) pode cometer erros e confundir a doença com uma amigdalite. Por isso, deve-se insistir para ter um diagnóstico adequado. “Se o paciente sente a rouquidão, vai ao médico, é medicado e não melhora em 15 dias, deve buscar outro profissional e pedir para fazer um exame de videolaringoscopia”, orienta.

SUS: DIAGNÓSTICO DEMORADO

Pacientes que dependem do
Sistema Único de Saúde (SUS) podem ter mais dificuldade para ter o diagnóstico, segundo a chefe de Otorrinolaringologia do Hospital Municipal Salgado Filho, Leila Barquette. O principal problema é a carência de médicos.

“Há uma grande dificuldade para realizar exames complementares, como tomografia e ressonância. Também são poucos os hospitais equipados para realizar a cirurgia de biópsia. Quando se consegue confirmar o diagnóstico, vem outra grande dificuldade para encaminhar o paciente para o Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço”, diz. “Também há grande carência de especialistas nesta área e as instituições que fazem este tipo de tratamento são poucas e estãosobrecarregadas”.

Quem tem rouquidão por 15 dias deve ir a posto de saúde

Quem sentir rouquidão por pelo menos 15 dias, principalmente se for fumante, deve procurar posto de saúde para ser avaliado. “Se descoberto cedo, o tumor tem cura”, afirma Leila Barquette. Em 90% dos casos, pacientes que receberam diagnóstico de câncer de laringe fumam ou já fumaram. De acordo com o Inca, os fumantes têm 10 vezes mais chances de ter o tumor. Em pessoas que associam o fumo a bebidas alcoólicas, o risco é ainda maior: aumenta 43 vezes.

Famosos enfrentaram e superaram tumores localizados na garganta

O ator americano Michael Douglas e os músicos ingleses George Harrison e Roger Daltrey também já tiveram de enfrentar tumores na laringe. Douglas descobriu a doença em dezembro de 2010, aos 66 anos. Após sessões de quimioterapia e radioterapia, ele emagreceu aproximadamente 15 quilos e conseguiu se curar do câncer.

Já o ex-beatle Harrison fez tratamento para câncer na garganta em 1990. Em 1997, retirou tumor do local. Sua morte, em 2001, não teve ligações com o câncer na garganta, que foi superado. Ele morreu de câncer no cérebro. Daltrey, vocalista do grupo de rock The Who, retirou tumor no Natal de 2009. Ele não passou por quimio e radioterapia, mas faz acompanhamento médico constante. “Retiraram tudo o que podiam da área da minha corda vocal”, disse.

http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/11/cancer_de_laringe_uma_doenca_negligenciada_203277.html

Aspirina diminui incidência de câncer colorretal em pessoas com risco hereditário

AFP - 29/11/2011

PARIS — Tomar aspirina diariamente e por longos períodos diminui em cerca de 60% a incidência de câncer colorretal em pessoas com risco hereditário de desenvolver a doença, noticiou esta sexta-feira a revista científica "The Lancet".

As conclusões partiram de um estudo feito com pacientes que sofrem de síndrome de Lynch, uma falha genética vinculada com o reparo celular que provoca câncer colo-retal e de outros tipos. A Síndrome de Lynch ocorre com uma em 1.000 pessoas e responde por cerca de um em 30 casos de câncer de intestino.

Pediu-se a 861 pacientes, escolhidos ao acaso, para tomar duas aspirinas por dia, uma dose de 600 mg, ou um placebo, por pelo menos dois anos. Depois, fizeram regularmente exames de cólon.

Em 2007, quando os dados deste estudo foram examinados pela primeira vez, não havia diferenças na incidência de câncer colorretal entre os grupos.

Mas as coisas mudaram quando os cientistas voltaram a checá-los alguns anos depois.

Na época, foram registrados 34 casos de câncer colorretal no grupo que ingeriu o placebo e 19 no grupo que tomou a aspirina, uma redução de incidência de 44%.

Os médicos, depois, analisaram aqueles pacientes (60% do total) que tomaram a aspirina ou o placebo além do prazo mínimo de dois anos. Neste subgrupo, os números foram ainda mais impressionantes. Foram registrados 23 casos de câncer no grupo que tomou o placebo, mas apenas 10 no da aspirina, o que correspondeu a uma queda de 63%. As diferenças começaram a ser vistas após cinco anos.

À luz desta descoberta, foi lançada uma nova pesquisa para ver qual é a melhor dosagem e duração do tratamento da aspirina. "Enquanto isso, clínicos devem considerar a prescrição da aspirina para todos os indivíduos considerados em risco elevado de câncer, mas tomando medidas apropriadas para minimizar os efeitos colaterais", destacou o artigo, chefiado por John Burn, professor de genética clínica da Universidade de Newcastle, nordeste da Inglaterra.

Muitos médicos recomendam o uso regular de aspirina para diminuir o risco de ataque cardíaco, derrames relacionados com coágulos e outros problemas circulatórios. Um efeito indesejado do uso diário e prolongado da aspirina é o risco de desenvolver problemas de estômago.

No ano passado, um estudo também publicado na The Lancet, demonstrou que as taxas de câncer de cólon, próstata, pulmão, cérebro e garganta foram todas reduzidas pela ingestão diária de aspirina. No caso do cólon, o risco depois de 20 anos diminuiu em 40%.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5heiST8fpOkwVeW96QfkRhNUYCk9w?docId=CNG.e76d345be56f9ff1e9bc8f686eab396a.01

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