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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 03/10/2011

Quimioterapia sem efeitos colaterais tem sucesso em testes

Terra Brasil – 12/09/2011

Com o objetivo de minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia realizada no tratamento do câncer, pesquisadores britânicos criaram um método mais específico de atacar os tumores sem danificar as células saudáveis. Em testes realizados em camundongos, a nova técnica teve sucesso. Os medicamentos tiveram efeitos localizados em todos os animais e metade deles ficou completamente curado. As informações são do jornal The Guardian.

Os efeitos colaterais da quimioterapia - como perda de cabelo, enjoos e supressão do sistema imunológico - costumam ser tão fortes que podem contribuir com a morte do paciente. "Trata-se de uma espécie de 'bomba inteligente' que só é ativada dentro do tumor sem causar danos a tecidos saudáveis", disse o coordenador da pesquisa, Laurence Patterson, da universidade de Bradford. De acordo com ele, o tratamento pode ser usado contra todos os tipos de câncer.

A droga desenvolvida pelos britânicos é uma adaptação de um medicamento já existente que causa os efeitos colaterais. Além de remover os efeitos indesejados, a nova droga também tem a vantagem de agir sobre tumores espalhados pelo corpo. Os cientistas esperam começar os testes em humanos em um ano e meio.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5344203-EI8147,00-Quimioterapia+sem+efeitos+colaterais+tem+sucesso+em+testes.html

Pacientes com câncer cobram da Anvisa registro imediato de medicamento no Brasil

Correio do Estado – 18/09/2011

Portadores de mieloma múltiplo, tipo de câncer de medula óssea, cobram da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação da entrada do medicamento lenalidomida no país. A Fundação Internacional de Mieloma da América Latina (IMF, em inglês), entidade que representa os doentes em 108 países, entregou à agência reguladora abaixo-assinado com 22 mil assinaturas de pacientes e parentes que reivindicam o registro imediato do remédio no Brasil.

A lenalidomida é indicada para os pacientes que já não respondem aos remédios usuais ou abandonam o tratamento por causa dos efeitos colaterais provocados pela talidomida, entre eles, formigamento nas mãos e nos pés, informou a presidenta da IMF na América Latina, Christine Battistini. A lenalidomida integra o mesmo grupo da talidomida.

“Sabemos que não é para todo paciente, mas muitos precisam. Esperamos que haja bom senso da Anvisa”, disse Christine Battistini, acrescentando que existe comprovação da eficácia da lenalidomida que provoca menos incômodo ao paciente. Segundo a organização, o remédio já é aprovado em mais de 70 países, como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa.

De acordo com a presidenta, não há dados exatos sobre o número de pessoas que sofrem da doença no país e quantos necessitam da lenalidomida. Estima-se que 50 a 60 mil pacientes estão em tratamento. A cada ano, surgem 15 a 17 mil novos casos no Brasil.

A Anvisa informou que três áreas técnicas diferentes já negaram o registro do medicamento por não considera-lo seguro nem eficaz para o paciente. No Brasil, um grupo de dez pessoas testa a medicação, quatro apresentaram resultado positivo. O processo de registro continua em tramitação na Vigilância Sanitária, mas sem prazo para conclusão.

O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas, encontradas na medula óssea. Os sintomas frequentes são dores nos ossos, anemia, problemas renais e fraturas patológicas, além de constantes infecções.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/pacientes-com-cancer-cobram-da-anvisa-registro-imediato-de-m_125237/

DIU reduz pela metade risco de câncer de colo de útero

O dispositivo não é eficaz, no entanto, para prevenção de infecções por HPV

Veja – 14/09/2011

Mulheres que usam dispositivos intrauterinos (DIU) têm até 50% menos riscos de desenvolver câncer de colo de útero. Os dados são de um levantamento internacional com cerca de 20.000 mulheres publicado no periódico médico Lancet Oncology . De acordo com os pesquisadores, o dispositivo não é, no entanto, eficiente na proteção contra infecções pelo vírus do papiloma humano (HPV) – um dos principais causadores desse tipo de tumor.

O levantamento analisou dados de 10 estudos sobre o câncer cervical, feito em oito países, e 16 outros estudos sobre a prevalência de HPV, em 14 países. Descobriu-se, então, que mulheres que usavam o dispositivo não eram nem menos nem mais suscetíveis a terem infecções por HPV, um dos causadores do câncer cervical. No entanto, as mulheres que usavam o dispositivo ainda assim tinham as metades das chances de terem o tumor.

Para os cientistas, uma possível explicação para os efeitos protetores do DIU pode ser que o processo de colocação ou de retirada acaba por destruir as células pré-cancerigenas. Há ainda a hipótese de que ele causaria algum tipo de inflamação, que provocaria uma resposta imune duradoura – evitando, assim, que o HPV causasse o câncer. O período de tempo que as mulheres usavam o DIU não alterou significativamente os riscos.

Tumor - O câncer cervical é o segundo tipo da doença mais comum entre as mulheres em todo o mundo. Dados da Organização Mundial de Saúde apontam que existam cerca de 500.000 novos casos e 250.000 mortes todos os anos. Virtualmente, todos os casos do tumor estão relacionados ao HPV.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/diu-reduz-pela-metade-risco-de-cancer-de-colo-de-utero

Custo do câncer "tornou-se insustentável" nos países ricos

Terra Brasil – 26/09/2011

Uma explosão de novas tecnologias e tratamentos para o câncer, juntamente com um rápido aumento nos casos da doença no mundo, significam que o tratamento do câncer está se tornando rapidamente inviável em muitos países desenvolvidos, disseram oncologistas nesta segunda-feira. Com os custos aumentando, é necessária uma mudança radical no pensamento para garantir um acesso mais justo a medicamentos e responder a questões complicadas de como equilibrar os meses extras de vida para pacientes contra os custos de uma nova droga, tecnologia ou plano de tratamento, disseram.

"A comunidade do câncer precisa assumir a responsabilidade e não aceitar uma base de evidência sub-padrão e um sistema de benefícios muito pequenos não importando o custo", disse um relatório encomendado pelo periódico médico Lancet Oncology sobre os custos do tratamento de câncer.

Cerca de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer por ano e esse número deve subir para 27 milhões até 2030. O custo dos novos casos de câncer já é estimado em cerca de 286 bilhões de dólares por ano, com os custos médicos formando mais da metade do fardo econômico e prejuízos de produtividade representando quase um quarto, segundo números da Economist Intelligence United citados no relatório.

O relatório, chefiado por Richard Sullivan do King's Health Partners Integrated Cancer Centre, em Londres, disse que médicos, grupos de pacientes e a indústria da saúde deveriam trabalhar em conjunto para encontrarem maneiras de estancar futuros aumentos dos custos. "Estamos em uma encruzilhada para o tratamento de câncer acessível, e nossas escolhas - ou recusa em fazer escolhas - afetarão as vidas de milhões de pessoas", disse Sullivan, que apresentou seu relatório no Congresso Multidisciplinar Europeu do Câncer em Estocolmo.

"Nós enterramos nossas cabeças na areia, cruzamos os dedos e esperamos que tudo acabe bem ou faremos debates difíceis e escolhas duras?", questionou.

A equipe de Sullivan, que reuniu 37 especialistas de países ricos, descobriu que os custos com o câncer são acionados por muitos fatores, incluindo o envelhecimento populacional e o aumento na procura por sistemas de saúde, assim como drogas contra o câncer cada vez mais caras e sofisticadas. Os preços para algumas das últimas drogas experimentais reveladas no congresso - inclusive uma droga anticorpos altamente sofisticada da Roche e uma chamada alpha-farmacêutica da Bayer e Algeta - provavelmente chegarão às dezenas de milhares de dólares por paciente.

O Lancet aponta para o tratamento contra o câncer de próstata Provenge da Dendreon, que sai por mais de 100 mil dólares por três doses e que prolonga a sobrevida dos pacientes em vários meses com poucas outras opções. "Como devemos determinar seu valor?", pergunta o relatório.

Michael Baumann, presidente da Organização Europeia de Câncer, disse que havia uma "explosão de novas possibilidades" no tratamento e cuidados do câncer. Isso era animador para os cientistas, oncologistas e pacientes, disse, mas também tornava "absolutamente necessário pensar na questão de custos agora".

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5377708-EI8147,00-Custo+do+cancer+tornouse+insustentavel+nos+paises+ricos.html

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