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Câncer: Veja o que foi notícia na mídia - 01/09/2011

Campanhas marcam o Dia Nacional de Combate ao Fumo
Jornal O Dia – 28/08/2011
POR GARDÊNIA CAVALCANTI
Rio - Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima e um problema de Saúde Pública, o tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo, o que representa mais de 15 bilhões de cigarros consumidos diariamente. Neste 29 de agosto, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo e, mais uma vez, autoridades e entidades de todo o país concentram esforços em campanhas de conscientização.  

Para Selmo Minucelli, oncologista e hematologista do Bronstein, o cigarro chega a matar, nos países em desenvolvimento, mais que a soma de outras causas evitáveis de morte, tais como o uso de cocaína, heroína, álcool, acidentes como incêndios, suicídios e até o vírus da Aids.

O tabagismo é causa de grandes prejuízos às pessoas e à sociedade. A principal doença relacionada ao tabagismo é o enfisema pulmonar, classificado como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC. O fumante pode chegar a  sofrer   até um acidente vascular cerebral (derrame cerebral), ter impotência sexual, complicações do coração, câncer de cordas vocais, língua, boca e faringe.

“Estas são importantes e frequentes patologias associadas ao fumo e que muitas vezes, ao serem extirpados, por conta de sua malignidade e extensão, mantêm o paciente respirando via traqueostomia”, reforça o especialista.

Minucelli salienta que o tabagismo é responsável pelo câncer de pulmão e é a mais frequente causa de câncer de brônquios, que mais mata pessoas no mundo. Por atingir diretamente os vasos, atua no aumento do colesterol total, aumentando a fração ruim (LDL) e diminuindo a fração boa (HDL). 

“Assim, não há como não relacionar o tabagismo à incapacidade e ao elevado risco de morte em pessoas jovens”, afirma o médico.

Para o especialista existem muitas sugestões para diminuir esse uso, tais como o aumento de preços do cigarro, dificultando a aquisição. Ao mesmo tempo, as medicações disponíveis para o tratamento de interrupção do tabagismo poderiam ser mais acessíveis, de menor preço, para que se atingisse maior número de dependentes. As propagandas poderiam até ser completamente proibidas.

“Assim, conseguiríamos resultados mais concretos diminuindo muito  as doenças que o tabagismo acarreta e à sociedade”, conclui.

Pesquisas mostraram os males do fumo para mulheres

Uma estimativa prevê que 12% a 24% das mulheres grávidas continuam a usar o tabaco, de acordo com dados coletados nos Estados Unidos. Portanto, novas evidências descobertas por um pesquisador da Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, prevêem que a exposição do feto à nicotina pode estar associada ao aumento da pressão arterial das crianças e posteriormente dos adultos. Estudos anteriores em humanos mostraram que crianças nascidas de mães fumantes sofrem danos vasculares ou dos vasos sanguíneos,

Pesquisa realizada no Reino Unido compara outras males do fumo na gravidez. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Londres, analisou pesquisas dos últimos 50 anos sobre o mal do cigarro durante o período de gestação e obteve evidências que a nicotina e outros componentes químicos do fumo pode causar ainda fissuras orais, deformidades nos membros, pé torto e distúrbios gastrointestinais e até óticos, mortes durante o parto ou nascimento prematuro.

Em todo o mundo, 250 milhões de mulheres fumam por dia, segundo estatísticas da 14ª Conferência Mundial em Tabaco ou Saúde, realizada em 2009, em Mumbai.

Cuidados à saúde podem render desconto em planos
Folha de São Paulo 23/08/2011 

Rio - A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou ontem resolução que incentiva a participação de beneficiários de planos de saúde em programas de envelhecimento saudável e prevenção de doenças. As operadoras podem oferecer até 30% de descontos nas mensalidades ou dar prêmios, como descontos em academia ou gratuidade em plano dentário, sem discriminação por idade ou doença preexistente. 

Neste primeiro momento, a resolução é facultativa, informou a gerente-geral de Regulação Assistencial, Martha Oliveira. Mas, segundo o presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida, as operadoras devem aderir à concessão de descontos ou prêmios. ?É uma tentativa de mudar o paradigma. Antes a gente privilegiava o tratamento e a remuneração da doença. Agora queremos mostrar a importância do cuidado com a saúde, dando um incentivo financeiro?, diz Martha. 

As operadoras podem criar programas amplos, como o que previne sedentarismo, ou específicos, para grávidas, por exemplo. Mas não podem cobrar resultados, como emagrecimento. ?O que está atrelado ao desconto é a participação. O resultado dessa participação depende de outros fatores, como pré disposição genética?, explicou Martha. AS informações são do jornal

Estresse causa danos ao DNA
UOL – 23/08/2011

A comunidade científica já sabia que o estresse crônico causava danos ao DNA, mas não conheciam os motivos disso. Agora, pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, descobriram um mecanismo que ajuda a explicar a resposta ao estresse, em termos de danos ao DNA.
 
O estudo foi realizado com camundongos que receberam infusões com um composto similar à adrenalina, que funciona através de um receptor chamado de receptor adrenérgico beta. A partir desse, os cientistas descobriram que este modelo de estresse crônico aciona rotas biológicas que finalmente resultam no acúmulo de danos ao DNA.
 
"Isso pode nos dar uma explicação plausível de como o estresse crônico pode levar a uma variedade de condições e distúrbios humanos, que vão desde alterações meramente cosméticas, como cabelos grisalhos, até doenças graves potencialmente fatais," diz Robert J. Lefkowitz, autor da pesquisa.
 
Ecstasy modificado “ataca células cancerígenas”, indica pesquisa
James Gallagher
Repórter de saúde da BBC News

19/08/2011
A pesquisa mostrou que o ecstasy tem o potencial de destruir células cancerígenas
Uma fórmula modificada da droga ecstasy pode desempenhar um papel importante no combate às células de alguns tipos de câncer, segundo cientistas britânicos e australianos.
O ecstasy, composto geralmente de anfetaminas, já era conhecido por matar algumas células cancerígenas, mas uma equipe de pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha, e da Universidade da Austrália, diz que conseguiu aumentar a eficiência da droga em cem vezes.
O estudo foi divulgado na publicação científica internacional Investigational New Drugs.
Experimentos preliminares mostraram que a substância pode matar células de leucemia, linfoma e melanoma em um tubo de ensaio.
No entanto, os cientistas dizem que qualquer tratamento pode levar pelo menos uma década para ser desenvolvido.
A organização britânica de Pesquisa sobre Leucemia e Linfoma disse que as conclusões do estudo são "um significativo passo à frente".
Modificações
Em 2006, uma equipe da Universidade de Birmingham mostrou que ecstasy e antidepressivos como Prozac tinham potencial para impedir o crescimento de cânceres.
O problema é que, para isso, os pacientes teriam que consumir doses muito altas - e possivelmente fatais - das drogas.
Em colaboração com a Universidade da Austrália, os pesquisadores modificaram quimicamente o ecstasy, retirando alguns átomos da substância e substituindo-os por outros.
Uma das variações testadas aumentou a eficiência no enfrentamento das células cancerígenas em 100 vezes. Isso significa que se 100 gramas de ecstasy não modificado fossem necessárias para conseguir o efeito desejado, somente 1 grama da substância será necessário para atingir o mesmo efeito.
Segundo os cientistas, a modificação também reduz o efeito tóxico no cérebro.
O chefe da pesquisa, professor John Gordon, da Universidade de Birmingham, disse à BBC que, em alguns casos, foi possível eliminar 100% das células cancerígenas com os novos compostos.
"Nós precisamos identificar com precisão quais são os casos mais sensíveis, mas (a substância) tem o potencial de eliminar todas as células nesses exemplos."
"Isso aconteceu no tubo de ensaio, poderia ser diferente no paciente, mas por enquanto é excitante", disse Gordon.
Células 'ensaboadas'
Os cientistas acreditam que a nova droga é atraída pela gordura nas membranas das células cancerígenas.

Cientistas modificaram a molécula do ecstasy para aumentar sua eficiência contra o câncer
De acordo com eles, a ligação com a substância faz com que as células se comportem como se estivessem "um pouco ensaboadas", o que pode romper a membrana e matar o núcleo celular.
Durante o experimento, as células cancerígenas se mostraram mais suscetíveis a este efeito do que as saudáveis.
No entanto, os médicos não devem começar a prescrever ecstasy modificado para os pacientes com câncer no futuro próximo. Ainda seria preciso fazer estudos com animais e testes clínicos antes de considerar a alternativa.
Antes do próximo passo, químicos na Grã-Bretanha e na Austrália tentarão refinar a droga, já que acreditam que ela pode ser ainda mais potente.
Mas mesmo que tudo dê certo, a droga só poderia ser comercializada dentro de pelo menos dez anos.

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