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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/08/2011

Cafeína protege contra câncer de pele, indica estudo
Folha de São Paulo 15/08/2011
Da France Presse
 
A cafeína possui muitas virtudes contra os cânceres de pele, indica um estudo realizado com cobaias e publicado nesta segunda-feira, que explica o mecanismo protetor em nível molecular.
 
Os cientistas, entre eles Masaoki Kawasumi da Faculdade de Medicina da Universidade do Estado de Washington, em Seattle, principal autor da pesquisa, modificaram ratos geneticamente para reduzir a função da proteína ATR (Telangiectasie d’ataxie, Rad3) em sua pele.
 
A ATR desempenha um papel significativo na multiplicação das células da pele danificadas por raios ultravioleta do sol.
 
Estudos precedentes já haviam demonstrado que a cafeína inibia a ATR. Neutralizada, acarretaria a destruição dessas mesmas células.
 
Com a ação da proteína ATR fortemente reduzida entre os ratos geneticamente modificados expostos a raios ultravioleta, os tumores de pele se desenvolveram três semanas mais tarde que entre os outros roedores do grupo que serviu de cobaia.
 
Após 19 semanas de exposição aos raios ultravioleta, os ratos geneticamente modificados tinham 69% menos tumores de pele e quatro vezes menos cânceres agressivos que os demais, segundo os autores dos trabalhos publicados on-line na revista “PNAS”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
 
A persistência da irradiação acabou por danificar as células da pele dos ratos geneticamente modificados após 34 semanas.
 
Os resultados indicam que os efeitos protetores da cafeína contra os raios ultravioletas, já documentados em estudos precedentes, explicam-se provavelmente pela neutralização da proteína ATR durante o estágio pré-câncer, antes que o tumor da pele se desenvolva totalmente, destacam os cientistas.
 
Segundo eles, aplicações de cafeína na pele poderiam contribuir para impedir o aparecimento de cânceres. Além disso, a cafeína absorve os raios ultravioleta, agindo como um protetor solar.
 
O câncer de pele é o mais frequente nos Estados Unidos, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
A maior parte não é constituída de melanomas –a forma mais grave–sendo com muita frequência curável, se o diagnóstico for realizado mais cedo.
 
Células de defesa geneticamente modificadas elimina leucemia
Do G1, em São Paulo – 11/08/2011
 
HIV foi usado para transportar material genético para os linfócitos T. Tratamento inédito funcionou melhor do que os cientistas esperavam.
 
O HIV pode se tornar o mais novo aliado da medicina na luta contra o câncer. Uma versão inerte do vírus da Aids foi usada com sucesso por cientistas norte-americanos para modificar geneticamente células de defesa do organismo e tratar pacientes com leucemia. O procedimento foi descrito nesta semana pelas revistas médicas New England Journal of Medicine e Science Translational Medicine.
 
O tratamento inédito consiste em retirar os linfócitos T – importantes agentes de defesa do corpo – e transferir novos genes para elas. A mudança as torna capazes de destruir as células cancerosas que causam a leucemia e, assim, fazem com que o tratamento tenha sucesso.
 
A transferência de genes para a célula é feita normalmente por um vírus, e é nessa fase que o HIV é usado; foi com ele que os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conseguiram modificar geneticamente as células de defesa.
 
“Dentro de três semanas, os tumores tinham sido destruídos de um modo muito mais violento do que poderíamos esperar”, reconheceu Carl June, que conduziu a pesquisa. “Funcionou muito melhor que imaginávamos”.
 
“Além de terem uma grande capacidade de se reproduzirem, as células T infundidas são ‘serial killers’. Em média cada uma levou à morte de milhares de células do tumor e, ao todo, destruíram pelo menos cerca de 1 kg em cada paciente”, completou o pesquisador.
 
A nova técnica foi aplicada em três pacientes com leucemia linfoide crônica que já não tinham muitas opções de tratamento. Sem ela, eles seriam submetidos ao transplante de medula óssea, no qual o risco de morte é de pelo menos 20% e a chance de cura não supera os 50%.
 
Agora, a equipe planeja usar o mesmo procedimento em tumores parecidos, como o linfoma não Hodgkin e a leucemia linfoide aguda. Eles também querem experimentar o tratamento em crianças que não reagiram bem ao tratamento convencional. No futuro, a ideia é adaptar a técnica para combater cânceres no ovário e no pâncreas.
 
Cigarro causa mais doenças em mulheres que homens, diz estudo
Portal Terra 11 /08/2011
 
As mulheres que fumam têm 25% mais chances de sofrer doenças cardíacas do que os homens. São essas as conclusões de uma pesquisa que utilizou os dados de pouco menos de 2,4 milhões de pessoas com problemas cardíacos, realizada nos EUA por especialistas da Universidade de Minnesota e da Johhs Hopkins University, entre 1966 e 2010.
 
O estudo, publicado na revista médica especializada Lancet, afirma que as mulheres em média fumam menos cigarros por dia do que homens, mas acrescenta que ainda assim elas têm mais chances de sofrer doenças coronárias, o que se deveria a diferenças fisiológicas entre os dois sexos.
 
As mulheres, afirma a pesquisa, "possivelmente extraem uma maior quantidade de cancerígenos e outros agentes tóxicos a partir da mesma quantidade de cigarros que os homens".
 
A teoria das diferenças fisiológicas, afirmam os analistas envolvidos com a pesquisa, pode ser reforçada, por estudos anteriores que mostraram que as mulheres fumantes têm o dobro do risco de sofrer câncer de pulmão do que homens.
 
Os pesquisadores afirmam que a diferença no percentual da incidência de doenças coronárias entre homens e mulheres fumantes pode ser ainda maior do que a cifra de 25%, já que em muitos países o hábito de fumar entre mulheres é mais recente do que entre homens. O documento afirma que fumar é uma das principais causas de doenças coronárias em todo o mundo e "continuará sendo enquanto populações que até recentemente haviam escapado incólumes da epidemia do fumo passarem a fumar em níveis só vistos anteriormente em países de renda elevada".
 
O problema, afirmam os analistas, pode ser ainda mais agravado, já que "a popularidade do ato de fumar estaria aumentando entre mulheres jovens de países de renda baixa ou média". Entre as conclusões presentes na pesquisa está a de que autoridades governamentais devem criar políticas específicas para coibir o vício do fumo entre as mulheres.
 
Chocolate preto protege pele contra raios do sol, diz estudo
Veja online 15/08/2011
Leon Neal
 
Para os fanáticos por chocolate preto e pelo bronzeado, os dois prazeres não apenas são compatíveis como complementares, já que o primeiro pode atenuar os efeitos nocivos do segundo, segundo alguns pesquisadores canadenses, que realizam um estudo para comprovar sua tese.
 
Cientistas do Instituto de Nutracêuticos e Alimentos Funcionais (Inaf) da Universidade de Laval, no Quebec, buscam demonstrar que o consumo de chocolate preto permite suportar doses muito mais altas de radiação na pele.
 
Para isso, lançaram uma campanha para recrutar mulheres de pele clara de 25 a 65 anos, disse à AFP o principal pesquisador do estudo, Bruno Riverin.
 
Cerca de 30 já responderam à convocação e a expectativa é que outras 30 participem do estudo. Entre as primeiras, algumas já começaram a comer três quadrados de chocolate negro "autêntico" diariamente, e outras um placebo, e o farão durante 12 semanas.
O chocolate preto "autêntico", preparado de forma especial, é rico em polifenoles, compostos que se encontram no cacau e na formação de antioxidantes naturais. O chocolate de placebo, com um sabor muito semelhante, não contém polifenoles.
Nem as participantes nem os pesquisadores sabiam quem comeu qual chocolate, disse Riverin.
 
Durante as visitas periódicas ao laboratório, as mulheres receberão na parte de dentro de seu antebraço doses precisas de luz ultravioleta emitida por uma lâmpada pequena.
Segundo os pesquisadores, o experimento deve demonstrar que aquelas que comeram o chocolate com polifenoles suportarão doses muito mais altas de radiação em sua pele do que aquelas que tomaram placebo.
 
Estudos realizados na Alemanha e na Grã-Bretanha já deram pistas nesse sentido. No entanto, o número de participantes nesses estudos era relativamente pequeno: de 18 em um caso e de 30 no outro, disse Riverin.
 
Com a amostra de Quebec, a maior até agora, e que exclui os homens por ter um perfil hormonal mais homogêneo, se poderá confirmar o resultado das pesquisas prévias, uma notícia que sem dúvida alegrará os fabricantes de chocolate preto "autêntico".

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