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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/08/2011

Tintura de cabelo na gravidez aumenta leucemia em bebês

20/07/2011 – Terra

Tintura de cabelo na gravidez aumenta risco de bebê ter leucemia Um estudo realizado e publicado no site da Escola Nacional de Saúde Pública em parceria com o Instituto Nacional de Câncer conclui que usar tinturas durante a gravidez pode aumentar as chances de o bebê desenvolver leucemia até os dois anos de idade. A pesquisa foi feita pelo biólogo Arnaldo Couto que comprovou um risco de duas a três vezes maior em gestantes que se expuseram aos cosméticos durante o 1º e o 2º trimestres da gravidez.

Foram escolhidas crianças menores de dois anos diagnosticadas com leucemia de todas as regiões do Brasil, exceto o Norte. Em entrevista ao site, Arnaldo diz que a associação entre os casos de câncer e o uso tintura de cabelo já vem sendo analisada desde o fim da década de 70, mas as pesquisas eram desenvolvidas para as pessoas mais velhas, já que o hábito de pintar os cabelos era realizado por pessoas de uma determinada idade, mas hoje em dia, o uso da tintura de cabelo é algo comum, principalmente entre adolescentes.

"É importante ressaltar que trabalhamos com o possível risco de leucemia no lactente, ocorrida a partir da exposição da mãe durante a gravidez. Os órgãos de vigilância dos cosméticos devem trazer essas informações mais completas para as usuárias. Nosso trabalho sugere ainda que haja um aumento na estimativa de risco, e isso revela a importância das agências reguladoras verificarem a composição química dos produtos, já que algumas substâncias presentes já são definidas como cancerígenas", explica o biólogo.

http://saude.terra.com.br/noticias/0,,OI5252539-EI16561,00-Tintura+de+cabelo+na+gravidez+aumenta+leucemia+em+bebes.html

 

Rio recebe rede de institutos contra o câncer da América do Sul

26/07/2011- Agência Saúde

Fruto do esforço do Ministério da Saúde em fortalecer a prevenção e o controle do câncer entre os países-membros da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), o Instituto Nacional de Câncer - José Alencar Gomes da Silva (INCA) inicia, a partir das 9h desta terça-feira, dia 26, as atividades da recém-instituída Rede de Institutos Nacionais de Câncer (RINC). O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, abrirá o encontro - na sede do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Pró ISAGS) -, que contará com a participação de representantes dos 12 países da UNASUL em torno de temas prioritários para a região.

Através do INCA/MS, o Brasil vai desempenhar o papel de coordenador da Rede, que terá como principal missão viabilizar programas governamentais de controle de câncer na América do Sul por intermédio da articulação entre institutos oncológicos de cada país. De acordo com o relatório World Câncer, da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), só na América Latina e no Caribe, o número de mortes pela doença chegou a 589 mil, em 2008, e a estimativa é de aumento nos próximos anos.

Uma das principais ações neste início das atividades da RINC é o intercâmbio conjunto para o desenvolvimento de indicadores (de registro de base populacional e hospitalar) sobre a doença e considerados vitais para a criação de estratégias de controle do câncer.

Instituída em 2010, a RINC também é um desdobramento dos acordos de cooperação da Aliança da América Latina e Caribe para o Controle do Câncer – entidade criada em 2007 reunindo comunidade técnica (não governamental) para troca de experiências entre países. Nos últimos anos, a Aliança alcançou resultados positivos, como a instalação dos Bancos de Tumores da América Latina e Caribe, a melhoria na qualidade dos registros de câncer dos países participantes, o aprimoramento da qualidade na área de radioterapia, além do incentivo à formação da Rede Estados Unidos e América Latina para Pesquisa do Câncer (US-LA CRN), em 2009.

O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini, que será o Coordenador da Secretaria-Executiva da RINC, reafirma o valor que a rede agrega na política de atenção oncológica de países como a Argentina, Chile, Cuba, Equador e México, entre outros.

“A troca de informações sobre o controle e a prevenção do câncer dá novos caminhos para os gestores desses países no combate a doença. O Brasil vem se destacando na política de atenção oncológica, e o INCA será voz de apoio constante na formação dessa rede integrada contra o câncer na América Latina”, diz. O presidente da União Internacional Contra o Câncer (UICC) – a principal entidade para mobilização para políticas de controle do câncer –, Eduardo Casap, estará presente no encontro da RINC.

http://www.jornaldiadia.com.br/jdd/cs/66054--rio-recebe-rede-de-institutos-contra-o-cancer-da-america-do-sul-

 

Estudo prevê novo tratamento contra câncer de estômago

19/07/2011 – AFP

Um tratamento triplo testado na América Latina para erradicar a bactéria H.pylori, causadora do câncer de estômago, apresentou resultados melhores do que outros tratamentos mais recentes testados na Europa, segundo um estudo médico.

A análise, publicada pela revista médica britânica The Lancet, foi realizada em sete centros - de Chile, Colômbia, Costa Rica, Honduras, Nicarágua e dois do México - com 1.463 pessoas de idades compreendidas entre 21 e 65 anos e portadoras da bactéria Helicobacter pylori (H.pylori), que é detectada por testes respiratórios.

Esta bactéria é a principal causadora de câncer de estômago no mundo, sendo responsável por 60% dos casos, disseram os autores do estudo.

A maioria dos 750.000 a um milhão de mortos anuais por câncer gástrico é registrada na América Latina e Ásia, disse o estudo.

Segundo os autores, os resultados registrados na América Latina diferem dos observados na Europa e em certas populações asiáticas. "Por isso, a eficácia do tratamento para erradicar a bactéria H.pylori pode não ser a mesma em todas as regiões", disseram os pesquisadores.

Os participantes do estudo receberam diferentes modos de tratamento escolhidos aleatoriamente.

Assim, 488 pacientes receberam 14 dias da tripla terapia padrão, que inclui um medicamento contra a acidez gástrica (lansoprazola) e dois antibióticos (amoxicilina e claritromicina).

Os outros dois grupos receberam terapias que utilizavam quatro e até cinco medicamentos diferentes.

O tratamento de 489 pacientes consistiu em cinco dias de lansoprazol, amoxicilina e claritromicina, além de metronidazol (terapia concomitante). O último grupo de pacientes recebeu cinco dias de lansoprazol e amoxicilina e depois mais cinco dias de lansoprazol, claritromicina e metronidazol (terapia sequencial).

Contudo, um grupo de médicos brasileiros criticou a pesquisa através de um comentário que acompanha o artigo, por considerar que é necessário realizar investigações complementareas antes de anunciar a "erradicação em massa" da bactéria.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gKX-d5xlWpsFBI1ULJRtGBDKgP5Q?docId=CNG.7c0fb33db801b2ad6000de113199c45a.711

 

Brasileiros desenvolvem técnica de exame de próstata menos invasiva

Descoberta de pesquisadores de São José dos Campos pode ajudar a combater o câncer de próstata, que é o que mais atinge os brasileiros

Da Redação do G1

Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma tecnologia que permite detectar o câncer de próstata de uma forma menos invasiva, mais eficaz. A prevenção, claro, é muito importante, mas por causa do medo e do preconceito, só 32% fazem o exame preventivo. A descoberta dos pesquisadores de São José dos Campos pode ajudar a combater esse tipo de câncer, que é o que mais atinge os brasileiros.
Pesquisadores de São José dos Campos desenvolveram uma nova tecnologia que vai permitir o diagnóstico da doença com um exame menos invasivo. Através de raio laser, será possível descobrir se as células localizadas na próstata são cancerígenas ou não. Basta uma pequena amostra de sangue ou de esperma.
A vantagem do exame é que, além de indicar se o paciente tem câncer, ele vai mostrar em que estágio está a doença. O resultado sai na hora. Atualmente isso só é possível com uma biopsia. “O que nós estamos tentando fazer é caracterizar o tecido de uma maneira não invasiva, quer dizer, o paciente teria na hora, em tempo real, o que está acontecendo com a sua próstata e isso permitirá um tratamento muito mais eficaz”, explica o pesquisador Marcos Tadeu Tavares.
Dentro de um ano, o método poderá ser usado por médicos e laboratórios. Mas até que essa tecnologia chegue ao mercado, os exames disponíveis atualmente continuam sendo a melhor forma de prevenção. "Tudo evolui. Não sou contra a evolução, mas a coisa tem de ser cientificamente comprovada para poder parar e largar os parâmetros que temos hoje e que são uma grande arma pra salvar vidas", lembra o médico urologista Wanderley Fernandes.
Segundo o Ministério da Saúde, só em 2010 foram registrados 52 mil novos casos da doença no Brasil. Depois dos 50 anos, um a cada seis pode ter a doença.

 

Estudo: alergias de contato podem proteger contra o câncer
Terra - 18 de julho de 2011

As alergias de contato incomodam e podem até doer, mas um novo estudo sugere que elas podem realmente ser úteis. Segundo a pesquisa divulgada no site Live Science, o sistema imunológico de pessoas com alergias pode estar mais preparados para se proteger contra algumas formas de câncer, como o de mama e o de pele (com exceção do melanoma).

Os cientistas testaram quase 17 mil adultos dinamarqueses, entre 1984 e 2008, para verificar se tinham alergias de contato - quando ocorre uma reação alérgica devido ao contato direto com produtos químicos, como acetona e metais comuns (por exemplo, o níquel e o cobalto). As pessoas com alergias de contato normalmente desenvolvem uma erupções nas áreas tocadas pelas substâncias no prazo de 24 horas.

A pesquisa mostrou que cerca de um terço dos participantes testados possuem ao menos um tipo de alergia de contato. As mulheres são mais propensas ao teste positivo, sendo que 41% das testadas apresentaram reação alérgica. Nos homens somente 26% manifestaram a alergia. A estimativa dos cientistas é que cerca de 20% da população da Dinamarca possui alergias de contato.

Estudiosos do Centro Nacional de Pesquisa em Alergia do Gentofte Hospital Universitário de Copenhague, em Hellerup, examinaram casos de câncer entre os participantes do estudo a longo prazo e os resultados mostraram que homens e mulheres com alergias de contato tiveram taxas significativamente menores de câncer de mama e de pele. O estudo também mostrou que as mulheres com alergias tiveram menores taxas de câncer no cérebro, se comparado a mulheres sem alergias, no entanto, o dado não foi estatisticamente significativo.

Contudo, os pesquisadores descobriram também que homens e mulheres com alergias de contato tiveram maiores taxas de câncer de bexiga, o que "poderia ser devido ao acúmulo de metabólitos químicos na bexiga", informa o estudo.

As taxas mais baixas de câncer de mama, cérebro e de pele entre pessoas com alergias de contato podem ser consequência de um sistema imune. Segundo os pesquisadores, os resultados sustentam a hipótese da vigilância imunológica - a teoria de que indivíduos com hiperimunidade têm como efeito colateral as alergias. Seria a hiperimunidade que poderia proteger contra alguns tipos de câncer, de acordo com os cientistas.

Os pesquisadores advertem que a pesquisa mostra uma correlação entre as alergias de contato e taxas menores de alguns tipos de câncer, mas isso não significa que uma coisa seja causadora da outra.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5248493-EI8147,00-Estudo+alergias+de+contato+podem+proteger+contra+o+cancer.html

 

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