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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 15/07/2011

Homens são mais propensos a ter câncer do que mulheres

Época - 14/07/2011

O câncer atinge mais homens do que mulheres, afirma um estudo da American Cancer Society. Segundo a análise, feita com 36 tipos diferentes de câncer que afetam ambos os sexos, mais homens foram diagnosticados e morreram da doença do que mulheres. 

O estudo levantou dados dos casos de câncer entre 1977 e 2006 nos Estados Unidos. Leucemia, câncer de cólon e reto, pâncreas e fígado mataram até duas vezes mais homens do que mulheres. Além disso, o câncer de pulmão matou quase duas vezes e meia mais homens durante o período do que mulheres. 

Segundo os pesquisadores, mais homens morreram porque a quantidade de homens diagnosticados é maior, mas uma vez diagnosticado, a taxa de mortalidade do câncer é praticamente a mesma. A grande questão é saber porque homens desenvolvem câncer em porcentagens maiores do que mulheres. 

O motivo dessa diferença ainda não está claro, mas segundo o líder do estudo, Michael Cook, parte dela pode ser explicada pelo estilo de vida, já que homens costumam se expor mais a situações de risco, como fumar e beber. Doenças relacionadas a prática do fumo, como câncer de boca e garganta, atingiram cinco vezes mais homens do que mulheres, por exemplo. 

Além disso, mulheres cuidam mais da saúde e fazem exames com maior frequência, o que ajuda a diagnosticar mais cedo a doença. Diagnosticar o câncer em etapas iniciais é crucial para tratar a doença. Cook ressalta, entretanto, que o estilo de vida não é o único fator, e diferenças hormonais ou de metabolismo podem estar relacionadas. "Se pudermos identificar as causas da diferença entre os sexos na incidência e mortalidade por câncer, ações preventivas poderiam reduzir a quantidade de casos em homens e mulheres", diz Cook.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI249161-15257,00-HOMENS+SAO+MAIS+PROPENSOS+A+TER+CANCER+DO+QUE+MULHERES.html

Pesquisa mostra que 25% dos operados com câncer têm menos de 50 anos


Estadão - 13/07/2011

São Paulo, 13 - Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, apontou que 25% dos pacientes oncológicos operados na unidade têm menos de 50 anos. O estudo mostra ainda que, do total de cirurgias oncológicas, a maioria é em mulheres, somando 51,5%. Na análise exclusiva dos que tem até 49 anos, o público feminino também é maioria, representando 64% dos casos.

De acordo com o levantamento, a principal especialidade cirúrgica utilizada é a urologia, responsável por 28% de todos os procedimentos realizados. Em seguida, estão as especialidades de cabeça e pescoço (11%), aparelho digestivo (8,5%), ginecologia (8,5%), mastologia (7%), toráxica (5%) e ortopédica (2%). Além disso, cirurgias plásticas reparadoras são responsáveis por 8% dos procedimentos cirúrgicos.

O estudo mostra ainda que 30% dos pacientes submetidos a uma cirurgia de câncer têm mais de 70 anos; 27% têm entre 60 e 69 anos; e 24% tem entre 50 e 59 anos. Considerados jovens, os pacientes com menos de 50 anos somam 25% de todos os operados. A maior parte deles está concentrada na faixa etária de 40 a 49 anos (14%), seguida por aqueles que têm entre 30 e 39 anos (6%). Pacientes com idade entre 20 e 29 anos correspondem a 4% dos que foram submetidos à cirurgia e os que têm até 19 anos representam 2% dos operados.

"Esse levantamento mostra claramente que a ideia de que o câncer afeta somente os pacientes mais velhos está errada. É um número expressivo e por isso é sempre muito importante que as pessoas, independente da idade, façam os exames de rotina regularmente e procurem o médico de sua confiança sempre que notarem alguma anormalidade com a saúde", alerta o oncologista e diretor Geral do Icesp, Paulo Hoff. 

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pesquisa-mostra-que-25-dos-operados-com-cancer-tem-menos-de-50-anos,744489,0.htm

Novo estudo reforça tese de que celular não aumenta risco de tumor no cérebro

 

O Globo – 14/07/2011


RIO - Pessoas que usaram celular por mais de uma década não parecem formar um grupo de risco maior de desenvolver um tipo de tumor não-cancerígeno no cérebro, sugere um amplo estudo. Analisando dados de mais de 2,8 milhões de dinamarqueses, pesquisadores descobriram que aqueles que usaram o aparelho por um período de 11 a 15 anos não eram mais propensos que os novos usuários ou não usuários a desenvolver um neuroma acústico.

 

Neuroma acústico, também conhecido como schwanoma vestibular, são tumores não-cancerígenos, de lento desenvolvimento e que se formam no principal nervo que sai do ouvido para o cérebro. Pode causar sintomas como zumbido nos ouvidos, tontura e problemas de equilíbrio. Num número pequeno de casos, pode crescer o suficiente para pressionar o cérebro e deixar o paciente sob risco.

 

Apesar de não serem cancerígenos, os neuromas acústicos são considerados importantes no contínuo debate sobre se celulares oferecem risco de câncer.

- O interessante é que o neuroma acústico se desenvolve na mesma região do cérebro onde a maior parte da energia emitida por celulares é absorvida, comparado a outras áreas - explicou Joachim Schuz, da Agência Internacional para Pesquisa de Câncer, da Organização Mundial da Saúde, e que liderou o estudo.

 

De qualquer maneira, a descoberta não é a palavra final sobre a relação entre celular e neuroma acústico. Um problema, de acordo com Schuz, é que este tipo de tumor costuma crescer muito lentamente, e anos podem ser passar entre a pessoa apresentar os primeiros sintomas e ser diagnosticada.

 

- Como a maioria das pessoas começou a usar os aparelhos a partir dos anos 90, temos no máximo 15 anos de observação - o que talvez não seja tempo suficiente para ver um efeito, se houver algum - disse o pesquisador.

 

Um dos problemas dos estudos sobre os efeitos dos aparelhos celulares para a saúde é que eles só conseguem provar, ou não detectar, uma relação entre o uso do dispositivo e tumores no cérebro. Não há como provar uma relação de causa e efeito.


http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/07/14/novo-estudo-reforca-tese-de-que-celular-nao-aumenta-risco-de-tumor-no-cerebro-924905314.asp#ixzz1SBNRcseU  

Ministério amplia idade para exames de câncer de colo de útero


G1 – 09/07/2011

Estimativas mostram que a cada ano, o câncer de colo do útero atinge quase 18,5 mil mulheres, no Brasil. Essa é a segunda causa de morte por câncer, atrás apenas do tumor de mama. Como a expectativa de vida da população tem aumentado, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária das mulheres que devem ser submetidas a exames preventivos. Antes era dos 25 aos 59 anos, e agora, a faixa etária vai dos 25 aos 64 anos.

 

No Brasil, morrem por ano, cerca de 4,8 mil mulheres vítimas de câncer do colo do útero e surgem quase 18,5 mil novos casos, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer.

 

Segundo o ginecologista oncológico Humberto Bittencourt, quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura.

 

Na rede pública, os exames preventivos de câncer do colo do útero são oferecidos nos centros de saúde. O mais conhecido é chamado de papanicolau e deve ser feito pela mulheres, uma vez por ano. É indicado para todas com vida sexual ativa. E os médicos alertam para a importância da prevenção.

 

http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/07/ministerio-amplia-idade-para-exames-de-cancer-de-colo-de-utero.html

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