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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/07/2011

Scanner supera radiografia na detecção de câncer de pulmão

Terra – 29/06/2011

A detecção por scanner do câncer de pulmão permite reduzir em 20% os óbitos entre fumantes e ex-fumantes em relação ao uso da radiografia, revela um estudo publicado nesta quarta-feira no New England Journal of Medicine. O estudo clínico, iniciado em 2002 nos Estados Unidos, examinou 53.454 homens e mulheres com entre 55 e 74 anos que fumaram ao menos 30 pacotes de cigarros ao ano.

O objetivo da investigação era comparar a diferença na taxa de mortalidade entre as pessoas submetidas várias vezes ao ano a scanners e a radiografias. "Os resultados confirmam que a detecção por scanner pode reduzir o número de mortes provocadas por câncer de pulmão", que mata anualmente mais de 150 mil americanos, disse a doutora Denise Aberle, da Universidade da Califórnia.

O estudo aprofunda dados já publicados em novembro de 2010 e que mostravam a maior eficiência do scanner na detecção do câncer de pulmão. "Esta pesquisa servirá de orientação para uma política de saúde pública sobre a detecção do câncer de pulmão nos próximos anos", destacou Aberle.

Os participantes do estudo foram escolhidos de forma aleatória para três exames anuais de prevenção do câncer de pulmão, metade por scanner e metade por radiografia. O scanner permite obter imagens de várias "partes" do pulmão, enquanto o paciente segura a respiração por mais de sete segundos.

A radiografia exige apenas que o paciente segure a respiração durante poucos segundos, e revela uma única imagem, que não permite diferenciar todas as estruturas anatômicas pulmonares e detectar um tumor em fase inicial.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5213509-EI238,00-Scanner+supera+radiografia+na+deteccao+de+cancer+de+pulmao.html

Acordo entre Brasil e China prevê criação e produção de vacinas Imunizações serão desenvolvidas para tuberculose e câncer de próstata.
Troca de tecnologia envolve fármacos que ainda passam por testes clínicos.

G1 – 28/06/2011

O acordo firmado entre uma empresa brasileira com a China e o Canadá tem o objetivo de criar e produzir vacinas contra a tuberculose e para aumentar a sobrevida de pacientes com câncer.

O pacto foi feito durante uma convenção de biotecnologia realizada nesta semana na capital norte-americana. Durante entrevista ao G1, Fernando Kreutz, presidente da empresa responsável pelo intercâmbio da tecnologia, afirmou que o acordo vai permitir a exportação de tecnologia para o Canadá (vacina terapêutica contra câncer de próstata) e permitir o desenvolvimento e futura fabricação de imunizações com a China (tuberculose).

Ambas as vacinas não estão prontas e passam por estudos científicos para comprovação da eficiência, prática comum para a aprovação de medicamentos e vacinas por parte dos órgãos fiscalizadores governamentais.

Intercâmbio tecnológico
A imunização padrão para tuberculose no Brasil é a vacina BCG, disponível na rede pública e produzida em solo nacional. A nova vacina a ser desenvolvida pela parceria sino-brasileira servirá, a princípio, como um complemento da BCG. "Por enquanto, nós temos estudos pré-clínicos", lembra Kreutz. "Mas o objetivo não é substituir a vacina atual, mas aumentar o raio de ação dela combinando outro tipo de biofármaco."

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a BCG é produzida com versões "atenuadas" dos bacilos responsáveis pela tuberculose. Ela pode ser administrada em pacientes soropositivos, mas não é recomendada a pessoas que já tenham desenvolvido a infecção causada pelo vírus da Aids.

Já as vacinas para combate ao câncer são mais recentes. A primeira delas, para tratar câncer de próstata, foi aprovada pelo FDA - órgão do governo norte-americano responsável por controlar alimentos e remédios no país - apenas em 2010. Para Kreutz, após a desconfiança inicial, o objetivo agora é produzir uma versão mais competitiva da vacina.

"Está completamente comprovada a eficiência de outras versões da vacina. Ela pode aumentar a sobrevida dos pacientes, amenizar os sintomas", explica.

Os estudos clínicos de fase 2 foram feitos em 146 pessoas. Segundo Kreutz, 37% dos participantes apresentou queda em um marcador para a evolução de um câncer chamado antígeno prostático específico (PSA, na sigla em inglês). O teste de PSA permite saber se um câncer de próstata está crescendo ou estável.

A vacina é produzida a partir do material colhido no próprio corpo do paciente. Após o "cultivo" das células cancerígenas em laboratório, o material é administrado na pessoa com a doença. No final, o sistema de defesa passa a reconhecer a ameaça e passa atacar as células que antes não eram detectadas como nocivas ao organismo.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/acordo-entre-brasil-e-china-preve-criacao-e-producao-de-vacinas.html

Médicos pedem menos tomografias para evitar radiaçãoCorreio do Estado – 27/06/2011

A tomografia pode ser uma potencializadora de cânceres. Segundo estudos recentes que apontaram 2% de incidência da doença em pessoas que se expunham constantemente as radiações da tomografia computadorizada.

Médicos brasileiros estão reduzindo os pedidos de tomografia e substituindo o exame por outros que não emitem radiação ionizante, como o ultrassom e a ressonância magnética.

A iniciativa foi confirmada pelo CBR (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem). Também está em discussão na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a revisão de uma portaria de 1995 que regulamentou a radiologia no Brasil.

A nova versão do documento vai estabelecer o limite de radiação que os pacientes devem receber em um exame radiológico.

A radiação ionizante pode causar morte celular, e a probabilidade de câncer é proporcional à dose recebida.

Hoje não há um limite estabelecido de quantos exames uma pessoa pode fazer para estar segura. A orientação é quanto menos, melhor.

Estudos apontam que o risco de câncer aumenta quando a exposição à radiação, que é cumulativa, passa de 40 millisieverts (mSv).

Em uma tomografia computadorizada de abdome, por exemplo, o paciente se expõe de 2 mSv a 10 mSv de radiação ionizante. Se for obeso, a dose chega a ser o dobro.

A preocupação cresceu porque, nos últimos anos, a tomografia passou a ser um dos exames mais pedidos pelos médicos e, muitas vezes, sem necessidade.

Nos EUA, ela responde por 50% de toda radiação recebida em exames. Estima-se que até 40% dos exames feitos por ano sejam desnecessários. No Brasil, não há estimativas do tipo, mas estudos mostram situação parecida.

Ultrassom

Para o radiologista Fernando Alves Moreira, especialista em tomografia e porta-voz do CBR, o comportamento dos médicos brasileiros começa a mudar.

"Como a tomografia tem uma resolução melhor e consegue pegar alterações menores, o pessoal pedia mais. Agora, com a preocupação da radiação, já se intercala com ultrassom ou ressonância."

O urologista Miguel Srougi, professor titular da USP, é um dos que mudaram de conduta, passando a limitar os pedidos de tomografia computadorizada no seguimento de pacientes oncológicos.

Antes, ele solicitava uma tomografia a cada quatro meses nos casos de tumores de bexiga, por exemplo. Agora, intercala o exame com o ultrassom. "Se der alguma anormalidade, aí peço a tomografia. Diante das novas evidências, deve ser usada com cautela."

O oncologista Paulo Hoff, diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, diz que há mudanças também no acompanhamento do câncer de testículo.

"O exame deve ser feito para complementar uma hipótese clínica, nunca para avaliar se há um câncer quando não existe outra indicação de que isso esteja acontecendo."

Restrição em crianças

Estudos mostram que uma tomografia computadorizada em uma pessoa de 25 anos aumenta o risco de câncer em 0,6%, em relação a quem nunca tenha feito o exame.
Moreira diz que, em crianças, o bom senso em limitar exames deve ser ainda maior.

Já existe um movimento mundial neste sentido. Para crianças com doenças pulmonares crônicas, já se discute dispensar algumas fases do protocolo do tratamento (que prevê exames periódicos para análise da doença) para evitar o excesso de radiação.

http://www.correiodoestado.com.br/noticias/medicos-pedem-menos-tomografias-para-evitar-radiacao_115804/

Proteína pode se tornar nova arma contra câncer de mama Cientistas conseguiram, pela 1ª vez, isolar e entender o funcionamento da Runx3, um importante supressor do crescimento de tumores mamários

Veja – 27/06/2011

Cientistas americanos conseguiram, pela primeira vez, identificar e compreender o funcionamento de uma proteína capaz de reduzir as chances de desenvolvimento de tumores de mama. De acordo com reportagem publicada no periódico especializado Oncogene , pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, conseguiram reverter o crescimento do tumor apenas regulando os níveis da substância no tecido mamário.

Batizada de Runx3, a proteína já era conhecida como um potente supressor do crescimento do câncer de mama. Não se sabia, no entanto, qual era seu mecanismo de ação. Na pesquisa, o grupo coordenado por Lin-Feng Chen, professor da Universidade de Illinois, descobriu que uma quantia significativa de camundongos sem um dos dois genes Runx3 desenvolveu espontaneamente tumor na glândula mamária após 14 ou 15 meses de vida — o equivalente à faixa etária entre 40 e 50 anos em humanos.

“Descobrimos tumores mamários em desenvolvimento em cerca de 20% dos camundongos que não tinham um dos genes Runx3”, diz Chen. Nenhum dos animais que tinha as duas cópias do gene, no entanto, desenvolveu o tumor. Assim, a equipe já tinha indícios de que a ausência de um dos dois genes Runx3 estava relacionada ao desenvolvimento do câncer. Os pesquisadores descobriram ainda que o receptor alfa de estrogênio (ER-alfa), um dos envolvidos no desenvolvimento do câncer de mama, aparecia em excesso no tecido dos tumores dos camundongos. O ER-alfa é abundante em cerca de 75% dos casos humanos de câncer de mama - o excesso da substância é especialmente perigoso nesses casos porque o ER-alfa aumenta a proliferação das células cancerígenas e também a resistência do tumor aos tratamentos.

Quando o Runx3 que estava inativo foi reintroduzido no organismo em regiões onde havia ER-alfa em excesso, o gene conseguiu suprimir o crescimento das células cancerígenas, além de inibir o potencial de formação de tumores nos camundongos. “Ao regular os níveis celulares de ER-alfa, o Runx3 controla a resposta celular ao estrogênio circulante. Assim, a proteína desempenha um papel importante na inibição do câncer de mama”, diz Chen.

Para o cientista, o estudo abre portas para a criação de novos tratamentos e medicamentos contra o câncer. Uma ideia, segundo o pesquisador, seria o desenvolvimento de testes para medir os níveis de Runx3 nos tecidos mamários. “Já se sabe que o Runx3 está inativo nos primeiros estágios do câncer de mama. Esse gene poderia funcionar como um biomarcador dos estágios da doença”, diz.

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cientistas-descobrem-como-age-proteina-que-evita-o-cancer-de-mama

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