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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mída sobre câncer - 15/06/2011

Formol pode causar câncer nas vias respiratórias

O Dia – 14/06/2011

Rio - A busca por cabelos lisos pode acabar de forma trágica e dolorosa. O formol — usado ilegalmente no Brasil como alisante em escovas progressivas e outros tratamentos capilares — é cancerígeno. Ou seja, é capaz de alterar as células e levar à formação de tumores, principalmente nas vias respiratórias (áreas da garganta e nariz). O alerta foi feito ontem pelo FDA, órgão americano que regulamenta remédios e alimentos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), clientes e cabeleireiros que usam formol correm risco de desenvolver a doença. “O câncer precisa de um agente indutor e o formol é comprovadamente cancerígeno. A principal via de absorção é através da respiração”, explica Ubirani Otero, chefe da área de câncer ocupacional do Inca.

De acordo com ela, alguém que se submete ao alisamento com formol uma vez pode desenvolver este tipo de câncer até 20 anos depois. “Depende de diversos fatores, como a frequência de exposição, a intensidade e a suscetibilidade de cada um”, diz, acrescentando que há evidências de câncer de nasofaringe por uso de formol, além de estudos que relacionam a substância a tumores de pulmão e leucemias.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso do formol é permitido em cosméticos como conservante, na concentração de 0,2% — cerca de 4 gotas em cada 100 ml de cosmético. “Mas cabeleireiros adicionam formol em produtos prontos. E ninguém, nem eles, têm controle da quantidade colocada. Certamente é muito maior do que a permitida, que não é capaz de alisar”, diz Érica França, especialista em cosméticos da Anvisa. A informação é confirmada por cabelereiros. “Eu colocava uma tampinha (de álcool) de formol em cada 100 ml. Menos que isso não alisa o cabelo”, afirma uma profissional.

Profissionais de salões são os que correm mais perigo

Os clientes que se submetem ao alisamento com formol não são os únicos que correm risco de desenvolver câncer devido ao produto. Profissionais de salões de beleza são ainda mais expostos ao risco, de acordo com a médica Ubirani Otero, do Inca.

“Os profissionais, que aplicam o produto em diversos clientes, aspiram o vapor com mais frequência. Esse é um problema de saúde pública importante, principalmente no Brasil, que está adotando a cultura do cabelo liso. Clientes e profissionais correm risco”, alerta Ubirani, acrescentando que geralmente os locais são fechados e o cheiro do produto fica impregnado.

A médica faz um alerta às mães para que não submetam seus filhos ao risco. “Muita levam crianças e dizem que elas aguentam o cheiro. É um crime. Essa criança corre risco de ter câncer ainda mais cedo do que os demais, já que a exposição foi mais cedo”.

A adição de formol em produtos é crime sujeito a punição de 15 anos de prisão.

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/6/formol_pode_causar_cancer_nas_vias_respiratorias_171070.html

Novo tratamento prolonga a vida de pacientes com melanoma avançado

Novidade foi divulgada em congresso sobre câncer realizado nos EUA.

Mutação em gene é chave para a técnica.

G1 – 06/06/2011

Da France Presse- Um novo tratamento contra melanoma - um tipo de câncer de pele - avançado que reduziu os tumores de forma significativa e aumentou o tempo de vida dos pacientes foi divulgado no domingo (5) no jornal New England Journal of Medicine. A técnica age pela inibição de um gene ligado à metade dos casos da doença.

O tratamento experimental de um laboratório suíço, por meio de comprimidos chamados PLX4032 (vemurafenib), neutraliza o gene mutante BRAF, presente em aproximadamente metade dos melanomas. Esta terapia impede que o gene produza uma proteína que tem um papel chave no desenvolvimento do câncer, para o qual até hoje não havia um tratamento eficaz.

"Os resultados obtidos a partir de um teste clínico de fase 3 comparando o PLX4032 com a quimioterapia apontam realmente um grande avanço no tratamento do melanoma", disse o médico Paul Chapman, do centro de câncer Memorial Sloan-Kettering em Nova York e autor do estudo.


A pesquisa foi apresentada na 47ª conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, na sigla em inglês), a maior conferência mundial de oncologia, realizada entre os dias 4 e 8 de junho na cidade de Chicago.


"Este é o primeiro tratamento eficaz para o melanoma dirigido a pacientes portadores de mutações genéticas específicas no tumor e poderá ser uma das duas únicas terapias para prolongar a sobrevivência dos pacientes com um melanoma avançado", destaca Chapman.

Participaram da pesquisa 675 pacientes com um melanoma metastásico não atendido anteriormente e portadores de mutações do gene BRAF. A metade dos pacientes foi tratada com o vemurafenib e a outra metade, com quimioterapia convencional, a dacarbazina.

Uma análise dos resultados depois de um período médio de três meses mostrou que o vemurafenib reduziu o risco de morte dos pacientes em 63% em comparação com os que receberam quimioterapia.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/novo-tratamento-prolonga-vida-de-pacientes-com-melanoma-avancado.html

Descoberta diminui risco de câncer em células-tronco induzidas

G1 – 09/06/2011

Pesquisadores da Universidade de Kyoto, no Japão, desenvolveram um novo sistema para criar células-tronco artificiais que reduz o risco de se elas tornarem cancerígenas, informou o jornal econômico local "Nikkei".

A descoberta, que será publicada na revista científica "Nature", abre novas perspectivas na medicina regenerativa ao reduzir o que atualmente representa um dos maiores riscos do uso das células-tronco artificiais neste campo.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisadores que inclui Shinya Yamanaka, médico especialista em cirurgia ortopédica, em colaboração com o Instituto Nacional de Ciência Industrial e Tecnologia Avançada (AIST) do Japão.


Em 2006, Yamanaka conseguiu gerar as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas -- ou células iPS (na sigla em inglês) -- que possuem a capacidade de se transformar em qualquer tipo celular especializado, uma descoberta que lhe valeu vários reconhecimentos, entre eles o prestigioso Prêmio Shaw.


Até a divulgação do trabalho de Yamanaka, os pesquisadores achavam que esta habilidade era exclusiva das células-tronco embrionárias. O problema, no entanto, era que as células iPS tornavam-se cancerígenas em muitas situações após se desenvolverem em diferentes tipos de tecidos, o que representava um empecilho para seu uso na medicina regenerativa.

A nova descoberta foi feita depois que os cientistas revisaram mais de 1,4 mil genes com a ajuda da base de dados do AIST para substituir o fator que associava as células iPS ao câncer.


Dessa forma, eles encontraram o chamado Glis1, definido pelo próprio Yamanaka como "o gene mágico", que significará, em suas palavras, "um grande passo adiante para as aplicações clínicas". Além de reduzir o risco de câncer, o Glis1 pode gerar células iPS de um modo dez vezes mais eficiente que antes.


Os cientistas acreditam que as células iPS possam se desenvolver em tecidos humanos e órgãos, o que daria um grande impulso à ciência regenerativa. No entanto, os pesquisadores indicaram que, embora o risco diminua, outros genes que intervêm no processo podem provocar câncer. Por isso, as pesquisas que buscam reduzir tais riscos devem continuar.

Hipnose pode ajudar anestesia local em cirurgias de câncer e tireóide

G1 – 13/06/2011

Uma combinação de hipnose e anestesia local para determinados tipos de cirurgia pode ajudar na cura de pacientes e reduzir tanto o uso de medicamentos quanto o tempo de internação em hospitais. Esse é o resultado de um estudo belga apresentado no domingo (12) durante o congresso anual da Sociedade Europeia de Anestesiologia, em Amsterdã, na Holanda.

Os cientistas avaliaram o impacto do emprego de anestesia local e hipnose em operações de certos tipos de câncer de mama e tireoidectomia (remoção total ou parcial da glândula tireoide). A técnica também pode evitar a recorrência de tumores e metástases.


A redução da percepção da dor e o conforto do paciente são garantidos, de acordo com a professora Fabienne Roelants, que liderou o trabalho ao lado da dra. Christine Watremez, ambas da Clínica Universitária Saint-Luc, em Bruxelas, que faz um quarto das operações de mama e um terço das de tireoide por esse método.

Para hipnotizar o paciente, um hipnoterapeuta deve conversar com ele durante o procedimento e evitar comandos negativos, com os quais o inconsciente pode não saber lidar. O cirurgião, por sua vez, precisa ser suave, evitar movimentos bruscos e ser capaz de manter a calma em todas as circunstâncias.

No primeiro estudo belga, 18 entre 78 mulheres usaram a hipnose em uma série de operações de câncer de mama, enquanto as demais receberam anestesia geral. Apesar de as pacientes hipnotizadas terem passado alguns minutos a mais na sala de cirurgia, o uso de drogas nesse grupo diminuiu, assim como o tempo de recuperação e internação.

Na tireoidectomia, os cientistas compararam os resultados de 18 pacientes do grupo de hipnose e anestesia local com os de 36 que receberam anestesia geral. Ambos fizeram videolaparoscopia, um procedimento minimamente invasivo, e mais uma vez o uso de remédios na recuperação e a permanência hospitalar foram muito reduzidos no primeiro grupo.

A hipnose é um estado alterado de consciência que se baseia na focalização do olhar em determinado ponto, no relaxamento muscular progressivo ou na recuperação de uma memória agradável. O fato de ela funcionar em casos médicos tem sido demonstrado por vários estudos, inclusive por imagens do cérebro em tomografias por emissão de pósitrons (PET) e ressonâncias magnéticas.


O modo exato como esse processo ocorre ainda é discutido. Alguns pesquisadores acreditam que ela impede que as informações cheguem às regiões do córtex cerebral superior, responsáveis pela percepção da dor. Outros defendem que a técnica permite uma melhor resposta à dor, ativando caminhos que a inibam de forma eficaz.

Não há diferenças de sexo ou idade relacionadas com a susceptibilidade à hipnose, dizem os cientistas. Se o paciente estiver motivado, pronto para cooperar e confiar nos médicos, ela funciona.

Além do uso em cirurgias de câncer de mama e tireoidectomia, as autoras afirmam que a prática poderá ser aplicada no futuro em uma série de outros procedimentos: ginecológicos, oftalmológicos, otorrinolaringológicos, plásticos e contra infertilidade.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/hipnose-pode-ajudar-anestesia-local-em-cirurgias-de-cancer-e-tireoide.html

Celular e câncer: dicas para você se precaver
IDG Now – 07/06/2011

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um polêmico relatório no fim de maio dizendo que campos eletromagnéticos de radiofrequência, como os gerados por celulares, “são possivelmente cancerígenos, baseado no aumento de risco de glioma, um tipo maligno de câncer cerebral”.

É assustador, mas “possível” é um pouco arbitrário, e o relatório não foi baseado em novas pesquisas. Ao invés disso, reflete uma revisão intensa de estudos existentes, sendo que alguns deles parecem atestar os celulares como saudáveis.

Entre eles, o estudo envolvendo 13 países divulgado no ano passado, chamado Interphone, foi a mais extensa e abrangente análise sobre o assunto até hoje, e a conclusão é que “nenhum aumento de risco de glioma ou meningioma foi observado com o uso dos telefones móveis”.

Apesar disso, há “sugestões de aumento de risco de glioma em altos níveis de exposição”, mas a evidência foi inconclusiva, e alguns cientistas notaram que a quantidade de exposição que pode ser cancerígena era improvavelmente alta.

O relatório, preparado por um grupo de 31 cientistas de 14 países, adicionou o celular na lista de 240 substâncias e algumas profissões que podem estar relacionados ao câncer. A classificação “2B” inclui muitos produtos químicos que podem ser nocivos, mas também lista café e legumes em conserva, um fato que a CTIA, que representa a indústria wireless, rapidamente se aproveitou.

“Esta classificação não diz que celulares causam câncer. De acordo com as regras da IARC, evidências limitadas de estudos estatísticos podem ser encontradas pelo mesmo viés e outras falhas de dados podem ser a base dos resultados”, disse o grupo em seu site.

“É claro que há muito espaço para discordância sobre a segurança do uso de celulares. Por um lado, a maior e mais respeitada organização internacional está levantando uma bandeira de “cuidado”. Mas, existem grupos igualmente respeitados oferecendo interpretações mais benignas. Se a prova fosse clara, assim como a evidência de que fumar causa câncer, a decisão sobre o uso de celulares seria simples. Mas devido à falta dessa comprovação, temos que escolher por nossa conta e risco.

Em 2008, o diretor e fundador do Instituto do Câncar da Universidade de Pittsburg, Ronald Heberman, falou no Congresso dos EUA sobre os riscos de usar telefones móveis e listou precauções a tomar. Algumas delas:

§ Minimizar o uso de celulares por crianças. O desenvolvimento de órgãos de um feto ou criança são as mais sensíveis a qualquer possível efeito de exposição de campos eletromagnéticos;

§ Tente deixar o celular longe do seu corpo usando o modo viva-voz ou um dispositivo bluetooth. A amplitude dos campos eletromagnéticos cai para 75% de capacidade à distância de 5cm e para 50% a um metro.

§ Evite carregar seu telefone perto do seu corpo por muito tempo. Não deixe o celular em baixo do travesseiro, ao lado da cama, em mesa de cabeceira durante a noite, especialmente se você estiver grávida. Coloque o celular em “modo avião” para minimizar a emissão dos campos eletromagnéticos;

§ Se você precisa carregar seu celular com você, é preferível que a tela esteja virada para seu corpo.

§ Faça ligações curtas, já que os efeitos biológicos são diretamente relacionados à duração da exposição.

§ Mude o celular regularmente de lado durante uma conversa para não expor somente uma parte de seu corpo.

§ Evite usar celulares quando o sinal está fraco ou em alta velocidade, como em carros ou trens. Isso aumenta automaticamente energia ao máximo já que o telefone tem repetitivamente de se conectar à antena.

http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2011/06/06/celular-e-cancer-dicas-para-voce-se-precaver/



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