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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 27/05/2011

Anvisa aprova vacina contra HPV para homens no Brasil

G1 – 26/05/2011

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de uma vacina para combater o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla em inglês) em homens de 9 a 26 anos. A aplicação é recomendada para quatro tipos do vírus, responsáveis por causar verrugas genitais. A substância não está disponível na rede pública e custa R$ 900.

O uso de vacinas contra o vírus em homens já existia no Brasil, com o remédio sendo prescrito por médicos por conta da relevância de estudos que já apontavam o efeito benéfico das imunizações no sexo masculino. Mas a agência regulatória brasileira ainda não havia aprovado a indicação de nenhuma das substâncias para homens. Já para mulheres, esse aval existe desde 2006.

O laboratório responsável pela fabricação da vacina conseguiu a aprovação com base em um estudo divulgado na "New England Journal of Medicine", uma das principais publicações médicas do mundo, que comprovava a redução de 90% das verrugas externas na região genital.

O estudo clínico foi feito em 4.065 homens de 18 países, com idades entre 16 a 26 anos. A eficiência da vacina foi testada para os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus. Por atacar quatro tipos de HPV, a vacina recebe o nome de quadrivalente. Durante a pesquisa, o efeito da substância foi testado em comparação com placebos.

Além do combate às verrugas, a vacina foi eficiente em 85,6% dos casos para evitar a infecção persistente pelo vírus. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os tipos 16 e 18 respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero. Já os tipo 6 e 11 estão presentes em 90% das verrugas genitais. Nos homens, o HPV pode levar a câncer no pênis, no ânus e na orofaringe.

Sobre o HPV
O HPV é uma das principais causas de câncer de colo de útero em mulheres no mundo. Atualmente, 630 milhões de pessoas carregam o vírus. É comum que o micro-organismo esteja no corpo de uma pessoa sexualmente ativa, mas não provoque nenhum sintoma, podendo ser eliminado com o tempo. São conhecidos mais de 200 tipos do vírus, mas somente alguns são de alto risco oncológico.

O contágio se dá pelo contato com a pele de uma pessoa portadora do vírus. O uso da camisinha durante relações sexuais diminui o risco, porém não elimina a chance de infecção, já que o micro-organismo pode entrar no corpo da pessoa saúdavel pela pele ou por mucosas. O corpo normalmente desenvolve anticorpos contra a ameaça, mas em alguns casos a defesa natural do organismo não é suficiente.

Uma pesquisa anterior, publicada na revista "Lancet" e com participação de brasileiros, mostrou que metade dos participantes contraiu o vírus do papiloma humano. A falta de atenção do sexo masculino com a doença já foi alertada até pelo Nobel de Medicina de 2008 Harald zur Hausen - em entrevista ao G1 em 2010 -, o responsável por descobrir a relação entre o HPV e o câncer de colo de útero.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/anvisa-aprova-vacina-contra-hpv-para-homens-no-brasil.html

Registros de câncer de boca causado por sexo oral crescem no país

O Dia – 25/05/2011

Rio - Os casos de câncer de boca e orofaringe (região atrás da língua, palato e as amígdalas) cresceram de maneira assustadora nos últimos dez anos. A causa do crescimento está relacionada à infecção por papilomavírus humano (HPV), que no caso está sendo transmitida pelo sexo oral. Segundo o Inca, por ano, o país registra 14 mil novos casos de câncer de boca.

Anteriormente os casos de câncer de boca e da orofaringe eram mais comunmente registrados em homens acima de 50 anos, normalmente fumantes ou alcoólatras. Hoje está atingindo mais os jovens entre 30 e 45 anos, que praticam sexo oral sem proteção adequada, conforme divulgou o jornal Folha de São Paulo .

Segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, 60% dos casos câncer de orofaringe atentidos no último ano tinham ligação direta com o papilomavírus.

De acordo com a Folha , 80% dos casos da doença no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, estão associados ao o papilomavírus. Há uma década apenas 25% estava diretamente ligado ao HPV. Os casos relacionados com o tabaco estão caindo, já os com causa no papilomavírus estão crescendo. As mulheres respondem por apenas 20% dos casos.

Existe uma vacina contra o HPV, mas não não protege contra o HPV 16, causador do câncer. No Brasil o medicamento não foi liberado uso de homensm, apenas mulheres entre 9 e 26 anos têm indicação. A vacina só está disponível no na rede privada com custo médio de R$ 900.

http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/5/registros_de_cancer_de_boca_causado_por_sexo_oral_crescem_no_pais_166833.html

Carnes vermelhas e processadas aumentam o risco de câncer de intestino, segundo pesquisadores

O Globo – 23/05/2011

LONDRES - O Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, na sigla em inglês) divulgou um alerta nesta segunda-feira para que as pessoas limitem o consumo de carnes bovina, suína e de cordeiro, além de evitar carnes processadas como presuntos e salames. Isto porque estas carnes aumentariam o risco de câncer de intestino, segundo reportagem do jornal "The Guardian".

Pesquisadores do Imperial College London, coordenados por Teresa Norat, estudaram 263 pesquisas anteriores sobre dieta, peso e atividades físicas relacionadas ao câncer de intestino e um painel independente de especialistas revisou as conclusões. "Para carnes vermelhas e processadas, descobertas de dez novos estudos foram acrescentados aos 14 analisados no relatório de 2007. Há sérias evidências de que estas carnes aumentam a incidência de câncer no intestino," diz o relatório. "A recomendação é para que as pessoas limitem o consumo a 500g (peso da carne cozida) de carne vermelha por semana - o equivalente a cinco ou seis porções médias de rosbife, carne de porco ou cordeiro - e evitem carnes processadas". Já leite, alho e suplementos alimentares à base de cálcio provavelmente reduziriam os riscos de câncer, segundo os especialistas.

O relatório de 850 páginas é "o mais impositivo relatório já feito sobre os riscos de câncer no intestino", segundo os especialistas. O professor Alan Jackson, da Southampton University e membro do WCRF, escreveu que "a mensagem clara do relatório é que as carnes vermelhas e processadas aumentam os riscos de câncer de intestino e que as pessoas que querem reduzir esta possibilidade devem considerar diminuir o consumo".

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/05/23/carnes-vermelhas-processadas-aumentam-risco-de-cancer-de-intestino-segundo-pesquisadores-924514162.asp#ixzz1NZFvemIF

Cientistas combatem câncer hepático com ondas eletromagnéticas

Terra Notícias – 17/05/2011

Cientistas mexicanos do Centro de Pesquisa e de Estudos Avançados (Cinvestav) trabalham no desenvolvimento de um tratamento que emprega ondas eletromagnéticas de baixa frequência para combater o câncer hepático em estado avançado.

Os pesquisadores conseguiram diminuir em 50% o número e o tamanho das lesões preneoplásicas, que são parte inicial do desenvolvimento do câncer, informou em comunicado Mónica Jiménez García, doutoranda do Cinvestav.

Mónica explicou que, ao contrário das radioterapias que matam tanto às células malignas como as benignas, porque empregam energia muito alta, o uso de ondas eletromagnéticas de baixa frequência não chega a prejudicar as células saudáveis.

A acadêmica, especialista em física médica, é assessorada pelos cientistas Saúl Villa Treviño, do Departamento de Biologia Celular, e Juan José Godina Nava, da área de física do Centro de Altos Estudos. O objetivo da pesquisa é determinar o efeito do campo eletromagnético controlado quando aplicado na fase avançada do desenvolvimento do câncer de fígado.

No estudo, os pesquisadores utilizaram a unidade hertz, frequência que se caracteriza por ser muito baixa, "não gera calor e tem longitudes que não afetam o organismo", mas pelo contrário, "foram benéficas", destaca a nota.

Para realizar o experimento, os cientistas utilizaram ratos de laboratório com câncer hepático induzido quimicamente, que foram submetidos a uma exposição controlada de campo eletromagnético mediante um equipamento desenhado e construído pelo também pesquisador do Cinvestav Miguel Ángel Rodríguez segura.

Durante um mês, os animais foram expostos diariamente às ondas eletromagnéticas por vários minutos, num processo em que um computador registrou informações sobre a amplitude do campo eletromagnético, frequência, tipo de onda e tempo de exposição.

Segundo a doutoranda, em países como Alemanha e Itália já se fazem tratamentos similares "de maneira experimental". No entanto, ela afirmou que ainda é necessário fazer muitas experiências sobre o assunto, até para saber se o tratamento é capaz de reduzir o tamanho de um tumor, já que muitos pacientes costumam ir ao médico quando a doença já está muito avançada.

De acordo com a acadêmica, o método das ondas eletromagnéticas de baixa frequência pode ser útil como tratamento preventivo em pessoas com predisposição ao câncer hepático.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5135681-EI8147,00-Cientistas+combatem+cancer+hepatico+com+ondas+eletromagneticas.html

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