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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 02/05/2011

Análise do DNA pode evitar biópsias desnecessárias para diagnóstico do câncer de próstata

Zero Hora – 30/04/2011

Uma descoberta feita por uma equipe internacional de cientistas — com base em informações do DNA — causou forte repercussão entre urologistas de todo o mundo. Os pesquisadores descobriram que, ao analisar dados genéticos de pessoas com alto risco, há a possibilidade de diminuir o número de biópsias desnecessárias. Uma das principais ferramentas no diagnóstico do câncer de próstata é a checagem de PSA, o Antígeno Prostático Específico, tipo de proteína secretada pela glândula. Quando o nível está alto, os médicos costumam pedir a biópsia para verificar a existência de tumores malignos. O problema é que o PSA pode crescer por razões benignas, como a retenção aguda da urina e a hipertrofia da próstata. Além disso, 40% das variações no nível do antígeno é herdado geneticamente.

Os pesquisadores verificaram que quatro variações no sequenciamento do genoma humano impactam diretamente nos níveis de PSA. Segundo eles, a análise dessas mutações poderá ser útil para o desenvolvimento de um protocolo personalizado, que identifique com maior precisão quais os homens cuja biópsia provavelmente será positiva.

— Essa é uma aplicação genética com utilidade clínica direta. Detectado precocemente, o câncer de próstata pode ser tratado com sucesso quase que total — afirma Kari Stefansson, principal autor do estudo e cientista da deCODE Genetics, que financiou a pesquisa. O resultado foi publicado na revista especializada Science Translational Medicine.

Uma das abordagens que aumenta a precisão do teste de PSA é trabalhar com um modelo que defina o valor normal para cada indivíduo. Nele, seriam levados em conta a idade, já que a prevalência de condições, tanto malignas quanto benignas, que provocam o aumento do antígeno aumenta com a idade. Além disso, as variantes genéticas também são importantes para definir qual o nível normal personalizado, porque já se provou que a expressão de uma grande quantidade de genes está relacionada à produção do antígeno.

— Entre 40% e 45% da variação dos níveis de PSA entre os homens, na população em geral, está relacionada a fatores hereditários. Como esses fatores são desconhecidos, não foi possível ainda ajustá-los para fazer uma abordagem personalizada — afirma Stefansson.

Para procurar a sequência de variantes genéticas associadas aos níveis PSA, os cientistas analisaram dados de 15.757 islandeses e de 454 ingleses que não têm diagnóstico de câncer de próstata. Eles descobriram que quatro mutações hereditárias fazem com que alguns homens produzam naturalmente o antígeno em excesso - em média, 40% a mais, comparando-se com aqueles que não possuem as variantes. Todas essas pessoas haviam feito a biópsia - cujo resultado foi negativo - sem necessidade, já que não portavam a doença.

Preste atenção


De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, houve 52.350 casos novos de câncer de próstata neste ano. No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres.

Fatores mais comuns associados ao câncer de próstata


:: Embora seja muito raro em homens de menos de 50 anos, a chance de desenvolvê-lo aumenta com a idade, de forma linear.

:: O fator genético é muito importante: ter tido um familiar próximo (pai, avô, irmão) faz com que o paciente esteja mais suscetível a desenvolver a doença.

:: Consumo excessivo de álcool, dietas com poucas fibras e poucas fontes de vitaminas são comumente associadas à enfermidade.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Segundo%20Caderno&newsID=a3292277.xml

Feijão-de-corda pode ser 'arma' contra câncer de mama, mostra pesquisa

G1 – 28/04/2011

Cientistas da Universidade de Brasília (UnB) encontraram uma substância no feijão-de-corda capaz de tratar o câncer de mama. A descoberta pode ser o ponto inicial para um medicamento que reduza os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia.

Segundo o estudo, molécula encontrada no grão – chamada BTCI – mata as células cancerígenas sem afetar as sadias. “Ela causa a fragmentação do material genético e altera outras organelas citoplasmáticas das células do câncer”, disse a pesquisadora Sônia Freitas, uma das responsáveis pela descoberta.

A pesquisa durou quatro anos e foi divulgada na revista "Cancer Letter", publicação internacional sobre descobertas relacionadas à doença. O método utilizado foi o da observação in vitro, em que linhagens de células cancerígenas foram expostas à BTCI.

Os testes em humanos e o desenvolvimento do novo tratamento devem acontecer nos próximos anos. “Provavelmente será um tratamento via oral ou endovenoso, já que a substância é consumida naturalmente pela população”, disse a pesquisadora.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, por ano, a doença afeta 49 em cada 100 mil pessoas no Brasil. A região Centro-Oeste é a terceira com maior número de casos, em que a proporção é de 38 mil para cada 100 mil.

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/04/feijao-de-corda-pode-ser-arma-contra-cancer-de-mama-mostra-pesquisa.html

Consumo de ômega 3 pode aumentar o risco de câncer de próstata

Terra Notícias – 26/04/2011

Segundo um estudo americano publicado ontem no American Journal of Epidemiology, o consumo de alimentos ricos em ômega 3 pode aumentar o risco de câncer de próstata agressivo.

A pesquisa envolveu mais de 3,4 mil homens e aqueles que apresentaram altos níveis no sangue de uma proteína que indica o consumo de ômega 3 tiveram duas vezes e meia mais câncer. No mesmo estudo, os pesquisadores ainda constataram que homens com maiores índices de gorduras trans na corrente sanguínea tiveram uma redução de 50% no risco de câncer. Nenhuma das gorduras foi associada ao baixo risco da doença.

É inegável que o consumo de ômega 3 é benéfico para o coração, mas os estudos sobre a relação do consumo dos ácidos graxos e doenças como o câncer ainda estão no início e não devem mudar as recomendações médicas sobre a ingestão da substância.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd2604201103.htm

Estudo indica que câncer de ovário começa nas trompas
GazetaWeb – 26/04/2011

Um grupo de pesquisadores americanos conseguiu recriar em laboratório o processo de formação do câncer de ovário, produzindo evidências sólidas de que os tumores começam nas trompas de falópio, e não nos próprios ovários, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira.

A descoberta pode ajudar a descobrir novas maneiras de combater o câncer nos ovários --que, na maior parte dos casos, não apresenta sintomas que permitam seu diagnóstico precoce, espalhando-se pelo organismo sem ser percebido.

O câncer nos ovários é o quinto mais mortífero para as mulheres. Ao todo, afeta 200.000 pessoas por ano, matando cerca de 115.000 em média. Estudos anteriores já haviam desenvolvido hipóteses dando conta de que este carcinoma pode, na verdade, ter origem em algum outro órgão, mas a pesquisa dos cientistas do Instituto do Câncer Dana-Farber, de Boston, é a primeira a mostrar como a doença começa no tecido das trompas de falópio. As trompas de falópio --ou tubas uterinas-- são os canais por onde o óvulo desce dos ovários para o útero durante o ciclo reprodutivo feminino.

Ronny Drapkin, principal autor do estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", disse que análises anteriores feitas com tecido tubário de mulheres com predisposição a desenvolver o câncer de ovário já haviam mostrado "traços de células que eram antecessores de sérios tipos de câncer". Assim, sua equipe decidiu tentar replicar o processo de formação do câncer dentro do laboratório. Os pesquisadores usaram células tubárias e alteraram sua programação genética para que elas se dividissem como células cancerosas.

"Da mesma forma que as células de um tumor, estas células cancerosas 'artificiais' se proliferaram rapidamente e conseguiram deixar seu tecido de origem para crescer em outro local", indica o estudo. "Quando implantadas em cobaias animais, elas também deram origem a tumores estrutural, genética e comportamentalmente semelhantes ao HGSOC (sigla científica para câncer de ovário) humano", explica. Para Drapkin, a descoberta mostra que as células tubárias são a fonte do câncer de ovário, e dá pistas para o desenvolvimento de futuros tratamentos.

"Estudos como este vão nos ajudar a identificar os diferentes tipos de câncer de ovário e, possivelmente, a descobrir marcadores biológicos --proteínas no sangue-- que apontam a presença da doença", afirmou Drapkin, que é professor assistente da Escola de Medicina de Harvard.

http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=230914

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