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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/04/2011

Célula sadia ataca câncer na mama, diz estudo

O Estado de S. Paulo – 14/04/2011

Células sadias da mama produzem uma proteína - a interleucina 25 (IL-25) - que envenena células cancerosas na vizinhança. Pesquisadores já sintetizam a substância em laboratório e apostam na sua viabilidade como uma futura terapia contra cerca de 20% dos tumores de mama.

Baixa toxicidade e alta eficácia constituem as principais vantagens da IL-25 sobre a maioria dos tratamentos disponíveis. Como a substância faz parte do arsenal inato do organismo para detectar e destruir células defeituosas, sua ação é muito seletiva: não causa danos às células sadias e devasta o tumor.

Todos os dias, o corpo humano gera cerca de mil células anormais que podem se transformar em câncer. Graças ao sistema imunológico inato, a imensa maioria é erradicada antes de causar qualquer problema.

A IL-25 pertence a esse sistema. Em 20% dos tumores de mama, as células cancerosas absorvem grande quantidade de IL-25 produzido por células sadias. A proteína intoxica o tumor. Os pesquisadores criaram um meio de cultura tridimensional in vitro com células normais e cancerosas. Estudaram as trocas de mensagens químicas entre elas. Identificaram cinco fatores relacionados à destruição de tumores. O IL-25 mostrou-se o assassino mais eficiente. Testaram então em camundongos previamente preparados com enxertos de tumores de mama humanos. A substância eliminou os cânceres nos animais.

Aposta.

"Já transferimos a tecnologia para uma empresa que realizará o desenvolvimento do produto. Os testes em humanos devem levar, no mínimo, dois anos para começar", afirma Irene Kuhn, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos Estados Unidos. Irene participou do estudo, divulgado na última edição da revista Science Translational Medicine.

A canadense Lotus Therapeutics está testando uma droga chamada virulizin contra câncer de pâncreas. O medicamento estimula a ação do sistema imunológico. Entre outras coisas, por meio do aumento da produção de IL-25. Os testes clínicos estão em fase dois.

A mesma empresa também pesquisa o uso do IL-25 contra melanomas, mas os testes clínicos não começaram ainda. De qualquer forma, Irene sugere que, se a droga for aprovada para uso contra melanomas, será muito mais fácil obter autorização para utilizá-la depois contra cânceres de mama. Afonso Nazário, mastologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pondera que os resultados são promissores, mas ainda estão no nível da pesquisa básica. "Pode levar 10 ou 15 anos para virar um medicamento", afirma. Ele recorda que outras pesquisas também procuram fatores semelhantes ao IL-25, capazes de causar a morte seletiva de células cancerosas.

No Brasil. 

Coordenador do setor de mastologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e do Hospital das Clínicas (HC), José Roberto Filassi afirma que “desconhecia a aplicação clínica da proteína IL-25no câncer de mama.” Para o médico, a novidade indica “mais um possível caminho para o tratamento”. Filassi, contudo, diz que ainda não é possível falar em cura. “Fico com a dúvida de como a IL-25 irá alcançar o ‘alvo’, as células cancerosas?”, pondera.

 

Para José Bines, oncologista do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a aplicação da proteína no tratamento do câncer de mama ainda é uma possibilidade distante. “Mas a atividade anti-tumoral da IL-25 demonstrada na pesquisa tem, sim, potencial. Poderá ajudar a compreender o efeito da célula tumorosa nos tecidos não malignos que estão em volta dela”, explica. Entender o mecanismo, determinaria a maneira como os tumores se desenvolvem, completa ele. 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110414/not_imp706006,0.php

Técnica com transplante de tumor a camundongo ‘cura’ paciente de câncer de pâncreas

BBC – janeiro de 2011

Pesquisadores espanhois conseguiram eliminar um tumor maligno de um paciente com câncer de pâncreas em estado avançado graças a uma técnica que envolveu o transplante do tumor para camundongos.

O paciente, o americano Mark Gregoire, havia recebido em maio de 2006 o prognóstico de uma sobrevida de poucas semanas. Três de seus sete irmãos morreram em consequência do mesmo tipo de câncer de pâncreas, que mata 95% dos pacientes. Mais de quatro anos depois, Gregoire, de 65 anos, não apresenta mais sinais do tumor em seu corpo, apesar de os médicos ainda advertirem que é cedo para dizer que ele foi totalmente curado. Os pesquisadores, da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, e do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO, na sigla em espanhol), de Madri, desenvolveram as células do tumor que acometia Gregoire em camundongos de laboratório, para que pudessem testar simultaneamente a reação do tumor a dezenas de possibilidades de remédios sem expor o paciente aos possíveis efeitos colaterais.

Com isso, eles descobriram que o câncer de Gregoire podia ser tratado com a droga mitomicina-C, uma droga que inibe a divisão das células tumorais. O paciente vinha recebendo doses de quimioterapia padrão para câncer de pâncreas, sem resultados, mas se recuperou rapidamente com o novo tratamento. “Todos os tumores têm um ponto vulnerável, mas a dificuldade é identificar isso, por conta da diversidade genômica dos tumores”, explicou à BBC Brasil o coordenador do estudo, Manuel Hidalgo.

“A probabilidade de que outro paciente com câncer de pâncreas tenha o mesmo tipo de tumor que Gregoire é de 1% a 3%”, diz ele. As variações possíveis de tratamentos chegam a quase cem, segundo ele. “Daí a necessidade de personalizar o tratamento”, afirma.

Genoma

Paralelamente ao estudo do efeito dos remédios com a ajuda dos camundongos, os médicos sequenciaram o DNA das células cancerígenas do paciente para identificar a mutação genética responsável pelo desenvolvimento do câncer. “Analisamos cerca de 20 mil genes e encontramos uma mutação em um deles que explica por que o tumor responde bem à mitomicina-C”, relata Hidalgo. Assim, será possível no futuro identificar se outro paciente tem um tumor com a mesma variação genética que a de Gregoire, eliminando a necessidade do procedimento com os camundongos.

O estudo do caso de Mark Gregoire foi relatado em um artigo publicado na última edição da revista especializada Molecular Cancer Therapeutics. Segundo Hidalgo, a técnica com o transplante do tumor a camundongos vem sendo ainda testada com outros 15 pacientes, com nível de sucesso semelhante. Segundo Hidalgo, a agressividade dos tumores está relacionada em parte à falta de tratamento adequado a eles, o que pode ser resolvido pela nova técnica. “Se tivermos tratamentos mais eficazes, os tumores podem ser mais bem controlados”, afirma.

O pesquisador afirma que a técnica até agora vem sendo testada com pacientes de câncer de pâncreas, mas pode ser também usada para tumores de cólon, pulmão ou pele (melanoma), cujas células podem ser transplantadas mais facilmente para animais.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/01/110112_cancer_transplante_camundongo_rw.shtml

Ultrassom antitumor já é utilizado em São Paulo

Portal Terra – 15/04/2011

SÃO PAULO - O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) é o único hospital da América do Sul a contar com um novo aparelho de ultrassom que destrói tumores. Segundo informações publicadas no jornal Folha de S.Paulo desta sexta-feira, o Icesp já fez seis tratamentos em miomas e vai começar a tratar tumores nos ossos na próxima semana. O equipamento de última geração usa ondas de alta intensidade, que atingem só o tumor, pois são direcionadas com o auxílio da ressonância magnética. O tratamento não é invasivo e dura de três a quatro horas.

 

O ultrassom com foco de alta densidade é uma das esperanças para o tratamento do câncer no mundo. Em alguns lugares, como nos Estados Unidos, Europa e Ásia, a técnica já está sendo testada em tumores cerebrais, de mama e próstata. Segundo declarações do radiologista do Hospital Sírio-Libanês e do Icesp ao jornal, o aparelho emite ondas muito mais potentes do que um ultrassom convencional. "O novo aparelho emite  ondas vinte mil vezes mais intensas do que um ultrassom comum, usado em exames de imagem", disse.

 

O resultado destas ondas superconcentradas é que, quando ela atinge o tumor, acaba ocorrendo um superaquecimento que o queima. Apesar do otimismo, o uso do novo equipamento ainda está em fase de testes e traz como ponto positivo o fato de não ser invasivo. Porém, o processo pode ser um pouco doloroso e ficar preso em algumas limitações, como a dificuldade em atingir tumores próximos a órgãos importantes ou a impossibilidade da utilização de pacientes que possuem marca-passo ou próteses metálicas. Mas, apesar das restrições, não deixa de ser uma boa notícia para os profissionais que lutam diariamente contra o câncer em seus pacientes.

 

http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/04/15/ultrassom-antitumor-ja-e-utilizado-em-sao-paulo/

Cerca de 10% dos casos de câncer em homens são atribuíveis ao álcool

O Estado de S. Paulo – 07/04/2011


Londres, 7 abr - Cerca de 1% dos casos de câncer em homens e de 3% em mulheres é atribuível à ingestão de álcool, revela um estudo realizado em oito países europeus. Os resultados da pesquisa, publicados na revista científica British Medical Journal(BMJ), revelam também que pelo menos 40% dos casos de câncer atribuíveis à ingestão de álcool se dão em indivíduos que superam habitualmente os limites recomendados de consumo diário de bebidas alcoólicas.

 

A pesquisa, dirigida pelo epidemiologista alemão Madlen Schütze, foi realizada em França, Itália, Espanha, Reino Unido, Holanda, Grécia, Alemanha e Dinamarca. "Nossos dados revelam que muitos casos de câncer poderiam ter sido evitados se o consumo de álcool se limitasse às recomendações de muitas organizações de saúde. E se evitariam muitos mais casos se as pessoas reduzissem sua ingestão de álcool para abaixo desses limites, ou inclusive parassem de beber", afirma Schütze. Os resultados estão baseados nas estimativas de risco de um estudo sobre câncer e nutrição, o Epic, realizado entre 1992 e 2000 com 520 mil pessoas com idades entre 35 e 70 anos escolhidas ao acaso em dez países europeus e nos dados sobre consumo de álcool da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa se centrou em 363.988 homens e mulheres incluídos no Epic, que responderam a um questionário sobre sua alimentação e seu estilo de vida. A enquete incluía perguntas específicas sobre o consumo de álcool como a quantidade, a frequência e o tipo de bebida consumida no momento em que foram consultados e nos 12 meses anteriores. 

 

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,cerca-de-10-dos-casos-de-cancer-em-homens-sao-atribuiveis-ao-alcool,703190,0.htm

 

 

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