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Veja o que saiu na mídia sobre câncer – 01/04/2011

Dilma lança campanha de combate ao câncer de mama e colo do útero
O Repórter – 22/03/2011

A presidente da República, Dilma Rousseff, participou no dia 22 de março no lançamento do Programa de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, em Manaus, no Teatro Amazonas.

O lançamento do Programa faz parte da Política Nacional de Atenção Oncológica, que de acordo com o Ministério da Saúde (MS), apresenta uma série de ações para o período 2011-2014, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, divididos em quatro segmentos: Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero (R$ 382,4 milhões); Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama (R$ 867,3 milhões); Ampliação e fortalecimento da rede oncológica (R$ 3,2 bilhões); e Informação à população (R$ 24 milhões).

Até 2014, o Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama pretende ampliar a cobertura de mamografia na população-alvo; aumentar o percentual de mamografias em conformidade com os parâmetros e aumentar a proporção de mulheres diagnosticadas com câncer que iniciam o tratamento em, no máximo, 60 dias.

Ainda segundo o MS, para ampliação e adequação de 50 Centros de Referência para confirmação do diagnóstico serão investidos cerca de R$ 81,2 milhões nos próximos quatro anos. A expectativa do governo é que todas essas ações beneficiem 3,8 milhões de mulheres anualmente.

Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo do Útero

Para prevenir e combater a incidência de câncer de colo de útero, quarta modalidade de câncer que mais mata as mulheres, o programa visa ampliar a oferta de ações de rastreamento/prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo do útero, proporcionando assistência integral e imediata às mulheres.

O Programa foi dividido em seis ações específicas no segmento de prevenção, diagnóstico e tratamento da doença: mudança no modelo de financiamento dos exames de rastreamento (citopatológicos) do câncer do colo do útero; aumento no controle de qualidade dos exames citopatológicos em todos os laboratórios; estabelecer linhas de financiamento para estruturação de laboratórios de citopatologia nas regiões Norte e Nordeste, em parceria com os respectivos estados; ampliação da rede especializada; capacitação e qualificação profissional para a execução das ações de rastreamento do câncer de colo do útero; e a capacitação dos serviços de saúde de referência para o diagnóstico e tratamento adequado das lesões precursoras (anomalias que evoluem para o câncer).

Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa de incidência do câncer de colo do útero na Região Norte é de 39,6 casos por 100 mil mulheres, mais que o dobro da média nacional (18), sendo o tipo de câncer mais frequente, com 24,3% de todos os casos de câncer nas mulheres.

http://www.oreporter.com/detalhes.php?id=43776

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Estudo contesta eficácia do controle médico do câncer de próstata
Terra Notícias – 31/03/2011

O controle médico reduz de maneira pouco significativa as mortes por câncer de próstata, segundo um estudo do instituto karolinska, de estocolmo, que foi publicado pelo british medical journal. A pesquisa, realizada num período de 20 anos, aponta também que "há um risco considerável de excesso de tratamento" no caso de homens sem problemas médicos.

O câncer de próstata é um dos mais comuns entre pessoas do sexo masculino no mundo todo, e as revisões médicas são a prática rotineira para a detenção adiantada da doença. As conclusões do estudo se baseiam em um teste clínico que começou na suécia em 1987 com 9.026 homens de entre 50 e 69 anos, dos quais 1.494 foram escolhidos ao acaso para ser submetidos a um controle médico com consultas a cada três anos entre 1987 e 1996.

Os outros 7.532 não receberam um atendimento preventivo específico e fizeram as vezes de "grupo de controle", com o qual posteriormente se compararam os resultados do teste. Em 1987 e em 1990, as consultas consistiram unicamente em um exame de toque retal, mas a partir de 1993 foi combinada com um teste antigênico específico da próstata (psa). Em 31 de dezembro de 1999, foi feito um acompanhamento específico dos homens que tinham sido diagnosticados com câncer, e em 31 de dezembro de 2008 foi determinada sua taxa de sobrevivência.

No caso do grupo de acompanhamento, foram diagnosticados 85 casos (5,7%) de câncer de próstata, enquanto no grupo de controle, 292 (3,9%). Os tumores no primeiro grupo eram menores e mais localizados, mas o estudo não mostrou que houve uma diferença significativa na taxa de sobrevivência entre um grupo e o outro. "Após 20 anos, a taxa de mortes por câncer de próstata não diferiu de maneira significativa entre homens no grupo de acompanhamento e homens do grupo de controle", afirma o texto publicado.

Os autores acreditam que, embora as revisões e o tratamento de homens com tumores detectados possam reduzir até em um terço as mortes no caso específico do câncer de próstata, existe também o risco que uma excessiva preocupação por um diagnóstico rápido se traduza em tratamentos "excessivos ou prejudiciais". De fato, um teste anterior demonstrou que para prevenir uma morte por câncer de próstata é necessário ter revisado uma média 1.410 homens e ter tratado medicamente 48.

O argumento que era defendido é que antes de se submeter a uma revisão os homens deveriam ter toda a informação sobre os riscos potenciais do tratamento e dos efeitos psicológicos dos resultados com falsos progressos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5040176-EI8147,00-Estudo+contesta+eficacia+do+controle+medico+do+cancer+de+prostata.html

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Mortes por câncer diminuem nos Estados Unidos, segundo estudo
Estadão – 01/04/2011

WASHINGTON - As mortes causadas por câncer diminuíram tanto nos homens como nas mulheres entre 2003 e 2007 nos Estados Unidos, segundo o último relatório anual sobre a doença publicada na quinta-feira, 31, pelo Instituto Nacional de Saúde (NHI).

O relatório analisa os dados mais recentes disponíveis sobre as taxas de mortalidade de todos os tipos de câncer e inclui a taxa global de novos diagnósticos que, incluindo homens e mulheres, caiu uma média de 1% por ano, durante o mesmo período.

O NHI, que elabora este relatório com a associação de registros centrais do câncer (NAACCR), com o Instituto Nacional do Câncer (NCI), com os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e com a Sociedade americana do Câncer, indica que este descenso é uma tendência contínua desde 1990. Pela primeira vez, o relatório revela um descenso nas taxas de morte por câncer de pulmão entre as mulheres, mais de uma década depois de terem começado a diminuir entre os homens.

O estudo insiste na queda das taxas de mortalidade entre as crianças, embora o número de novos diagnósticos de câncer infantil (19 anos ou menos) continue aumentando. Em geral, as taxas de câncer entre os homens se mantêm sem mudanças, embora tenha ocorrido um aumento muito pequeno nos casos de câncer de próstata.

Entre os homens, as taxas de incidência diminuíram nos cânceres de pulmão, cólon e reto, cavidade bucal e faringe, estômago e cérebro, enquanto aumentaram os de rins, pâncreas e fígado, assim como os de pele. Nas mulheres, diminuíram os casos de câncer de mama, pulmão, cólon, bexiga, útero, colo do útero e cavidade oral, mas aumentou nos rins, pâncreas e tireoide, assim como os casos de leucemia e de pele.

"É gratificante ver a contínua redução da incidência de câncer em geral e das taxas de morte nos Estados Unidos" disse Harold Varmus, diretor do NCI, que assinalou que este relatório ajudará a desenvolver melhores métodos para prevenir, detectar e tratar vários tipos de câncer.

No entanto, acrescentou que os números também refletem a enorme complexidade do câncer, com tendências diferentes para os diferentes tipos de cânceres; as diferenças entre os diversos grupos populacionais e as distintas capacidades para prevenir, detectar e tratar esta doença. Entre os grupos raciais e étnicos, as taxas de mortalidade por câncer foram mais altas entre homens e mulheres afro-americanos, mas também mostrou a maior queda entre 1998 e 2007, em comparação com outros grupos raciais. Apesar da diminuição das mortes por câncer de pulmão entre as mulheres em todo o país, a doença ainda mata mais pessoas que qualquer outro tipo de câncer.

Os autores assinalam que os tumores não malignos constituem dois terços de todos os tumores cerebrais em adultos e um terço dos tumores cerebrais infantis. As mudanças nas técnicas de diagnóstico, incluindo a introdução da tomografia eletrônica e a ressonância magnética, deram lugar a métodos menos invasivos para o diagnóstico de tumores cerebrais, indica o relatório, mas também tiveram uma forte influência nas taxas de incidência nas últimas décadas.

No entanto, a ciência também avançou e os estudos mais recentes melhoraram a classificação molecular dos tumores cerebrais para otimizar o tratamento e a previsão dos pacientes.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mortes-por-cancer-diminuem-nos-estados-unidos-segundo-estudo,700281,0.htm

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Droga em teste eleva sobrevisa de paciente com câncer cerebral
UOL Notícias – 01/04/2011

Pacientes do Hospital Federal de Ipanema, no Rio de Janeiro, participarão da terceira fase de testes de um novo quimioterápico para tratamento do tipo mais letal de tumor maligno de cérebro, o glioblastoma multiforme (GBM). O medicamento, feito com álcool perílico - extraído de óleo essencial presente em plantas como hortelã, cereja e sálvia -, aumenta em até 61% a sobrevida do paciente.

A sobrevida média após o diagnóstico do GBM, que corresponde a 80% dos casos de tumores malignos cerebrais, é de 2,3 meses. Com o tratamento, esse tempo aumentou para 3,7 meses.

"Parece pouco, mas esse tempo se traduz em uma oportunidade ao paciente. A resposta terapêutica faz com que ele ganhe tempo para fazer radioterapia, uma quimioterapia mais específica ou passar por uma cirurgia, se for um tumor superficial. Ele ganha poder de resistência para tratar a patologia grave", afirma o neurocirurgião Júlio César Thomé, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital de Ipanema.

O quimioterápico testado é o monoterpenoalcool perílico. Começou a ser estudado em 1987 no Instituto de Biologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), do qual Thomé é pesquisador associado. O álcool perílico é inalado, como em uma nebulização, quatro vezes ao dia. O medicamento é enviado para a casa do paciente, pelo correio. O tratamento não causa perda de cabelo, náuseas e vômitos, como outros quimioterápicos.

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/estado/2011/03/28/droga-em-tesrte-eleva-sobrevida-de-paciente-com-cancer-cerebral.jhtm

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