Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/03/2011

Após nova regra, paciente com linfoma fica sem remédio


O Estado de S. Paulo – 14/03/2011

Pacientes paulistas tiveram o tratamento com o remédio Mabthera (nome comercial do Rituximabe) contra um subtipo de linfoma (câncer do sistema linfático) interrompido há seis meses. Não há perspectiva de que voltem a recebê-lo. A doença ataca os linfonodos ou gânglios linfáticos, que fazem parte do sistema imunológico, e afetou a presidente Dilma Rousseff em 2009.

O medicamento é de alto custo, algo em torno de R$ 40 mil por mês. O fornecimento era feito pela Secretaria de Estado da Saúde até o ano passado. Em agosto de 2010, porém, por meio da Portaria número 420 da Secretaria de Atenção à Saúde, a responsabilidade pelo remédio passou a ser do Ministério da Saúde.

Há dois grupos de linfoma: o linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH). Os LNH, por sua vez, podem ser do subtipo agressivo ou indolente. Quem foi afetado pela mudança no fornecimento do remédio foram os portadores do tipo indolente. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), os casos de linfoma do tipo LNH duplicaram no Brasil nos últimos 25 anos.

O Ministério da Saúde afirmou que, nos casos de pacientes que não estão sendo contemplados pelo fornecimento regular do remédio, se o médico avaliar que o Rituximabe é a melhor opção, o hospital pode comprá-lo por conta própria e, depois, ser ressarcido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas todos os médicos ouvidos pela reportagem disseram que desconhecem a prática do ressarcimento e alegam nunca ter recebido comunicado oficial sobre ela.

 

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,apos-nova-regra-paciente-com-linfoma-fica-sem-remedio,691680,0.htm

 

Inca propõe mudar rastreamento de câncer de colo; vacina não foi incluída


 O Estado de S. Paulo – 12/03/2011

 

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) propõe, em consulta pública, atualizar as diretrizes sobre o câncer de colo do útero. Uma das propostas é evitar o rastreamento em meninas que acabaram de iniciar a vida sexual. Especialistas reclamam que a vacina contra o HPV não foi inserida como forma de prevenção.

O câncer de colo de útero é provocado pelo vírus HPV - os subtipos 16 e 18 estão em cerca de 80% dos casos. É o segundo mais frequente (atrás do de mama) e o quarto que mais mata mulheres no Brasil. As vacinas protegem contra esses dois tipos, mas estão no mercado há pouco tempo.

A idade sugerida para início do rastreamento continua sendo a partir dos 25 anos - o que muda é que o Inca vai retirar das orientações atuais a recomendação de que o rastreamento seja feito a partir do momento que a menina inicia a atividade sexual. A diretriz anterior também recomendava o rastreamento em mulheres com até 59 anos - agora a proposta é prorrogar a busca até os 64 anos.

A gerente da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica (Darao) do Inca, Ana Ramalho, diz que o rastreamento em meninas muito jovens leva a intervenções desnecessárias, pois a maioria das lesões regride sozinha.

"As evidências mostram que é melhor detectar lesões que não curaram espontaneamente em moças mais velhas. Nas muito jovens, a tendência é ser mais conservador e intervir menos", diz.

Especialistas dizem que a melhor prevenção é a vacina. Para eles, a política de rastreamento, sozinha, é ineficaz e a vacina reduz em cerca de 90% o aparecimento das lesões pré-malignas.

"O rastreamento no Brasil não conseguiu reduzir a mortalidade. A adesão é baixíssima, falta acesso e não há campanhas. A vacina evita que a mulher se infecte pelo HPV", diz o oncologista Rafael Kaliks, do Oncoguia.

Consenso. A presidente da Comissão do Trato Genital Inferior da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Nilma Antas Neves, diz que o consenso recomenda a vacinação de mulheres com até 26 anos, priorizando as com 11 anos, que ainda não iniciaram a atividade sexual. "A gente sabe que a vacina não é para todo mundo. Mas ela proporciona proteção cruzada para outros subtipos do vírus."

Luísa Lina Villa, do Instituto Ludwig, vai além. Para ela, não faz sentido deixar de rastrear meninas mais jovens, porque cada vez mais as meninas fazem sexo mais cedo. "Hoje há jovens na faixa de 14 a 18 anos que já apresentam na região genital lesões causadas por HPV. Daí o anseio de oferecer um rastreamento que inclua essa população", diz.

Luísa também propõe que as meninas sejam submetidas primeiro a um exame para detectar o vírus e, caso o resultado dê positivo, sejam submetidas ao papanicolau. "O papanicolau detecta lesões. O exame detecta o vírus."

Segundo Ana, do Inca, a prevenção pela vacina não evita o aparecimento de todas as lesões. "Se tivéssemos essa certeza, o rastreamento seria suspenso."

Ana acrescentou que o Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa para avaliar a viabilidade de inserir a vacina contra o vírus HPV na rede. "Nesse momento, o posicionamento é de não iniciar a vacinação."

Vacina na rede. Pelo menos três cidades oferecem a vacina contra o HPV de graça. Em Cristal (RS), com cerca de 7 mil habitantes, 250 meninas entre 11 e 12 anos foram vacinadas em 2009. Cada menina recebeu três doses, ao custo de R$ 340 cada uma.

Em Campos dos Goytacazes (RJ), o coordenador de imunizações da prefeitura foi às rádios religiosas estimular a adesão. "Conseguimos quebrar a resistência ao explicar para a família a importância da prevenção, independentemente do credo", diz Charbell Miguel Kury. O investimento foi de R$ 5 milhões.

São Francisco do Conde (BA) gastou R$ 1 milhão na compra de 4,5 mil doses do imunobiológico, suficientes para vacinar a população feminina na faixa etária de 10 a 14 anos. / COLABOROU OCIMARA BALMANT 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110312/not_imp690903,0.php

 

Unhas dos pés podem revelar risco de câncer no pulmão, diz estudo


O Estado de S. Paulo – 09/03/2011

 

As unhas dos pés crescem apenas alguns milímetros por mês. Cientistas americanos afirmam que a análise das unhas dos pés de uma pessoa pode indicar o risco de desenvolvimento futuro de câncer no pulmão. Os especialistas da Universidade de San Diego, na Califórnia, descobriram que é possível analisar os níveis de nicotina em pedaços de unhas cortadas.

A pesquisa, publicada na revista especializada American Journal of Epidemiology, afirma que unhas dos pés que crescem lentamente podem funcionar como um medidor da exposição crônica ao fumo. Segundo o estudo, as unhas dos pés não servem apenas para avaliar o risco de câncer no pulmão entre fumantes, mas também entre os não fumantes. A pesquisa concluiu que homens com os níveis mais altos de nicotina nas unhas dos pés tinham risco três vezes maiores de desenvolver a doença do que aqueles com níveis mais baixos.

Fumo passivo

Os pesquisadores americanos analisaram 840 homens, alguns com câncer no pulmão e outros sem a doença. Alguns dos homens com os níveis mais altos de nicotina nas unhas eram não fumantes que, possivelmente, foram expostos à nicotina através do fumo passivo. O câncer de pulmão é o tipo de câncer mais comum no mundo, com 1,61 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. A grande maioria dos casos desta doença são causados pelo fumo.

 

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,unhas-dos-pes-podem-revelar-risco-de-cancer-no-pulmao-diz-estudo,689716,0.htm

 

Nanodiamantes são esperança no tratamento do câncer


Terra – 09/03/2011

Pesquisadores americanos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de uma maneira de atacar tumores em estágio avançado do câncer de mama e de fígado, utilizando uma potente droga quimioterápica aliada a minúsculas partículas de carbono conhecidas como nanodiamantes.

A técnica foi testada em ratos, e mostrou que os nanodiamantes ajudam a doxorrubicina a penetrar no tumor - normalmente resistente ao medicamento - e reduzir seu tamanho. O estudo foi publicado na revista Science Translational Medicine.

Sem os nanodiamantes, a droga era rejeitada pelo corpo ou não conseguia atuar sobre o tumor - ou, pior ainda, acabava causando a morte do paciente se administrada em doses muito altas. "Este é o primeiro trabalho a demonstrar a importância e o potencial dos nanodiamantes no tratamento de cânceres resistentes à quimioterapia", indica a pesquisa.

O estudo aponta o uso promissor do nanodiamante em humanos, já que a resistência à quimioterapia provoca o fracasso do tratamento em 90% dos casos de câncer com metástase. "O mais interessante neste trabalho era quando aplicávamos uma dose ainda mais alta do medicamento, tão alta que matava todos os animais. Eles não sobreviviam o suficiente nem para concluir o estudo", destaca Dean Ho, da Universidade Northwestern, principal autor da pesquisa.

"Mas, quando aplicávamos a mesma dose alta combinada ao nanodiamante, não apenas os animais sobreviviam, como a redução dos tumores era a maior que víamos no estudo", conta. Ho diz ter se interessado pelo uso das partículas de carbono em combinação com medicamentos há mais de três anos, e passou a se concentrar nos nanodiamantes porque outras linhas de pesquisa no campo automotivo mostraram que eles funcionam bem combinados à água - um requisito básico para o uso médico.

"Também percebemos que a forma do diamante é bastante útil, por ser uma estrutura muito organizada, o que é sempre bom para a biologia", explica Ho. Os nanodiamantes são geralmente obtidos a partir de explosões, como em minas de carvão ou refinarias de petróleo. Suspeita-se que resultem também do impacto de meteoritos.

"O que é melhor ainda (sobre os nanodiamantes), é que eles são praticamente um dejeto, que seria produzido de uma maneira ou de outra", diz o pesquisador. "Então, ao invés de jogá-los fora como qualquer subproduto (...), podemos obter partículas bastante uniformes com dois a oito nanômetros de diâmetro".

Ho reconhece que ainda serão necessários alguns anos antes que o tratamento seja disponibilizado no mercado de serviços médicos, e que é preciso testar a técnica em animais maiores antes de partir para cobaias humanas.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4980724-EI8147,00-Nanodiamantes+sao+esperanca+no+tratamento+do+cancer.html

 

design manuela roitman | programação e implementação corbata