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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/03/2011

Consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama

 

Diário do Grande ABC – 01/03/2011

 

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos constatou que o consumo moderado de álcool aumenta o risco da mulher desenvolver o câncer de mama. Para as mulheres que estão na pré-menopausa, dois drinques por dia causam um aumento dos níveis de estrogênico no corpo, o que seria o responsável pelo surgimento do câncer de mama. As mulheres que bebem de forma moderada, de uma ou duas doses diárias de álcool, aumentam em 32% as chances de desenvolver os tumores. Aquelas que bebem menos de uma dose diária aumentam os riscos em 7%. As mulheres que bebem três ou mais doses diárias podem aumentar em até 51% os riscos de desenvolver o câncer de mama. A relação entre álcool e câncer não é de hoje e o tipo de bebida que causa a doença é indiferente. Cerveja, vinho ou destilado, o responsável pela doença é o etanol contido neles. Os médicos aconselham que as mulheres façam uso da bebida eventualmente. O limite máximo é de dois drinques por dia para homens e um para mulheres. Por Carolina Abranches.

http://www.dgabc.com.br/News/5869686/consumo-de-alcool-aumenta-o-risco-de-cancer-de-mama.aspx

50% dos homens no mundo têm alguma das variações do vírus HPV

Revista Época – 28/02/2011

Um estudo realizado no Instituto de Pesquisa e Centro de Câncer H. Lee Moffitt, em Tampa, na Flórida, mostrou que aproximadamente 50% da população masculina possui o vírus do HPV – o Vírus do Papiloma Humano –, e que, anualmente, 6% dos homens contrairão a variação HPV-16 da doença, que é sexualmente transmissível (DST). 

O HPV possui cerca de 200 variações, e algumas delas estão associadas ao desenvolvimento de cânceres tanto em homens quanto em mulheres. Só nos EUA, é estimado que 32 mil casos de câncer em homens em 2009 tenham sido consequência de uma infecção por HPV, segundo o estudo. 

A pesquisa foi desenvolvida por um grupo liderado pela Professora Anna Giuliano, e analisou 1159 homens de três nacionalidades - Brasil, México e Estados Unidos - durante dois anos. Eles tinham entre 18 e 70 anos de idade e tinham vidas sexuais variadas, mas sem extremos. Os resultados mostraram que a incidência de infecção com o vírus é de 38,4 por mil pessoas por ano. E quanto mais parceiros sexuais o homem mantém, maiores são suas chances de se infectar. 

A maior preocupação dos pesquisadores é que o vírus do HPV é facilmente transmissível do homem para a mulher, e aumenta em muito os riscos de doenças mais graves nelas - entender a incidência do HPV nos homens, portanto, é, para os pesquisadores, crucial para os sistemas de saúde pública mundiais. 

“A incidência do HPV genital em homens é alta e relativamente constante em todas as faixas etárias de grupos de homens tanto no Brasil quando no México ou EUA. Os resultados desse estudo trazem novos dados (...) essenciais ao desenvolvimento de ações de vacinação contra o HPV em nível mundial”, diz o estudo. 

As chances de ter se infectado com uma variação do vírus que cause câncer é 2.4 vezes mais alta em homens que já tiveram 50 parceiras ou mais. O tempo médio para se infectar com uma variação comum do HPV é de 7 meses e meio - com o vírus tipo 16, que causa câncer o tempo é de 12 meses. Os médicos chegaram, ainda, à conclusão de que a idade não afeta de forma nenhuma esses espaços médios de tempo nem os números descobertos. 

Comentando a pesquisa, o Doutor Joseph Monsonego, do Instituto the Cervix, na França, disse: “Quanto mais doenças forem prevenidas através da vacinação em homens, principalmente contra o câncer anal, menores são os custos para tratar ambos os sexos contra essas doenças. A vacinação contra o HPV em homems não protegerá mais só eles, mas também terá implicações [na saúde] de suas parceiras”.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI214883-15257,00-DOS+HOMENS+NO+MUNDO+TEM+ALGUMA+DAS+VARIACOES+DO+VIRUS+HPV.html

Cientistas descobrem que processo celular pode reduzir câncer

G1 – 26/02/2011

Cientistas do Trinity College, em Dublin, Irlanda, descobriram que a autofagia desempenha um papel importante em evitar o desenvolvimento do câncer. A pesquisa foi publicada pelo jornal científico “Molecular Cell”.

 

A autofagia é um processo no qual uma célula literalmente se come. Normalmente, ocorre em períodos de jejum prolongado, e nesse contexto é benéfica para manter a nutrição do corpo até que o indivíduo se alimente outra vez.

 

A equipe liderada pelo professor Seamus Martin descobriu que mutações num gene chamado Ras, envolvido em cerca de 30% dos cânceres humanos, provoca a autofagia excessiva, levando à autodestruição da célula que origina um tumor.

 

O Ras mutante aumenta a produção de Noxa, uma proteína que aciona o processo de autofagia, fazendo com que as células se comam até a morte enquanto o câncer ainda está no estágio inicial. O estudo sugere que a autofagia seja um importante método natural de combate ao desenvolvimento do câncer.

 

Outra descoberta importante envolve membros da família de genes Bcl-2. Esses genes interrompem o processo da autofagia, o que faz com que as células cancerosas sobrevivam. Isso sugere que um tratamento com drogas que neutralizem o Bcl-2 possa reativar o processo natural de autodestruição e ajudar a reduzir tumores.

 

“Essa descoberta é um passo importante em direção à compreensão de como as células nos estágios iniciais do câncer apertam o botão de autodestruição e sugere novas formas pelas quais possamos reativar esse processo em cânceres que de fato se estabeleçam”, comentou Martin.

 

Substância da maconha melhora o apetite de pacientes com câncer

G1 – 23/02/2011

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, provaram que o tetrahidrocanabinol (THC), substância presente na maconha, pode melhorar a sensação de gosto e a qualidade do sono em pacientes com câncer que recebam quimioterapia. O trabalho foi divulgado na edição deste mês de uma publicação científica da Sociedade Médica de Oncologia Europeia.

O estudo piloto foi conduzido entre maio de 2006 e dezembro de 2008, com 21 pacientes adultos, todos eles portadores de algum tipo de câncer em estágio avançado - com exceção de tumores no cérebro. A seleção também deu preferência a pessoas que passaram a se alimentar menos por pelo menos duas semanas, como resultado da doença.

 

Onze pacientes receberam uma pílula com a substância, a principal responsável pela ação alucinógena das plantas Cannabis. O restante foi medicado com placebos. A pesquisa foi conduzida com a metodologia duplo-cego, pela qual os médicos e os pacientes não ficaram sabendo quem ingeriu as cápsulas com THC e quem tomou as pílulas falsas.

 

O tratamento durou 18 dias. Cerca de 73% dos pacientes que receberam THC afirmaram estar mais interessados em comida contra apenas 30% dos que ingeriram placebos. A substância também fez os alimentos parecerem ter um gosto melhor para 55% dos voluntários. Só 10% dos que não foram submetidos aos efeitos do THC relataram a mesma satisfação na hora de comer.

O apetite aumentou em 64% dos medicados com a substância e nenhum deles disse estar com menos fome. Já no grupo do placebo, 50% dos pacientes reclamou da perda da vontade de comer e 20% não notaram nenhuma mudança.

 

A quimioterapia causa perda de apetite nos pacientes porque afeta o cheiro e o gosto dos alimentos. Ao comer menos, os portadores de câncer acabam sofrendo com a diminuição do peso e com quadros de anorexia.

 

Segundo a médica Wendy Wismer, da universidade canadense, este é o primeiro teste aleatório e controlado a mostrar que o THC aumenta o apetite em pacientes com câncer, além de ajudar no sono e relaxamento. Ela ainda afirma que o trabalho é importante pois não existem, atualmente, tratamentos contra as alterações de sensibilidade provocadas pelas drogas quimioterápicas.

O teste clínico feito pela equipe canadense é de fase 1, com poucos participantes. Novos estudos em humanos - de fase 2 e 3 - são necessários para comprovar a eficiência do THC na melhora do apetite e do sono em pacientes passando por quimioterapia.

 

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/02/substancia-da-maconha-melhora-o-apetite-de-pacientes-com-cancer.html

 

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