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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/02/2011

Nova York estende proibição de fumo a parques e praias

AFP – 02/02/2011

NOVA YORK — O Conselho da cidade de Nova York aprovou nesta quarta-feira uma lei que estende a proibição de fumo a parques municipais, praias e outras áreas de pedestres, como a Times Square.

"Neste verão, os cidadãos de Nova York que forem aos nossos parques e praias por ar fresco e diversão poderão respirar um ar ainda mais limpo e sentar-se em uma praia livre de bitucas de cigarro", disse o prefeito Michael Bloomberg após a votação.

A proibição aprovada por uma votação de 36-12 entrará em vigor três meses após a assinatura do prefeito em 1.700 parques e 23 km de praias. As multas por seu descumprimento serão de 50 dólares.

Em Nova York é proibido fumar em bares e restaurantes desde 2002. "Nossos esforços nos últimos nove anos resultaram em mais de 350 mil fumantes a menos e contribuíram para que os habitantes de Nova York vivam 19 meses a mais que em 2002", disse Bloomberg.

Grupos de direitos dos fumantes protestaram, afirmando que a medida representa uma redução de suas liberdades.

 

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iwVeZ5OHK535YCIziCBw9-rxLAqA?docId=CNG.c97c07c564d170deb7de15b80916e5e0.d21

 

USP testa terapia para 2 tipos de câncer

O Globo – 08/02/2011

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, ligado à Faculdade de Medicinca da USP, vai testar, em humanos, uma vacina contra câncer de ovário e pulmão. Um dos grandes desafios para a pesquisa de imunoterapia de câncer, segundo Jorge Kalil Filho, professor de Imunologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Instituto do Butantan, é descobrir moléculas específicas do câncer, ou alvos, para atacar.

- O que nós temos nas células de câncer, temos em células normais - explica Kalil Filho, referindo-se à dificuldade de atacar umas sem danificar as outras.

Para estimular uma resposta imunológica contra células cancerosas, é preciso que o organismo as reconheça como tais e as ataque. É justamente isso que o grupo de Kalil está buscando.
A pesquisa é realizada em parceria com o Instituto Ludwig para Pesquisa sobre o Câncer, que desenvolveu moléculas similares às produzidas pelos tumores, que não são expostas ao sistema imunológico, ou seja, que não são reconhecidas pela nosso organismo e, por isso, são atacadas.

- Ao que é próprio do nosso organismo é desenvolvida tolerância imunológica. Ao não próprio podemos desenvolver uma resposta imune - explica o especialista.
- Assim,estes antígenos, por não terem entrado em contato com o sistema imunológico, podem induzir uma resposta imune forte, como se fosse um antígeno de agente infeccioso.

Antígeno comum em tumores de ovário

No caso específico, os cientistas conseguiram desenvolver antígenos comuns à grande maioria dos tumores de ovário e a algus de pulmão - daí a escolha das duas enfermidades.
Desta forma, se a pessoa tiver sido vacinada, quando o tumor expressar um destes antígenos, o sistema imune será provocado a desenvolver uma resposta forte contra a substância e, consequentemente, contra o tumor.

Os estudos com seres humanos estão previstos para começar já na próxima semana. Inicialmente, nas fases 1 e 2, eles testarão a segurança do antígeno, chamado NY ESO 1. Numa terceira etapa, são feitos testes com um número maior de pessoas para avaliar a eficácia da substância.

Os testes clínicos serão feitos no Instituto do Câncer. Já o controle imunológico de resposta será realizado no laboratório de imunologia do Incor e na Faculdade de Medicina.

http://www.nutrionco.com.br/default.asp??site_Acao=MostraPagina&PaginaId=60&acao=mostraNoticia&noticiaId=1047

 

Câncer de pulmão pode ter nova terapia

Estadão – 14/02/2011

Um estudo conduzido no Centro de Evidências em Oncologia (Cevon) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) atestou a eficácia da combinação de irinotecano e cisplatina para o tratamento de um determinado tipo de câncer de pulmão.

Segundo a análise feita na tese de doutorado do médico João Paulo Lima, do Hospital do Câncer de Barretos (SP), esses medicamentos, combinados, demonstraram maior precisão no combate ao câncer pulmonar classificado como de pequenas células e, de acordo com o oncologista André Deeke Sasse, coordenador do Cevon, podem levar a um aumento de até 20% na expectativa de vida dos pacientes com esse tipo de câncer, considerado o mais agressivo entre os que atingem o pulmão.

As análises do uso desses dois medicamentos apontaram para efeitos colaterais mais brandos do que os vistos após sessões de quimioterapia realizadas com cisplatina e etoposídeo ou carboplatina e etoposídeo, combinações utilizadas atualmente no tratamento desse tipo de câncer de pulmão e que causam náuseas, queda de cabelo, diminuição da imunidade e fadiga, entre outras reações.

Orientados por Sasse, entre 2009 e 2010 quatro pesquisadores fizeram uma revisão sistemática da literatura e avaliaram dados publicados e não publicados sobre 3.086 pacientes ao redor do mundo, incluídos em oito estudos apresentados em congressos ou em artigos em revistas científicas. O estudo brasileiro foi publicado em dezembro de 2010 na revista científica Journal of Thoracic Oncology, da Associação Internacional para Estudo do Câncer de Pulmão, uma das principais fontes mundiais de informação sobre tratamento de câncer de pulmão.

Além dos resultados coletados fora do Brasil, em 2010 o oncologista André Sasse usou a combinação medicamentos em seis casos em seu consultório. Um dos pacientes foi o engenheiro civil Neliton Mantovani Corsi, de 64 anos, que descobriu um tumor maligno no pulmão em setembro. "Fui submetido a 12 sessões de quimioterapia. Quando estava na metade do tratamento, fiz a tomografia e observamos uma redução grande da doença, um resultado considerado excelente", afirmou Corsi.

Ele diz não ter sentido efeitos colaterais significativos. "Uma vez só me senti enjoado e tive um pouco de cansaço no início, mas não perdi cabelo nem tive náuseas. Tenho uma vida normal, trabalho tranquilamente."

Fumante durante 35 anos, Corsi passará agora por uma fase de radioterapia preventiva. "A gente aprende que tem coisas na vida que não levam a nada", afirmou ele, sobre o tabagismo.

De acordo com o oncologista André Sasse, o câncer de pulmão de pequenas células está quase sempre associado ao tabagismo. "É raro esse tipo de câncer acometer alguém que não fume, e dá um tempo estimado de vida ao paciente menor que em qualquer outro tipo de câncer de pulmão", completa. 

 

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110214/not_imp679174,0.php

Processo de cicatrização pode provocar tumores de pele, afirma estudo

Estadão – 15/02/2011

Uma pesquisa sueca publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences nesta segunda-feira, 14, afirma que feridas podem permitir que certos tipos de células com mutações genéticas migrem para a superfície da pele, provocando tumores de pele em pessoas predispostas. Segundo os pesquisadores, a exposição aos raios UV do Sol juntamente com o processo ativo de regeneração do tecido machucado é uma combinação perigosa que pode provocar certos tipos de tumores.

Os cientistas do instituto médico da Universidade de Karolinska conseguiram ligar as mudanças genéticas no desenvolvimento de carcinomas basocelulares (um tipo de câncer de pele) ao processo de cura de feridas em ratos. O mesmo processo foi identificado em tumores humanos. Os resultados dos estudos mostraram que o processo de cicatrização pode aumentar tanto o número quanto o tamanho dos tumores.

O estudo usou a técnica de "rastreamento de linhagem" - que marca células permanentemente para que sua trajetória possa ser observada até sua linhagem - para determinar onde e em quais células a formação do tumor começou.

O câncer de pele carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer e está associado à exposição prolongada aos raios UV do Sol sem a proteção adequada. Além disso, já havia relatos da ligação entre feridas e a incidência dos tumores (como a famosa história do tumor de Bob Marley após um machucado no dedo do pé, durante um jogo de futebol).

O estudo aponta que há, portanto, uma evidência epidemiológica forte que apoia a hipótese de que queimaduras de sol severas - severas o suficiente para provocar danos à pele - são um fator de risco importante para o desenvolvimento de câncer de pele.

O estudo usou a técnica de "rastreamento de linhagem" - que marca células permanentemente para que sua trajetória possa ser observada até sua linhagem - para determinar onde e em quais células a formação do tumor começou.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,processo-de-cicatrizacao-pode-provocar-tumores-de-pele-afirma-estudo,679832,0.htm

Descobertas bases bioquímicas da ação do brócolis contra o câncer

Diário da Saúde – 14/02/2011

Gene do câncer

Cientistas descobriram as bases bioquímicas para a atividade anticâncer do brócolis e de seus primos verdes.

Eles verificaram pela primeira vez que certas substâncias presentes nesses vegetais parecem atacar e bloquear um gene defeituoso associado com o câncer.

O trabalho, que poderá levar a novas estratégias de prevenção e tratamento do câncer, foi publicado no Journal of Medicinal Chemistry.

Isotiocianatos

Substâncias chamadas isotiocianatos, que são encontradas no brócolis, agrião, couve-flor e outros vegetais crucíferos, já haviam se mostrado eficazes para interromper o crescimento do câncer.

Mas ninguém sabia exatamente como funcionam estas substâncias, uma chave para o desenvolvimento de melhores estratégias para combater o câncer.

Agora, Chung Fung-Lung e seus colegas da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, descobriram que o gene p53 parece desempenhar um papel chave em manter as células saudáveis, impedindo-as de iniciar o crescimento anormal, que é um traço do câncer.

Quando mutado, o gene p53 não oferece essa proteção, e as mutações ocorrem em metade dos cânceres humanos. Segundo os cientistas, os isotiocianatos podem funcionar alvejando este gene.

Vegetais crucíferos

Os cientistas estudaram os efeitos de alguns isotiocianatos naturais - presentes nas plantas - em uma variedade de células de câncer, incluindo câncer de mama, pulmão e câncer de cólon, com e sem o gene defeituoso supressor de tumor.

Eles descobriram que as substâncias são capazes de remover a proteína p53 com defeito, mas aparentemente deixam o tecido normal intocado.

Medicamentos à base dos isotiocianatos, naturais ou sintetizados, poderiam melhorar a eficácia dos tratamentos atuais para o câncer ou levar a novas estratégias de tratamento e prevenção do câncer.

Pesquisas feitas diretamente com os vegetais já mostraram que o brócolis e seus primos crucíferos têm forte atuação contra vários tipos de câncer e outras doenças.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=acao-do-brocolis-contra-cancer&id=6167

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