Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/01/2011

Cientistas desenvolvem técnica que protege fígado em casos de câncer de cólon
EFE 13/01/2011

Uma equipe de cientistas espanhóis desenvolveu uma técnica de tratamento genético que, com a combinação de imunoterapia e quimioterapia, ajuda a proteger o fígado de pacientes com câncer de cólon, já que é comum que a doença se expanda para esse órgão.

Por enquanto, os resultados foram obtidos apenas em testes com animais, informaram nesta quinta-feira os responsáveis pela pesquisa, Jesús Prieto e Rubén Hernández, da Universidade de Navarra, no norte da Espanha.

O câncer de cólon apresenta uma tendência de se expandir ao fígado, de modo que mais da metade dos pacientes apresenta metástases hepáticas, o que limita suas opções de cura, afirmam os pesquisadores.

Nos estágios iniciais, as metástases podem ser eliminadas por cirurgia, mas na maioria dos pacientes isso não é possível ou as metástases reaparecem depois de um tempo, por isso que a quimioterapia muitas vezes é a única alternativa, embora sua eficácia a longo prazo seja limitada.

Segundo os pesquisadores, "este tratamento combinado elimina metástases pré-existentes e protege o fígado contra possíveis recidivas".

De acordo com Prieto e Hernández, "os resultados obtidos em modelos animais confirmam que é uma modalidade terapêutica sumamente promissora que poderia ser eficaz em pacientes com tumores de cólon com metástase de fígado".

Na fase atual, o trabalho dos pesquisadores se centra em aperfeiçoar os mecanismos para produzir meios de tratamento genético com um rendimento compatível com sua aplicação clínica, enquanto se propõem a validar estes resultados em outros modelos experimentais para prever o possível efeito que teria em humanos.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4888608-EI238,00-Cientistas+desenvolvem+tecnica+que+protege+figado+em+casos+de+cancer+de+colon.html

 

Exame identifica célula cancerosa no sangue

Teste, que funciona como uma 'biópsia líquida', será útil para monitorar a evolução da terapia; métodos atuais são invasivos ou mais caros

AP e EFE – 04/01/2011

Cientistas dos Estados Unidos desenvolveram um teste sanguíneo que pode identificar uma única célula cancerosa entre milhares de células saudáveis.

Os pesquisadores anunciaram ontem uma parceria com a farmacêutica Johnson & Johnson para levar a invenção ao mercado. Quatro grandes centros de tratamento do câncer devem iniciar neste ano estudos com o teste de forma experimental.

Células cancerosas dispersas no sangue significam que o tumor se espalhou ou poderá se espalhar para outras partes do corpo. O teste pode capturar essas células com potencial para se transformar em outros tipos de câncer, especialmente de mama, próstata, intestino e pulmão.

Inicialmente, os médicos querem usar o exame para tentar prever quais tratamentos serão melhores para cada paciente e descobrir mais rapidamente se eles estão funcionando. "É como uma biópsia líquida" que evita a remoção dolorosa de amostras de tecido e a realização de tomografias periódicas, disse Daniel Haber, chefe do Hospital Geral de Massachusetts.

O teste pode oferecer uma nova forma para detectar o câncer, além das mamografias, colonoscopias e outros métodos utilizados hoje em dia.

"Há muito potencial e é por isso que há muita animação", disse Mark Kris, da divisão de tratamento do câncer de pulmão no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York.

Leia mais em:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110104/not_imp661714,0.php

 

Cuba registra primeira vacina terapêutica contra câncer de pulmão

Cuba registrou a primeira vacina terapêutica contra o câncer de pulmão, após testar sua eficácia em mais de mil pacientes sem que tenham ocorrido efeitos colaterais, informou esta segunda-feira uma autoridade científica.

"Foram mais de 15 anos de pesquisas", disse ao semanário 'Trabajadores' Gisela González, chefe do projeto desta vacina - denominada CIMAVAX-EFG -, cujo objetivo é transformar o câncer de pulmão avançado em uma doença crônica controlável.

O registro permite usar a vacina maciçamente no país, bem como nos mil pacientes aos quais foi administrada durante os testes, e "atualmente seu registro avança em outras nações", disse a especialista.

"Uma vez que o paciente termina o tratamento com radioterapia ou quimioterapia e é considerado um paciente terminal sem alternativa terapêutica, neste momento é aplicada a vacina, que ajuda a controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada, e pode ser usada como um tratamento crônico que aumenta a expectativa e a qualidade de vida do paciente", ressaltou.

A vacina "está baseada em uma proteína que todos temos: o fator de crescimento epidérmico", acrescentou González.

"Igualmente se avalia a forma de empregar o princípio desta vacina em outros tumores sólidos (em próstata, útero e mama), que podem ser alvo deste tipo de terapia. Existem resultados importantes, mas é preciso esperar", concluiu.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hYpsojggeFAViGpFSmql5UFuRk1Q?docId=CNG.710c1102b762c4d6b5afccd896c6c66c.421

 

Técnica com transplante de tumor a camundongo 'cura' paciente de câncer de pâncreas

Americano havia recebido prognóstico de poucas semanas de vida há mais de quatro anos.

BBC Brasil - 12 de janeiro de 2011

Pesquisadores espanhois conseguiram eliminar um tumor maligno de um paciente com câncer de pâncreas em estado avançado graças a uma técnica que envolveu o transplante do tumor para camundongos.

O paciente, o americano Mark Gregoire, havia recebido em maio de 2006 o prognóstico de uma sobrevida de poucas semanas. Três de seus sete irmãos morreram em consequência do mesmo tipo de câncer de pâncreas, que mata 95% dos pacientes.

Mais de quatro anos depois, Gregoire, de 65 anos, não apresenta mais sinais do tumor em seu corpo, apesar de os médicos ainda advertirem que é cedo para dizer que ele foi totalmente curado.

Os pesquisadores, da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, e do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO, na sigla em espanhol), de Madri, desenvolveram as células do tumor que acometia Gregoire em camundongos de laboratório, para que pudessem testar simultaneamente a reação do tumor a dezenas de possibilidades de remédios sem expor o paciente aos possíveis efeitos colaterais.

Com isso, eles descobriram que o câncer de Gregoire podia ser tratado com a droga mitomicina-C, que inibe a divisão das células tumorais. O paciente vinha recebendo doses de quimioterapia padrão para câncer de pâncreas, sem resultados, mas se recuperou rapidamente com o novo tratamento.

"Todos os tumores têm um ponto vulnerável, mas a dificuldade é identificar isso, por conta da diversidade genômica dos tumores", explicou à BBC Brasil o coordenador do estudo, Manuel Hidalgo.

"A probabilidade de que outro paciente com câncer de pâncreas tenha o mesmo tipo de tumor que Gregoire é de 1% a 3%", diz ele. As variações possíveis de tratamentos chegam a quase cem, segundo ele. "Daí a necessidade de personalizar o tratamento", afirma.

Genoma

Paralelamente ao estudo do efeito dos remédios com a ajuda dos camundongos, os médicos sequenciaram o DNA das células cancerígenas do paciente para identificar a mutação genética responsável pelo desenvolvimento do câncer.

"Analisamos cerca de 20 mil genes e encontramos uma mutação em um deles que explica por que o tumor responde bem à mitomicina-C", relata Hidalgo.

Assim, será possível no futuro identificar se outro paciente tem um tumor com a mesma variação genética que a de Gregoire, eliminando a necessidade do procedimento com os camundongos.

O estudo do caso de Mark Gregoire foi relatado em um artigo publicado na última edição da revista especializada Molecular Cancer Therapeutics. Segundo Hidalgo, a técnica com o transplante do tumor a camundongos vem sendo ainda testada com outros 15 pacientes, com nível de sucesso semelhante.

Segundo Hidalgo, a agressividade dos tumores está relacionada em parte à falta de tratamento adequado a eles, o que pode ser resolvido pela nova técnica. "Se tivermos tratamentos mais eficazes, os tumores podem ser mais bem controlados", afirma.

O pesquisador afirma que a técnica até agora vem sendo testada com pacientes de câncer de pâncreas, mas pode ser também usada para tumores de cólon, pulmão ou pele (melanoma), cujas células podem ser transplantadas mais facilmente para animais.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,tecnica-com-transplante-de-tumor-a-camundongo-cura-paciente-de-cancer-de-pancreas,665111,0.htm

 

design manuela roitman | programação e implementação corbata