Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/09/2010

Fundação do Câncer promove campanha de controle do tabagismo

Fapesp - 01/09/2010

A Fundação do Câncer inaugura uma nova página em seu site, que informa aos usuários os riscos relacionados ao tabagismo (www.cancer.org.br/leiantifumo). O espaço é voltado prioritariamente para as mulheres. De forma interativa, as visitantes descobrem as suas chances de desenvolver várias doenças relacionadas ao cigarro, como cânceres, alergias e problemas cardíacos. A iniciativa faz parte da campanha “A falta de informação pode causar câncer” promovida pela instituição.

O objetivo é mostrar o quanto a adoção de hábitos saudáveis como, por exemplo, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e é claro, não fumar contribuem para a prevenção de doenças. Por isso, após responder um breve questionário, a visitante tem acesso a uma página ilustrada, que mostra o corpo humano em detalhes e as chances de desenvolver doenças em cada órgão a partir das respostas dadas anteriormente.

A campanha será divulgada, principalmente, na Internet com foco nas mídias sociais. De acordo com a assessora de Comunicação da Fundação do Câncer, Claudia Gomes, a intenção é atingir principalmente os públicos jovem e feminino, considerados os grupos mais vulneráveis em relação ao tabagismo.

“O aumento da participação da mulher no mercado de trabalho trouxe mais poder aquisitivo e de decisão para este grupo. Ao mesmo tempo em que essas mudanças alteraram o papel da mulher também a tornaram um alvo da indústria do tabaco. O cigarro passou a ser vendido como símbolo da emancipação e independência”, afirma Claudia Gomes.

Campanha - A campanha na Internet foi desenvolvida pela agência digital Traço Certo. Além de banners em sites de conteúdo e de links patrocinados no Google, a campanha prevê a potencialização do tema tabagismo via mídias sociais como o Orkut, Facebook e Twitter.

“A nossa meta é viralizar a campanha nas redes levando o usuário ao hotsite. Desta forma, esperamos conscientizar as pessoas por meio de dados de pesquisas do INCA e ativar assinaturas para aprovação do projeto de lei que garante ambientes coletivos fechados 100% livres do tabaco”, explica Claudia Gomes.

O hotsite ficará no ar continuamente e a divulgação da campanha em sites de conteúdo acontece até novembro.[www.cancer.org.br/leiantifumo].

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=129968

 

Nanotecnologia abre novo caminho para combate ao câncer

Estudos se multiplicam pelo País e prometem ser nova arma de defesa contra a doença

Por Chris Bertelli, iG São Paulo - 31/08/2010
As nanopartículas, moléculas 90 mil vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo, são a grande aposta da ciência para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais de uma das doenças mais temidas da atualidade: o câncer.
Aliando a fotodinâmica – aplicação de luz no combate às células cancerígenas, uma técnica largamente utilizada desde 1970 em outros países – à nanotecnologia, cientistas brasileiros têm obtido índices de cura de 95% em testes com animais tratados por câncer de pele. A associação entre essas duas terapêuticas têm sido a chave do sucesso.
A previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que, só este ano no país, 113.850 brasileiros desenvolvam câncer de pele não melanômico – uma forma menos agressiva da doença, que é mais comum em pessoas com mais de 40 anos e em brancos.
“Já estamos em fase clínica, mas esse tratamento, para ser administrado, depende da autorização do Comitê de Ética em Pesquisa", explica Antonio Claudio Tedesco, coordenador do Centro de Nanotecnologia da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto."Seu tamanho ínfimo permite que as partículas penetrem com maior especificidade e seletividade usando quantidades infinitamente menores de remédio, com menos danos aos tecidos normais", diz.

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Com isso, ganha-se eficiência já que é possível atuar em uma área maior. “Fazendo um paralelo com grãos de areia, quanto menor for o tamanho, maior será a quantidade de grãos possível de inserir em algum lugar”, explica Tedesco. “O resultado é maior e não há efeitos adversos”, afirma Cassilda da Silva de Souza, coordenadora de dermatologia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
A primeira etapa está no composto fotoativo, que pode ser feito quimicamente ou, de acordo com novas pesquisas, extraído da clorofila de plantas como o espinafre, por exemplo. A matéria-prima é encaminhada ao Centro, onde recebe tratamento nanotecnológico e é transformada em creme.
Essa emulsão é aplicada no local da lesão cancerígena. Duas horas depois, as moléculas viram fotoativas, ou seja, passam a ser capazes de absorver luz. Neste momento, a região é irradiada com laser (luz vermelha), a molécula reage com o oxigênio formando um radical livre, que vai desencadear a morte da célula doente.
“O que a terapia fotodinâmica descobriu é que produzir grande quantidade de radical livre em uma única célula com câncer vai levá-la a morte”, relata Tedesco. “O efeito é o de uma queimadura solar. A célula sofre um edema e o processo inflamatório mata aquela célula, que é removida, dando lugar a uma nova.”
O mecanismo de ação não consegue migrar de uma célula para outra, tornando esse método seguro e sem efeitos colaterais. As células sadias vizinhas têm um funcionamento próprio de proteção e não morrem. A única recomendação é que o paciente evite a exposição ao sol nas 24 horas após a aplicação e que faça um acompanhamento frequente da lesão.
Mas o tratamento tem suas limitações e a principal delas é o estágio em que o câncer se encontra. “Não é indicado para câncer com metástase, nem para tumores com mais de três centímetros. Além disso, não tem efeito se utilizado sobre o melanoma. A cor preta dessas lesões, tonalidade que absorve todos os comprimentos de onda, torna impossível ativar o fármaco”, diz Tedesco.
Segundo Cassilda Souza, a gama de tumores de pele tratáveis por esse método é de no máximo 30%. “Há essa limitação porque nós utilizamos a droga mais a luz e a pele tem um bloqueio natural contra a ação da luz. Dessa forma, temos uma parte controlada, que é a do medicamento, e outra não, a da luz.” Outro ponto salientado pela dermatologista é a questão do tratamento único. “Acho complicado usar uma terapêutica localizada em uma doença que pode estar também em outros lugares do corpo”, afirma.

Leia mais em:

http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/nanotecnologia+abre+novo+caminho+para+combate+ao+cancer/n1237753979665.html

 

Encontradas novas variações genéticas vinculadas ao câncer de mama

Prensa Latina - 07/09/2010

Uma equipe de cientistas encontrou variações genéticas que em conjunto desempenham um papel-chave no desenvolvimento do câncer de mama, segundo os resultados de um estudo difundido hoje nesta capital.

Expertos do Instituto do Genoma de Cingapura descobriram 121 pequenas variações em 15 genes de mulheres filandesas e suecas com câncer de mama positivo para receptores de estrogênio.

Esse tipo de câncer de seio é sensível ao estrogênio o qual significa que o hormônio faz com que o tumor cresça.

Os resultados do estudo se podem utilizar para identificar às mulheres que tenham possibilidade de beneficiar-se com as drogas que apresentam dose baixas de estrogênio.

O impacto individual de cada variação é mínimo, explicaram os pesquisadores, mas uma combinação de todas aumenta a produção do hormônio e também o risco de câncer.

Os genes BRCA1, BRCA2, P53 e ATM estiveram envolvidos com o desenvolvimento do câncer em mulheres jovens principalmente.

Mas neste estudo se acharam mutações associadas ao câncer de peito em mulheres pos-menopáusicas.

As mulheres que começam a menstruar cedo apresentam um maior risco de padecer câncer de peito devido à exposição mais comprida ao estrogênio, explicaram os expertos.

As mesmas variações genéticas foram detectadas em mulheres com câncer de útero onde a exposição do estrogênio também se considera código.

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=218588&Itemid=1

 

Mutações em gene podem causar câncer de ovário

Portal Terra – 09/09/2010

Mutações em um gene chamado ARID1A podem ser responsáveis por casos de câncer de ovário, dizem dois estudos publicados nesta quarta - um da Universidade de Baltimore, nos EUA, e outro da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá - segundo informações divulgadas pelo site ScienceNews. Os estudos foram publicados na revista Science e no New England Journal of Medicine.
Este gene, em sua forma normal, possui a função de reprimir a formação de tumores. Apenas um em cada cinco casos de câncer de ovário é detectado antes de se espalhar pelos ovários. Os cientistas participantes dos dois estudos disseram, em entrevista ao ScienceNews, que o tratamento e as pesquisas sobre câncer de ovário, atualmente, estão lentos, portanto essa descoberta trará grande avanço.
Foram pesquisados 119 ovários com células cancerígenas, nos quais em 55 foram achados o gene mutante. Em outro teste, realizado em duas mulheres, foi constatado que o gene ARID1A estava modificado nos tumores em ovário e sistemas de proteção ao câncer falharam em combatê-lo.
"Essa mutação é recente neste tipo de câncer", disse ao ScienceNews David Huntsman, patologista da Universidade da Colúmbia Britânica. "É possível que esta forma de câncer de ovário venha de celular originárias do útero", completou.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4669028-EI8147,00-Estudos+mutacoes+em+gene+podem+causar+cancer+de+ovario.html

 

Esponjas contra o câncer

FAPESP - 10/09/2010

A diversidade de compostos químicos presente nas esponjas coloca esses animais marinhos entre as mais promissoras fontes para a obtenção de produtos naturais bioativos visando à produção de novas drogas, de acordo com Raymond Andersen, professor do Departamento de Química e Ciências da Terra e do Oceano da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Andersen, cujo laboratório se dedica à prospecção, isolamento, análise estrutural e síntese de compostos extraídos de organismos marinhos, participou, nesta quinta-feira (9/9), do Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo programa Biota-FAPESP. O cientista apresentou, durante o evento na sede da Fapesp, trabalhos realizados por seu grupo sobre compostos isolados a partir de esponjas coletadas em Papua-Nova Guiné e na costa canadense. Os compostos têm ação antimitótica – ou seja, são capazes de deter o processo de divisão celular, o que permitiria sua utilização no desenvolvimento de drogas contra o câncer, por exemplo.

Segundo Andersen, as esponjas marinhas são especialmente interessantes para a prospecção de compostos bioativos, pois raramente se encontra uma diversidade química tão notável em um só organismo.

“Um dos fatores que explicam essa espantosa diversidade química é que as esponjas não têm defesas físicas, mas têm cores vivas, ficam expostas e não se movem, não podendo fugir de predadores. Por isso, elas têm necessidade de defesas químicas. Acreditamos que, por serem animais muito primitivos, elas sejam capazes de tolerar e produzir compostos químicos especialmente exóticos”, disse à Agência Fapesp.

A necessidade de defesa ligada à evolução, no entanto, não é a única explicação para a variedade de compostos químicos presentes nas esponjas, segundo o pesquisador. Boa parte dessa diversidade pode ser fruto da simbiose – outra característica marcante das esponjas.

“Cada vez mais começamos a acreditar que muitos desses compostos encontrados em esponjas são provenientes de relações simbióticas com microrganismos dos quais elas se alimentam”, disse.

Fotos microscópicas dos tecidos das esponjas mostram a presença – no interior dos próprios tecidos, ou em suas adjacências – de uma quantidade imensa de microrganismos. “Achamos que a alta tolerância das esponjas às relações simbióticas, desenvolvida ao longo da evolução, possa ser uma das explicações para que esses organismos sejam uma fonte tão rica de novos compostos químicos”, disse.

Segundo Andersen, em comparação com outros organismos marinhos, apenas os corais moles – da ordem Alcyonacea, que não possuem esqueleto de carbonato de cálcio – aproximam-se das esponjas com relação à riqueza de compostos químicos e metabólitos secundários.

“Mesmo assim, a química dos corais moles não tem tanta diversidade. O mais notável, no caso das esponjas, é que as classes de compostos são todas provenientes de biossintéticos diferentes. Mais uma vez, acreditamos que essa característica possa ser reflexo do fato de que boa parte desses compostos é feita por meio de simbiose, contando com a imensa diversidade de micróbios que vivem dentro das esponjas e são responsáveis pela incrível diversidade química que encontramos nelas”, explicou.

Dependendo do local onde uma mesma espécie de esponja é coletada, pode-se encontar compostos químicos muito diferentes. Para Andersen, isso é mais uma evidência de que a diversidade química é proveniente da simbiose.

“Provavelmente, as esponjas que vivem em diferentes locais têm simbiose com microrganismos diferentes. De certo modo, trata-se de uma maravilhosa amplificação da biodiversidade. Se a química estivesse ligada apenas às células da esponja, provavelmente a mesma esponja em todos os lugares teria a mesma composição. Mas, como a química está relacionada à simbiose, a mesma espécie de esponja pode ter composições químicas distintas em diferentes partes do mundo, multiplicando as possibilidades de prospecção de produtos bioativos”, afirmou.

O procedimento de prospecção consiste em coletar o maior número possível de esponjas e analisar, em uma fase posterior, o potencial bioativo dos compostos químicos presentes nelas.

“Em geral, já sabemos que as esponjas são uma rica fonte de compostos químicos. Então, não orientamos a busca para compostos específicos. Coletamos muitas esponjas de modo que possamos montar uma grande biblioteca de extratos, com grande diversidade química. Aí, usando ensaios biológicos, procuramos por compostos que tenham tipos específicos de atividade biológica, como a atividade antimitótica, ou a ação em um receptor específico”, explicou.

Leia mais em:

http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=16647:esponjas-contra-o-cancer&catid=56:ciia-e-tecnologia&Itemid=75

 

Pesquisa com algas brasileiras visa obter remédios com ação anticâncer

Estudo de bióloga já rende movimentações para duas patentes. Uma das algas chega a reduzir efeitos colaterais de quimioterápicos.

Por Mário Barra Do G1, em São Paulo - 13/09/2010

Algas comuns no litoral brasileiro podem ser a chave para remédios anticâncer no futuro. É a aposta da pesquisadora Letícia Costa-Latufo, da Universidade Federal do Ceará (UFCE), que participa de pesquisas para duas patentes.
A primeira delas tem como objetivo garantir os direitos da aplicação de moléculas chamadas lactonas sesquiterpênicas em alguns remédios contra o câncer. "São substâncias de plantas comuns no sudeste do Brasil", diz Letícia. "A ideia é a obtenção e formulação do material e, posteriormente, o uso dele como antitumoral."
Feita em parceria com o professor Norberto Poperino Lopes, da Universidade de São Paulo (USP), a patente já está em estágio avançado rumo ao depósito no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). "Aqui no Brasil, você não protege a molécula, só o uso dela", diz a pesquisadora.
A segunda patente, também em fase de elaboração para depósito no INPI, diz respeito a um açúcar da alga Sargassum vulgare, usado pela bióloga em testes com camundongos. Neles, a substância se mostrou eficaz como remédio anticâncer e estimulante do sistema de defesa do organismo.
"Uma empresa do Ceará detém o processo de obtenção do polissacarídeo da alga, é um material que apresenta um bom rendimento para os estudos", diz Letícia. A ideia é driblar uma dificuldade para pesquisas com algas: em muitos casos seria necessário coletar uma grande quantidade do material, o que pode trazer impacto no meio ambiente.
Ao testar o efeito do açúcar em camundongos sob quimioterapia, a equipe de Letícia notou que os efeitos colaterais foram reduzidos e a eficiência, aumentada. "A molécula da alga estimula a atividade do sistema imunológico, o que diminui parte dos problemas da medicação como a diminuição dos glóbulos brancos", diz a pesquisadora. "O mais interessante foi notar, também, que o polissacarídeo é mais eficiente pela via oral, mais do que pela peritonial [membrana que recobre as paredes do abdome, é a via mais comum para administração desse tipo de medicamento]."
"Seria preciso o interesse de nossa indústria, para desenvolver remédios em larga escala", afirma Letícia. "É preciso negociar com as empresas farmacêuticas e desenvolver toda a parte de toxicologia pré-clínica dessas moléculas."
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/09/pesquisa-com-algas-brasileiras-visa-obter-remedios-com-acao-anticancer.html

 

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