Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 17/08/2010

Vírus da herpes poderia combater câncer de cabeça e pescoço 
Prensa Latina – 02/08/2010
Um vírus de herpes alterado geneticamente poderia ajudar a tratar o câncer de cabeça e pescoço, divulgaram hoje científicos na revista Clinical Cancer Research. Este tratamento é uma esperança ao resultar efetivo no 93% dos casos de um grupo de 17 pacientes.
No entanto, especialistas do Instituto de Investigação do Câncer em Londres, quem realizaram o estudo, são cautelosos e propõem a necessidade de repetir o ensaio com uma mostra de doentes maior e comparar essa terapia com a convencional.
Durante a investigação, os cientistas observaram que em 14 pacientes (82,3 por cento) que se submeteram ao tratamento experimental junto ao habitual o tumor diminuiu, enquanto entre os operados não se observaram restos de tecido cancerígeno.
Após dois anos, ainda o 82% dos pacientes se mostraram imunes à recorrência da doença.
Entre o 35% e 55% dos pacientes que recebem quimioterapia contra o câncer de cabeça e pescoço se produz uma recaída dois anos mais tarde pelo qual os resultados desta investigação resultam favoráveis.
Após o tratamento com o vírus modificado geneticamente só dois de 13 pessoas que receberam uma alta dose voltaram a sofrer uma recaída.
O vírus modificado rompe as células do câncer de fora para adentro e não afeta o tecido são.
Com esta terapia potencial contra o câncer, os cientistas pensam que além de eliminar as células afetadas será possível reativar o sistema imunológico e impulsionar a criação de uma proteína que ajude ao organismo a identificar as células tumoral.
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=210288&Itemid=1

Acham no Japão mutações genéticas vinculadas a câncer prostático
Prensa Latina – 02/08/2010
Cinco novas variações genéticas tem sido identificadas só em pacientes japoneses com câncer de próstata, publicou a revista Nature Genetics em sua mais recente edição.
Ditas variações poderiam ser específicas de japoneses, segundo o estudo que envolveu a 4.584 pacientes e a outros 8.801 personas sem a enfermidade.
Durante a pesquisa, cientistas do Centro de Medicina Genômica RIKEN, em Tokio, observaram outras 19 variações genéticas identificados com anterioridade.
Sem embargo, outras 12 mutações que se encontram com frequência entre la população oriental no se acham entre os japoneses.
Segundo o autor principal do estudo, Hidewaki Nakagawa, este trabalho mostra a diversidade genética existente entre os pacientes com câncer de próstata.
As mutações encontradas poderiam combinar-se para avaliar-se a propensão a desenvolver a enfermidade.
"Uma prova genética que combine estas múltiplas (variações) nos permitiria predizer com mais precisão o risco de câncer de próstata de um homem no Japão, onde la quantidade de pacientes com câncer prostático está crescendo rapidamente", disse Nakagawa.
http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=210255&Itemid=1

Jovem que teve traqueia destruída por câncer se cura com terapia de células-tronco
O Globo - 03/08/2010
Uma adolescente britânica, de 19 anos, que sofre de câncer de traqueia, ganhou um novo órgão construído a partir de células-tronco de seu nariz e da medula. Esta técnica evitou a aplicação de drogas contra rejeição e é mais um passo nesse tipo de transplante.
A jovem, não identificada, foi operada pela mesma equipe que em 2008 usou técnica similar na colombiana Claudia Castillo, de 30 anos, na Espanha. Ela sofria de um grave problema na traqueia. Só que neste caso, o grupo do doutor Paulo Macchiarini, professor na Universidade de Barcelona e na Escola de Medicina de Hannover, na Alemanha, implantou a estrutura de uma traqueia retirada de um cadáver, um homem de 51 anos. Antes, os cientistas submeteram o órgão doado a banhos de substâncias químicas fortes (um detergente enzimático) para destruir todas as células vivas do doador, deixando apenas uma espécie de fôrma, composta de colágeno.
Posteriormente ela foi devidamente repovoada com células da própria paciente. Dois tipos de células foram aplicadas: aquelas retiradas da própria região da traquéia e células-tronco adultas, cultivadas antes do transplante. Este ano, um menino britânico, de dez anos, passou pelo mesmo procedimento.
Para a adolescente britânica, os médicos criaram uma traqueia biologicamente idêntica ao seu órgão de origem e injetaram as células-tronco um pouco antes do transplante. Apenas quatro dias depois da cirurgia, no último dia 13 de julho, no hospital italiano Careggi, a jovem já conseguia falar. A mesma equipe operou um theco de 31 anos. São necessários de dois a três meses para as células-tronco cobrirem completamente a traqueia e formar um novo órgão.
- Esta é uma solução única para um problema que não tinha qualquer saída, exceto a morte - diz Walter Giovannini, diretor do Hospital Careggi, em Florença. Os cirurgiões têm feito avanços no transplante de traqueias, mas em casos anteriores os órgãos foram fisicamente danificados por algum trauma. Já o câncer traqueia é raro e muito difícil de tratar porque é resistente à quimioterapia e radioterapia. E os transplante de dispositivos mecânicos para substituir a traqueia não se mostram eficazes.
http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/08/03/jovem-que-teve-traqueia-destruida-por-cancer-se-cura-com-terapia-de-celulas-tronco-917306853.asp

Proteína que elimina o ferro em células poderá evitar a quimioterapia e cirurgias em mulheres com câncer de mama
Correiobraziliense.com, por Paloma Oliveto - 05/08/2010
Os tratamentos invasivos e o excesso de drogas tóxicas utilizados regularmente no combate ao câncer de mama podem ser substituídos, no futuro, por uma terapia bem menos agressiva. Uma equipe de cientistas do Centro Médico da Wake Forest University Baptist (WFUBMC, sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriu que níveis baixos de ferroportina, a única proteína conhecida que tem a função de eliminar o ferro presente nas células, estão associados às formas mais graves e recorrentes de tumores malignos nas mamas.
O estudo, publicado ontem na edição on-line da revista Science Translational Medicine, traz a esperança de que seja possível prever se um câncer poderá reincidir, com base nos níveis de ferroportina identificados no organismo. De acordo com os autores, a descoberta poderá ajudar as mulheres com dosagens excessivas dessa proteína a evitar tratamentos cirúrgicos ou quimioterápicos. “A quantidade de ferroportina pode nos ajudar a predizer se mulheres que tiveram câncer de mama voltarão a sofrer com o problema”, disse ao Correio Frank M. Torti, diretor do Centro de Estudos sobre o Câncer da WFUBMC, e principal autor do artigo.
Segundo Torti, a medição dos níveis de ferroportina no sangue poderá também ajudar a desenvolver uma nova terapia para pacientes com câncer de mama. “Existe um grupo de mulheres com alto risco de ter câncer de mama e que possuem altos níveis de ferroportina. Acredito que podemos conseguir ajustar nossos tratamentos de forma que essas pacientes evitem a quimioterapia. A capacidade de predizer quais mulheres poderão se beneficiar com outra terapia seria um grande avanço”, observa Torti.
Para chegar às descobertas descritas no artigo, a equipe de Torti realizou diversos experimentos no laboratório da WFUBMC. A partir da hipótese de que a dosagem de ferro fica alterada em pacientes com câncer de mama e que essa alteração pode ser uma peça importante no mecanismo de desenvolvimento do tumor, os cientistas, primeiramente, examinaram células humanas de câncer de mama e descobriram que, nelas, havia uma significativa redução da ferroportina, comparando-se a células mamárias saudáveis.
De acordo com Torti, há uma série de mudanças genéticas e protéicas nas células cancerígenas. Por isso, os pesquisadores passaram a investigar se a redução da ferroportina nessas estruturas contribuíam diretamente para o crescimento do câncer, ou se a alteração era apenas uma consequência da doença. Para fazer isso, os cientistas aumentaram artificialmente a quantidade de ferroportina, próximo aos níveis normais presentes em pessoas saudáveis, em linhagens de células cancerígenas agressivas.
Experiência
As células alteradas foram transplantadas em ratos de laboratório. Outro grupo de roedores recebem as estruturas cancerígenas com baixa dosagem de ferroportina. O que se observou foi que, no primeiro caso, o crescimento do tumor ocorreu de forma mais lenta. “A explicação para isso é simples. No caso do câncer, a habilidade de retirar o ferro das células é reduzida com a escassez de ferroportina. Como resultado, o ferro acumula-se nas células. As células cancerígenas requerem ferro, metal que permite ao tumor crescer mais rápido e, talvez, mais agressivo”, esclarece Suzy V. Torti, mulher de Frank e coautora do artigo. “Como a ferroportina pode remover o ferro das células, quando colocamos essa proteína de volta, a ferroportina remove os estímulos de crescimento do câncer. Nossa descoberta sugere que a ferroportina tem uma influência substancial no comportamento do tumor”, acrescenta.
A segunda etapa do estudo foi verificar os níveis de ferroportina em mulheres que são vítimas de câncer de mama, já que na primeira fase, os cientistas avaliaram apenas as células. Foram analisadas informações genéticas de 800 pacientes de vários países, desde a data em que foram diagnosticada com a doença até quando o tumor estava em estágios avançados.
Como imaginavam, os cientistas descobriram que a quantidade dessa proteína era menor nas portadoras de cânceres agressivos. “Descobrimos que os níveis de ferroportina são, de fato, um forte indicativo para a propensão do câncer de mama reincidir”, conta Frank Torti. “E é um indicativo bastante certeiro. Ele é capaz de dizer em qual grupo de risco as mulheres estão, independentemente de qualquer outro fator, como o tamanho e o grau do tumor, o estado dos nódulos linfáticos ou outras condições”, explica o cientista.
A próxima etapa da pesquisa será estender os resultados para um grupo populacional maior. “Estamos muito contentes que nós e nosso centro de pesquisas tenhamos feito uma descoberta que não apenas aumenta nosso entendimento da biologia básica do câncer de mama, mas poderá ser usada no tratamento das pacientes”, afirma Suzy Torti, que é professora do Departamento de Biologia da WFUBMC. Ela observa que o estudo foi focado no ponto de vista citológico e não tem relação com a ingestão do metal. Quando ingerido de forma apropriada, seja por meio de alimentos ou em forma de suplementos — nesse último caso, com supervisão de um profissional da área de saúde —, o ferro é uma substância vital para o organismo. A bióloga lembra que ninguém deve deixar de consumi-lo baseado no resultado da pesquisa.
Leia mais em:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/08/05/cienciaesaude,i=206085/PROTEINA+QUE+ELIMINA+O+FERRO+EM+CELULAS+PODERA+EVITAR+A+QUIMIOTERAPIA+E+CIRURGIAS+EM+MULHERES+COM+CANCER+DE+MAMA.shtml

Nanopartículas coloridas identificam células raras de câncer
Redação do Diário da Saúde - 09/08/2010

Nanopartículas fluorescentes, conhecidas como pontos quânticos, podem se tornar a ferramenta ideal para distinguir e identificar células de câncer muito raras em biópsias de tecidos.
Em um artigo que foi capa do exemplar de julho da revista Analytical Chemistry, cientistas das universidades de Emory e Georgia Tech, nos Estados Unidos, descrevem como os pontos quânticos multicoloridos, ligados a anticorpos, conseguem identificar as células de Reed-Sternberg, que são características do linfoma de Hodgkin.
"Nossos pontos quânticos multicoloridos representam uma técnica rápida de detecção e identificação de células malignas raras a partir de amostras de tecido heterogêneo," diz Shuming Nie, um dos autores do estudo.
"A utilidade clínica não se limita ao linfoma de Hodgkin, podendo ser estendida para detectar células-tronco cancerosas, macrófagos associados a tumores e outros tipos de células raras," acrescenta Nie.
Nanotecnologia para a saúde
Pontos quânticos são cristais semicondutores em escala nanométrica - 1 nanômetro equivale a 1 bilionésimo de metro - que têm propriedades físicas e químicas únicas, graças ao seu tamanho e à sua estrutura altamente compacta.
Eles compõem o arsenal de ferramentas da nanotecnologia, podendo emitir luz em diversas cores, dependendo de seu tamanho e de sua composição.
Os pontos quânticos podem ser ligados quimicamente a anticorpos, que podem detectar moléculas presentes nas superfícies ou nas partes internas das células cancerosas.
Indicador colorido
Para testar o potencial "discriminatório" dos pontos quânticos, os autores utilizaram quatro variedades de uma só vez - branco, vermelho, verde e azul - cada um detectando uma proteína diferente.
O objetivo era distinguir seis casos de linfoma de Hodgkin de outros dois tipos de linfoma e de amostras de dois pacientes com tumores benignos nos gânglios linfáticos.
Os resultados superaram as expectativas. As células cancerosas podem ser identificadas ao microscópio pela cor, dependendo dos pontos quânticos que se ligam a elas.
Linfoma de Hodgkin
As células de Reed-Sternberg têm uma aparência distinta, mas, em tecidos de linfonodo, elas geralmente são rodeadas por outras células brancas do sangue. Os autores descrevem sua identificação como "encontrar uma agulha num palheiro".
O linfoma de Hodgkin é geralmente tratado com quimioterapia e radioterapia, e ele se destaca entre os outros subtipos de linfoma em adultos porque a taxa de sobrevida é relativamente elevada.
Young afirma que a técnica de pontos quânticos poderá ser útil para outros tipos de câncer, onde a identificação das células cancerosas baseada em marcadores superficiais ou genéticos pode permitir que os oncologistas partam para "terapias específicas", concebidas para um determinado tipo de tumor.
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=nanoparticulas-coloridas-identificam-celulas-cancer&id=5437

Teste de respiração pode ser usado para diagnosticar vários tipos de câncer
'Nariz eletrônico' serviria para um exame portátil e barato de tumores em estágio inicial
Efe – 10/08/2010

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Haifa, em Israel, desenvolveram sensores capazes de detectar a presença de tumores no pulmão, nas mamas, no intestino ou na próstata de pacientes ao colher amostras de respiração, segundo artigo publicado nesta terça-feira, 10, no British Journal of Cancer.
Os cientistas acreditam que o desenvolvimento desses sensores pode levar a um "nariz eletrônico" que serviria para um diagnóstico portátil e barato de tumores em estágio inicial.
Para desenvolver esses detectores, os cientistas realizaram testes em 177 voluntários, entre pessoas com vários tipos de câncer e outras saudáveis.
Graças a este estudo, foi constatado que é possível usar sensores para detectar sinais químicos emitidos pelas células tumorais que se manifestam na respiração dos pacientes.
Kuten Abraham, um dos cientistas que conduziram o estudo, explicou que esse "nariz eletrônico" pode servir para diferenciar uma respiração saudável de uma que indica a presença de tumor, e detectar em que lugar do corpo está o câncer.
"Além disso, essa poderia ser uma maneira fácil de acompanhar a eficácia de tratamentos e detectar recaídas", disse Kuten.
No entanto, o especialista alertou que "ainda são necessários estudos em grande escala" para que esses sensores deem lugar a um método de diagnóstico para que complemente os já existentes.
O desenvolvimento de métodos de diagnóstico é muito importante especialmente para tipos de câncer mais comuns - como de pulmão, mama, intestino e próstata -, que muitas vezes só são identificados quando a doença já está bastante desenvolvida e respondem pela maioria das mortes.
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,teste-de-respiracao-pode-ser-usado-para-diagnosticar-varios-tipos-de-cancer,593187,0.htm

design manuela roitman | programação e implementação corbata