Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 17/08/2010

Bactéria salmonela é usada em terapia contra câncer

Pesquisa desperta resposta imunológica capaz de combater o tumor

O Estado de S.Paulo, por Alexandre Gonçalves – 12/08/ 2010

Pesquisadores italianos descobriram uma aliada inusitada na luta contra o câncer: a bactéria salmonela. Para se alastrar, os tumores precisam iludir o sistema imunológico, mas o estudo mostrou que a salmonela desperta as defesas do organismo, tornando-o capaz de reconhecer e destruir as células cancerosas.

Normalmente, a salmonela é associada a casos de intoxicação alimentar decorrentes da ingestão de carne e ovos contaminados. Nos testes, os cientistas utilizaram uma linhagem enfraquecida, incapaz de causar a doença.

Trabalhos anteriores mostraram que a salmonela infecta preferencialmente células tumorais. O artigo, publicado na Science Translational Medicine, descreve como os pesquisadores aproveitaram tal afinidade para acordar o sistema imunológico.

No início do câncer, as defesas do organismo costumam reconhecer e eliminar as células defeituosas. Com o tempo, o tumor sabota os mecanismos de comunicação celular que denunciariam a anomalia. O câncer então se espalha sem ser incomodado pelo sistema de defesa.

Normalmente, o tumor inibe a produção de uma proteína nas células cancerosas: a Cx43. Ela é responsável por apresentar ao sistema imunológico sinais de que algo vai mal - os chamados antígenos tumorais.

Os cientistas descobriram que a infecção pela salmonela restabelece os níveis normais de Cx43. O sistema de defesa percebe então que a salmonela é o menor dos problemas: o câncer se torna prioridade. Células T CD8 são enviadas ao local para matar as células cancerosas.

A coordenadora do trabalho, Maria Resigno, do Instituto Europeu de Oncologia, em Milão, explica que os testes foram realizados em tumores de pele - melanomas -, pois "não há cura definitiva para as formas com metástase desse tipo de câncer".

A estratégia foi usada com sucesso no combate a tumores in vitro - em células humanas e de camundongos - e in vivo - em cobaias. Maria afirma que aguarda autorização da vigilância sanitária italiana para iniciar os testes em humanos. "Deve começar em maio ou junho do próximo ano", prevê a pesquisadora.

No Brasil. "É uma pesquisa muito bem feita", avalia Vasco Azevedo, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ele já utilizou bactérias salmonela como veículo para uma vacina contra esquistossomose que obteve 50% de eficácia. Bactérias modificadas infectavam células do intestino e produziam uma resposta imune contra o protozoário causador dessa doença.

Um grupo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) utilizou uma abordagem parecida com a do grupo italiano para tratar tumores de cabeça e pescoço: isolou a proteína hsp65 da bactéria que causa a lepra.

Em vez de injetar o microrganismo, os pesquisadores brasileiros inoculam a proteína ou o gene responsável pela produção da proteína. A estratégia também estimula uma reação imune contra o câncer. "Estamos prestes a iniciar a segunda fase dos testes clínicos", afirma Celio Lopes Silva.P

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100812/not_imp593909,0.php

 

Teste genético para detectar câncer de cólon é desenvolvido

Hypescience, por Rafael Alves - 12/08/2010 (informações do New York Times)

Ainda está em aperfeiçoamento a tecnologia para se fazer testes de DNA. No caso do câncer, um teste eficiente pode ser vital para detectar com antecedência os sinais que o precedem, como no caso de câncer de cólon (ou câncer retal).
Pesquisadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore (Maryland, EUA) fizeram novas descobertas genéticas sobre este tipo de câncer que consome 14 bilhões de dólares anuais para tratamento só nos Estados Unidos.
Se for identificado e tratado cedo, o tumor do câncer de cólon é facilmente removido. Mas a maioria das pessoas, ao passar dos 50 anos de idade, não cumpre a recomendação de se submeter a uma colonoscopia, exame usado para detecção. Devido a essa negligência por parte dos pacientes, razão pela qual não se consegue baixar o índice de 650 mil mortes por ano graças ao câncer de cólon.
Os tumores do cólon “se acusam” em exames médicos, fornecendo evidências de sua presença quando há liberação de sangue nas fezes. Os testes atuais não são lá muito eficazes na prevenção, por não detectarem o pólipo (crescimento da membrana mucosa do reto), que antecede o câncer. Daí a necessidade vista pelos cientistas de se desenvolver um teste mais eficaz.
Buscando respostas, os pesquisadores passaram a procurar mutações no DNA que indicassem a formação de um tumor. Descobriram: quando o pólipo começa a se formar, certos genes passam a dar o comando para a produção de um composto de metila (álcool com apenas um carbono), que auxilia na supressão do tumor, e portanto é um indicativo da existência deste. Um DNA altamente metilado, portanto, tem uma grande chance de estar em um organismo onde um pólipo começa a se desenvolver.
No mês de outubro, 1600 pacientes serão testados com esse novo procedimento genético. Os médicos esperam que a precisão, de início, esteja na faixa de 85% dos participantes testados, mas tende a aumentar a partir das primeiras conclusões que forem tiradas. O teste, de início, custará menos de 300 dólares (atualmente, algo em torno de 530 reais), e as amostras podem ser recolhidas a domicílio. O teste é rápido, e pessoas diagnosticadas com início de formação do pólipo podem ter o tumor removido imediatamente.
Os pesquisadores esperam que outros tipos de câncer, e não apenas o de cólon, possam ser identificados com testes genéticos, que se tornam mais simples, rápidos e econômicos que outros procedimentos de verificação. Apenas com a verificação das feses, por exemplo, pode-se achar sinais de câncer no pâncreas, esôfago e estômago.Um único problema: como a precisão do teste ainda está na casa dos 85%, e não é infalível como se deseja, pode acontecer de o teste dar resultado positivo uando na verdade não há nenhum risco de câncer de cólon. Isso pode levar um paciente sadio a se submeter a mais exames e uma colonoscopia inútil, que vai procurar um tumor e não achar nada. Mais um desafio para os pesquisadores resolverem.

http://hypescience.com/teste-genetico-para-detectar-cancer-de-colon-e-desenvolvido/

 

Nova cirurgia de câncer de próstata promete reduzir impactos na atividade sexual

Técnicas atuais podem comprometer a ereção e causar incontinência urinária

R7, por Felipe Maia e Diego Junqueira – 16/08/2010

Quando se trata do câncer de próstata, um dos maiores desafios dos cientistas é

pela cirurgia de retirada da glândula: a disfunção erétil (dificuldade de ereção) e a incontinência urinária (quando a pessoa urina sem perceber).

Um novo procedimento desenvolvido nos Estados Unidos, que utiliza um laser de CO2 (dióxido de carbono), promete ser uma alternativa para manter intacta a função sexual e urinária dos homens após a remoção da próstata.

Cirurgiões do Hospital Presbiteriano de Nova York e do Centro Médico da Universidade de Colúmbia testaram o laser de dióxido de carbono (geralmente usado para tratar câncer na cabeça e no pescoço) durante cirurgias de próstata feitas com robôs e descobriram que a retirada da próstata pode ser feita com mais precisão, o que ajuda a preservar as áreas responsáveis pela ereção do pênis e pela função urinária.

Os médicos usaram os instrumentos robóticos para remover a próstata do paciente e, com o laser, dissecaram a região entre o órgão e os nervos que ficam em volta.

Ketan Badani, diretor de cirurgia robótica do Hospital Presbiteriano de Nova York e principal autor do estudo, disse ao R7 que o diferencial do método é a extensão do calor gerado pelo laser para dissecar os nervos. De acordo com ele, a técnica “esquenta” uma região cerca de mil vezes menor do que os lasers tradicionais, o que ajuda a proteger essas estruturas e aumentar as chances de manter a capacidade sexual do paciente.

Apesar disso, Badani afirma que ainda não existem informações sobre a manutenção da ereção com o uso da técnica. Isso porque, segundo ele, a primeira fase dos estudos analisou apenas a segurança da cirurgia. É a partir de agora, numa segunda etapa, que os pesquisadores vão verificar os resultados práticos na questão sexual.

O cientista afirma, no entanto, que a condição do paciente antes da cirurgia é o que mais influencia em sua recuperação.

– Se você já tem algum problema de disfunção erétil ou sofre de problemas como diabetes e colesterol alto, as chances de recuperação fatalmente serão menores.

Apesar do entusiasmo dos cientistas americanos, o médico Cassio Andreoni, chefe da disciplina de urologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que as cirurgias que envolvem laser e robótica ainda não se provaram um sucesso na redução de danos e se tratam apenas de “marketing”.

O brasileiro afirma que já usou técnicas de laser nesse tipo de cirurgia, mas parou de usá-las por não ver muitos benefícios. De acordo com ele, testes em animais provaram que métodos que usam clipes de titânio para suturar a próstata durante a cirurgia são mais eficientes.

– O laser é apenas mais uma forma de parar o sangramento. Não significa que o método é mais preciso. O laser com certeza não vai adicionar o mesmo benefício para todos os pacientes.

Nervos estão próximos da próstata

Quando se faz a cirurgia para a retirada da próstata, ou mesmo as sessões de radioterapia, o homem pode sofrer dificuldades de ereção ou incontinência urinária.
Isso acontece, segundo o médico Marcos Dall’oglio, chefe do Departamento de Uro-oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), porque tanto o músculo responsável pela função urinária como as terminações nervosas por onde passam as informações que estimulam a ereção do pênis estão localizados numa região muito próxima à próstata. Com o tratamento, portanto, são grandes as chances de danificar essas estruturas.
- As complicações dependem da experiência do cirurgião, da idade do paciente e das características da própria doença. Às vezes existe um tumor maior ou então uma próstata com fatores anatômicos que dificultam a cirurgia. Por isso a experiência do cirurgião conta muito.
No Brasil, em 2009, foram feitas 10.410 cirurgias de retirada de próstata na rede pública de saúde, segundo o Ministério da Saúde. Com relação à iniciativa privada, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) informaram que não possuem dados exatos sobre a quantidade de procedimentos.
De acordo com Dall’oglio, a cirurgia convencional no Brasil custa em torno de R$ 15 mil, enquanto a cirurgia por robôs chega a R$ 55 mil. O urologista afirma, no entanto, que os dois procedimentos alcançam resultados equivalentes e provocam as mesmas consequências.
- A cirurgia robótica surgiu nos últimos quatro anos, então é uma técnica que ainda está se estabelecendo. Aparentemente, os resultados são equivalentes, mas não melhores do que a cirurgia convencional.
Andreoni diz que os robôs, usados em 90% das cirurgias urológicas nos Estados Unidos, podem fazer a diferença e permitir uma recuperação melhor do paciente, mas é preciso que o cirurgião responsável seja bem qualificado.
– A maior parte dos cirurgiões não tem conhecimento adequado da localização dos nervos durante uma cirurgia [de próstata].

http://noticias.r7.com/saude/noticias/nova-cirurgia-de-cancer-de-prostata-promete-reduzir-impactos-na-atividade-sexual-20100815.html

 

Estudo sobre glóbulos vermelhos pode ser usado contra câncer

EFE – 31/07/ 2010

Cientistas americanos deram um passo importante no processo da criação de glóbulos vermelhos que pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, segundo uma pesquisa feita em animais que pode ser aproveitada em seres humanos.
Os pesquisadores descobriram um pequeno fragmento de ácido ribonucleico (ARN), que tem composição muito semelhante ao do DNA, que provoca o processo de conversão das células-tronco em glóbulos vermelhos, e criaram um inibidor para bloquear este processo.
"A importância da descoberta é que este microARN, denominado mir-451, é um regulador natural da produção de glóbulos vermelhos", disse Eric Olson, autor principal do estudo e diretor do departamento molecular na UT Southwestern.
"Provamos também que o inibidor artificial do mir-451 é capaz de reduzir seus níveis em um rato e bloquear a produção de células sanguíneas, o que abriria as portas para um amplo leque de novos remédios para controlar as doenças relacionadas às células sanguíneas", assinalou.
Os inibidores são moléculas que se unem as enzimas e diminuem sua atividade. O bloqueio de uma dessas enzimas pode matar um organismo patogênico ou corrigir um desequilíbrio metabólico, daí seu valor para fabricar medicamentos.
Se o processo der certo em seres humanos, seu uso pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, como a policitemia primária, na qual o corpo produz um excesso das células sanguíneas que põe em risco a vida do paciente.
A equipe solicitou a patente do inibidor do mir-451 e está estudando a fabricação de um remédio para tratar doenças sanguíneas. O estudo vai ser publicado na edição de agosto da revista Genes & Development.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4597556-EI8147,00-Estudo+sobre+globulos+vermelhos+pode+ser+usado+contra+cancer.html

 

Identificada célula de origem do câncer de próstata

Por Rafael Alves – 01/08/2010 (informações da LiveScience.com)

Mais um passo foi dado na prevenção contra o câncer de próstata: doença que atinge cerca de 50 mil homens por ano no país e mata 10% deles. Agora, cientistas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, afirmam ter encontrado a “célula de origem” da doença, um tipo específico de célula que dá origem ao câncer de próstata. Segundo os pesquisadores, a identificação de tal célula é a chave para estudar qualquer tipo de câncer.
Por anos, os médicos trabalharam sob o pressuposto de que o câncer de próstata surgia a partir de células chamadas “células luminais”, que se alinham no interior de dutos minúsculos da próstata e secretam fluido da glândula da próstata. Mas usando um novo método para cultivar tecidos humanos em ratos, os pesquisadores descobriram uma nova origem do câncer da próstata: um tipo de células chamadas “células basais”, que dão suporte às células luminais e regeneram o tecido da próstata.
A notícia causou surpresa no entre os especialistas da área. “Nós quase sempre ignorávamos as células basais, mas elas podem realmente causar o câncer”, explica Anthony Smith, membro da Associação Americana de Urologia.
Especialistas em câncer dizem que a descoberta pode levar a melhores tratamentos no futuro, mas ressaltam que os estudos ainda estão apenas no início. “Quando você está lidando com um estudo do rato, que é o caso dessa pesquisa, você está muito, muito cedo no processo”, afirma Smith.
Apesar da cautela, os pesquisadores acreditam que os resultados alcançados e os métodos utilizados podem ser aplicados a mais doenças. “Estamos oferecendo amplamente as técnicas para que esta ideia de regeneração de tecidos seja aplicada como uma maneira de estudar outros tipos de câncer”

http://hypescience.com/identificada-celula-de-origem-do-cancer-de-prostata/

 

Molécula presente na maçã pode aperfeiçoar tratamento da leucemia

Alcaparras, a maçã, o vinho tinto, o chá verde, a cebola e o aipo também contém quercetina

Zero Hora - 31/07/2010

Molécula com propriedades antioxidantes naturais, a quercetina pode ser empregada como complemento de medicamentos utilizados nos tratamentos contra a leucemia linfoide crônica, intensificando seus efeitos, segundo o Conselho Nacional de Pesquisa italiano. Esse é o tipo mais frequente de leucemia entre adultos.
“A molécula é capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor, ou de inverter se ele já estiver em curso”, explica Gian Luigi Russo, pesquisador responsável pelo estudo.
A quercetina é uma molécula antioxidante natural, normalmente presente em alimentos como as alcaparras, a maçã, o vinho tinto, o chá verde, a cebola e o aipo.
O pesquisador ressalta o potencial da molécula, mas também faz um alerta: “Ela é bem tolerada, mesmo em doses elevadas. Mas doses massivas de antioxidantes, incluindo a quercetina, absorvidas livremente sob a forma de suplementos dietéticos por pessoas saudáveis e sem controle médico, podem se tornar perigosas para a saúde.”

http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/bem-estar/19,0,2989237,Molecula-presente-na-maca-pode-aperfeicoar-tratamento-da-leucemia.html

 

Teste identifica resistência a fármaco oncológico

POP (Portal de Oncologia Português) – 30/07/2010

Investigadores no Japão desenvolveram um teste para identificar os pacientes que são susceptíveis de serem resistentes ao imatinib, o fármaco padrão para o tratamento da leucemia (cancro do sangue), avança a agência Reuters.

Este teste é importante porque a resistência ao imatinib ocorre geralmente em pacientes que têm uma recaída e, por isso, tendem a deteriorar-se muito rapidamente se lhes for dado o tratamento errado.

Num artigo publicado na Clinical Cancer Research, os cientistas dizem que desenvolveram um teste que vai ajudar os médicos a perceber se um paciente com leucemia mielóide crónica (LMC) é resistente ao imatinib.

O Gleevac® (imatinib) é vendido pela Novartis para tratar LMC e outros tipos de cancro. O fármaco bloqueia as enzimas das células cancerosas em vez de destruir todas as células que se multiplicam rapidamente.

"A maioria dos pacientes são sensíveis ao imatinib quando são diagnosticados com LMC, mas a resistência pode ser adquirida durante ou após o tratamento com o fármaco," disse Yusuke Ohba, professor adjunto da Universidade de Hokkaido Graduate School of Medicine.

"Com o nosso teste, podemos identificar o fármaco mais adequado, a dose e/ou combinação de medicamentos, o que permite com que a terapia seja feita sob medida para cada paciente. Acredito que esta abordagem vai tornar os cuidados da LMC mais precisos e eficazes", defende o especialista.

Usando este teste, as amostras sanguíneas são recolhidas dos pacientes e, de seguida, cultivadas e testadas para ver se são resistentes ao imatinib. Este método deve ajudar os médicos a determinar se o paciente pode necessitar de doses mais fortes, terapia de combinação, ou outros medicamentos, concluem.

http://www.pop.eu.com/news/2941/26/Teste-identifica-resistencia-a-farmaco-oncologico.html

 

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