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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/08/2010

Em desenvolvimento tratamento sem efeitos colaterais para câncer

Uma pequena cápsula esférica feita de camadas de lipídios, chamada de lipossoma, pode ser a reposta para combater o câncer e outras doenças. Cientistas da Universidade de Rhode Island (EUA) estão trabalhando no desenvolvimento de um método de acondicionar remédios dentro de lipossomas e enviá-los para dentro do organismo dos pacientes.

Esse sistema funcionará da seguinte maneira: o lipossoma seria um “recipiente” para medicamentos fortes, usados no tratamento do câncer. Uma vez “embalado”, o pacote é direcionado por injeção para o local onde o tumor se encontra. Os sucos digestivos e os anticorpos não são capazes de romper um Lipossoma. Por essa razão, os médicos acompanham a “viagem” do Lipossoma até chegar ao local do tumor. Quando isso acontece, o paciente recebe uma descarga eletromagnética inofensiva, que rompe o lipossoma e libera o medicamento.

Um problema está no fato de que, em um lipossoma, algumas cadeias de lipídios são hidrofílicas (contém água) e outras são hidrofóbicas (se dissolvem em água). Por essa razão, eles tiveram que criar o seguinte mecanismo para “montar o lipossomo”: adicionam um solvente às nanopartículas e lipídios que irão compor o lipossoma. Assim, quando adicionam a água, ela neutraliza o solvente e tem o efeito inverso ao normal: evita que o lipossoma se dissolva. Dessa forma, garante resistência às paredes do lipossoma até o momento em que deva ser quebrado.

Essa tecnologia, quando desenvolvida completamente, vai revolucionar o tratamento do câncer. Até hoje, todos os tratamentos combatem o tumor sem conseguir “focar” a aplicação apenas no tumor. Por isso, os tratamentos envolvem queda de cabelo, por exemplo, e o câncer nada tem a ver com os cabelos. Com os lipossomas, apenas o alvo é atingido, o que deve facilitar a vida dos futuros portadores da doença que causa 10% das mortes anuais no planeta Terra.

http://hypescience.com/em-desenvolvimento-tratamento-sem-efeitos-colaterais-para-cancer/

 

 

Nova técnica não faz paciente perder visão com extração de tumor

saude@eband.com.br, por Helton Simões Gomes – 16/07/2010

O tratamento de câncer no olho pode colocar em risco a visão do paciente, mas pesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) descobriram uma substância que pode preservá-la. O óleo de silicone pode proteger os doentes dos efeitos da radiação.Segundo o site de notícias científicas “Sciente Daily”, na edição de julho do periódico “The American Medical Association’s Archive of Ophthalmology” foram publicados os resultados do estudo."Até pouco tempo atrás, os médicos focavam em matar o tumor e consideravam a perda de visão um problema secundário. Nossos resultados sugerem que o óleo de silicone é uma ferramenta segura para proteger a visão do paciente durante a radiação", declarou Tara McCannel, professora assistente de oftalmologia e diretora do Centro de Oncologia Oftalmológica da UCLA no Instituto Jules Stein Eye.Os cirurgiões costumam costurar no branco do olho uma placa de ouro com sementes radioativas. Removem-na dias depois, e do mesmo jeito que mata as células cancerígenas, danifica as fibras do nervo óptico e da mácula. "Se os pacientes sobreviverem ao câncer, mais de metade irá perder a visão no olho tratado de seis meses a três anos mais tarde", vaticinou McCannel.A nova técnica é implementada antes de os pacientes serem operados. O gel vítreo, substância que suporta o formato interior do olho, é substituído pelo gel de silicone. Ele absorve quase 50% da radiação. Depois de a placa de ouro ser removida, os médicos retiram também o gel de silicone. "A substância age como um escudo físico, reduzindo a quantidade de raios radioativos que atingem as costas e os lados do olho. Esperamos que a capacidade do óleo para bloquear a radiação resulte em melhor visão para os pacientes", declarou. Com informaçõs da Folha Online.http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=330243

 

Agências dos EUA destacam 20 possíveis cancerígenos para estudo

Todos foram classificados como potenciais cancerígenos pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer

REUTERS – 15/07/2010

A Sociedade Americana do Câncer e três agências federais destacaram 19 substâncias químicas e o trabalho noturno como acusas potenciais de câncer que merecem um estudo mais aprofundado.

O grupo publicou um relatório, com apoio de especialistas internacionais, dizendo que há bons indícios de que os 20 suspeitos são causas potenciais e que merecem um acompanhamento melhor.

Muitos são nomes comuns, como formaldeído, clorofórmio e PCBs, mas a lista inclui fosfito de irídio, um composto relativamente novo, usado na fabricação de telas planas de televisão. 

Todos foram classificados como potenciais cancerígenos pela Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, uma agência da ONU.

"Estes em particular foram escolhidos por duas razões. Uma é que há mais do que um indício, na maioria dos casos, de que podem estar envolvidos com câncer", disse Elizabeth Ward, da Sociedade Americana do Câncer. Mas, ao mesmo tempo, não há estudos que permitam estabelecer uma conexão direta.

A segunda razão é que alguns desses agentes são muito comuns. "Estamos olhando para coisas como formaldeído, onde tem mesmo havido exposição ampla em diversas indústrias", disse ela.

Os agentes da lista são:

Chumbo e compostos de chumbo;Fosfito de irídio;Compostos de carbono com molibdênio e tungstênio;Dióxido de titânio;Fumaça de solda;Fibras de cerâmica refratária;Fumaça de diesel;Carbono escuro;Estireno e estireno 7,8-óxido;Óxido de propileno;Formaldeído;Acetaldeído;Diclorometano, DCM;Tricloroetileno (TCE);Tetracloroetileno (perc, tetra, PCE)Clorofórmio;PCBs;DEHP;Atrazina;Trabalho noturno.

A lista e o estudo em que se baseia estão públicos no periódico científico Environmental Health Perspectives e na internet, em :

http://monographs.iarc.fr/ENG/Publications/techrep42/index.php .

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,agencias-dos-eua-destacam-20-possiveis-cancerigenos-para-estudo,581756,0.htm

 

Explicado efeito do brócolis contra o câncer de próstata

Redação do Diário da Saúde - 20/07/2010

O brócolis tem mostrado efeitos protetores contra uma série de doenças, do câncer de mama até a asma.

Ele também atua inibindo o desenvolvimento do câncer de próstata, mas até agora os cientistas não sabiam como o vegetal agia no organismo para produzir esse efeito protetor.

Esse mecanismo acaba de ser decifrado por uma equipe internacional de cientistas, chefiada pelo Dr. Richard Mithen, do Instituto de Pesquisas Alimentares da Inglaterra. A descoberta foi publicada no último exemplar da revista Molecular Cancer.

Sulforafano

Os cientistas descobriram que o efeito benéfico do brócolis deve-se ao sulforafano, um composto químico presente no vegetal que interage com as células que não possuem um gene chamado PTEN, reduzindo as chances do desenvolvimento do câncer de próstata ou retardando seu desenvolvimento.

O grupo realizou uma série de experimentos com tecidos da próstata humana e com modelos animais do câncer de próstata para estudar as interações entre a expressão do gene PTEN e a atividade anticâncer do sulforafano.

"O PTEN é um gene supressor do tumor, e a sua deleção ou inativação pode iniciar a carcinogênese prostática, ou aumentar a probabilidade de progressão do câncer. Nós demonstramos aqui que o sulforafano tem efeitos diferentes dependendo se o gene PTEN está presente ou não," explica Mithen.

Competição celular

Os cientistas constataram que, em células que expressam o PTEN, a ingestão de sulforafano não tem nenhum efeito sobre o desenvolvimento do câncer de próstata.

Em células que não expressam o gene, no entanto, o sulforafano torna as células "menos competitivas", oferecendo uma explicação de nível molecular para como consumir brócolis pode reduzir o risco de incidência de câncer de próstata, ou de sua progressão, se ele já tiver se instalado.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=brocolis-contra-cancer-prostata&id=5443

 

Gene pode impedir disseminação de câncer pela boca, diz estudo

Pesquisa foi divulgada pela Universidade de Illnois em Chicago, nos EUA.Especialista acredita que doença ainda é pouco compreendida.

Do G1, em São Paulo - 23/07/2010

Um estudo da Universidade de Illnois em Chicago, nos Estados Unidos, aponta que o controle do gene microRNA-138 pode ser responsável por impedir o avanço do câncer em células da língua, conforme divulgado recentemente.

O trabalho será publicado na edição de agosto do International Journal of Cancer. Versões menores do RNA, os microRNAs são tidos como estimuladores de vários tipos de câncer, segundo afima o professor Xiaofeng Zhou, coordenador do estudo.

Com o controle dos níveis do gene microRNA-138, a habilidade de se espalhar de carcinomas no epitélio da língua é comprometida, de acordo com a pesquisa liderada pela equipe de Zhou.

Mais de 90% dos casos de câncer orais são carcinomas nas células do epitélio, normalmente originados na língua, no "chão" da boca e nas gengivas. Cerca de 30 mil norte-americanos desenvolvem a doença anualmente, segundo dados da American Cancer Society.

Conhecimento limitado

Para o especialista, o câncer na boca é uma doença pouco compreendida e mal tratada. Nos últimos cinco anos, novos tipos da doença aumentaram 8% nos Estados Unidos. Já os casos de câncer na boca subiram 21% no mesmo período, com 37% de aumento para carcinomas no epitélio da língua.

Ao considerar os óbitos, os números são mais alarmantes. Enquanto as mortes em decorrência de câncer baixaram desde 2005 até o presente, os casos relacionados com câncer de boca subiram 4%. Carcinomas na língua levaram 10% a mais pessoas à morte do que há cinco anos.

Zhou acredita que mais pesquisa é necessária. "Nosso conhecimento de aberrações ligadas com genes não codificantes e a contribuição deles para o início e o desenvolvimento de câncer é muito limitado", diz o especialista.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/gene-pode-impedir-disseminacao-de-cancer-pela-boca-diz-estudo.html

 

RNA oferece método seguro para reprogramar células, diz estudo

Estado imaturo induzido pode gerar novas células pluripotentes.Técnica com DNA traz risco de alteração no genoma e de câncer.

Do G1, em São Paulo - 23/07/2010

Cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) desenvolveram nova técnica para substituir o DNA na reprogramação de células da pele em estruturas pluripotentes com o uso do RNA, conforme estudo divulgado na edição desta sexta-feira (23) do jornal PLoS ONE.

A equipe composta por Mehmet Fatih Yanik e Matthew Angel demonstrou que os genes necessários para a reformulação podem ser produzidos com o uso de RNA.

O próximo passo é garantir que o método leve à obtenção de células pluripotentes, capazes de gerar novos tecidos. Esta fase da pesquisa já está em desenvolvimento no MIT.

O estado imaturo, propício para gerar novas células, é uma promessa para o tratamento de doenças como diabetes e mal de Parkinson ao alterar geneticamente as estruturas afetadas no corpo dos pacientes.

Estratégias para reprogramação

As técnicas atuais para transformação trazem risco de desenvolvimento de câncer, como no caso do uso de vírus carregando DNA, que se integra ao material genético da célula a ser alterada. Outro método é inserir diretamente as proteínas sintetizadas em células maduras, porém os resultados são menos satisfatórios e o processo leva mais tempo e dinheiro.

No caso do uso do RNA, os pesquisadores precisaram desenvolver estratégias para evitar um mecanismo de defesa próprio de células quando atacadas por vírus com este material genético, no qual as estruturas se "suicidam" para preservar o resto do corpo.

Yanik e Angel conseguiram desativar a resposta imune após estudarem o comportamento do vírus da hepatite C e conseguiram induzir as células a reprogramar proteínas por mais de uma semana, alternando o uso de RNA mensageiro com pequenos RNAs de interferência.

O RNA é o material genético responsável pela transmissão de informação entre o DNA e o maquinário produtor de proteína dentro das células.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/rna-oferece-metodo-seguro-para-reprogramar-celulas-diz-estudo.html

 

Molécula antioxidante pode ajudar tratamento da leucemia

AFP – 22/07/2010

ROMA — Uma molécula com propriedades antioxidantes naturais, a quercetina, pode ser empregada como complemento de medicamentos utilizados nos tratamentos contra a leucemia, intensificando seus efeitos, anunciou recentemente o Conselho Nacional de Pesquisa italiano (CNR).

"A molécula é capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor, ou de inverter se ele já estiver em curso", explicou Gian Luigi Russo, pesquisador responsável pelo estudo, citado no comunicado do CNR sobre estas pesquisas do Instituto de Ciências da Alimentação de Avellino (sul da Itália).

A quercetina é uma molécula antioxidante natural, normalmente presente em alimentos como as alcaparras, a maçã, o vinho tinto, o chá verde, a cebola e o aipo.

"É um grupo de moléculas de origem vegetal com uma atividade químio-preventiva. Pela primeira vez, demonstramos que a quercetina é eficaz contra as células tumorais de pacientes que sofrem de leucemia linfoide crônica", disse Russo.

"A molécula é bem tolerada, mesmo em doses elevadas", explicou o pesquisador, que, no entanto, fez um alerta: "Doses massivas de antioxidantes, incluindo a quercetina, absorvidas livremente sob a forma de suplementos dietéticos por pessoas saudáveis e sem controle médico, podem se tornar perigosas para a saúde".

A leucemia linfoide crônica, que atinge em média de 1 a 6 pessoas em 100.000, é a forma mais frequente de leucemia entre adultos.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gFG4eUzV-nlOL7rX_PGlltrzvIMw

 

 

Cientistas identificam célula que pode originar câncer na próstata

Teste em ratos mostra que células basais também acarretam doença.Estudo foi realizado por equipe da UCLA, nos Estados Unidos.

Do G1, em São Paulo - 29/07/2010

Cientistas da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) divulgaram no dia 29 a identificação de um tipo de célula que pode ser responsável por iniciar o desenvolvimento de câncer de próstata em humanos.

Os pesquisadores norte-americanos, liderados pelo médico Owen Witte, do Instituto Médico Howard Hughes (HHMI), acreditam que a origem do tumor esteja em células da glândula conhecidas como basais.

A glândula produtora da parte líquida do sêmen é composta por uma rede de túbulos. A parte externa desses pequenos canais é constituída por células basais. Já a parte interna apresenta células luminais, tidas pela comunidade científica como principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença na próstata.

Utilizando tecidos saudáveis da próstata por meio de biópsias, os especialistas separaram as células luminais das basais. Com o uso de vetores virais, genes alterados e conhecidos por geraram cânceres foram inseridos nas duas populações e colocados dentro do organismo de ratos.

"Ao pegar tecidos saudáveis e transformá-los em cancerígenos, nós podemos acompanhar o desenvolvimento da doença", explica Andrew Goldstein, graduando da universidade e primeiro autor do estudo.

Controvérsia

A discussão sobre a fonte do câncer de próstata é antiga. No ano passado, uma equipe do Centro Médico da Universidade Columbia descobriu novas células-tronco, nomeadas CARNs, associadas ao câncer de próstata.

"A ideia dominante é que o câncer de próstata é desenvolvido a partir das células luminais por conta de algumas características semelhantes notadas nos tumores", disse Owen Witte, diretor do departamento de pesquisas avançadas com células-tronco da UCLA.

O estudo é tema da publicação norte-americana Science nesta semana. Somente nos Estados Unidos, 32 mil pessoas vão morrer em decorrência de câncer na próstata em 2010.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/cientistas-identificam-celula-que-pode-originar-cancer-na-prostata.html

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