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/eja o que saiu na mídia sobre câcer - 16/07/2010

Perda de proteína promove forma agressiva de leucemia

Portal de Oncologia Português – 02/07/2010

Investigadores do Cold Spring Harbor Laboratory, nos EUA, demonstraram como a perda de uma proteína chave pode levar ao desenvolvimento da leucemia mielóide aguda (LMA).

Em experiências com ratinhos, a equipa observou que se a proteína supressora de tumores p53 é desativada em células imaturas do sangue precursoras, nas quais uma mutação no gene Kras está presente, as células passam a proliferar descontroladamente.

As mutações no p53, o gene que codifica a proteína p53 (mestre na supressão de tumores), já tinham sido associadas à resistência a medicamentos e aos efeitos adversos em pacientes com leucemia mielóide aguda. Mas o mecanismo não era muito bem compreendido.

“A nossa equipa demonstrou como as mutações no Kras e p53 agem, no sentido de reforçar uns aos outros, a mudar o carácter das células precursoras de sangue, transformando-as em células que se podem renovar e, assim, proliferar indefinidamente”, explica Scott Lowe, responsável pela equipa.

Já que as células aparentemente passam a adquirir uma habilidade de autorenovação durante o desenvolvimento da leucemia, os cientistas passaram a procurar o mecanismo.

A equipa sabia que as mutações no Kras e outros genes da via de sinalização Ras poderiam desencadear o stress de replicação em células sanguíneas imaturas – em alguns casos “chamando” o p53 para entrar em ação.

Esta proteína mostra diversas atividades biológicas, que se acredita que contribuem para a supressão do tumor (incluindo a capacidade de induzir a apoptose, ou morte celular, ou entrar em estado de repouso, senescência, em que não se podem mais multiplicar).

Quando a proteína p53 está ausente ou inativa, um elemento vital no sistema de travagem da célula é também desativado. Este desequilíbrio geralmente ocorre nas fases finais dos cancros mais agressivos, mas são observados em apenas 10 a 15% dos pacientes com leucemia mielóide aguda. Contudo, estes são os casos que apresentam resistência à quimioterapia e que tendem a ser mais fatais.

“Os ratinhos com uma ou outra mutação desenvolvem, sim, células-T malignas, mesmo aquelas com longas latências”, explica Zhen Zhao, que também participou no estudo.

“Mas nós mostrámos como a supressão do p53 coopera com o Kras oncogénico para promover a leucemia mielóide aguda do tipo resistente ao tratamento”, acrescentou.

Zhao afirma que a perda da proteína, independente da ativação do Kras, também promove a proliferação de células progenitoras mielóides: “É a combinação da perda de p53 e a ativação de Kras oncogénicos que confere a essas células a capacidade de se autorenovarem continuamente, dando origem à LMA agressiva”.

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http://www.pop.eu.com/news/2754/26/Perda-de-proteina-promove-forma-agressiva-de-leucemia.html

 

Estresse ajuda ratos a lutar contra o câncer, diz estudo

Estudo pode apontar caminho para tratamento neurológico contra o câncer

REUTERS – 08/07/2010

Um pouco de estresse pode fazer bem para o corpo, ajudando a afastar o câncer, informam cientistas. Experimentos com camundongos mostram que os animais submetidos a situações estressantes, até mesmo a combates com outros camundongos, conseguiram se sair melhor contra o câncer do que camundongos deixados em paz.

Os pesquisadores dizem que as descobertas, apresentadas na revista especializada Cell, apontam para um possível tratamento neurológico para o câncer.

"O modo de vida, o como vivemos, pode muito bem ter um impacto muito maior no prognóstico do câncer do que vinha sendo reconhecido", disse o professor de neurociência Matthew During.

A equipe de During injetou melanoma em camundongos, um tipo de câncer de pele, e deixou os tumores crescerem. Alguns dos animais foram postos numa grande gaiola, com muitos brinquedos, espaço e muito mais camundongos que o normal.

Outros ficaram em gaiolas comuns de laboratório.

Depois de três semanas, os tumores haviam encolhido quase pela metade nos animais deixados na gaiola "estimulante",  e em 77% depois de sete semanas. Sem tratamento algum, a doença desapareceu em 17% desses camundongos. Nos animais deixados nas gaiolas comuns, o câncer continuou a crescer normalmente.

During acredita que algo mais do que simples estimulação agiu sobre os animais da gaiola coletiva. Os camundongos de lá também ficaram um tanto estressados.

"Você vê em alguns deles marcas de mordida e de briga", disse ele. "Não foi tudo amistoso".

Embora o senso comum indique que o estresse não é uma coisa saudável, a resposta do corpo a situações estressantes é complexa, e hormônios liberados por causa do estresse podem ter efeitos positivos.

Para mostrar que os benefícios não vinham do exercício físico, os camundongos isolados receberam rodas de corrida. Eles correram até três vezes mais que os da gaiola coletiva, mas sem benefícios contra o câncer.

Experimentos mostraram que os camundongos do ambiente estressado estavam produzindo mais de uma substância do cérebro chamada fator neurotrófico derivado do cérebro. Esses composto reduz a produção de leptina, um hormônio ligado ao apetite e também associado ao melanoma e ao câncer de mama e de próstata.

Embora a leptina e o próprio melanoma tenham comportamentos diferentes em seres humanos e em camundongos, os pesquisadores acreditam que os resultados podem ajudar a revelar mecanismos ligados à doença também nas pessoas.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,estresse-ajuda-ratos-a-lutar-contra-o-cancer-diz-estudo,578418,0.htm

 

Ligação perigosa

Pesquisa associa ocorrência de câncer à radiação eletromagnética de antenas de celular, relacionando mortes pela doença em Belo Horizonte a pontos da rede de telefonia móvel.

Ciência Hoje. Por Bruna Ventura - 05/07/2010

Nunca foi tão fácil ter um celular. A última pesquisa do Centro de Estudos Sobre Tecnologia da Informação, divulgada em abril, mostra que a proporção de brasileiros com os aparelhos cresceu 21% nos últimos três anos (de 2006 a 2009). Isso significa que, em 82% dos domicílios do país, pelo menos uma pessoa tem um celular.

Mas a constante exposição dos usuários à radiação eletromagnética transmitida pelo aparelho e pelas antenas é segura? Não, segundo a engenheira e pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Adilza Condessa Dode, autora de um estudo que relaciona o número de óbitos por câncer à radiação emitida por antenas de telefonia móvel.

A primeira parte da pesquisa consistiu em analisar, entre o total de casos de câncer na cidade de Belo Horizonte, quantos estavam relacionados à radiação eletromagnética. Ao todo, foram 4.924 óbitos no período entre 1996 e 2006 pelos tipos de câncer relacionados, como próstata, mama, pulmão, rins e fígado.

Em seguida, a pesquisadora mapeou 300 pontos de antenas na cidade e, ao cruzar os dados, constatou que mais de 80% das pessoas que morreram moravam a cerca de 500 metros de distância desses pontos.

De acordo com os cálculos teóricos de Dode, o nível de radiação desses locais ultrapassa os padrões adotados pela legislação federal, em maio de 2009, de 300 GHz.

“Esses padrões já são extremamente altos e perigosos para a saúde humana. Quanto mais próximo de uma antena a pessoa mora, maior é o contato com o campo elétrico”, diz a pesquisadora.

Ela costuma passar cerca de oito horas em cada residência analisada medindo a radiação e planejando a arquitetura eletromagnética do lugar. “Incentivo as pessoas a mudarem o quarto para outro cômodo, menos afetado, e a evitarem as partes da casa onde a incidência da radiação é maior”, diz.

Leia mais em:

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/271/ligacao-perigosa/?searchterm=c%C3%A2ncer%202010

 

Casca de frutas cítricas trazem novas esperanças para pacientes com câncer

Yahoo – 02/07/2010

A pectina cítrica modificada, obtida de frutas cítricas, pode ser uma ferramenta valiosa na luta contra o câncer de próstata, de acordo com os resultados de um estudo recém-publicado

Pesquisadores da Columbia University analisaram recentemente os efeitos positivos da pectina cítrica modificada sobre linhagens de células cancerosas em humanos e camundongos. Os resultados, divulgados pelo pesquisador-chefe Dr Aaron Katz na última edição da Integrative Cancer Therapies, mostram que a pectina cítrica modificada inibe a proliferação celular e induz a apoptose (morte celular programada) tanto em células cancerosas andrógeno-dependentes quanto nas andrógeno-independentes de acordo com a dose e o período de tempo utilizados. "Aliada a dieta, exercício e mudanças no estilo de vida, a pectina cítrica modificada ajuda meus pacientes a manter o câncer afastado e desacelerar seu crescimento, reduzindo assim o impacto negativo da doença sobre a vida dos pacientes", diz Dr. Geo Espinosa, diretor do Integrative Urology Center da NYU.

O câncer de próstata é a segunda causa de morte por câncer em homens. Um em seis homens desenvolverá esse tipo de câncer ao longo da vida. Dr. Jun Yan, principal autor, diz: "Nossas descobertas demonstram claramente que a pectina cítrica modificada possui propriedades contra o câncer de próstata tanto em células cancerosas andrógeno-dependentes (sensíveis a hormônios) e andrógeno-independentes (resistentes a hormônios) na próstata. Os resultados sugerem fortemente que a pectina cítrica modificada pode ser um agente quimiopreventivo e terapêutico contra a doença".

http://br.noticias.yahoo.com/s/02072010/24/economia-negocios-casca-frutas-citricas-trazem.html

 

Cientistas identificam sinais genéticos da longevidade

France Presse - 01/07/2010

Pesquisa analisou genoma de mais de mil pessoas com cem anos ou mais.
19 características específicas são relacionadas à longevidade excepcional.

Cientistas identificaram um conjunto de variações genéticas que permitem prever com 77% de sucesso se uma pessoa tem chances de viver mais de 100 anos.

Depois de analisar o genoma de mais de mil pessoas com cem anos ou mais, médicos e estatísticos descobriram 150 características genéticas particularmente frequentes nas pessoas que têm uma longevidade excepcional em comparação com o resto da população.

Os centenários são um exemplo ideal de envelhecimento, pois desenvolvem doenças relacionadas com a idade, como câncer, problemas cardiovasculares e demência muito depois dos 90 anos, destacaram os autores da pesquisa, publicada na revista "Science".

A equipe de cientistas conseguiu isolar 19 características genéticas específicas relacionadas à longevidade excepcional que caracterizam 90% dos centenários examinados.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/cientistas-identificam-sinais-geneticos-da-longevidade.html

 

 

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