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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/07/2010

Teste com saliva detecta com rapidez certos tipos de câncer

AFP - 29/06/2010

Uma universidade japonesa e outra americana desenvolveram uma técnica que consegue detectar com rapidez certos tipos de câncer realizando um teste de saliva, informaram os pesquisadores nesta terça-feira.

Esta tecnologia, desenvolvida pela universidade japonesa de Keio e a Universidade da Califórnia permite detectar altas probabilidades de câncer de pâncreas, de mama ou de boca.

Os pesquisadores analisaram amostras de saliva de 215 pessoas diferentes, entre as quais havia pacientes com câncer, e identificaram 54 substâncias cuja presença permite detectar a doenca.

Depois de proceder a outros exames, conseguiu-se detectar 99% dos casos de câncer de pâncreas existentes, 95% dos de mama e 80% dos de boca, acrescentou.

A realização deste teste levaria, no máximo, meio dia, segundo os pesquisadores.

Esta nova tecnologia é capaz de detectar até 500 substâncias diferentes presentes na saliva ao mesmo tempo, afirmou o professor Tomoyoshi Soga, da Keio University.

O pesquisador enfatizou que esta nova tecnologia permitirá detectar com muito mais facilidade o câncer de pâncreas e de boca.

"As taxas de sobrevivência do câncer de pâncreas e de boca são particularmente baixa porque os sintomas não são muito claros na fase inicial, e por isso se demora mais em descobrir a enfermidade", indicou o comunicado.

"A saliva é mais fácil de examinar que o sangue ou as matérias fecais", indicou o chefe da equipe de pesquisas de Keio, Masaru Tomita, segundo o comunicado.

"Gostaríamos de usar essa tecnologia para tentar detectar outras enfermidades também", acrescentou.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5iFCToyCzL1Sw0AmGwPt0dL2X-wTg

 

Cientistas bloqueiam proteína que “ajuda” células do cancro

Portal de Oncologia Português – 23/06/2010

Cientistas do Instituto Dana-Farber descobriram um meio de desactivar uma proteína comum no organismo que, muitas vezes, torna o tratamento do cancro ineficaz, avança o site Ciência Diária.

A MCL-1, que actua no organismo como um mecanismo “anti-morte”, pode ser direccionada por uma ferramenta molecular, de forma a permitir que os medicamentos consigam desencadear a morte de células do cancro por apoptose.

“Acreditamos que este é um passo muito importante para o desenvolvimento de um inibidor da MCL-1, que aparece como um factor crítico de sobrevivência em vários tipos de cancro humanos, incluindo a leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, melanoma e cancro da mama com prognóstico pobre”, diz Loren Walensky, oncologista pediátrico e biólogo químico do instituto e do Hospital Infantil de Boston.

Em experiências de laboratório, os investigadores observaram que a combinação da MCL-1 com um inibidor da classe de agentes convencionais faz com que as células cancerosas fiquem mais sensíveis aos medicamentos. Agora, a abordagem será testada em modelos animais.

A proteína MCL-1 pertence à família Bcl-2, grupo de proteínas “yin-yang” que controla o processo de apoptose. As células do cancro exploram proteínas como a MCL-1, fazendo com que o organismo se torne resistente à quimioterapia.

Calcanhar de Aquiles

Uma pequena unidade do peptídeo chamada BH3 parece ser o ponto específico de interacção entre proteínas pró e anti-apoptose. A equipa já tinha demonstrado que a estrutura em espiral podia ser reforçada por produtos químicos “grampos”, fazendo com que as células cancerosas se passassem a autodestruir.

Os “domínios BH3” diferenciam-se de forma subtil: um conjunto de “chaves” diferentes. A ideia da equipa é usar agentes que tenham alvos diferentes das proteínas desta família BCL-2, atingindo subconjuntos e quase todos os membros.

No estudo em questão, os cientistas procuraram domínios BH3 nas células, com a esperança de encontrar um caminho para vincular a MCL-1 e nenhuma outra proteína – servindo como um inibidor específico.

Depois de examinarem um conjunto de domínios BH3, encontraram o que estavam à procura: o domínio BH3 da própria MCL-1. Localizado dentro de um pequeno bolso na estrutura da proteína, actua como uma porta para a ligação com outras proteínas. É por meio desta unidade de encaixe que proteínas pró-morte são impedidas de fazer o trabalho.

http://www.pop.eu.com/news/2678/26/Cientistas-bloqueiam-proteina-que-%C3%A2-ajuda%C3%A2-celulas-do-cancro.html

 

Células estaminais têm potencial anti-cancerígeno

Portal de Oncologia Português - 28/06/2010

Um estudo publicado na revista Cancer Letters revelou que as células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical conseguem inibir o crescimento de células tumorais metastáticas em tumores agressivos.

 De acordo com os autores, a matriz extracelular (proteínas e polissacarídeos secretadas) das células que são obtidas a partir do sangue do cordão umbilical induz nos tumores um aumento dos níveis de uma proteína com efeitos anti-tumorais. Simultaneamente, esta matriz promove a secreção de um outro factor que suprime uma via de sinalização celular muito importante na formação do cancro.

Nesta investigação, células tumorais de um cancro da mama foram expostas durante dois dias a células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical, tendo depois sido injectadas em fêmeas de ratinhos. Passados 43 dias, os volumes dos tumores no grupo tratado com células estaminais eram significativamente menores do que nos animais do grupo de controlo, tendo sido demonstrada a inibição do crescimento das células cancerígenas e da progressão do tumor.

Leia a matéria completa em:

http://www.pop.eu.com/news/2713/26/Celulas-estaminais-tem-potencial-anti-cancerigeno.html

 

Inca: Advertência em maços faz cair número de fumantes

Por Ana Cláudia Barros para o Terra Magazine – 22/06/2010

À primeira vista, pode parecer um recuo pouco expressivo, mas na avaliação da psicóloga da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Cristina Perez, os dados apresentados pelo Ministério da Saúde sobre redução do número de fumantes no Brasil são significativos. Segundo a pesquisa, de 2006 a 2009, o percentual de dependentes de nicotina na população caiu de 16,2% para 15,5%. O levantamento faz parte da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que entrevistou 54 mil adultos.

- É significativa, porque vemos que todos os anos está havendo redução. Uma redução gradativa, que tem se apresentado tanto entre homens quanto em mulheres.

Para Cristina, a queda está relacionada às medidas encampadas pelo Ministério da Saúde, como a polêmica advertência nos maços de cigarro.

-Sabemos que advertência com fotos é mais eficaz para estimular uma diminuição na iniciação. Sei que é polêmico, mas estudos demonstram que ela tem que ser agressiva para atingir o objetivo.

A psicóloga faz um alerta às iniciativas adotadas pela indústria do tabaco que, diante das restrições impostas em relação à propaganda do produto, investe na apresentação das embalagens e dos pontos de venda. Outra artimanha , segundo ela, é colocar os maços para comercialização, perto de balas e chocolates.

-Noventa por cento dos fumantes começam a fumar antes dos 19 anos de idade. Então, há uma tentativa de captar esse jovem, adolescente para que comece a fumar cada vez mais cedo e que escolha a marca delas. Sabemos que a grande maioria dos fumantes é fiel à marca.

Confira a entrevista em:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4514433-EI6582,00-Inca+Advertencia+em+macos+faz+cair+numero+de+fumantes.html

 

Novas terapias contra câncer trazem esperanças, mas ainda são falhas

Do ‘New York Times - 19/06/2010

A droga experimental PLX4032, que reverte os efeitos de uma mutação encontrada em certos tumores, é considerada um grande exemplo das terapias de câncer “direcionadas” do futuro. A droga produziu resultados aparentemente milagrosos em alguns pacientes com melanoma.

Mas quase não houve efeito quando a droga foi testada em pacientes cujos tumores colorretais tinham a mesma mutação, como relataram pesquisadores na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, semana passada.

Mesma droga, mesma mutação, resultado diferente.

As descobertas servem como mais um lembrete de como o câncer pode ser diabolicamente complexo e quanta coisa ainda não foi compreendida. Elas trazem uma dose de moderação ao entusiasmo que estava se acumulando em relação às terapias direcionadas, que agem para bloquear anormalidades específicas que estimulam o crescimento do tumor.

De fato, embora os pesquisadores presentes na reunião tenham saudado o recente sucesso da droga, eles reconheceram que o caminho para o progresso não é tão fácil quanto previsto. Muitas terapias direcionadas estão falhando em testes clínicos.

“Passamos por um período muito rápido de altas expectativas, maturação e decepções”, diz Leonard Lichtenfeld, vice-diretor médico da Sociedade Americana de Câncer. “Acho que houve quase uma ingenuidade na ideia de que, se pudéssemos encontrar o alvo, teríamos a cura.”

Scott Kopetz, do M.D. Anderson Cancer Center em Houston, avalia que, após um período de grandes avanços que culminou na aprovação, em 2004, de duas drogas direcionadas – Avastin e Erbitux –, o progresso contra o câncer de cólon estancou. “Nos últimos cinco anos, acho que não fizemos nenhum progresso”, admite.

Uma das estrelas da conferência de oncologia foi a Pfizer, cuja droga experimental crizotinibc encolheu os tumores em quase todos os pacientes com uma anormalidade genética específica. A anormalidade foi descoberta apenas há três anos, e a droga está indo para o mercado.

Mas a Pfizer vem colecionando inúmeras falhas, menos divulgadas, em testes para outras terapias direcionadas. Sua droga para o câncer de rim, Sutent, não funcionou como tratamento para câncer de mama, cólon e fígado. Outra droga que bloqueia uma proteína falhou como tratamento de câncer de pulmão.

“Fiquei realmente surpreso quando os resultados negativos apareceram”, diz Mace Rothenberg, oncologista que lidera os testes clínicos de câncer da Pfizer.

Leia a matéria completa em:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/06/novas-terapias-contra-cancer-trazem-esperancas-mas-ainda-sao-falhas.html

 

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