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veja o que saiu na mídia sobre câncer - 02/06/2010

Vírus pode ajudar no tratamento de câncer, diz estudo britânico

BBC Brasil – 20/05/2010

Um vírus inofensivo encontrado nos sistemas respiratório e gástrico pode ser uma nova arma para auxiliar os tratamentos por radioterapia mesmo em cânceres em estágio avançado, segundo indica um estudo de pesquisadores britânicos.

Segundo a pesquisa, publicada na última edição da revista especializada Clinical Cancer Research, os tumores tratados com o reovírus em conjunção com radioterapia pararam de crescer ou diminuíram de tamanho em todos os casos analisados.

Os 23 pacientes estudados tinham tumores de diferentes tipos, incluindo cânceres de pulmão, intestino, ovário e pele. Todos eles tinham parado de responder positivamente aos tratamentos tradicionais, mas ainda eram capazes de ter um alívio para a dor com o tratamento por radioterapia.

Durante o estudo, eles receberam entre duas e seis injeções com doses crescentes da droga Reolysin, produzida com partículas do reovírus, para acompanhar a radioterapia.

Segurança

O principal objetivo do estudo era testar a segurança do tratamento, mas os pesquisadores também mediram o comportamento dos tumores de 14 dos pacientes. Segundo os pesquisadores, os tumores de todos eles pararam de crescer ou diminuíram com o tratamento.

Entre os pacientes que receberam doses baixas de radioterapia, dois tiveram os tumores reduzidos e cinco pararam de crescer. Entre os que receberam doses altas, cinco tiveram os tumores reduzidos e os demais viram a interrupção do avanço da doença.

Um paciente tinha um grande tumor na glândula salivar que diminuiu de tamanho o suficiente para ser retirado cirurgicamente.

Outro paciente com uma forma agressiva de câncer de pele que havia sido considerado próximo à morte permanecia vivo 17 meses após o início do tratamento alternativo.

Segundo os pesquisadores, os efeitos colaterais do tratamento foram leves e típicos de pacientes que recebem tratamento por radioterapia sozinho.

"A ausência de qualquer efeito colateral significativo neste estudo é extremamente tranquilizadora sobre testes futuros em pacientes que recebam tratamento por radioterapia com o objetivo de curar seu câncer", afirma o coordenador do estudo, Kevin Harrington, do Instituto de Pesquisas sobre Câncer, de Londres.

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,droga-feita-de-virus-pode-ajudar-no-tratamento-de-cancer-diz-estudo,554221,0.htm

 

Vacina contra o câncer de mama é testada com sucesso em ratos

BBC Brasil – 31/05/2010

Cientistas americanos dizem ter desenvolvido uma vacina que impediu o desenvolvimento do câncer de mama em ratos. Os pesquisadores planejam agora fazer testes da droga em humanos. Eles avisam, no entanto, que pode levar alguns anos até que uma vacina esteja disponível para o público.

O imunologista que chefiou a pesquisa, Vincent Tuohy, do Cleveland Clinic Lerner Research Institute, disse que a vacina age em uma proteína encontrada na maioria dos tumores da mama. "Acreditamos que essa vacina será usada um dia para prevenir o câncer de mama em mulheres adultas, da mesma forma como vacinas vêm impedindo muitas doenças na infância", disse Tuohy. "Se (a vacina) funcionar em humanos da mesma forma como em ratos, vai ser monumental. Poderíamos eliminar o câncer de mama", completou.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica Nature Medicine.

No estudo, ratos com grande probabilidade genética de desenvolver câncer de mama foram vacinados. A metade recebeu vacinas contendo a droga a-lactalbumina e a outra metade foi vacinada com uma droga que não continha a substância. Nenhum dos animais vacinados com a-lactalbumina desenvolveu o câncer de mama. Todos os outros ratos apresentaram a doença.

Leia mais em:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,vacina-contra-o-cancer-de-mama-e-testada-com-sucesso-em-ratos,559535,0.htm

 

SP precisa de voluntárias para testar novo tratamento

PanoramaBrasil – 26/05/2010

O hospital estadual Pérola Byington, da Secretaria de Estado da Saúde, em São Paulo, precisa de mais 20 voluntárias para participar de uma pesquisa internacional desenvolvida em vários continentes para testar uma nova droga no tratamento contra o câncer de mama. Doze pacientes do hospital já estão participando da pesquisa.

O estudo prevê também uma forma mais racional de aplicar a quimioterapia nas mulheres diagnosticadas com câncer de mama em estágio avançado. O tratamento é feito por meio de uma injeção subcutânea, aplicada no braço. A vantagem deste novo método é o curto tempo de aplicação, entre dois e cinco minutos, e também a diminuição dos efeitos colaterais de tratamentos quimioterápicos.

“Além da diminuição dos efeitos colaterais, com a nova droga o tumor é reduzido antes da realização da cirurgia. Com isso, evitamos a retirada completa da mama”, afirma o médico Roberto Hegg, responsável pela pesquisa.

Atualmente as sessões de quimioterapia contra o câncer de mama levam de três a seis horas para serem aplicadas.

As pessoas interessadas em participar do estudo devem procurar o próprio hospital. Devem ter câncer de mama em estágio avançado e ainda não ter iniciado nenhum tipo de tratamento. Mais informações podem ser obtidas através do telefone (11) 3248-8145.

O estudo deve terminar no primeiro semestre de 2011.

http://www.dci.com.br/noticia.asp?id_editoria=9&id_noticia=328643

 

Hormônio do crescimento aumenta risco de câncer de mama, diz estudo

EFE – 17/05/2010

O hormônio do crescimento (IGF-1), que potencializa a divisão celular, aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de mama como consequência da multiplicação descontrolada das células, constata um estudo publicado pela revista científica "Lancet".

Esse hormônio costuma ser utilizado durante a infância para potencializar o crescimento da criança. Também há estudos sobre suas propriedades contra o envelhecimento para tratamentos cosméticos.

A relação entre esse hormônio e o câncer de mama já tinha sido apontada por outras pesquisas, mas esta nova, realizada por cientistas da Universidade de Oxford, analisa os casos de aproximadamente 5 mil mulheres com câncer de mama de 12 países diferentes.

Também foram levados em conta os resultados de até 17 pesquisas sobre o assunto para estudá-las de forma conjunta.

Segundo o estudo, 20% das mulheres com altos níveis de hormônio do crescimento no sangue têm 28% mais chances de desenvolver câncer de mama que os 20% de mulheres com os menores níveis desse hormônio.

"Ver conjuntamente todas as informações disponíveis sobre o tema nos fornece evidências conclusivas que demonstram que, quanto maior for o nível de IGF-1 no sangue, maior é o risco de câncer de mama", afirmou Tim Key, um dos autores do estudo.

Key apontou que a dieta pode ser um dos fatores que contribuem para aumentar os níveis desse hormônio no sangue.

Outro dos autores do estudo, Lesley Walker, indicou que o hormônio IGF-1 também pode causar câncer de próstata.

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jCrB3I3k6c_xKaQGaOFr6M7qQdNw

 

Pesquisa explica por que câncer hepático atinge mais os homens

Da EFE - 19/05/2010

Cientistas americanos descobriram que o câncer de fígado afeta mais os homens porque uma proteína masculina chamada receptor de andrógeno impulsiona a doença diante da presença da hepatite B.

Em um relatório publicado hoje na revista "Science Translational Medicine", os cientistas do Centro Médico da Universidade Rochester indicaram que a descoberta poderá abrir caminho para novos tratamentos contra esse tipo de câncer.

O câncer de fígado ocorre como resultado da infecção provocada pelo vírus da hepatite B e em torno de 74% dos casos atinge homens.

Pela maioria dos estudos, os fatores de risco mais importantes são a idade, o histórico familiar e o consumo de álcool e tabaco.

Até agora nenhuma dessas pesquisas epidemiológicas tinha explicado os mecanismos que impulsionam o desenvolvimento do carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais comum do fígado) e por que os homens são mais suscetíveis.

Mas esse estudo, liderado por Chawnshang Chank, professor de patologia na Rochester, indicou após testes feitos com ratos de laboratório que o receptor de andrógeno gera o câncer ao alterar a réplica do DNA no vírus da hepatite B.

O receptor de andrógeno desempenha um papel fundamental na ação da testosterona e exerce um profundo efeito em muitos órgãos.

"Nosso estudo é a primeira prova que demonstra uma relação direta entre o câncer induzido pelo vírus da hepatite B e o receptor de andrógeno", manifestou Chang.

"Isto é importante porque até agora todos os esforços estavam centrados na eliminação dos níveis do receptor andrógeno, um tratamento que teve pouco êxito", acrescentou.

Aram Hezel, oncologista gastrointestinal da universidade, ressaltou a importância do estudo porque esclarece algo que até agora não tinha explicação: por que, nas mesmas circunstâncias, o câncer hepático ataca mais homens do que mulheres.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/05/pesquisa-explica-por-que-cancer-hepatico-atinge-mais-os-homens.html

 

Pesquisa relaciona câncer de bexiga em homens ao tabagismo

Kelly Zucatelli, do Diário do Grande ABC – 31/05/2010

Levantamento feito pelo Instituto do Câncer de São Paulo em parceria com o Hospital das Clínicas apontou que 65% dos homens e 25% das mulheres com tumores de bexiga apresentaram histórico de tabagismo.

No dia 30 de maio, quando foi comemorado o Dia Mundial sem Tabaco, o chefe do departamento de Urologia do Instituto e do Hospital das Clínicas, Marcos Dall´oglio, aletou sobre a necessidade de uma melhor conscientização de todos de que o cigarro não leva ao câncer apenas do pulmão, e que os cuidados preventivos devem ser tomados através de exames. "Muitas pessoas fazem o exame somente quando apresenta sangramento. Esse pode ser um estágio avançado da doença", disse Dall´oglio.

http://www.dgabc.com.br/News/5813643/pesquisa-relaciona-cancer-de-bexiga-em-homens-ao-tabagismo.aspx

 

Novo método promete detecção precoce de câncer de ovário

20/05/2010

Um novo método de detecção precoce do câncer de ovário em mulheres na menopausa, que têm um risco médio de desenvolver a doença, se mostrou promissor, segundo um estudo clínico cujos resultados foram divulgados dia 20/05.

A estratégia é baseada em um modelo matemático chamado ROCA (Risk of Ovarian Cancer Algorithm), que integra a evolução dos resultados das análises de sangue da CA-125 (proteína cuja taxa aumenta com a presença de câncer de ovário) a idade da paciente, a ecografia transvaginal e o exame do especialista.

"Mais de 70% dos casos de câncer no ovário são diagnosticados em estado avançado, o que faz de um método de detecção eficaz no início da doença uma espécie de Graal", explicou a doutora Karen Lu, professora do centro de câncer Anderson, da Universidade do Texas.

A doutora Lu apresentou o estudo em teleconferência organizada pela American Society of Clinical Oncology (ASCO). "Se os resultados forem confirmados em estudos mais amplos, este novo método de detecção pode se converter em uma ferramenta relativamente barata e útil para detectar câncer de ovário nas primeiras fases de desenvolvimento, quando a cura ainda é possível, mesmo com os mais agressivos".

O estudo envolveu 3.238 mulheres na menopausa, com entre 50 e 75 anos, sem antecedentes familiares particulares de câncer de ovário ou de mama. O grupo foi analisado durante oito anos.

Com base no teste ROCA, 99,7% dos tumores foram detectados nas primeiras fases, o que também permitiu identificar uma taxa muito baixa de falsos alertas.

Um estudo com 200 mil mulheres para avaliar o ROCA está atualmente em curso na Grã-Bretanha e deve ser concluído em 2015.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4442285-EI294,00-Novo+metodo+promete+deteccao+precoce+de+cancer+de+ovario.html

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