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veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/05/2010

Gordura abdominal pode aumentar os riscos de câncer pancreático entre as mulheres

Bibliomed

As mulheres que apresentam excesso de gordura abdominal podem ter um maior risco de desenvolver câncer no pâncreas, segundo estudo publicado nesta semana na revista científica Archives of Internal Medicine. De acordo com especialistas da Universidade de Nova York, os resultados confirmam a relação entre a obesidade - indicada pelo índice de massa corporal (IMC) - e o risco do desenvolvimento de tumores nesse órgão.

Avaliando dados do Instituto Nacional do Câncer, incluindo mais de 2 mil pessoas com câncer pancreático e 2,2 mil sem a doença, os pesquisadores descobriram que, para todos os participantes, havia uma relação entre o aumento do IMC e um maior risco de desenvolver a doença. De forma geral, a quarta parte do grupo de participantes que apresentava maior IMC tinha 33% mais chances ter o câncer, comparados àqueles de menor índice corporal.

De acordo com os autores, porém, a circunferência da cintura - que indica obesidade abdominal - teria uma relação ainda mais forte com a doença, principalmente entre as mulheres. Os resultados mostraram que aquelas que tinham sobrepeso eram 31% mais propensas ao câncer, comparadas às mulheres com peso normal, e o risco era 61% maior entre as obesas; as mulheres com maior circunferência da cintura em relação ao quadril, por sua vez, tinham 87% maior risco de desenvolver câncer pancreático.
"Esses resultados, juntamente com aqueles de estudos anteriores, apoiam fortemente o papel da obesidade no desenvolvimento do câncer pancreático", concluíram os autores em artigo publicado na revista científica.

http://www.circuitomt.com.br/home/materia/42081

 

Relação de substância química e câncer é subestimada

Documento de cientistas americanos mostra que não há estudos sobre a segurança da grande maioria das 80 mil substâncias usadas pela indústria

AE – 15/05/2010

A influência de substâncias químicas presentes na comida, na água e no ar no desenvolvimento de câncer é subestimada e, embora seja possível preveni-la, pouco tem sido feito a respeito. O alerta está em um relatório divulgado na semana passada nos Estados Unidos. De acordo com especialistas, a situação no Brasil pode ser ainda pior. "Somente algumas centenas das mais de 80 mil substâncias químicas usadas nos Estados Unidos passaram por testes de segurança. Não há regulamentação para muitos produtos sabidamente carcinogênicos ou para substâncias suspeitas de causar câncer", diz o relatório do Conselho de Câncer do Presidente. O órgão é composto de especialistas responsáveis por acompanhar os programas americanos para o controle da doença.

O documento aponta como causa leis fracas, autoridade fragmentada em agências reguladoras e falta de investimento em pesquisa. Culpa ainda o conceito de que os produtos químicos são seguros, a menos que fortes evidências provem o contrário. "Há substâncias, como alguns agrotóxicos, contra as quais ainda não há evidências suficientes para se classificar como carcinogênico. Mas são consideradas prováveis causadoras de câncer e isso deveria ser o bastante para evitar o uso e buscar alternativas", afirma Ubirani Otero, coordenadora da Área de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho e ao Ambiente do Inca.

Segundo Ubirani, o quadro brasileiro é ainda mais preocupante que o americano. "Por ser um País em desenvolvimento, abriga tecnologias e substâncias que já foram banidas em outros países", diz ela, citando como exemplo as indústrias que utilizam amianto, sílica e benzeno. "Por causa de uma legislação falha, há empresas que fecham e abandonam seu lixo tóxico sem cuidado. Em outros países isso seria um crime grave."

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,relacao-de-substancia-quimica-e-cancer-e-subestimada,552181,0.htm

 

Estudo revela que maioria dos brasileiros ignora proteção solar

clicrbs - 04/05/2010

Estatísticas da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele, organizada há 11 anos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), revelam que o brasileiro não se protege adequadamente do sol: 70% dos entrevistados afirmaram não usar nenhum tipo de proteção solar nem mesmo quando vão à praia. Os dados são alarmantes, uma vez que o Brasil é um país tropical com grande incidência de raios solares durante o ano inteiro.

Os homens, aliás, são os menos cuidadosos. Apenas 20% disseram usar filtro solar e por influência direta de uma mulher, principalmente das esposas. Já as mulheres se mostraram mais preocupadas com a saúde: cerca de 36,6% utilizam o filtro. Por isso, não é de se espantar o fato de que o câncer da pele atinja mais os homens (13,99%) do que as mulheres (8,99%).

“O uso do filtro solar é uma questão de saúde pública. Todo brasileiro deve se conscientizar que o filtro não é um tratamento estético ou mais uma ferramenta no combate ao envelhecimento. É, sim, uma arma poderosa contra o câncer da pele, que faz milhares de vítimas no país a cada ano”, considera Omar Lupi, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

No total, 34.435 pessoas foram atendidas, marca que faz da campanha brasileira a maior do mundo e forte candidata a entrar no Guiness Book, segundo informações da SBD.

Os números fazem da doença o tipo de câncer mais comum no Brasil, com incidência de 10,8%, conforme mostraram os resultados das últimas campanhas realizadas pela SBD.

“São números bem significativos e só reforçam a necessidade de darmos ainda mais atenção à prevenção”, destaca a coordenadora da campanha, Dra. Selma Cernea.

Os atendimentos realizados na última edição da campanha revelaram, também, que 85% dos entrevistados apresentaram algum tipo de doença de pele.

Outro dado preocupante diz respeito às pessoas de pele negra. Apenas 16,12% afirmam usar o produto. O descaso é ligado ao fato de muitos acreditarem ser imunes a este tipo de câncer, teoria derrubada há muito tempo. Os brancos são os que mais se protegem (34,81%), seguidos dos amarelos (28,53%) e pardos (24,02%). Os únicos que regrediram na estatística foram os amarelos, diminuindo em 1,5% a marca de 2008.

Dentre as capitais, a cidade melhor colocada no quesito proteção solar foi Florianópolis, onde 50,63% dos entrevistados afirmaram utilizar filtro solar regularmente. No outro extremo da lista está Belém, com apenas 19,84%.

Muitas cidades não-litorâneas apresentam índices de cuidados com a proteção solar maiores do que os de cidades praianas – onde, na teoria, a população seria mais cuidadosa. Brasília (33,52%), por exemplo, está na frente do Rio de Janeiro (30,6%) e de Recife (27,15%). São Paulo (28,9%) supera Salvador (24,19%) e Vitória (28,03%).

Durante a campanha realizada no final do ano passado, 3.571 dermatologistas voluntários estiveram a serviço da população em 167 postos de atendimento distribuídos por 24 estados e 108 cidades brasileiras. A próxima edição será dia 27 de novembro.

“O número impressionante de atendimentos que atingimos no ano passado está sendo analisado para fazer parte do Guiness. Nosso foco é crescer ainda mais em 2010 e chegar à marca de 50 mil atendimentos só no dia da campanha”, reforça Dr. Omar.

http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,2892288,Estudo-revela-que-maioria-dos-brasileiros-ignora-protecao-solar.html

 

Pesticidas são associados ao câncer de pele

Novas pesquisas sugerem que o uso repetitivo e de longo prazo de pesticidas pode causar melanomas

UOL – 05/05/2010

De acordo com novo estudo científico, trabalhadores que aplicam certos pesticidas em lavouras estão duas vezes mais propensos de contrair um melanoma, forma de câncer de pele fatal.

Os resultados somam a evidência de que sugere que o uso frequente de defensivos agrícolas pode aumentar o risco de melanoma. As taxas da doença triplicaram nos Estados Unidos nos últimos 30 anos, sendo a exposição ao sol a principal causa identificada.

Pesquisadores identificaram seis pesticidas que, com a exposição frequente, duplica o risco de câncer de pele entre os fazendeiros e outros trabalhadores que aplicam essas químicas nas plantações.

Quatro das químicas - maneb, mancozeb, metil paration e carbaryl - são utilizadas nos Estados Unidos em diversas plantações, incluindo nozes, vegetais e frutas. Já o benomyl e o paration-etil foram voluntariamente cancelados pelos seus fabricantes em 2008.

"A maior parte da literatura sobre melanoma foca nos fatores individuais e exposição ao sol. Nossa pesquisa mostra uma associação entre diversos pesticidas e o melanoma, fornecendo evidências para a hipótese de que os pesticidas podem ser outra importante fonte de risco de melanoma", conforme o relatório de epidemiologistas da University of Iowa, do National Institute of Environmental Health Sciences (Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental) e do National Cancer Institute (Instituto Nacional do Câncer).

As descobertas também podem ter implicações para os consumidores que utilizam pesticidas em suas casas ou jardins. Carbaryl, um dos pesticidas relacionados ao câncer de pele, é o ingrediente ativo no inseticida Sevin, que é amplamente utilizado por consumidores para eliminar pestes em jardins e gramados.

O estudo, publicado no mês passado pelo periódico Environmental Health Perspectives, examinou as taxas de câncer em 56.285 aplicadores nos estados de Iowa e Carolina do Norte como parte de um Estudo de Saúde Agrícola do governo federal, um grande estudo de longo prazo com aplicadores de pesticidas e seus cônjuges.

Os aplicadores de pesticidas foram questionados sobre a freqüência com que eram expostos a 50 tipos de pesticidas. Os pesquisadores então compararam suas taxas de câncer, descobrindo que aqueles que eram expostos a algumas dessas químicas tinham alto risco de melanoma cutâneo em comparação a seus colegas que lidavam com outros componentes químicos.

Um dos principais pontos fracos do estudo é que não haver dados sobre a dosagem utilizada por esses trabalhadores. Em vez disso, os pesquisadores fizeram uma aproximação da quantidade de pesticida a que cada pessoa foi exposta somando os dias de exposição e adicionando informações fornecidas pelos próprios aplicadores sobre como empregaram os componentes químicos e quais equipamentos de proteção utilizaram.

Os pesquisadores descobriram que mesmo que o melanoma não fosse frequente entre os trabalhadores estudados, a frequência era maior entre aqueles que eram mais expostos a vários dos pesticidas.

Leia mais em:

http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=22654

 

Estudo descobre fatores que aumentam risco de câncer de mama
Redação Terra10/05/2010

Cientistas chegam mais perto de identificar quais são as mulheres mais propensas a desenvolver câncer de mama após descobrirem cinco variantes genéticas que aumentam o risco da doença. As informações são do jornal The Guardian.

O estudo, realizado pelo Institute of Cancer Research (ICR), descobriu que mulheres que tiveram essas variações têm 16% mais probabilidade de desenvolver o câncer. Comparando os códigos genéticos de mais de 16.500 mulheres com câncer de mama e histórico familiar da doença, com cerca de 12.000 mulheres, sem as características, foram identificadas as áreas do DNA que influenciam o risco de câncer.

O Dr. Helen George, da Cancer Research UK, disse: "Este é de longe o maior estudo deste tipo para explorar as variações genéticas comuns que contribuem para o risco de câncer de mama. Esta pesquisa nos leva um passo mais perto de desenvolver um poderoso teste genético para a doença. Isso poderia ajudar os médicos a identificar que mulheres têm um risco maior, de modo que eles possam tomar decisões e medidas para reduzir suas chances de desenvolver a doença."

Uma recente descoberta no DNA, contém CDK2NA, um gene que regula a divisão celular e é alterada em muitos tumores. Ele também tem sido associado a um risco elevado de desenvolvimento de câncer de pele tipo melanoma.

Apesar dos resultados abrirem caminho para mais testes de susceptibilidade, os cientistas ainda não descobriram quais genes estão causando o aumento do risco.

O Professor Nazneen Rahman, do ICR, disse: "Nossos resultados agora pega o número total de regiões do gene ligado ao risco de câncer de mama aos 18, mas nós ainda não sabemos quais genes estão causando este maior risco. Identificar os genes subjacentes e os mecanismos por trás do desenvolvimento do câncer de mama é essencial para aumentar a nossa compreensão da doença e, finalmente, encontrar novos tratamentos."

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4422985-EI8147,00-Estudo+descobre+fatores+que+aumentam+risco+de+cancer+de+mama.html

 

Medicamento fitoterápico será testado em mulheres com câncer de mama

Pacientes poderão se inscrever para participar do tratamento, que será gratuito

Do R7 - 13/05/2010

Institutos paulistas estão convocando mulheres com câncer de mama em estágio avançado para testar um novo tratamento à base de fitoterápicos. O tratamento é totalmente gratuito, com duração aproximada de seis meses.

De acordo com a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), os fitoterápicos são medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais, que são aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades.

O estudo é voltado para mulheres acima de 18 anos, com no máximo dois tratamentos quimioterápicos anteriores para câncer de mama em estágio avançado, ou seja, pacientes com diagnóstico de câncer metastático (que a doença tenha se espalhado para outra parte do corpo).

Os testes vão substituir as terapias convencionais, como a quimioterapia, por um medicamento fitoterápico, que neste período de desenvolvimento recebe o nome de AM 10. Trata-se de uma substância sintetizada no Brasil a partir da planta medicinal aveloz.

Cada paciente tomará um comprimido três vezes ao dia, o que permitirá verificar a atividade terapêutica da droga, avaliar a possibilidade de controle da doença, o perfil de toxicidade e a ocorrência de efeitos colaterais.

Esta é a segunda fase da pesquisa. A primeira fase (pré-clínica) foi concluída com resultados positivos, com a realização de análises em células e animais, explica Luiz Pianowski, coordenador da pesquisa. “Descobrimos que o AM 10 tem uma ação citotóxica, ou seja, que mata as células, e outra apoptótica – que incentiva o suicídio delas. Mas observamos também uma ação seletiva da substância, focada em células modificadas (cancerígenas), ou seja, ela mata mais células tumorais do que células vivas”.
Os testes clínicos serão realizados pelos seguintes institutos: Faculdade de Medicina do ABC, Hospital Albert Einstein, Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, Hospital Sírio Libanês e Centro Paulista de Oncologia. Os estudos são coordenados pela Pianowski & Pianowski, empresa de Pesquisa e Desenvolvimento Farmacêutico, pela PHC - Pharma Consulting, consultoria especializada em indústria farmacêutica e pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein.

Para mais informações, os interessados devem contatar o PHC - Pharma Consulting pelo telefone (11) 3673-3763

http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicamento-fitoterapico-sera-testado-em-mulheres-com-cancer-de-mama-20100513.html

 

Relógio biológico desregulado aumenta risco de câncer de mama

IG - 11/05/2010 18:35h

Pesquisadores descobriram que, ao longo das 24 horas do dia, é possível ter um rendimento inferior ou superior na realização da mesma tarefa dependendo do horário em que ela foi feita. Não é preciso ser gênio ou cientista para concluir que quem trabalha dentro de um horário mais condizente com seu ritmo biológico têm um rendimento melhor. “As diferenças podem ser vistas principalmente em atividades que exigem atenção ou coordenação motora fina”, afirma John Fontenelle, fisiologista responsável pelo laboratório de neurobiologia e ritmicidade biológica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Avaliando diferentes profissionais como médicos, enfermeiras, caminhoneiro, taxista, motoristas transportes públicos e etc, foi descoberto que o trabalho em turnos prejudica a saúde do trabalhador a ponto de elevar a probabilidade de desenvolvimento de câncer. “O sistema de temporização ou relógio prepara o organismo para diversas formas de comportamento ao longo das 24h de um dia. De forma geral, durante a noite a temperatura corporal abaixa, o hormônio de crescimento é secretado, há secreção de melatonina e dormimos. Durante o dia a temperatura aumenta, há secreção de cortisol e o cérebro está mais apto para cognição e desempenho”, explica Mario Pedrazolli, cronobiologista da Universidade de São Paulo (USP).

O desajuste do relógio biológico é um fator de nível dois (possivelmente cancerígeno), ao lado do uso de anabolizantes, em um escala em que um é o valor máximo, segundo classificação da Agência Internacional para a Investigação do Câncer, departamento da Organização Mundial de Saúde.

A influência foi notada principalmente no aparecimento do câncer de mama em mulheres. Um estudo realizado com enfermeiras e comissárias de bordo diagnosticou uma maior incidência de câncer de mama naquelas que trabalhavam no período noturno ou faziam vôos internacionais, estando, portanto, mais sujeitas a alterações de horários.

“Os mecanismos que controlam o relógio biológico também estão relacionados ao ciclo das células. Quando esse ciclo está alterado o resultado é uma divisão celular irregular e, portanto, câncer”, esclarece Fontenelle.

Leia mais em:

http://www.tvcanal13.com.br/noticias/relogio-biologico-desregulado-aumenta-risco-de-cancer-de-mama-102765.asp

 

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