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veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/05/2010

Exame que monitora o câncer

Zero Hora - 24/04/2010

Cientistas desenvolveram um exame de sangue personalizado que monitora o câncer no corpo, oferecendo a possibilidade de elaborar tratamentos para cada paciente ao averiguar como um tumor respondeu à cirurgia ou à terapia.
Os cientistas desenvolveram o teste depois de decifrarem o genoma completo do tecido de um tumor retirado de seis pacientes. A maior parte dos cânceres contém rearranjos em larga escala do material genético que não são vistos no tecido saudável, logo eles podem ser usados como uma “impressão digital” genética para o tumor.
Um paciente que foi recentemente diagnosticado com câncer terá altos níveis da impressão digital genética do tumor no seu sangue, porque cânceres despejam células e DNA na corrente sanguínea. Quando um câncer é operado ou tratado com rádio ou quimioterapia, os níveis da impressão digital devem cair e desaparecer se o tumor foi erradicado.
Uma equipe liderada por Victor Velculescu, professor de oncologia da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, desenvolveu testes individuais para seis pacientes, dos quais quatro tiveram câncer de intestino e dois tiveram câncer de mama. Testes genéticos em um paciente com câncer de intestino, por exemplo, revelaram que um pedaço de um cromossomo do tumor havia se unido com outro cromossomo. Esse pequeno mas considerável defeito genético ou “marcador biológico” era boa parte da impressão digital genética do tumor.
Os cientistas comparam a técnica à “procura pelo rastro de migalhas de pão genéticas” deixadas por células cancerígenas sobreviventes depois da cirurgia ou durante o tratamento com medicamentos. O trabalho foi anunciado no encontro anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência em San Diego e aparece na revista Science Translational Medicine.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2881989.xml&template=3898.dwt&edition=14559&section=1028

 

Novo marcador para câncer prostático     

Prensa Latina - 20/04/2010

Pesquisadores estadunidenses apresentaram um novo teste de sangue que permitirá identificar logo quais pacientes com câncer de próstata terão uma evolução desfavorável.

A análise, denominada Índex de Saúde Prostática, mede três antígenos prostáticos específicos, PSA total, PSA livre e pró-PSA, e comprovando-se sua eficácia reduziria as cifras de diagnósticos avançados e tratamentos intensivos para este tipo de tumores, indicaram os especialistas da Universidade Johns Hopkins.

A técnica apresentada na 101Â reunião anual da Associação Americana para a Investigação sobre o Câncer (AACR), celebrada em Washington, foi testada em 71 pacientes, 39 dos quais sofreram um crescimento da neoplasia.

Os resultados do índex de marcadores foram mais altos naqueles homens que sofreram uma evolução negativa da doença, explicaram os pesquisadores.

Outro interessante trabalho exposto na AACR foi o referido à utilização da farmacogenética no câncer de cabeça e pescoço avançados.

Trabalhamos para a medicina personalizada, explicaram os autores do estudo.

Desta forma foram apresentadas várias investigações epidemiológicas e de observação que mostram desigualdades sociais no diagnóstico e tratamento do câncer.

http://www.prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&id=181105&Itemid=1

 

Americanos desenvolvem vacina contra câncer de próstata avançado

Antônio Marinho, com agências de notícias - 29/04/2010

O órgão que controla drogas e alimentos nos Estados Unidos, o FDA, aprovou uma vacina para tratar câncer de próstata em casos avançados. O medicamento Provenge, da empresa americana Dendreon, é uma nova opção para pacientes com poucas chances de controle da doença, segundo Karen Midthun, diretora interina do Centro de Avaliação e Investigação Biológica do FDA. Diferentemente das vacinas tradicionais que previnem doenças, a Provenge ataca o câncer de próstata estimulando o sistema imune do corpo para que lute com as células malignas. Nesse caso, são retirados glóbulos brancos do paciente e eles são tratados em laboratório com uma proteína geneticamente modificada para torná-los mais potentes contra o tumor. Depois são reintroduzidos no sangue. A Provenge está indicada em homens que não respondem ao tratamento hormonal.

Na opinião do urologista Ronaldo Damião, professor titular de urologia da Faculdade de Ciências Médicas do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Uerj, que acaba de participar do Congresso Europeu de Urologia, em Barcelona, o foco em discussão em câncer de próstata é a quimioprevenção.

- Vacinas estão sempre em desenvolvimento para prevenir doenças infecciosas ou para despertar respostas imunológicas em quem é portador de doenças crônicas como câncer. O fato de o FDA ter aprovado uma pesquisa desta natureza, entre tantas que existem, não significa muito. O câncer de próstata com metástase ainda é um doença fatal e continuará a ser por muito tempo - diz.

Ele acrescenta que frequentemente são descobertas novas drogas que prolongam um pouco a vida e que amenizam o sofrimento, mas em casos em que a doença invadiu outros órgãos a morte é inevitável.

- Às vezes o paciente morre de outra doença, como problema cardíaco, mas, na verdade, nessas situações ele não conseguiu sobreviver para morrer em consequência do tumor de próstata avançado - comenta Damião.

Mas, segundo pesquisadores, na investigação clínica em fase 3 (IMPACT) com a vacina, na qual participaram 512 homens com a doença, ela reduziu o risco de mortalidade em 22,5% em comparação com um placebo, e a sobrevida foi prolongada em quatro meses, em média. Na opinião de médicos americanos, como Nina Bhardwaj, do Centro Médico Langone da Universidade de Nova York, e Christopher Logothetis, da Universidade do Texas, trata-se de um grande passo no tratamento do câncer de próstata porque é a primeira terapia deste tipo a ser aprovada. A vacina será testada primeiramente em 50 hospitais e clínicas nos Estados Unidos.

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/04/29/americanos-desenvolvem-vacina-contra-cancer-de-prostata-avancado-916462490.asp

Nova técnica revoluciona detecção do câncer de mama

por Divulgação - 27/04/2010

Tomossíntese, ou mamografia em 3D, será apresentada nesta semana, durante a Jornada Paulista de Radiologia

A tomossíntese*, nova técnica de detecção do câncer de mama, será apresentada durante a Jornada Paulista de Radiologia, que acontece entre os dias 29 de abril e 2 de maio, no Transamerica Expo Center**. Trata-se de uma mamografia em 3D que elimina a superposição de tecidos, melhora a visualização dos contornos das lesões e aumenta entre 10% e 15% a detecção da doença, de acordo com estudos iniciais.
A técnica, que na última década começou a ser desenvolvida no Massachusetts General Hospital (Boston, Estados Unidos) pelo doutor Daniel Kopans e foi aperfeiçoada pela doutora Elizabeth Rafferty, finalmente chegou a um estado de aplicação prática que chamou atenção de grandes fabricantes. Vários já desenvolveram seus equipamentos de tomossíntese.
De acordo com o doutor Aron Belfer, médico radiologista responsável pela introdução da nova tecnologia na unidade Premium do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, além de permitir a detecção de tumores menores, o método apresentado reduzirá de forma relevante o número de pacientes submetidas a biópsias por conta de falsos positivos.
“A tomossíntese representa um importante avanço na detecção do câncer da mama. Como o Brasil conta com centros e profissionais que são referência internacional na área de mastologia, é natural que a introdução dessa nova tecnologia para diagnóstico de câncer da mama ocorra simultaneamente a outros centros de referência mundial”, diz Belfer.
Dados do Instituto Nacional do Câncer revelam que as taxas de mortalidade por câncer de mama no Brasil continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágio avançado. Em 2010, há projeção de quase 50 mil novos casos da doença, sendo que para mais de 11 mil mulheres o câncer de mama será fatal.
“É sempre importante ressaltar que mulheres com mais de 40 anos – ou mais cedo, se houver histórico familiar – devem se submeter à mamografia anualmente. O método continua sendo muito eficiente na detecção precoce de câncer da mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade, o custo do tratamento e, principalmente, o desgaste emocional da paciente”, diz o radiologista.
Na opinião de Aron Belfer, em termos de tecnologia, a mamografia digital 2D é um avanço importante em relação à mamografia analógica, convencional. Já a tomossíntese, de acordo com estudos recentes, surge como uma tecnologia capaz de detectar lesões que antes passariam despercebidas na mamografia digital 2D. “A detecção de tumores menores permite recorrer a cirurgias menos mutilantes, resulta em menor custo global do tratamento, maior sobrevida e melhor qualidade de vida das pacientes”.

http://www.primeiraedicao.com.br/?pag=brasil_mundo&cod=7913

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