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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/04/2010

‘Leitura dinâmica’ de DNA abre novo caminho no tratamento de câncer
Destruição de defesas das células causa desordem genética. Cromossomos sofrem mais mutações e extensos rearranjos.
Nicholas Wade Do ‘New York Times’ - 20/03/10
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, desenvolveram uma forma de monitorar tratamentos de câncer usando uma nova técnica para rapidamente sequenciar, ou decodificar, grandes quantidades de DNA. A descoberta é parte de um programa coordenado por Bert Vogelstein e Kenneth Kinzler. A abordagem era algo fora de questão até o desenvolvimento, alguns anos atrás, de métodos para sequenciar grandes quantidades de DNA a baixo custo.
(...) Eles descobriram que mais de 80% dos cânceres têm mutações em seu DNA mitocondrial. Essas alterações são simples de identificar, pois o genoma do DNA mitocondrial é muito pequeno – apenas 16 mil unidades – em comparação com as três bilhões de unidades do genoma nos núcleos das células.
Menos caro, o teste do DNA mitocondrial é tão sensível que uma mutação pode ser coletada a partir de uma amostra de sangue muito menor.
Os dois métodos estão no estágio de pesquisa, e precisam que o custo de sequenciamento caia ainda mais antes que possam ser considerados para uso clínico. Ainda assim, Vogelstein disse que indicadores de câncer baseados no DNA podem se tornar um diagnóstico melhor que os métodos atuais, que dependem da detecção de proteínas ligadas ao câncer. “Do ponto de vista da pesquisa, não restam dúvidas de que essa abordagem tem o potencial de rastrear pacientes e tumores com mais eficácia que a abordagem convencional.”
Michael Melner, diretor do programa científico da Sociedade Americana do Câncer, afirma que a sociedade tem um “enorme interesse” em métodos baseados no DNA para rastrear o câncer, e que a análise do DNA mitocondrial de Vogelstein é a mais abrangente até o momento.
Leia mais em:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1537335-5603,00-LEITURA+DINAMICA+DE+DNA+ABRE+NOVO+CAMINHO+NO+TRATAMENTO+DE+CANCER.html

Substância encontrada em algas pode ajudar a combater o câncer
EFE - 26/03/2010
Uma substância encontrada em algas de cor marrom, muito comuns em Taiwan, reduz a inflamação dos tumores e controla a proliferação de células cancerosas, informou hoje o Escritório de Indústrias Biotecnológicas e Farmacêuticas da ilha. A substância, chamada fucoidan, tem um grande potencial médico e deu resultados positivos em testes para combater o câncer de fígado e rim, acrescentou o escritório.
"Além de suas propriedades para combater a inflamação e os tumores, o fucoidan é um componente ativo que fomenta a síntese do colágeno em 24 horas, o que poderá ter aplicações em máscaras de colágeno e tratamento de ferimentos", disse um porta-voz do Instituto de Pesquisa Pesqueira (IIP), Huang Pei-an.
As investigações sobre a nova substância, extraída de algas utilizadas na alimentação animal, foram realizadas pelo IIP e pelo Instituto de Pesquisa de Substâncias Tóxicas e Químicas Agrícolas de Taiwan.
O fucoidan já é utilizado como suplemento dietético em outras partes do mundo por suas supostas propriedades antioxidantes e anticancerígenas.http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/03/26/substancia+encontrada+em+algas+pode+ajudar+a+combater+o+cancer+9440128.html

Exposição a produtos químicos triplicaria risco de câncer de mama

AFP – 01/04/2010
A exposição a certos produtos químicos ou contaminantes nos locais de trabalho antes dos 36 anos triplicaria o risco de câncer de mama após a menopausa, afirmou um estudo publicado dia 01/04.
As mulheres com mais risco seriam as que estão em contato frequente no trabalho com fibras sintéticas e produtos derivados de petróleo, segundo a pesquisa, publicada no jornal Occupational and Environmental Medicine, e realizada por uma equipe liderada por France Labrèche, do Instituto de Pesquisas da Saúde Pública da Universidade de Montreal.
Os pesquisadores estudaram os históricos de saúde de 1.169 canadenses afetadas por câncer, de 50 a 75 anos. Quase a metade delas tiveram câncer de mama em 1996 ou 1997, após o início da menopausa. As outras sofriam de outro tipo da doença.
Químicos e especialistas em higiene do trabalho verificaram a exposição de umas e outras a cerca de 300 substâncias durante seu tempo de trabalho.
O estudo, que excluiu outras causas comuns de câncer de mama, mostrou uma importante relação entre vários materiais sintéticos de uso corrente e os níveis de risco, particularmente altos antes dos 36 anos, quando as células dos tecidos mamários são ativas e sensíveis a produtos químicos perigosos.
O risco de câncer de mama foi multiplicado por sete nas mulheres expostas a fibras acrílicas e por dois nas expostas a fibras de nylon.
Admitindo que os resultados não eram perfeitamente conclusivos, os autores afirmaram que eram coerentes com a teoria que diz que o tecido mamário é mais sensível às toxinas químicas nas mulheres com menos de 40 anos.
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ittbA1tewRE7MuqnnTBgk8nQXmfw

Calvície precoce pode indicar menor risco de câncer de próstata

Estadão – 16/03/2010
Homens que apresentam sinais de calvície antes dos 30 anos podem ter menos chance de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e divulgado na publicação especializada Cancer Epidemiology.
Os pesquisadores estudaram 2 mil homens entre 40 e 47 anos de idade e notaram uma aparente ligação entre o alto nível do hormônio masculino testosterona - presente nos homens que se tornam calvos mais cedo - e um risco mais baixo de ter a doença.
Metade dos homens que participaram do estudo sofreu de câncer de próstata. Os pesquisadores compararam a incidência de tumores entre aqueles que disseram ter começado a perder cabelo antes dos 30 e aqueles que não relataram ter sofrido queda.
Aqueles que começaram a ficar calvos até os 30 apresentavam um risco entre 29% e 45% menor de desenvolver câncer de próstata.
Leia mais em:
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,calvicie-precoce-pode-indicar-menor-risco-de-cancer-de-prostata,525115,0.htm

Caminho celular determina relação entre câncer e obesidadePesquisadores canadenses descobriram atividade celular afetada pela ação dos aminoácidos
Do R7 – 16/03/2010

Pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, descobriram que há uma forte relação entre obesidade e câncer, ao comparar que apenas nos Estados Unidos há 90 mil mortes por câncer a cada ano atribuídas à obesidade.
Essa afirmativa foi feita após os pesquisadores estudarem um caminho celular do corpo humano que regula o crescimento das células. Eles descobriram que esse caminho pode ser afetado principalmente pela ação dos aminoácidos. O estudo foi publicado no periódico Molecular Cell.
Os aminoácidos têm a função de construir células, consertar tecidos, transportar oxigênio e participar das atividades dos músculos. Richard Lamb, um dos pesquisadores, mostrou que estes aminoácidos encontrados são mais elevados em pessoas obesas.
O caminho que sinalizou a descoberta, chamado mTOR, pode ser super ativado por estes aminoácidos e isso pode afetar como as células humanas respondem ao estresse e a doenças entre um número de outras coisas. Lamb e seu grupo, portanto, irão agora investigar se as células cancerígenas podem sofrer essa hiperatividade.
http://noticias.r7.com/saude/noticias/caminho-celular-determina-relacaoentre-cancer-e-obesidade-20100316.html

Cientistas descobrem como envelhecer e matar células do câncer

Reuters/Brasil Online, por Julie Steenhuysen - 17/03/2010
Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, os cientistas descobriram um caminho molecular que as força a envelhecer e morrer, informaram recentemente.
As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente.
Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência -o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo de células danificadas pela luz solar.
Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, este processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas na revista Nature.
E a droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical Co's -já na primeira fase de experimento clínico em humanos- parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em uma entrevista por telefone.
A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer.
"O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação", disse Pandolfi. "Elas são impedidas irreversivelmente de crescer."
A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata.
Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa.
Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células.
Este não era o caso em ratos com a função normal do Skp2.
Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/03/17/cientistas-descobrem-como-envelhecer-matar-celulas-do-cancer-916095046.asp

EUA lançam estudo sobre novos tratamentos contra o câncer de mama
AFP – 17/03/2010
O aguardado lançamento de um estudo clínico para determinar os novos tratamentos mais promissores contra os cânceres de mama agressivos foi anunciado pelo governo federal americano e cinco grandes empresas farmacêuticas.
Este tipo de medicamento poderia aumentar fortemente a sobrevida de pacientes, cujo tipo de tumor mamário não responde a tratamentos tradicionais contra o câncer, destacou o "Biomarkers Consortium" em um comunicado.
A análise, denominada I-SPY 2, testará novos modelos de estudos clínicos de ponta, usando marcadores genéticos ou biológicos provenientes de tumores de doentes para buscar especificamente os tratamentos potencialmente mais eficazes para combater o câncer.
Este novo enfoque permitirá ainda aos investigadores usar os resultados preliminares de um estudo clínico, feito com um grupo de doentes, para decidir quais tratamentos são mais promissores e desta forma, eliminar mais rapidamente os menos eficazes.
"O estudo clínico I-SPY 2 promete multiplicar a convergência dos avanços em muitas pesquisas de ponta para desenvolver novos tratamentos contra o câncer de mama, utilizando biomarcadores moleculares", informou a doutora Anna Barker, diretora adjunta do Instituto Nacional americano do câncer e co-presidente do "Biomarkers Consortium".
O novo enfoque "nos permitirá, ainda, fazer testes clínicos de fase 3", última etapa antes da autorização para a comercialização de um medicamento, acrescentou em um comunicado.
O estudo clínico I-SPY 2 poderá, assim, reduzir fortemente os custos de desenvolvimento dos tratamentos contra o câncer, permitindo acelerar o processo de verificação da segurança e da eficácia dos novos medicamentos, estimou o consórcio. Hoje, este processo requer de 12 a 15 anos e custa mais de um bilhão de dólares.
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jMOZ1YMC4YVoGU6DL2z8Gqn5hEdg

Ômega 3 diminui risco de câncer de intestino

Da France Presse - 18/03/10
A forma pura do Ômega 3, a chamada "gordura boa" encontrada em certos tipos de peixe e óleos de nozes, reduz perigosos pólipos em pessoas propensas a câncer de intestino.
Cinquenta pacientes foram envolvidos na pesquisa, todos com mutações genéticas que incentivavam o desenvolvimento de pólipos - que crescem no intestino e podem se desenvolver para tumores, tornando necessárias remoções de grandes partes do intestino.
Na pesquisa, 28 pacientes foram aleatoriamente incluídos em um grupo que recebeu uma dose diária de dois gramas de uma nova e altamente pura forma de ômega 3, enquanto o outro grupo, de 27 pessoas, recebeu um placebo.
Após 6 meses, o número de pólipos aumentou em cerca de 10% dos pacientes que tomaram o placebo, mas caiu 12% nos que ingeriam as cápsulas de ômega 3, totalizando uma diferença de mais de 22%.
Além disso, o tamanho dos pólipos aumentou em 17% no grupo placebo, enquanto diminuiu em 12,5% no grupo ômega 3, uma diferença de quase 30%.
Os resultados são similares aos produzidos por uma droga chamada celecoxib, comercializada com o nome de Celebrex, utilizada para inibir pólipos em pacientes geneticamente vulneráveis.
Entretanto, celecoxib produziu efeitos colaterais cardiovasculares em pacientes mais idosos. Já as cápsulas de ômega 3 - também chamado de eicosapentaeonic acid, ou EPA - foram "muito bem toleradas", disseram os médicos.
A pesquisa foi publicada no site da Gut, a revista da Associação Médica Britânica (BMA).
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1535758-5598,00-OMEGA+DIMINUI+RISCO+DE+CANCER+DE+INTESTINO.html

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