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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/03/2010

Composto presente no vinho teria propriedades anticancerígenas

O Globo - Renato Grandelle - 26/02/2010

Um brinde ao vinho: além de sua capacidade antioxidante, que pode reduzir os riscos de doenças cardiovasculares, a bebida tem um composto que induz a morte de células cancerígenas. A constatação é do Programa de Oncobiologia da UFRJ, que isolou a substância da bebida para estudá-la.

O estudo, porém, não justifica um porre. Coordenadora da pesquisa, Eliane Fialho, professora do Instituto de Nutrição da universidade, pondera que o resveratrol - o composto em questão - sofre modificações durante sua digestão. Para que seus efeitos sejam sentidos, o ideal é alimentar-se regularmente de hortaliças que contenham a substância. O conselho, ressalte-se, não significa um cardápio restrito.

“Mais de 70 alimentos têm o resveratrol”, assinala Eliane. “São plantas que, além dos nutrientes, têm compostos bioativos que diminuem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas, como câncer e diabetes. Mas não adianta se entupir de uma delas em um dia e depois só voltar a ingeri-las daqui a um mês. É preciso consumi-las diariamente.”

Uvas de casca escura e amendoim também contam com resveratrol, mas é no vinho tinto que o composto está mais solúvel. Os estudos relacionados à substância intensificaram-se nos últimos 15 anos. A maioria das pesquisas, porém, atua apenas com modelos em laboratório, sem testes clínicos.

“O resveratrol tem efeito em células de alguns tipos de câncer, entre eles mama, próstata e pulmão. Há perda do composto no organismo, antes de ele chegar à corrente sanguínea e aos tecidos-alvo. Por isso, tomar uma taça de vinho não é suficiente para inibir o câncer” explica a pesquisadora da UFRJ.

A substância, de acordo com levantamentos recentes, leva à morte natural de células cancerígenas e regula os níveis de p53, uma proteína supressora de tumor. A equipe de Eliane percebeu que, quanto maior o grupo do resveratrol, mais rápido o câncer é atacado.

Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/02/25/composto-presente-no-vinho-teria-propriedades-anticancerigenas-915940718.asp

 

Faculdade pesquisa novo remédio contra câncer

Do Diário do Grande ABC - Bruna Gonçalves – 18/02/2010

Começou no dia 18/02 a pesquisa clínica de um novo medicamento, feito a partir de uma planta medicinal, para tratamento de pacientes com câncer de mama no Centro de Estudos e Pesquisas de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC. Experimental e gratuita, a nova droga pode ser obtida por mulheres acima de 18 anos pelo período de seis meses.

O elemento a ser testado é derivado da Euphorbia tirucalli. A planta é mais conhecida como avelós, tem origem africana e é encontrada no Norte e Nordeste do Brasil. "Foi observado que pessoas com câncer ao tomar garrafada (mistura de produtos naturais, entre eles, plantas) apresentavam melhora na doença", explica o oncologista e diretor executivo do Centro de Estudos e Pesquisas Hélio Pinczowski.

A partir daí, foram feitos levantamentos científicos para saber qual era a composição do produto. "Nos último dois anos foi descoberta a planta medicinal avelós. Foram feitas análises para saber se ela era mesmo ativa contra algum tipo de câncer e como seria a dosagem ideal", explica o médico.

Hélio conta que entre as vantagens do uso do elemento estão os baixos índices de efeitos colaterais em comparação com as terapias convencionais. "O tratamento é exclusivamente com o medicamento fitoterápico, sem necessidade de quimioterapia. A paciente receberá apenas um comprimido por dia", diz o oncologista, explicando que as únicas consequências indesejáveis que podem aparecer são desconforto e dor abdominal.

Mais informações em:

http://www.dgabc.com.br/2010/News/5794490/novo-tratamento-de-combate-ao-cancer-de-mama-e-pesquisado-por-faculdade.aspx

 

Experiência com célula-tronco reverte envelhecimento em doença

Reuters/Brasil Online - Por Maggie Fox - 17/02/2010

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Em um resultado surpreendente que pode ajudar na compreensão do câncer e do envelhecimento, pesquisadores que trabalham com um tipo alterado de célula-tronco disseram ter revertido o processo de envelhecimento associado a uma rara doença genética.

A equipe do Children's Hospital, de Boston, e do Instituto da Célula-Tronco de Harvard trabalhava com um novo tipo de célula chamada célula-tronco pluripotente induzida (ou iPS, na sigla em inglês), muito parecida com as células-tronco embrionárias, mas feitas com células cutâneas comuns.

Eles queriam estudar uma rara doença que causa envelhecimento precoce, a disceratose congênita, um distúrbio da medula óssea que provoca sintomas da velhice como cabelos brancos e unhas tortas, além de um risco mais elevado de câncer.

Raríssima, a doença costuma ser diagnosticada entre os 10 e 30 anos de idade. Em cerca de metade dos pacientes a medula óssea deixa de produzir sangue e células imunológicas de forma adequada.

Um dos benefícios das células-tronco e das células iPS é que os pesquisadores podem obtê-la de uma pessoa com uma doença para estudar a enfermidade em laboratório. George Daley, de Harvard, e seus colegas estavam produzindo células iPS de vítimas de disceratose congênita para estudar o problema.

Mas, segundo relato na edição de quinta-feira da revista Nature, o próprio processo de fabricação das células iPS pareceu reverter um dos principais sintomas celulares da doença -a perda da telomerase, uma enzima que ajuda a manter os telômeros (as "pontas" no fim dos cromossomos que carregam o DNA). Quando o telômero se decompõe, a célula envelhece, o que leva a doenças e à morte.

No câncer, no entanto, a telomerase parece ajudar as células tumorais a se tornarem imortais e a se replicarem descontroladamente. Alguns medicamentos experimentais contra o câncer atacam a telomerase.

Um gene chamado Terc ajuda a restaurar os telômeros, e a equipe de Daley disse que talvez as células tumorais usem o Terc para se tornarem imortais.

Ao produzir células iPS e fazê-las crescerem em laboratório, a equipe de Daley descobriu que elas tinham o triplo de Terc do que as células doentes das quais foram obtidas.

A mera transformação das células cutâneas em células iPS ajudava a restaurar os telômeros danificados, disse a equipe de Daley. Isso, na teoria, paralisa também um importante componente do processo de envelhecimento.

"Não estamos dizendo que encontramos a fonte da juventude, mas o processo de criar células iPS recapitula parte da biologia que a nossa espécie usa para se rejuvenescer a cada geração", disse Suneet Agarwal, colega de Daley, em nota.

Tratamentos para restaurar o gene Terc podem ajudar pacientes com disceratose congênita, disse a equipe. Agarwal afirmou que a busca agora é por verbas para continuar os estudos.

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/02/17/experiencia-com-celula-tronco-reverte-envelhecimento-em-doenca-915883141.asp

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Aspirina pode inibir metástase em vítimas de câncer de mama

Pesquisa americana aponta que a ingestão do remédio reduz em 60% as chances da doença voltar a aparecer

BBC Brasil – 18/02/2010

Um estudo americano sugere que a aspirina pode reduzir pela metade as chances de uma mulher que completou o tratamento contra o câncer de mama voltar a desenvolver a doença ou de o mal se espalhar por outras partes do corpo.

Durante 26 anos, um grupo de pesquisadores da Universidade de Harvard monitorou a saúde de 4.164 enfermeiras que haviam sido diagnosticadas com câncer de mama e tomavam aspirina regularmente e comparou seus quadros clínicos com o de outras pacientes que não usavam o medicamento.

Segundo a pesquisa, comparadas às mulheres que não tomavam o medicamento, as que tomaram aspirina de duas a cinco vezes por semana reduziram em 60% as chances de metástase e em 71% o índice de fatalidades devido ao retorno da doença. Já as que tomavam semanalmente seis ou sete comprimidos reduziram em 43% a probabilidade de o câncer se espalhar e em 64% de morrer.

"Até onde sabemos, esse é o primeiro estudo que reporta um aumento na taxa de sobrevivência das mulheres com câncer de mama que tomam aspirina", escreveu Michelle Holmes, da escola de medicina de Harvard, em um artigo publicado no Journal of Clinical Oncology.
Leia mais em:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,aspirina-reduz-risco-de-morte-em-vitimas-de-cancer-de-mama-diz-estudo,512813,0.htm

 

Teste de sangue pode mostrar volta de câncer

O Globo - 19/02/2010

Um teste sanguíneo personalizado pode dizer se, após o início do tratamento, o câncer de um paciente se difundiu ou recuou, oferecendo uma maneira mais eficiente para saber se a terapia está funcionando. As funções da ferramenta foram explicadas em um artigo publicado esta semana na revista americana "Science Translational Medicine".

(...)

“O teste pode facilitar a administração do tratamento de uma série de pacientes”, explica o autor dos estudos, Bert Vogelstein, do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade John Hopkins, ambos nos EUA.

(...)

Para realizar o levantamento, os pesquisadores recolheram seis conjuntos de tecido normal e canceroso de quatro pacientes com câncer colo-retal e dois com câncer de mama. A etapa seguinte foi mapear o código genético de cada uma das amostras. Naquelas cancerígenas, a equipe médica procurou por áreas do genoma em que havia cópias extras de DNA ou cromossomos fundidos.

“Houve, em média, nove rearranjos em cada amostra”, revela Victor Velculescu, da Universidade John Hopkins. “Estas alterações não estão presentes no tecido normal recolhido.”

Após a equipe identificar o que seria a assinatura genética do tumor, o passo seguinte foi procurar, no sangue dos pacientes, vestígios de DNA liberados pelo tumor. A busca teve sucesso em dois pacientes com câncer colo-retal. Ambos foram submetidos a cirurgia para remoção de tumor.

Depois da intervenção, o nível da assinatura genética dos tumores caiu, mas logo voltou aos índices normais. Esta mudança foi interpretada como um indício de que o câncer permanecia no sangue dos pacientes. Realizou-se, então, uma nova cirurgia e uma rodada de quimioterapia, e os níveis de contaminação foram novamente reduzidos.

Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/02/19/teste-de-sangue-pode-mostrar-volta-de-cancer-915892825.asp

 

Prova beneficente tem inscrições abertas para duas etapas

Gazeta Press - 24/02/2010

Estão abertas as inscrições das etapas Rio de Janeiro e São Paulo, da Corrida e Caminhada Contra o Câncer de Mama. No ano em que a Campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda completa 15 anos de sucesso, os participantes terão mais tempo para se inscrever.

A primeira etapa será a do Rio de Janeiro. Marcado para o dia 16 de maio, o evento esportivo terá a largada e chegada no Monumento aos Expedicionários da Segunda Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas), Aterro do Flamengo.

A inscrição custa R$45,00 (quarenta e cinco reais) tanto para a Corrida, quanto para a Caminhada. Quem se inscrever até o dia 12 de maio terá desconto de cinco reais, caindo o valor para $40,00 (quarenta reais). Estão abertas seis mil vagas (três mil para cada modalidade).

O percurso é de aproximadamente cinco quilômetros, para ambas as provas. Na Corrida os participantes serão divididos em cinco categorias: cadeirantes e Handcycle; elite feminina; elite masculina; atletas com deficiência; geral masculino e feminino. Os dois primeiros grupos com largada às 08h20 e 08h25, respectivamente, os demais com largada às 08h30. Para a Caminhada, todos sairão juntos às 08h30.

Quem mora em São Paulo também já pode se programar. A etapa da capital paulista acontecerá no dia 15 de agosto, a largada e chegada será em frente à Assembléia Legislativa, próximo ao Parque do Ibirapuera. O valor tanto para a Corrida, quando para a Caminhada é de R$40,00 (quarenta reais). Estão disponíveis oito mil vagas (quatro mil para cada modalidade).

A largada está marcada para às 08h30. Os participantes estarão divididos nas mesmas categorias que na etapa Rio de Janeiro, tendo os dois primeiros grupos 10 e 5 minutos de vantagem, respectivamente.

http://www.abril.com.br/noticias/esportes/prova-beneficente-tem-inscricoes-abertas-duas-etapas-923694.shtml

 

UFPA tem Doutorado Interinstitucional em Oncologia

Diário Onlline/ Ascom UFPA - 22/02/2010

Promover a capacitação de profissionais em nível de doutorado, em conjunto com as grandes instituições brasileiras. Esse é o objetivo do Programa de Doutorados Interinstitucionais (Dinters) / Ação Novas Fronteiras, iniciativa do Ministério de Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes). Um dos Dinters aprovados no Edital 05/2009, recentemente publicado, é o Doutorado em Atenção ao Câncer, que beneficiará a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Estadual do Pará (UEPA) e as Universidades Federais do Maranhão e do Amapá, tendo a parceria do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Ao todo, 20 vagas serão disponibilizadas para o Doutorado em Oncologia, sendo dez para a UFPA, uma para a UEPA, sete para a UFMA e duas para a UFAP. Como instituição receptora, a UFPA sediará as aulas, que ocorrerão no Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB). O Inca cederá professores e também disponibilizará laboratórios e equipamentos de pesquisa aos doutorandos. De acordo com o cirurgião oncológico do HUJBB, professor Paulo Assumpção, o Dinter em Oncologia trará significativo estímulo às pesquisas sobre o assunto na região amazônica. A aprovação do doutorado foi recebida com comemoração e grandes expectativas, uma vez que o câncer é uma das principais causas de internação em diversos hospitais do Norte brasileiro.

O objetivo é fomentar o ensino, a pesquisa e a formação de recursos humanos em Oncologia nas Regiões Norte e Nordeste, principalmente, porque, neste ano de 2010, o Hospital Barros Barreto deverá inaugurar uma Unidade de Alta Complexidade em Atendimento Oncológico, chamada Unacon. A Unacon foi idealizada por meio de um convênio entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer, a Secretaria de Saúde Pública do Pará e a UFPA. O projeto iniciou em 2003 e, hoje, já está em fase de conclusão.

“Com o Dinter, nós vamos estreitar laços com o Inca, e teremos a oportunidade de aproveitar a tecnologia e os conhecimentos dos profissionais daquela instituição para a qualificação dos profissionais da região amazônica, além de favorecer o aumento da nossa produção universitária”, afirma o professor Paulo Assumpção. Os projetos de Doutorado Interinstitucional permitem a utilização da competência de programas de pós-graduação já consolidados para, com base em formas bem estruturadas de parceria ou cooperação interinstitucional, viabilizar a formação e a capacitação dos profissionais. São candidatos ao DINTER tanto professores quanto técnicos médicos, pertencentes ao quadro permanente das universidades participantes, portadores de título de mestre.
http://www.diariodopara.com.br/noticiafullv2.php?idnot=80174

 

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