Portal do Programa de Oncobiologia

Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/02/2010

Pesquisa relaciona falta de vitamina D e câncer de cólon

Entre as pessoas com maiores níveis da vitamina, risco diminui 40%. Estudo foi publicado no 'British Medical Journal'.

EFE - 22/01/10

As pessoas com mais vitamina D no sangue têm menos possibilidades de desenvolver câncer de cólon que as que têm baixos níveis do composto, segundo um estudo publicado na sexta-feira, 22/01, na revista médica "British Medical Journal" (BMJ).

A análise, feita por pesquisadores da Agência Internacional de Investigação do Câncer em Lyon, na França, e do Imperial College de Londres, na Inglaterra, indica que, entre as pessoas com maiores níveis de vitamina D no organismo, o risco de sofrer câncer de cólon diminui em 40% . 

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores observaram as quantidades do composto em 1.248 pessoas com câncer de cólon, mas destacaram, no entanto, que o vínculo não é definitivo, e outros estudos clínicos devem ser realizados.

Os pesquisadores não avaliaram se o consumo de suplementos de vitamina D pode ajudar a evitar a doença, segundo a BMJ, que informa que o estudo contou com o apoio do Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF, sigla em inglês). 

Leia mais em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1459034-5603,00-PESQUISA+RELACIONA+FALTA+DE+VITAMINA+D+E+CANCER+DE+COLON.html

 

Caminho do estresse para o câncer é mais curto do que se pensava

Agência Fapesp - 19/01/2010

O estresse emite sinais que fazem com que células desenvolvam tumores, indica uma pesquisa feita por um grupo de cientistas da Universidade Yale, nos Estados Unidos, e publicado na revista Nature.

O grupo liderado por Tian Xu, professor e vice-presidente do conselho de genética de Yale, mostrou que mutações que causam câncer podem atuar em conjunto para promover o desenvolvimento de tumores mesmo quando localizados em diferentes células em um mesmo tecido.

O estudo descreve uma nova maneira pela qual o câncer age no organismo e aponta novos caminhos para combater a doença. Até agora, a maioria dos cientistas estimava que uma célula precisava de mais de uma mutação que causa câncer para que os tumores se desenvolvessem.

"A má notícia é que é muito mais fácil para um tecido acumular mutações em células diferentes do que em uma mesma célula", disse Xu, que também é pesquisador do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade Fudan, na China.

Leia mais em:

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=caminho-estresse-cancer-mais-curto-se-pensava&id=4909

 

Câncer no cérebro: uma doença com múltiplas facetas (estudo)

AFP – 19/01/2010

A forma mais frequente e agressiva de tumor no cérebro, o glioblastoma, não é uma só enfermidade, mas um conjunto de patologias, segundo um estudo publicado nesta terça-feira, que poderia ajudar a desenvolver tratamentos diretos mais eficazes.

Novas pesquisas genéticas sugerem que o glioblastoma multiforme (GBM) representa várias doenças, cada uma com origem molecular distinta, explicam os cientistas que tiveram seus estudos publicados na revista Cell Press deste mês de janeiro.

Esta descoberta oferece uma base sólida de investigação para o desenvolvimento de novas terapias individualizadas, que poderiam melhorar o prognóstico quase sempre sombrio deste tipo devastador de câncer.

A maioria dos que sofrem deste tumor morrem 14 meses depois do diagnóstico.

Ao recorrer a técnicas de identificação do papel de diferentes genes, os cientistas analisaram de forma detalhada centenas de biópsias de glioblastoma feitas em enfermos. Puderam, assim, identificar quatro subgrupos moleculares distintos deste tumor.

"Descobrimos uma série de eventos que, de forma inequívoca, produzem-se quase exclusivamente num destes subgrupos", explicou Neil Hayes, do serviço de medicina endócrina da Universidade da Carolina do Norte (sudeste) e principal autor do estudo.

Esta descoberta fornece uma "nova compreensão do glioblastoma baseada nas características moleculares únicas do tumor", indica Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Câncer (NIC) dos Estados Unidos, que financiou o estudo.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jp0atFALhC4D8RtUJOx5hp_LJfbg

 

Cientistas descobrem variantes genéticas associadas ao câncer de pâncreas

Especialistas dos EUA analisaram os genomas de quase 4 mil pacientes. A cada ano, são diagnosticados no mundo 200 mil novos casos.

EFE - 24/01/10

Uma equipe de cientistas americanos identificaram uma série de variantes genéticas que estão associadas a um maior risco de desenvolver câncer de pâncreas, publica a revista "Nature".

Os especialistas do Instituto Nacional do Câncer de Bethesda, dirigidos por Stephen Chanock, analisaram os genomas de quase 4 mil casos, no maior estudo genético associativo em relação a este tipo de câncer já realizado.

Os cientistas descobriram que variantes genéticas em três "loci" (posições fixas sobre um cromossomo) de diferentes cromossomos são associadas com um maior risco de câncer de pâncreas.

A variante em um destes cromossomos está situada perto dos genes CLPTM1L e TERT, que estão envolvidos em outras formas de câncer, como os tumores cerebrais, o de pulmão e o melanoma, afirmam os cientistas.

A cada ano, são diagnosticados no mundo 200 mil novos casos de câncer de pâncreas, e só 5% dos doentes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1461019-5603,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+VARIANTES+GENETICAS+ASSOCIADAS+AO+CANCER+DE+PANCREAS.html

 

O Portal de Notícias da Globo

Cientistas da USP criam novo modo de diagnosticar e tratar câncer de pele

Aparelho é mais barato e mais rápido do que opções do mercado.
Pesquisadores têm R$ 4 milhões do BNDES para fabricar o novo modelo.

Do G1, com informações do Jornal Nacional - 25/01/10

Pesquisadores da Universidade de São Paulo desenvolveram um equipamento de tratamento e de diagnóstico do câncer de pele - que é o mais freqüente, no Brasil - e corresponde a 25% dos tumores malignos registrados.

Mais de 2,5 mil lesões já foram tratadas com o modelo desenvolvido pela USP de São Carlos, que ajuda a tratar lesões causadas pelo câncer de pele, além de diagnosticá-las rapidamente, por um preço mais em conta.

O equipamento desenvolvido pela USP pode ser fabricado por menos de R$ 7 mil, é leve, fácil de transportar - e o melhor - indica na hora se o paciente tem câncer ou não. 
Outras opções usadas nesse tipo de tratamento já existem aqui e em outros países. Mas o aparelho é caro, quase R$ 200 mil, e não tem as vantagens do modelo brasileiro.

Os pesquisadores já têm um financiamento de R$ 4 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para fabricar o novo modelo. A previsão é de que até o fim do ano, pacientes de cem cidades tenham acesso, de graça, a essa tecnologia.
"Permite a resolução de casos numa faixa bastante grande, 70, 80% dos casos tratados", diz o pesquisador da USP São Carlos, Vanderlei Salvador Bagnato.

“Tem um excelente resultado cosmético, dando menos irritação, menos cicatrizes residuais da lesão tratada e sendo com pouca dor e bem tolerada pelo paciente”, afirma a dermatologista Ana Gabriela Sálvio.

Antes de passar pelo tratamento, o que a professora aposentada Flora Bernardes ouviu de um médico foi assustador. "Ele disse que eu tinha que tirar metade do nariz fora. E o resultado é esse que você está vendo no meu rosto. Eu posso enfrentar qualquer um sem constrangimento”, diz Flora.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1462633-5603,00-CIENTISTAS+DA+USP+CRIAM+NOVO+MODO+DE+DIAGNOSTICAR+E+TRATAR+CANCER+DE+PELE.html

 

Pesquisa britânica ajuda a desenvolver drogas mais eficazes contra o câncer

O GLOBO - 26/01/2010

Cientistas britânicos desenvolveram um método mais rápido para estudar uma classe de células diretamente envolvidas no câncer, as chamadas células-tronco cancerosas. A descoberta poderá acelerar a produção de medicamentos mais eficazes contra a doença.

Pesquisadores da Universidade de Oxford conseguiram obter amostras ricas nestas células-tronco a partir de linhagens de câncer intestinal e conservá-las num laboratório. Esse processo permite examinar repetidas vezes o efeito de potenciais medicamentos. Segundo o Walter Bodmer, coordenador da pesquisa, trabalhar com linhagens de células é melhor que estudar as células de amostras de pacientes humanos ou em modelos animais. E acrescentou que agora é possível avaliar melhor as drogas para ver se atacam os tumores malignos. Se elas não atingem as células-tronco cancerosas, a doença pode voltar.

As células-tronco cancerosas são resistentes aos tratamentos convencionais, como a quimioterapia e a radioterapia, e essa pode ser o motivo para recidiva de tumores. Elas são chamadas assim porque, como outras células-tronco presentes no corpo, disparam o crescimento celular, se replicam ou se transformam em tipos diferentes de células. Os dados foram publicados na revista "Proceedings of the National Academy of Science".

 http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/01/26/pesquisa-britanica-ajuda-desenvolver-drogas-mais-eficazes-contra-cancer-915708040.asp

 

O Portal de Notícias da Globo

Cientistas conseguem mapear próstata em 3D para encontrar tumores

Ressonância magnética encontrou 'pistas' deixadas pelo câncer.
Exame foi feito com órgãos retirados do corpo humano.

Por Iberê Thenório, do G1 - 28/01/10

Usando um aparelho de ressonância magnética de alta resolução, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, conseguiram criar uma imagem da próstata humana colorida e em três dimensões, identificando os pontos onde pode haver tumores.
O exame abre espaço para que, no futuro, se possa ter melhores diagnósticos precoces do câncer de próstata. Segundo a pesquisa, esse é o tipo de câncer que mais causa morte entre os homens norte-americanos, e tem se espalhado cada vez mais nos países ocidentais. 

Agulha em palheiro

As células cancerígenas são difíceis de serem encontradas no órgão masculino. Segundo a pesquisa, publicada na revista "Science", hoje não há exames que localizem com precisão os tumores dentro da próstata, pois até mesmo as biópsias – retiradas de pequena parte da próstata com uma agulha – não conseguem indicar exatamente onde o câncer se encontra.
Para localizar os tumores, os cientistas usaram próstatas recém-extraídas do corpo humano e seguiram pequenos rastros químicos deixados pelas células cancerígenas por meio de ressonância magnética. O resultado foi analisado por um programa de computador, que projetou a imagem do órgão humano em 3D. 

De acordo com o professor de patologia Chin-Lee Wu, que participou da pesquisa, ainda não é possível realizar o exame em pessoas vivas. “Vamos precisar construir aparelhos eletrônicos que possam ser usados em humanos e desenvolver programas de computador para processar a vasta quantidade de dados em pouco tempo”, afirmou em entrevista ao G1.
De acordo com Wu, o teste poderá um dia substituir a biópsia, mas os homens ainda terão que fazer o teste de PSA (análise do sangue) e o exame de toque retal para a detecção precoce do câncer de próstata, pois esses testes são muito mais baratos do que uma ressonância magnética de alta resolução.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1465488-5603,00-CIENTISTAS+CONSEGUEM+MAPEAR+PROSTATA+EM+D+PARA+ENCONTRAR+TUMORES.html

 

Mudança no cheiro da urina pode indicar câncer de pulmão

Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram que compostos secretados pela urina mudam de cheiro em camundongos com câncer de pulmão

REDAÇÃO ÉPOCA - 27/01/2010

Pesquisadores da Monell Center e da Universidade da Pensilvânia, descobriram que o cheiro dos fluídos do corpo podem ser usados para identificar câncer de pulmão em animais. A descoberta, publicada no site PLoS One, pode contribuir para a identificação de potenciais indicadores para câncer de pulmão na urina humana. Os resultados mostram que esse tipo de câncer produz mudanças em compostos odoríferos secretados na urina e que tais alterações podem ser detectadas e usadas como ferramenta de diagnóstico, principalmente em pacientes de risco, como os fumantes.

"O câncer de pulmão causa mudanças nos odores corporais, que podem ser detectados tanto por animais treinados quanto por sofisticadas técnicas de laboratório", disse o biólogo Gary Beauchamp. Segundo ele, o monitoramento do odor pode melhorar o diagnóstico precoce e afinar métodos para o tratamento da doença.

Em estudos comportamentais, camundongos foram treinados para distinguir o cheiro da urina de animais com câncer de pulmão daqueles que não estavam doentes. Análises químicas da urina revelaram a existência de diversos compostos químicos diferentes entre a urina de camundongos com tumores e a dos animais saudáveis.

Em experimentos subsequentes, os pesquisadores mediram esses compostos, chamados marcadores, presentes na urina de animais saudáveis e doentes. Com isso, foi possível construir perfis químicos que identificaram, com precisão, se 47 animais, de um total de 50, tinham ou não câncer de pulmão. A grau de acerto foi de 94%.

O câncer de pulmão é o tipo mais comum de câncer no mundo, responsável por 1,3 milhão de mortes todos os anos. Devido à gravidade desse tipo de carcinoma, os cientistas buscam novas técnicas eficientes de detecção da doença em estágio precoce.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI118419-15257,00.html

 

Oportunidades:

 

Inscrições do concurso para pesquisador do INCA começam nesta segunda, 01/02

Agência Inca de Notícias - 01/02/2010

Estão abertas de 1º e 26 de fevereiro de 2010 as inscrições para seleção de pesquisadores que vão integrar o quadro permanente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), pelo Plano de Carreiras da Área de Ciência e Tecnologia.

O concurso é para preenchimento de três vagas no cargo de pesquisador nas áreas de Biologia Celular e Molecular aplicada ao Desenvolvimento de novos fármacos antineoplásicos; Biologia Celular e Molecular da Oncogênese; e Oncovirologia. Para concorrer, o candidato deve ter graduação e doutorado, além de ter realizado pesquisa por pelo menos três anos em sua área de atuação após a obtenção do título.

Para concorrer, o candidato deve ter graduação e doutorado, além de ter realizado pesquisa por pelo menos três anos em sua área de atuação após a obtenção do título.

O formulário de inscrição está disponível no site do INCA, responsável por todo o processo seletivo. A taxa de inscrição, de R$ 150,00, deverá ser paga por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU), em qualquer agência do Banco do Brasil, até o dia 09 de março de 2010.

As datas das quatro fases do concurso, de provas e pontuação, serão divulgadas pelo Diário Oficial da União e por meio do site do INCA. O edital nº 60 (página 137 a 139)  pode ser consultado no Portal da Imprensa Nacional, no link:

http://www.in.gov.br/imprensa/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=137&data=30/12/2009

 

 

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