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Programa interinstitucional de ensino, pesquisa e extensão em biologia do câncer

Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 15/01/2010

Descobertas mutações relacionadas ao câncer renal

AFP – 06/01/2010

Uma equipe de cientistas identificou novas mutações genéticas que poderiam contribuir para o desenvolvimento do câncer renal, informou nesta quarta-feira o site da revista científica Nature.

A análise do DNA de 101 mostras procedentes de pacientes prostrados com a forma mais frequente de câncer de rins no adulto, o chamado "carcinoma de células claras", demonstra que em mais da metade dos casos o tumor está relacionado com mutações do gene VHL, indicam os cientistas.

Este tipo de câncer, do qual são registrados 209.000 novos casos por ano, é causador de 102.000 falecimentos anuais no mundo.

O papel importante do gene VHL nessa enfermidade foi assinalado por estudos anteriores.

Mas, desta vez os cientistas foram mais longe na investigação e, ao incluir na análise mais de 3.500 genes, detectaram a presença de mutações que afetam outros, em particular os denominados "JARID1C" e "SETD2".

O estudo foi realizado por Andrew Futreal (Wellcome Trust Sanger Institute, Hinxton, GB) junto com uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e de Cingapura.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5h2dRW-gsMmieL1q41DGJQWQSAHVQ

 

BNDES apoia com R$ 3,2 milhões novo modelo de tratamento do câncer de pele

Portal Fator Brasil - 07/01/2010

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 3,2 milhões, destinados ao desenvolvimento de um novo modelo para diagnóstico e tratamento do câncer de pele. Os recursos, não reembolsáveis, são oriundos do fundo tecnológico do Banco, o BNDES Funtec, cujas operações prevêem a participação de três instituições.

A beneficiária será a Fundação para o Incremento da Pesquisa e do Aperfeiçoamento Industrial (FIPAI), entidade vinculada à Universidade de São Paulo. O Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) figurará como instituição tecnológica e a MM Optics será a empresa interveniente, responsável por aportar a contrapartida aos recursos do Banco, que representam 88% do total.

O projeto em questão será empreendido paralelamente ao “Sistema para Diagnóstico Ótico e Tratamento Fotônico do Câncer de Pele”, que a MM Optics desenvolve com recursos da Finep. O objetivo é alcançar um estágio mais avançado dessa tecnologia, a partir da produção de kits com o equipamento e o fármaco já desenvolvidos, da distribuição desse material por centros de saúde de todo o País e da execução de ensaios clínicos.

A conjugação de fluorescência óptica (para diagnóstico) com fármaco e fonte de luz (para tratamento) não envolve internação, sendo realizada em ambulatório. Dessa forma, reduz sensivelmente os custos e melhora a qualidade de vida dos pacientes. A aplicação da terapia vem sendo estudada também no tratamento de outros tipos de tumores, como de esôfago e boca. Cabe destacar ainda que, uma vez dominada a tecnologia e o mercado, os resultados poderão auxiliar outras áreas da Medicina a diagnosticar doenças como o diabetes ou avaliar órgãos para transplante.

Por seus desafios técnicos, o projeto se enquadra nos objetivos do BNDES Funtec, de estimular a inovação e apoiar áreas de interesse estratégico para o País, em conformidade com os programas e políticas públicas do Governo Federal.

http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=102412

 

Descoberto mecanismo que origina o câncer de estômago

Estudo foi publicado na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos

Efe – 08/01/2010

O câncer de estômago é causado por uma enzima ativada pela Helicobacter pylori, uma bactéria que sobrevive aos ácidos estomacais e é a origem da gastrenterite, revelou um estudo publicado na quinta-feira, 7, pela revista "Proceedings" da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

Segundo cientistas da Universidade de Urbana (Illinois, EUA), já se sabia que as infecções crônicas causadas pela bactéria induziam o desenvolvimento de diversos tipos de câncer estomacal. O que se desconhecia eram os mecanismos e os fatores bacterianos que contribuíam ao desenvolvimento da doença.

O estudo, segundo indicado, é o primeiro que demonstra que um fator produzido pela bactéria ativa diretamente a enzima poli-polimerasa (PARP-1), que está no núcleo das células.

A enzima regula a reação e a morte celulares que são típicas da infecção da bactéria. Além disso, é parte da maquinaria celular que repara o DNA.

No entanto, em certos tipos de câncer a célula impulsiona a sobrevivência dos tumores e freia a quimioterapia que combate as células cancerígenas.

Além disso, os cientistas assinalaram que uma de suas provas clínicas determinou que os medicamentos que inibiam a enzima reduziam o crescimento dos tumores em pacientes de câncer de mama.

Essas pacientes tinham mutações em certos genes encarregados da reparação do DNA, que estão também vinculados ao maior risco de câncer estomacal.

"Este tipo de estudos proporciona uma vinculação molecular direta entre a infecção do H. pylori e a ativação do fator que, se sabe, está envolvido n sobrevivência das células cancerígenas", indica Steven Blanke, professor de microbiologia e coordenador da pesquisa.

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,descoberto-mecanismo-que-origina-o-cancer-de-estomago,492417,0.htm

 

Teste em humanos está próximo

Zero Hora - 09/01/2010

Os médicos testaram as nanoabelhas em dois tipos de camundongos: um grupo tinha células do câncer de mama humano, e outro recebeu tumores de melanoma. Depois de quatro a cinco injeções diárias de nanopartículas com melitina, o crescimento dos tumores de mama diminuiu cerca de 25%, e o tamanho dos melanomas reduziu 88%, comparado com tumores não tratados.

A explicação está no poder destrutivo das nanoabelhas. Atraída pelas membranas dos tumores, a proteína melitina tem o poder de formar poros que rompem as células doentes, levando-as à morte. Segundo o líder do estudo, a descoberta de uma forma de enviar a melitina até o tumor abre brecha para a realização de testes clínicos que determinariam sua segurança e eficiência em seres humanos.

– Pelo fato de a nanoabelha matar as células diretamente, ao abrir buracos em suas membranas, temos esperança de que as células do câncer não se tornem resistentes a esse rompimento físico – comenta Wickline.

Os testes clínicos devem ocorrer em 2010. Até agora, não foram constatados efeitos colaterais aparentes.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2771935.xml&template=3898.dwt&edition=13876&section=1028

 

Variação genética é ligada a forma agressiva de câncer de próstata

AFP – 11/01/2010

Pesquisadores identificaram uma variação genética vinculada a uma forma agressiva de câncer de próstata, o que abre caminho para tratamentos eficientes após a descoberta precoce do tumor, revela um estudo publicado nesta segunda-feira.

"Esta descoberta responde a uma das questões clínicas mais importantes envolvendo o câncer de próstata: como distinguir, nos primeiros estágios, a forma agressiva do tipo que se desenvolve mais lentamente", explica o doutor Jianfeng Xu, professor de epidemiologia e biologia do câncer na Universidade Wake Forest (Carolina do Norte), principal autor do estudo.

"Apesar deste marcador genético ter no momento apenas uma utilidade clínica limitada, pensamos que oferece o potencial para que um dia seja utilizado em combinação com outras variáveis clínicas e genéticas para prevenir que a forma agressiva do câncer de próstata atinja um estágio incurável", destaca o cientista.

O câncer de próstata representa a quarta parte dos tipos de câncer diagnosticados nos Estados Unidos, mas a grande maioria dos pacientes sofre da forma menos agressiva.

O tumor agressivo de próstata é a segunda causa de óbito por câncer nos EUA, matando cerca de 27 mil pessoas a cada ano.

A variação genética chamada de "rs4054823" representa um risco adicional de 25% de se desenvolver a forma agressiva do câncer de próstata.

"Apenas uma variação genética como esta provavelmente não é suficiente para se prever o risco, mas a descoberta é importante porque tais variações predispõem para a forma agressiva do câncer de próstata", destaca o Dr Xu.

"Determinar os fatores ligados ao risco de se desenvolver um câncer agressivo de próstata é uma necessidade urgente para se reduzir os excessos nos atuais tratamentos contra a forma menos agressiva do tumor", destacou o Dr Karim Kader, urologista da Universidade Wake Forest e coautor do estudo.

No trabalho, os pesquisadores analisaram informações genéticas de 4.849 homens vítimas da forma agressiva do câncer de próstata e de 12.205 pacientes, da forma menos agressiva do tumor.

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jSBdg75t_dIufpwnacSJMqsDzmGg

 

Pesquisa científica identifica evidência entre câncer e estresse

Agencia EFE – 14/01/2010

Pesquisadores chineses e americanos demonstraram cientificamente pela primeira vez que existe uma relação direta entre o câncer e o estresse.

A pesquisa está publicada na edição de hoje da revista "Nature", onde os cientistas afirmam que as células atingidas pelo estresse podem emitir sinais que induzem à geração de tumores que afetam às células sadias vizinhas.

Apesar de ter sido realizado com moscas de frutas, o estudo indica que os mesmos genes e as mesmas sequências biológicas envolvidas neste processo estão presentes nos seres humanos.

Até agora, se sabia que as inflamações crônicas, causas-chave do estresse, estão associadas com o crescimento dos tumores em doentes de câncer e alguns especialistas argumentam que as emoções negativas, os hormônios do estresse, as inflamações e o câncer podem estar interrelacionados, embora não exista uma evidência clara.

Também há um consenso que as mutações genéticas causadoras do câncer só afetam individualmente as células. Mas este estudo indica que nem sempre é assim, já que diferentes mutações em células distintas podem colaborar, entre estas na geração Y, no desenvolvimento dos tumores.

Os autores do estudo centraram o trabalho na atividade de dois genes mutantes causadoras de cânceres.

Um deles é o RAS, que está relacionado com 30% dos casos da doença, e o outro é um gene supressor dos tumores que quando se apresenta de maneira defeituosa propicia o desenvolvimento do câncer.

Nenhum gene RAS mutante e nenhuma versão mutante do gene supressor podem por si só causar um câncer.

Os pesquisadores estudaram as moscas das frutas que levavam as mutações genéticas e descobriram que uma célula que tem só o RAS mutante pode gerar um tumor maligno se envolvida a uma célula próxima com um gene supressor defeituoso.

A conclusão é que o estresse era o fator determinante que unia a as células, gerando proteínas marcadoras, para poder passar de célula para célula.

O professor Tian Xu, da University of Connecticut School of Medicine (EUA), principal responsável pela pesquisa, manifestou que "são más notícias", porque "há uma grande variedade de condições que podem desencadear o estresse físico e emocional, assim como as infecções e as inflamações".

Definitivamente, o estudo demonstra que é mais fácil do que se pensava que o câncer se arraigue no organismo humano, após constatar a maior probabilidade das mutações atingirem várias células distintas do que em uma só.

A boa notícia é que também identifica uma nova via potencial para deter o câncer, se for possível bloquear a origem do sinal de estresse que recebem as células.

"Um melhor entendimento do mecanismo subjacente na geração do câncer sempre oferece novos instrumentos para combater a doença", destacou o professor Wu.

http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5gPntLgXwUqVFPK3bwUvuCVh8hKHg

 

 

 

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