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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 01/12 a 15/12

Estudo da Fiocruz liga uso de pesticidas e outros produtos químicos a câncer em jovens

O Globo, por Maria Vianna - 21/11/2009

O aumento de casos de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos vem intrigando oncologistas. No Brasil, 30% dos casos são diagnosticados antes desta idade. No México, o número sobe para a metade. A preocupação é tanta que o tema foi destaque no simpósio "Câncer de mama e países em desenvolvimento", realizado no início do mês em Boston, nos Estados Unidos.

O que preocupa especialistas é que essas mulheres, além de não terem um histórico familiar da doença, muitas vezes também não apresentam outros fatores de risco como o sedentarismo, a maternidade tardia e a má alimentação. O fenômeno acontece principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil, o México e a China, reforçando a ligação entre câncer e fatores ambientais.

Uma pesquisa coordenada pelo epidemiologista Sergio Koifman, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, aponta para uma possível associação entre pesticidas e o câncer de mama em mulheres jovens sem histórico da doença.

“A discussão sobre pesticidas e câncer não é nova, é um tema controvertido que vem sendo debatido há muitos anos. Alguns estudos comprovam, outros não deixam claro se existe este impacto na saúde. Mas temos que tentar entender por que o câncer de mama, uma doença da mulher mais velha, está aparecendo em jovens”, explica Koifman, pesquisador do Programa de Oncobiologia da UFRJ.

Pesticidas agem como hormônios

Segundo ele, alguns pesticidas e inseticidas muito usados no Brasil até os anos 90 podem ter uma substância química muito parecida com os hormônios esteroides encontrados no corpo. Moléculas como as do diclorodifeniltricloretano (DDT), pesticidas usado em lavouras e no combate a mosquitos; e o hexaclorociclohexano (HCH), inseticida conhecido como pó-de-broca; podem ter relação com uma série de doenças, entre elas leucemia, câncer da tireoide, mal de Parkinson e a má formação fetal.

(...) O médico avaliou 250 pacientes com menos de 36 anos diagnosticadas com a doença no Instituto Nacional do Câncer (Inca) e um número semelhante de jovens controles sem antecedentes pessoais de câncer.

Eliminando outros fatores de risco, foi possível chegar à conclusão que mulheres expostas aos pesticidas domésticos na infância ou na juventude corriam um risco 5,5 vezes maior de desenvolver este tipo de tumor.

A explicação, segundo Koifman, é que, no contato prolongando com a substância, nossas células acabam percebendo estas moléculas como um outro hormônio e desencadeiam uma série de ações que podem desequilibrar o organismo e levam a doenças.

(...) Como os pesticidas são considerados um risco invisível, a recomendação de Koifman é tentar minimizar a exposição a substâncias químicas no dia a dia. O cuidado deve ser maior na gravidez e na lactação, já que as substâncias se acumulam no tecido adiposo e no leite materno e podem causar uma série de danos no bebê.  (...)

Leia mais em: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2009/11/21/estudo-da-fiocruz-liga-uso-de-pesticidas-outros-produtos-quimicos-cancer-em-jovens-914867934.asp

 

Pesquisa testa nova técnica para regenerar mama após câncer

BBC Brasil – 13/11/2009

Pesquisadores australianos estão testando uma nova técnica para estimular o crescimento natural de tecidos da mama para reconstruir os seios após cirurgias de mastectomia em pacientes de câncer.

A técnica, já testada em porcos, consiste em implantar uma espécie de "molde" em forma de seio sob a pele do peito da mulher, sob o qual seriam injetadas células musculares da própria paciente para estimular a produção natural de gordura no local.

Os cientistas do Instituto de Microcirurgia Bernard O'Brien, de Melbourne, pretendem começar os testes em humanos no próximo ano, inicialmente com seis mulheres.

Segundo eles, a nova técnica seria capaz de criar novos seios mais naturais do que com os métodos atuais de reconstrução, além de reduzir a quantidade de cicatrizes.

O estudo foi apresentado nesta semana em uma conferência sobre cirurgias plásticas em Sydney.
Leia mais em:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,pesquisa-testa-nova-tecnica-para-regenerar-mama-apos-cancer,465947,0.htm

 

Brasileiros têm conhecimento sobre o câncer de próstata, mas evitam fazer os exames

O Globo - 17/11/2009

Uma pesquisa, divulgada no Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, mostra que 76% dos brasileiros sabem quais exames ajudam a diagnosticar a doença precocemente, mas apenas 32% dos homens já se submeterem ao exame de toque retal, e 47% já realizaram o teste sanguíneo de dosagem de PSA. O levantamento foi feito com 1.061 homens com idades entre 40 e 70 anos, de 10 capitais brasileiras, entre elas Belo Horizonte, Belém, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O preconceito ainda é o principal obstáculo na hora de realizar os exames preventivos.

(...) De acordo com a pesquisa, 99% dos homens já ouviram falar sobre o câncer de próstata, porém 39% desconhecem os sintomas da doença - que são apresentados apenas em estágio avançado. Entre os sintomas apontados, maior parcela (49%) citou problemas na bexiga (dificuldade e dor para urinar e urgência para ir ao banheiro). Mas cerca de 10% citaram sintomas que não estão relacionados ao câncer de próstata, como dor abdominal, na virilha e nas costas, náuseas, vômito, além de dor no reto, dificuldade e sangramento para evacuar e coceira no ânus. (...)

Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/11/17/brasileiros-tem-conhecimento-sobre-cancer-de-prostata-mas-evitam-fazer-os-exames-914799879.asp

 

Morfina pode acelerar alastramento do câncer, diz estudo

BBC - 23/11/2009

Testes com ratos em laboratório sugerem que a morfina teria o efeito de encorajar o alastramento do câncer, doença cujo tratamento com frequência envolve o uso de morfina para diminuir a dor resultante de cirurgias e tumores.

Cientistas americanos dizem que opiáceos como a morfina promovem o crescimento de novos vasos sanguíneos que levam oxigênio e nutrientes aos tumores.

Em uma conferência da American Association for Cancer Research, em Boston, os pesquisadores também disseram ter identificado uma droga que teria a propriedade de anular esse efeito.

Comentando o anúncio pelos especialistas americanos, a entidade britânica de fomento a pesquisas sobre o câncer Cancer Research UK disse que são necessários mais testes antes de que sejam feitas mudanças nos tratamentos.

O pesquisador Patrick Singleton, da University of Chicago, disse que testes mostraram que a morfina não apenas fortaleceu a circulação sanguínea como também pareceu facilitar a invasão de outros tecidos e o alastramento de câncer.

Singleton disse, no entanto, que o efeito negativo da morfina poderia ser bloqueado com uma droga chamada metilnaltrexona, desenvolvida na década de 80 para combater a prisão de ventre associada ao uso da morfina.

Segundo o especialista, a metilnaltrexona, cujo uso só foi aprovado recentemente nos Estados Unidos, parece funcionar sem interferir com as propriedades analgésicas da morfina.

Nos testes em ratos com câncer de pulmão, a metilnaltrexona inibiu em 90% o alastramento do câncer supostamente encorajado pelo opiáceo - dizem os especialistas. (...)

Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/11/23/morfina-pode-acelerar-alastramento-do-cancer-diz-estudo-914882157.asp

 

Hormônios produzidos durante gravidez inibem câncer de mama

Da EFE - 24/11/2009

Os hormônios produzidos durante a gravidez induzem uma proteína que inibe o crescimento do câncer de mama, segundo uma pesquisa publicada hoje pela revista "Cancer Prevention Research".

"Os hormônios, como o estrogênio, induzem a alfa-fetoproteína (AFP) que poderia ser um agente bem tolerado para o tratamento e a prevenção do câncer de mama", disse Herbert Jacobson, que liderou a pesquisa.

Jacobson é pesquisador no Centro para Doenças Imunológicas e Microbianas no Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas do Colégio Médico Albany, em Nova York.

(...) Os resultados do estudo mostraram que o tratamento com estrogênio e progesterona, estrogênio sozinho ou gonadotrofina coriônica humana reduz a incidência de câncer de mama nos ratos.

Além disso, os pesquisadores notaram que cada um destes tratamentos elevou o nível de AFP no sangue e inibia diretamente o crescimento das células de câncer de mama em cultivos, o que indica que estes hormônios da gravidez servem para prevenir essa doença. (...)

Leia mais em:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1391111-5602,00-HORMONIOS+PRODUZIDOS+DURANTE+GRAVIDEZ+INIBEM+CANCER+DE+MAMA.html

 

Inca apresenta estimativa de incidência de câncer no Brasil

O Globo - 24/11/2009

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulga, no dia 24/11, a publicação "Estimativa 2010 - Incidência de Câncer no Brasil". Feita pela Divisão de Informação da Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do Inca, a publicação contém informações de detalhadas e regionalizadas sobre o câncer no Brasil.

A obra serve de base para os gestores de saúde planejarem ações de controle da desse grupo de mais de 100 doenças, com o objetivo de reduzir a incidência e a mortalidade e está disponível no Portal do Inca, em http://www.inca.gov.br.

http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/11/24/inca-apresenta-estimativa-de-incidencia-de-cancer-no-brasil-914900975.asp

 

Cientistas criam implante que age como vacina e elimina tumores em ratos

EFE - 25/11/2009

Cientistas americanos criaram um implante que age como uma vacina e elimina tumores cancerígenos em ratos, revelou um estudo divulgado no dia 25/11 pela revista "Science Translational Medicine".

(...) Segundo os cientistas da Universidade de Harvard e do Dana-Farber Cancer Institute, o procedimento que ativa o sistema imunológico também poderia ser usado em outros mamíferos. 

(...) O procedimento consiste em implantar sob a pele pequenos discos plásticos impregnados com antígenos específicos que reprogramam o sistema imunológico para atacar os tumores. (...) O procedimento dirige o sistema imunológico para lutar contra os tumores e parece ser mais efetivo e complexo do que outras vacinas atualmente em testes clínicos, segundo o relatório.

Essas imunizações convencionais extirpam as células imunológicas, as reprogramam para que ataquem os tecidos malignos e as devolvem ao sistema. No entanto, segundo os cientistas, mais de 90% dessas células morrem muito antes de terem algum efeito. 

Os implantes de 8,5 mm de diâmetro são permeáveis às células imunológicas e liberam citocinas, que reúnem os mensageiros do sistema imunológico, chamados células dendríticas. Essas células entram pelos poros do implante, onde ficam expostas aos antígenos específicos do tumor. As dendríticas dirigem as células T, um tipo de linfócitos, do sistema para localizar e matar os tumores, segundo o relatório.

"Inseridos em qualquer ponto da pele, como os anticoncepcionais que podem ser implantados no braço de uma mulher, os implantes ativam uma resposta imunológica que mata as células tumorais", afirmou Mooney. 

Leia mais em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1392220-5603,00-CIENTISTAS+CRIAM+IMPLANTE+QUE+AGE+COMO+VACINA+E+ELIMINA+TUMORES+EM+RATOS.html

 

Um em cada quatro pacientes com câncer tem histórico de tabagismo, diz estudo

Do G1, com informações do SPTV - 26/11/2009

O primeiro perfil de pacientes do Instituto do Câncer do estado de São Paulo reafirma os males causados pelo cigarro e pela bebida: um em cada quatro tem histórico de alcoolismo ou tabagismo. De acordo com a pesquisa, 10% dos pacientes são jovens com menos de 30 anos. A maioria tem tumores que afetam o sangue. Quanto maior a idade, maior a incidência de câncer: 64% dos doentes têm mais de 50 anos.

Para quem pensa que o fumo está relacionado apenas a tumores de pulmão, boca e garganta, vai aí um dado alarmante: o maior índice de fumantes está entre os pacientes com câncer de rim e de próstata. O cigarro fez ou ainda faz parte da rotina de 46% deles. 

“Essas substâncias tóxicas do cigarro vão para a circulação sanguínea e acabam afetando muitos outros órgãos do corpo humano”, explica Giovanni Guido Cerri, diretor do Instituto do Câncer. (...)

Leia mais em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1394109-5603,00-UM+EM+CADA+QUATRO+PACIENTES+COM+CANCER+TEM+HISTORICO+DE+TABAGISMO+DIZ+ESTUD.html

 

Estudo: células com câncer podem ser removidas magneticamente
Terra Notícias - 29/11/2009

Uma equipe de cientistas americanos e britânicos descobriu um método para eliminar células cancerosas com discos magnéticos sem necessidade de utilizar altas frequências, o que evita efeitos negativos que tinham impedido até agora o uso clínico deste tipo de tratamento.

Em artigo publicado na revista Nature, a doutora Elena Rozhkova e seus colegas explicam como construíram minúsculos e finos discos magnéticos com uma liga de metais composta por ferro e níquel, onde a magnetização de todos os átomos é organizada em círculos concêntricos, criando um "redemoinho magnético".

Quando é aproximado um campo magnético alternativo, os discos oscilam, o que, segundo os testes de laboratório realizados pelos autores deste estudo, perturba o desenvolvimento das membranas das células cancerosas e inicia sua destruição.

Esta descoberta permite superar alguns dos problemas que fizeram com que este tipo de tratamento magnético ainda não seja usado clinicamente, como o da formação no corpo de massas de partículas permanentemente magnetizadas, segundo os pesquisadores.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4128079-EI238,00-Estudo+celulas+com+cancer+podem+ser+removidas+magneticamente.html

 

 

 

 

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