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Veja o que saiu na mídia sobre câncer - 16/11 a 30/11

Cientistas estudam ratos-toupeira para desvendar combate ao câncer

New York Times - 03/11/2009

 

(...) Camundongos vivem poucos anos, mas os ratos-toupeira podem chegar aos 28 anos. (...) Os camundongos são muito propensos a desenvolverem câncer; em alguns casos 90% deles morrem dessa doença. Já os humanos têm defesas mais fortes contra o câncer, o necessário para um animal de vida longa: a doença é responsável por 23% das pessoas. Todavia, os ratos-toupeiras têm defesas ainda maiores contra o câncer: parece que eles não contraem a doença. "Nunca foi observado desenvolvimento de neoplasmas espontâneos nesses animais", relataram Vera Gorbunova e seus colaboradores no artigo da edição atual do periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Gorbunova, que trabalha na Universidade de Rochester, deu o primeiro passo em direção ao entendimento da base genética da surpreendente imunidade ao câncer dos ratos-toupeira. Ela e seus colaboradores descobriram que as células dos ratos têm um sistema duplo para inibir a proliferação irregular, enquanto o sistema humano apresenta um único sistema para inibir essas células.

As células normais dos humanos desenvolvidas em laboratório mostram um comportamento conhecido como inibição de contato. Uma vez que as células entram em contato umas com as outras, elas formam uma camada única e param de se dividir. As células cancerígenas, contudo, livraram-se dessa contenção e continuam se proliferando, formando uma camada em cima da outra.

Gorbunova descobriu que as células dos ratos-toupeira e dos humanos têm um mesmo sistema de inibição de contato, mediadas por um gene conhecido como p27. Entretanto, os ratos-toupeiras, além disso, têm uma versão de ação precoce do mesmo sistema e aparentemente usam o sistema p27 apenas como uma reserva.

Quando as células dos ratos-toupeira, cultivadas em frascos de laboratório, fazem apenas pouco contato umas com as outras, elas param de crescer e de se dividir. Esse sistema de inibição de contato precoce é mediado por um gene chamado p16-ink41. As pessoas também têm o gene p16-ink4a, mas parece que ele não desempenha nenhum papel de inibição de contato das células. O sistema duplo dos ratos-toupeira pode ser um dos motivos de sua imunidade extraordinária ao câncer. (...)

Mais informações em:

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Cientistas_estudam_ratos-toupeira_para_desvendar_combate_ao_cancer&edt=34&id=60858

 

Nos EUA, 100 mil novos casos de câncer são relacionados à obesidade

Do G1, com informações do Jornal Nacional – 05/11/2009

 

A obesidade causa mais de 100 mil casos de câncer por ano nos Estados Unidos, afirmaram no dia 05/11 cientistas do Instituto Americano de Pesquisa de Câncer. Mais de 25% dos americanos são obesos.

(...) Os pesquisadores descobriram que a obesidade desencadeia e desregula a produção de insulina e de alguns hormônios aumentando o risco de câncer.

Donna Ryan, oncologista e presidente da Sociedade Americana de Obesidade, afirma que a insulina é provavelmente a ligação entre a obesidade e os casos de câncer. “Os níveis elevados do hormônio frequentemente são observadas em pessoas obesas. A insulina é um poderoso acelerador do crescimento das células e isso afeta os tumores”, diz.

A obesidade eleva o nível de estrogênio, o hormônio feminino circulando no sangue, o que pode levar a doença.

Os outros tipos de câncer mais ligados a obesidade são o câncer de rim, do colo e do reto, do pâncreas e da vesícula. (...)

Mais informações em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1368551-5603,00-NOS+EUA+MIL+NOVOS+CASOS+DE+CANCER+SAO+RELACIONADOS+A+OBESIDADE.html

 

Câncer de próstata em obesos é mais agressivo

JB online – 09/11/2009

 

O urologista americano Stephen Freedland, da Duke Prostate Center, um dos maiores pesquisadores da relação da obesidade com o câncer de próstata apresentou, no dia 08/11, no 32º Congresso Brasileiro de Urologia, em Goiânia, suas últimas descobertas sobre o tema. De acordo com ele, quatro aspectos fundamentais fazem o câncer nesse grupo ser mais agressivo e também dobra as chances de reincidência após a retirada do tumor: a diluição do PSA, o aumento do hormônio feminino no corpo (estrogênio), o aumento da próstata no obeso e a dificuldade de se fazer biopsia do órgão e a produção de IGF1 (substancia que aumenta a incidência dos tumores).

Para Freedland, a obesidade leva à queda de alguns hormônios, como a testosterona, e ao aumento de outros, como o estrogênio, e isso poderia influenciar no aumento da incidência de tumores.

(...) Para Freedland, é preciso criar um índice de PSA ajustável ao IMC (índice de massa corpórea). Segundo Tobias, os médicos hoje em dia já têm indicado biópsia em obesos com PSA de 2ng/ml. Em pessoas normais, a indicação vale a partir de 2,5ng/ml.

Outro dado apresentado pelo renomado urologista americano foi que os homens obesos têm a próstata maior, então é mais difícil diagnosticar um câncer por meio de biópsia. O médico finalizou explicando que tem dedicado grandes esforços nesses estudos para encontrar respostas para essa relação entre a obesidade com os cânceres de próstata mais agressivos e ajudar nos diagnósticos precoces. (...)

Mais informações em:

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4090970-EI8147,00-Cancer+de+prostata+em+obesos+e+mais+agressivo.html

 

Holandeses testam vacina para tratar lesões causadas por HPV

Luis Fernando Correia Especial para o G1 – 09/11/2009

 

Pesquisadores holandeses testaram a ação de uma nova vacina contra o HPV (papilomavírus humano) em mulheres que já apresentam lesões na região genital. A vacina testada é diferente das que já estão no mercado, justamente por se destinar não à prevenção e sim ao tratamento.

O alvo são as lesões pré-cancerosas que se instalam na vulva após a infecção por um dos tipos de HPV.

A neoplasia intra-epitelial vulvar é uma doença crônica com alto risco de evolução para câncer e está relacionada a alguns tipos do HPV. O HPV 16 é responsável por 75% dos casos desse tipo de problema.

A regressão espontânea das lesões ocorre em apenas 1,5% dos casos. Para os outros 98,5% restam as opções de tratamento disponíveis. Quimioterapia local, cirurgia ou ablação por laser apresentam altos índices de retorno após melhora inicial.

(...) Os cientistas da Universidade de Leiden, na Holanda, testaram a nova vacina feita com proteínas sintéticas associadas a frações de proteínas do HPV 16.

No grupo de 20 mulheres testadas, 9 apresentaram regressão total das lesões e outras 5 relataram uma diminuição de pelo menos 50% no tamanho das lesões já existentes. (...)

Mais informações em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1371767-5603,00-HOLANDESES+TESTAM+VACINA+PARA+TRATAR+LESOES+CAUSADAS+POR+HPV.html

 

Mortes por câncer entre policiais e bombeiros que trabalharam no Ground Zero assustam EUA

O Globo - 11/11/2009

 

(...) Segundo matéria publicada nesta quarta-feira no jornal britânico "Guardian", só nos últimos três meses, cinco oficiais envolvidos nas operações de salvamento e na limpeza da área onde as torres caíram, em 2001, morreram vítimas de tumores malignos. Três dessas mortes aconteceram no mês passado. A vítima mais velha tinha apenas 44 anos.

(...) Mais de 70 mil pessoas, entre policiais, bombeiros e operários da construção civil, participaram voluntariamente da megaoperação desenvolvida em Nova York após o ataque ao WTC. Muitos deles trabalharam por vários meses em meio a uma nuvem de poeira e substâncias químicas. Entre os poluente encontrados na pilha gigantesca de quase duas mil toneladas de escombros e no ar circunvizinho a ela havia 90 mil litros de combustível de jato dos dois aviões usados nos ataques, aproximadamente mil toneladas de amianto usado na construção das Torres Gêmeas, mercúrio e subprodutos altamente cancerígenos provenientes da queima de plásticos, entre outras substâncias.

Não há dados oficiais disponíveis sobre o número de pessoas que morreram em função dos trabalhos de limpeza do Ground Zero. O departamento de saúde de Nova York registrou, até hoje, 817 mortes de funcionários de serviços de emergência, mas não pode confirmar categoricamente quantos desses óbitos estariam diretamente ligados ao trabalho no local. (...)

Mais informações em:

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/11/11/mortes-por-cancer-entre-policiais-bombeiros-que-trabalharam-no-ground-zero-assustam-eua-914701870.asp

 

Cientistas comprovam eficácia de medicamento contra câncer no pulmão

Da EFE - 11/11/09

 

Um grupo de cientistas britânicos comprovou que um medicamento desenvolvido em 1998 consegue reduzir o tamanho de tumores inoperáveis em pulmões de ratos, informou hoje a "BBC".

A equipe do Imperial College de Londres agora quer testar a droga em humanos. A esperança é que os efeitos sejam os mesmos vistos nos roedores. Em metade deles, o tumor regrediu e as células deixaram de desenvolver resistência à quimioterapia.

(...) Aparentemente, o hormônio de crescimento FGF-2 acelera a divisão das células cancerígenas e estimula um mecanismo de sobrevivência que as torna resistente à quimioterapia.

O composto PD173074 utilizado pelos cientistas britânicos, inicialmente desenvolvido em 1998 para impedir a formação de vasos sanguíneos ao redor dos tumores, impede que o FGF-2 se associe às células tumorais. (...)

Mais informações em:

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1374886-6174,00-CIENTISTAS+COMPROVAM+EFICACIA+DE+MEDICAMENTO+CONTRA+CANCER+NO+PULMAO.html

 

Pesquisa pode ajudar no controle e tratamento do câncer

Do G1, com informações do Jornal Nacional - 12/11/09

 

Cientistas americanos anunciaram, no dia 12/11, uma descoberta promissora no combate à leucemia e outros tipos de câncer. 

(...) o grupo de pesquisadores de Boston, Massachussetts, tentou encontrar uma forma de parar a evolução do câncer e descobriram uma maneira de desarmar uma proteína no organismo que controla o desenvolvimento das células.
A proteína em questão é chamada de Notch. Em laboratório, os cientistas fizeram cópias de parte dela e bloquearam sua função reprodutora. Em seguida, injetaram o material de volta no sangue de ratos com leucemia. As células cancerosas pararam de se multiplicar.
Os testes ainda não foram feitos em humanos e isso deve acontecer em dois anos. Mas os pesquisadores adiantam que a técnica deve funcionar também no controle de câncer de pulmão, ovário, pâncreas e intestino. (...)
Mais informações em:

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1377193-5603,00-PESQUISA+PODE+AJUDAR+NO+CONTROLE+E+TRATAMENTO+DO+CANCER.html

 

 

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